quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Fecho de salas da Castello-Lopes deixa Açores, distrito de Viana e cinco cidades sem cinema


O encerramento de cerca de metade das salas da distribuidora afectará cinemas em Viana, São João da Madeira, Covilhã, Leiria, Loures, Seixal, Guia e Ponta Delgada.

A exibidora Socorama Castello-Lopes vai encerrar até quinta-feira 49 das suas 106 salas de cinema, levando ao despedimento de 75 trabalhadores, disse na terça-feira à agência Lusa um dos responsáveis da empresa. Desses 49 ecrãs, todos integrados em centros comerciais da Sonae Sierra, oito representam a inexistência de exibição cinematográfica no arquipélago dos Açores (quatro salas) e no distrito de Viana do Castelo (quatro salas), ficando também Covilhã, Loures, São João da Madeira, Guia e Seixal sem cinemas (32 salas). A Sonae Sierra, em comunicado, diz estar a analisar "opções de exploração destes espaços" na expectativa de que reabram "a curto prazo".

A decisão afectará oito complexos de cinema localizados em centros comerciais do grupo Sonae Sierra [do mesmo grupo a que pertence o PÚBLICO] em Viana do Castelo (quatro salas, as únicas no distrito), São João da Madeira (cinco ecrãs, os únicos da localidade), Covilhã (quatro salas, as únicas no concelho, restando um cinema multiplex na sede do distrito de Castelo Branco), Leiria (sete salas), Loures (o fecho das sete salas da Castello-Lopes faz com que a cidade fique sem cinemas), Seixal (fica também sem cinemas, fechando a exploração destes sete ecrãs), Guia (nove salas que ficam sem exploração) e Ponta Delgada (quatro salas, as únicas do arquipélago dos Açores).


Esta noite: Conversatorio sobre… Aristides de Sousa Mendes



Hoje, pelas 20 h, o Instituto Português de Cultura continua com o seu programa Gotas de Cultura apresentando um Conversatório sobre Aristides de Sousa Mendes, o Cônsul de Bordéus, que, durante o terror nazi, salvou da morte perto de 30 homens, mulheres e crianças.

Católico de formação monárquica, apesar de muito conservadore, Aristides de Sousa Mendes desobedeceu a ordens específicas do regime do Estado Novo e pagou caro a sua desobediência.  

Salazar não teve contemplações,destituiu-o do seu posto diplomático e levou a família à ruína ao impedir-lhe igualmente que exercesse a sua profissão de advogado.

O Conversatório... será conduzido pela professora Ysabel Ferreira, directora do Instituto Português de Cultura,   e terá lugar no Caantinho da Cultura, do Centro Português.

A palestra será seguida de um Porto de Honra.

Doze livros de Saramago (e muitos outros são) "proibidos" pelo Opus Dei


Doze livros de José Saramago estão entre os classificados com os mais altos níveis de interdição do Opus Dei a nível internacional, num Index que envolve 79 obras de autores portugueses, incluindo Eça de Queirós, Fialho de Almeida, Vergílio Ferreira, Miguel Torga, Lídia Jorge ou David Mourão-Ferreira. Esta é uma das revelações de um extenso trabalho de reportagem feito pelo jornalista Rui Pedro Antunes e publicado no dia 28 de janeiro no Diário de Notícias.

O dossier analisa as formas de financiamento e o milionário património do Opus Dei, organização criada por Escrivá de Balaguer e presente em Portugal em várias áreas do poder político e económico. Inclui uma entrevista com o líder do Opus Dei em Portugal, José Rafael Espírito Santo, e depoimentos de responsáveis da Igreja Católica.

A existência de um Index de livros - de ficção e de não ficção - é outro tema essencial deste conjunto de textos do Diário de Notícias, que entrevista a propósito a presidenta da Fundação José Saramago. "Só me surpreende que não estejam nessa lista todos os livros de José Saramago", diz Pilar del Río, que considera o Opus Dei "uma seita para castrar". Sublinha que José Saramago nunca escreveu sobre a mesma porque "essa seita é uma formiga e por isso não lhe interessava para nada". Os livros de Saramaga que o Opus Dei proíbe aos seus membros são: Caim, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Manual de Pintura e Caligrafia e Memorial do Convento.
Fundação José Saramago.

Bélgica: Obra de Fernando Pessoa inspira peça de teatro


Ortónimo e heterónimos pessoanos ganham vida na peça “Miroirs de Fernando Pessoa”, em cena até 9 de fevereiro de 2013, no Théâtre des Martyrs, em Bruxelas. A peça, que estreou a 15 de janeiro, é uma adaptação do dramaturgo belga Paul Emond a partir da obra do poeta português.
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Quatro atores - John Dobrynine, Emmanuel Dekoninck, Itsik Elbaz e Idwig Stéphane - representam em palco o confronto do ortónimo com os heterónimos e destes entre si. Tudo isto acontece em torno de um inquérito meio lúdico conduzido por um deles, mais precisamente, o Doutor Quaresma, decifrador de enigmas.

 “Por vezes intensamente poética, outras vezes engraçada e louca, esta é uma viagem vertiginosa num labirinto povoado de duplos tão contraditórios como os poetas neopagãos, um novo Fausto, um banqueiro anarquista, um criador de odes futuristas, um sonhador melancólico, e até mesmo um decifrador de enigmas”, escreve Paul Emond, a propósito da peça.

No passado sábado, dia 19 de janeiro, a cafetaria do teatro recebeu um concerto de música portuguesa. A 22 do mesmo mês foi apresentado o livro “Portrait de Pessoa”, por Jacques de Decker, secretário da Academia Real de Língua e Literatura Francesas da Bélgica, seguida de um encontro com os atores e o encenador. In Instituto Camões.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Amigos do Museu Nacional de Arte Antiga comemoram centenario.


Com a edição do livro "Por Amor à Arte", a 6 de fevereiro, encerram-se as celebrações do centenário do Grupo dos Amigos do Museu Nacional de Arte Antiga (GAMNAA). Cem anos em que a ação do Grupo não se esgotou em doações estendendo-se à divulgação do Museu Nacional de Arte Antiga e das suas coleções, alargando-se a quase todas as áreas da museologia.

Fundado em 1912 pelo primeiro diretor do Museu Nacional de Arte Antiga, José de Figueiredo, juntamente Raul Lino, Columbano Bordalo Pinheiro, D. José Pessanha e Alfredo da Cunha entre muitos outros, o Grupo dos Amigos começou por ser instrumental enquanto doador de peças.
Hoje desenvolve ainda essa ação, mas alargou o seu âmbito a quase todas as áreas do museu: biblioteca, serviço educativo, produção de exposições e divulgação.

Expresso.

Brasil: Maria de Medeiros estreia-se nos palcos brasileiros com a peça “Aos Nossos Filhos”


A peça de teatro “Aos Nossos Filhos”, escrita por Laura Castro e dirigida por João das Neves, leva pela primeira vez aos palcos brasileiros a atriz portuguesa Maria de Medeiros, no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília (CCBB), de 1 a 24 de fevereiro de 2013.

As relações familiares contemporâneas são o ponto de partida para a peça “Aos Nossos Filhos”. A ação centra-se no “confronto de duas gerações de mulheres, mãe e filha, ambas revolucionárias a seu tempo”. A organização destaca a participação de Maria de Medeiros relembrando que é uma atriz “conhecida mundialmente por sua atuação no filme Pulp Fiction, de Quentin Tarantino”.

Maria de Medeiros interpreta o papel de mãe, uma mulher liberal que teve três casamentos e filhos em dois deles. Lutou contra a ditadura no Brasil, pegou em armas e foi exilada. A filha, interpretada por Laura Castro, representa o contraponto: é uma mulher mais conservadora, casada há 15 anos com outra mulher. É quando decide contar à mãe que vai ter um filho através da barriga de sua companheira que o enredo se adensa e começam as primeiras reflexões.

Amigos da Fundação José Saramago


A Fundação José Saramago tem como fontes de financiamento os direitos de autor da ob
ra de José Saramago e as receitas de entrada e da sua livraria/loja na Casa dos Bicos, não recebendo qualquer financiamento público. Abrimos agora a possibilidade de os nossos amigos poderem ser parceiros deste projeto através da criação do grupo de Amigos da Fundação José Saramago.


Plafonds de adesão:

1. - Obrigado por juntar o seu nome aos Amigos da Fundação José Saramago! Ao contribuir com um valor entre 5,00 € e 10,00 €, o seu nome passa a integrar a lista de Amigos da Fundação disponível na nossa página de Internet e receberá em pdf, na sua caixa de correio eletrónico, um cartão de Amigo da Fundação;

2. - Obrigado por juntar o seu nome aos Amigos da Fundação José Saramago! Ao contribuir com um valor entre 11,00 € e 20,00 €, para além dos benefícios antes mencionados usufrui de entrada gratuita na Casa dos Bicos sempre que nos visitar;


Fundação José Saramago.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Conversatorio sobre… Aristides de Sousa Mendes


No próximo dia 31 de Janeiro, pelas 20 h, o Instituto Português de Cultura continua com o seu programa Gotas de Cultura apresentando um Conversatório sobre Aristides de Sousa Mendes, o Cônsul de Bordéus, que, durante o terror nazi, salvou da morte perto de 30 homens, mulheres e crianças.

Católico de formação monárquica, apesar de muito conservadore, Aristides de Sousa Mendes desobedeceu a ordens específicas do regime do Estado Novo e pagou caro a sua desobediência.  

Salazar não teve contemplações,destituiu-o do seu posto diplomático e levou a família à ruína ao impedir-lhe igualmente que exercesse a sua profissão de advogado.

O Conversatório... será conduzido pela professora Ysabel Ferreira, directora do Instituto Português de Cultura.

Seis mil livros portugueses para 30 escolas... britânicas!

A Coordenação de Ensino Português no Reino Unido e Ilhas do Canal celebra a 25 de janeiro de 2013, na “Lilian Baylis Technology School” (sul de Londres) a doação de livros portugueses de literatura infantil e juvenil a escolas da rede do Camões Instituto da Cooperação e da Língua (CICL) que acolhem aulas de Português.

A cerimónia de entrega realiza-se pelas 17:30 na Lilian Baylis, em Kennington, e será presidida pelo Embaixador de Portugal em Londres, João de Vallera, que procederá à oferta comemorativa de livros ao diretor da escola. Na sessão estarão também presentes representantes do Millennium BCP e da ONG Karingana.

A Lilian Baylis é uma escola secundária que no ano letivo 2012/2013 tem pela primeira vez ensino de Português integrado na sua oferta curricular. Acolhe também alunos do ensino primário e secundário de várias escolas da zona de Londres, em ensino paralelo ou after-school, como é designado no Reino Unido.

No total, são 258 alunos de Português e 3 professores da Coordenação de Ensino que aqui aprendem e ensinam português, em estreita colaboração com a direção da escola. A Lilian Baylis destaca-se pelo ambiente de coesão criado entre alunos de mais de 40 nacionalidades, com uma larga percentagem de alunos luso-descendentes.
 

Coimbra: Biblioteca da Universidade celebra 500 anos


A Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC), considerada "a mais rica biblioteca universitária" do mundo lusófono, comemora, este ano, o seu 500º aniversário, com um programa "vasto e diversificado" que será divulgado ainda esta segunda-feira e que vai prolongar-se ao longo de 12 meses.

Embora não se conheça "nenhum documento oficial atestando a fundação da biblioteca, a existência da Casa da Livraria é expressamente referida numa ata de 12 de Fevereiro de 1513", explica uma nota da assessoria da Universidade de Coimbra citada pela agência Lusa.

De acordo com a mesma nota, essa ata inclui "uma determinação do reitor para que se fizessem obras no respetivo edifício", o que permite afirmar "que a BGUC se situa numa linha de continuidade que tem, pelo menos, cinco séculos".

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

José Saramago homenageado em Lanzarote com escultura


Uma escultura de uma oliveira com quase cinco metros vai ser instalada junto à casa onde o escritor José Saramago (1922-2010) viveu, em Tías, Lanzarote, em homenagem ao Nobel da Literatura português, foi hoje anunciado.
De acordo com um comunicado da Fundação José Saramago, em Lisboa, a escultura em aço vai ser instalada na rotunda que dá acesso ao complexo onde fica a casa e a biblioteca do escritor, em Tías, no dia 18 de março, data do segundo aniversário da abertura deste espaço ao público.
A iniciativa foi apresentada esta semana numa sessão onde estiveram presentes a conselheira de Cultura do Governo das Canárias, Inés Rojas, o presidente do Cabildo de Lanzarote (órgão de governo da ilha), Pedro san Ginés, o presidente da Câmara Municipal de Tías, Francisco Hernández, e a presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Río.
A escultura, da autoria de José Perdomo a partir de um desenho de Esther Viña, ambos de Lanzarote, representa uma oliveira feita com as letras iniciais de José Saramago: o tronco é a letra "j" e os ramos são todos em forma da letra "s".


Diariode Notícias.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Qué diría hoy Saramago


¿Qué diría José Saramago de lo que nos está tocando vivir? Cabe preguntárselo ahora que nos van faltando referentes y el silencio se adueña de muchos que podrían hablar. Hace poco más de dos años y medio que nos falta y su figura crece –si cabe- en su obra viva, pero si quieren realmente sentir a Saramago, premio Nobel de Literatura, escritor, político, hombre, idea, nada como visitarle en la Fundación que lleva su nombre en Lisboa.

Las cenizas de José Saramago están enterradas en plena calle, a la puerta de Casa dos Bicos donde, desde unos pocos meses, funciona la Fundación en su memoria. Bajo un olivo centenario traído de Azinhaga, su aldea natal. Y con tierra de Lanzarote, la isla canaria donde vivió porque vientos de incomprensión por su obra le habían alejado de Portugal. En particular por El Evangelio según Jesucristo (1991). Una frase de Memorial del Convento fija en el suelo un lema simbólico: “No subió a las estrellas porque pertenecía a la tierra”. Y ahí está. Con todo aquél que se acerque.

Pilar del Río, su viuda, desciende acogedora por las escaleras de la Casa dos Bicos, donde subir es leer palabras del escritor. Mujer de fuerza y determinación envidiables, preside la Fundación y, sobre todo, la cuida y la mima. Acude de guía espontánea para los visitantes, entre reunión y reunión para mantener un proyecto que no cuenta con ayudas públicas, salvo el edificio cedido por el Ayuntamiento. Y es tal su dedicación que puede coger una bayeta para limpiar unas motas de polvo en el escritorio de Vasco Gonçalves, general de abril, Presidente de la República, companheiro do povo, que también está ahí con todas sus cosas. Junto al auditorio y la biblioteca.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Paula Rego expõe inspirada na lenda "A Dama Pé-de-Cabra"


Seis telas de Paula Rego inspiradas na obra de Alexandre Herculano "A Dama Pé-de-Cabra" vão estar expostas a partir do dia 24 em Londres, na galeria Marlborough Fine Art.

Os quadros foram apresentados pela primeira vez na Casa das Histórias, o museu em Cascais dedicado à obra d
a pintora portuguesa, entre julho e outubro, no âmbito de um projeto com a artista portuguesa Adriana Molder.


A série foi inspirada no texto publicado na coletânea "Lendas e Narrativas", que o escritor português do século XIX escreveu com base numa lenda que remonta ao século XI.

Na mesma exposição estarão uma série de oito gravuras a cores inspirada em temas diversos, incluindo o poema "Do you remember an Inn, Miranda?", de Hilaire Belloc, e a personagem Pierrot.

Na exposição, que permanece aberta ao público até 01 de março, será vista pela primeira vez "The Playground" [O Parque Infantil], uma maqueta escultural criada com figuras que Paula Rego usa como modelo para as suas telas.

A pintora portuguesa, de 77 anos, reside e trabalha no Reino Unido desde os anos 1970, país onde estudou e de onde era originário o marido, também pintor, Victor Willing.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Fantasporto vai ter 300 filmes (COM VÍDEO)



O Fantasporto apresentou a edição de 2013 com a promessa de mais filmes, mais diversida
de cultural e ainda mais qualidade, apesar dos cortes orçamentais. "O orçamento deste ano é muitíssimo mais reduzido, menos um quinto que há cinco anos", disse Mário Dorminsky, diretor do maior festival do País, na conferência de imprensa que teve ontem lugar no Porto.


A 33ª edição do Fantas realiza-se no Teatro Rivoli de 25 de fevereiro a 10 de março, com a exibição de mais de 300 filmes, oriundos de 35 países. No dia 1 de março, a semana oficial abre com sessão dupla do clássico ‘Os Sapatos Vermelhos’, de Michael Powell e Emeric Pressburger, e a estreia de ‘Mamã’ produzido por Guillermo del Toro. Dorminsky garante que o evento continua a ter muito público, por ser "o único veículo para que as pessoas possam ver os filmes que não passam no circuito comercial". Na Semana dos Realizadores vai estar o vencedor do Leão de Ouro de 2012, ‘ Pietà’ de Kim Ki-Duk, e ainda ‘O Profundo Mar Azul’, do britânico Terence Davies.


Antologia italiana inclui Manuel Alegre ao lado de Dylan, Lennon e Cohen


Autor de O Canto e as Armas foi o português escolhido para integrar uma antologia italiana de estudos sobre poetas e cantores de resistência

A editora italiana Diagosfera ETS acaba de lançar a antologia Canto Un Mondo Libero, organizada por Marco Fazzani, que inclui Manuel Alegre ao lado de um conjunto de poetas e songwriters de diversos países, dos americanos Woody Guthrie e Bob Dylan, ao canadiano Leonard Cohen ou ao chileno Vitor Jara, assassinado poucos dias após o golpe de Estado de Pinochet.

A obra, de 250 páginas, inclui traduções italianas de alguns poemas e canções – um dos seus propósitos é justamente questionar as fronteiras entre a poesia escrita para ser impressa e lida e a aquela que se destina a ser cantada –, mas é, antes de mais, uma recolha de ensaios de diversos autores sobre “poetas e cantautores que se bateram pelos ideiais da liberdade e da democracia contra regimes ditatoriais e os abusos do Estado”, esclarece a editora.

O ensaio relativo a Manuel Alegre, que é o único autor português incluído no livro, abarca o seu percurso biográfico e a sua actividade anti-fascista, mas é também um comentário à sua obra literária. Assina-o Sandra Bagno, titular da cátedra Manuel Alegre da Universidade de Pádua, criada em 2010 para o estudo da língua, literatura e cultura portuguesas.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Novo número de Blimunda...

O primeiro número da Blimunda neste ano de 2013 centra-se nos universos da BD e do jornalismo, meios aparentemente distantes mas cada vez mais cruzados. Centrando-se em obras de Joe Sacco, Aleksandar Zograf, Jean Philippe Stassen ou Ricardo Cabral, Sara Figueiredo Costa procura apontar caminhos para novas expressões de realidades mais próximas ou mais distantes.

Na secção infantil e juvenil, Andreia Brites recorda Manuel António Pina e fala do tempo e de gatos, no mês que é o deles, visitando a coleção Gato Letrado, da editora brasileira Pulo do Gato, e quatro títulos da portuguesa Planeta Tangerina. A acompanhar os textos, as fotografias de Manuel António Pina e dos seus gatos, de autoria de Luísa Ferreira.

A terminar, a Saramaguiana volta atrás trinta anos para celebrar o trabalho do encenador Joaquim Benite, desaparecido no último mês do ano que há pouco terminou. É o "construtor de teatro", o construtor de vida que aqui se homenageia, recordando as suas encenações de textos de José Saramago. Talvez a melhor forma de mostrar que o seu trabalho, o seu legado continua vivo na cidade de Almada, em todos os palcos e, também, nas páginas da Blimunda.

Por fim, um agradecimento a Luísa Ferreira e à Companhia de Teatro de Almada, pela disponibilidade e amizade.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Manoel de Oliveira está de novo internado no Porto


Oliveira, 104 anos feitos no dia 11 de Dezembro, tinha já passado o Natal e o Ano Novo no hospital

Manoel de Oliveira foi de novo internado, na passada sexta-feira, num hospital público do Porto, para ser tratado de uma gripe.

“O médico decidiu interná-lo por uma questão de precaução, já que tinha temperatura elevada, mas encontra-se bem”, disse este domingo ao PÚBLICO a filha do realizador, Adelaide Trêpa. Oliveira, 104 anos feitos no dia 11 de Dezembro, tinha já passado o Natal e o Ano Novo no hospital, na altura afectado por uma bactéria, tendo tido alta no dia 7 de Janeiro. No Verão, esteve internado num hospital de Gaia, devido a um problema de insuficiência cardíaca.

Manoel de Oliveira, o mais velho realizador do mundo ainda em actividade, estreou em 2012 a longa-metragem O Gebo e a Sombra, a partir de Raul Brandão, e a curta O Conquistador Conquistado, integrada no projecto “Centro Histórico”, de Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura (que incluiu também curtas de Pedro Costa, do espanhol Victor Erice e do finlandês Aki Kaurismaki).



Artista português João Penalva expõe pela primeira vez em Hong Kong

O artista português radicado em Londres João Penalva vai expor pela primeira vez em Hong Kong, cidade onde a partir de terça-feira exibe imagens de cabos elétricos captadas na metrópole japonesa de Osaka.
Patente na Simon Lee Gallery Hong Kong até 23 de março, a mostra inclui novas imagens da série "Looking up in Osaka (2005 - 2006)", com mais de 300 fotografias daquele período.
"São imagens de cabos elétricos suspensos sobre as ruas de Osaka, no Japão, mostradas em Hong Kong. Apesar de também haver alguns cabos suspensos em Hong Kong, são muito menos frequentes do que no Japão, onde estão presentes em todas as paisagens urbanas. Portanto, a origem das imagens não é imediatamente reconhecível aqui", disse à agência Lusa, numa resposta enviada por correio eletrónico a partir de Hong Kong.
João Penalva parte para a exposição em Hong Kong com as expectativas "de sempre" numa primeira visita a um lugar onde nunca esteve: "Encontrar material com que possa trabalhar, e voltar".

Maria de Medeiros estreia peça de teatro em Brasília


A cantora, cineasta e atriz portuguesa Maria de Medeiros estreia a 1 de fevereiro, na capital brasileira, a peça ‘Aos Nossos Filhos’, que trata de relações familiares contemporâneas, inserida na programação do Ano de Portugal no Brasil.

O texto trata dos conflitos de duas gerações, quando a filha, interpretada pela atriz brasileira Laura Castro, conta para a mãe, Maria de Medeiros, que terá um filho através da barriga da sua companheira, com quem vive há 15 anos.
O texto, baseado na experiência pessoal da autora, Laura Castro, também trata de outras temáticas, já que a mãe é uma mulher que lutou contra a ditadura no Brasil, pegou em armas, e acabou exilada em diversos países.

Elisabete Matos na Ópera de Vienna


A soprano portuguesa Elisabete Matos - a celebrar 25 anos de carreira - protagoniza a ópera ‘Nabucco’, de Verdi, sob a direção de Jesús López-Cobos, que estará em cena a partir de domingo, na Ópera de Viena.

Elisabete Matos desempenhará o papel de Abigaille, a suposta filha de Nabucco - rei da Babilónia - papel que será defendido pelo barítono polaco Andrzej Dobber. Constituem ainda o elenco, o baixo italiano Michele Pertusi, no papel de Zaccaria, e o tenor ucraniano Marian Talaba, no papel de Ismaele.

‘Nabucco’ - ópera de Giuseppe Verdi com libreto de Temistocle Solear - foi estreada em março de 1842, no Teatro Alla Scala, em Milão - durante a ocupação austríaca do território italiano - e suscitou um forte sentimento nacionalista dos transalpinos, nomeadamente o coro dos escravos hebreus, ‘Va, pensiero, sull'ali dorate’, interpretado no terceiro ato.

O coro passou a ser cantado em várias récitas por toda a Itália, como forma de protesto pelo domínio dos Habsburgo.

"Comboio nocturno para Lisboa" selecionado para Berlim


O filme "Comboio nocturno para Lisboa", do realizador dinamarquês Bille August, rodado em Portugal, integra em fevereiro a seleção oficial do festival de cinema de Berlim, cuja programação foi hoje anunciada.
A organização divulgou a lista completa das 24 longas-metragens selecionadas e, entre elas, está a co-produção portuguesa, "Comb
oio nocturno para Lisboa", protagonizada por Jeremy Irons, que fica de fora da competição pelo Urso de Ouro, o prémio máximo do festival.

Baseado no romance homónimo do escritor suíço Pascal Mercier, o filme tem Lisboa por cenário e é um "thriller filosófico", como o realizador disse à agência Lusa, em maio passado, quando terminou a rodagem.
"Introduz-nos num mundo cheio de pessoas inacessíveis, às quais vamos acedendo; a história é como um grande jogo matemático, é uma escrita muito inteligente e essa combinação com o lado filosófico faz com que seja uma história única", disse.
Além de Jeremy Irons, do elenco fazem parte Charlotte Rampling, Melanie Laurent, Bruno Ganz, Jack Huston, Beatriz Batarda, Marco d'Almeida, Nicolau Breyner, August Diehl e Christopher Lee.


domingo, 20 de janeiro de 2013

Morreu o investigador Stephen Reckert, 89 anos, especialista em literatura portuguesa


O catedrático de Literatura Stephen Reckert, 89 anos, faleceu quinta-feira, em Lisboa, informou esta sexta-feira o Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

O corpo do investigador está a ser velado na Basílica da Estrela, em Lisboa, onde se realiza no sábado, às 13h30, uma homenagem, seguindo-se o funeral, às 14h, para o Cemitério dos Olivais, onde se realizará a cerimónia de cremação às 15h, segundo a mesma fonte.

Reckert foi um investigador da literatura portuguesa e espanhola, tendo dedicado especial atenção ao período medieval e a autores como os portugueses Gil Vicente e Cesário Verde. Em 1980, participou na criação do Gabinete de Estudos de Simbologia da Universidade Nova de Lisboa.

Stephen Reckert foi recentemente homenageado pela Academia das Ciências, através do lançamento do livro Por s’entender bem a letra -- Homenagem a Stephen Reckert, publicado pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda.

Natural do Estado norte-americano de Indiana, Stephen Reckert estudou na Universidade de Yale e na de Cambridge, e pós-graduou-se no Trinity College.


sábado, 19 de janeiro de 2013

Richard Zenith lê e comenta um dos últimos poemas de Álvaro de Campos


O norte-americano Richard Zenith, tradutor e especialista na obra de Fernando Pessoa, reconhecido com o Prémio Pessoa 2012, lê e comenta um dos últimos poemas de Álvaro de Campos. "Teoria da Heteronímia" (Fernando Pessoa, org. Fernando Cabral Martins e Richard Zenith, Assírio & Alvim) foi lançado recentemente e faz uma revisão da experiência e da ideia de autoria que tornou Pessoa num dos grandes mitos literários do século XX. No ípsilon desta semana, Luís Miguel Queirós entrevista Richard Zenith e Gustavo Rubim assina uma crítica a "Teoria da Heteronímia".

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Paulo Branco: autarquias e empresas poderiam "fazer muito mais pelo cinema” em Portugal


O produtor Paulo Branco defendeu hoje que Portugal “poderia fazer muito mais pelo cinema do que fez até agora”, propondo um maior envolvimento de outras entidades, como autarquias e empresas, tanto na produção nacional como na captação de projectos estrangeiros.
Na apresentação do filme Cadências obstinadas, que a realizadora francesa Fanny Ardant está a rodar em Lisboa, Paulo Branco sublinhou que “na situação actual portuguesa é muito importante que se consigam captar para Portugal projectos em que actores portugueses, técnicos portugueses, uma equipa essencialmente portuguesa esteja envolvida”.
“Não se pode estar só à espera que seja o ICA [Instituto do Cinema e Audiovisual] a resolver as situações todas. As autarquias têm uma enorme responsabilidade, as televisões têm uma enorme responsabilidade e as grandes empresas deveriam ter uma enorme responsabilidade no desenvolvimento do cinema português”, disse o produtor.

Em Lisboa, por exemplo, a câmara municipal está a desenvolver um projecto - intitulado Lisbon Film Comission - para atrair para a capital a rodagem de mais produções cinematográficas. O objectivo é atrair mais produções, em particular estrangeiras, para a cidade, facilitando procedimentos e aplicação de taxas, e projectando, assim, a imagem de Lisboa no mundo. Além de Lisboa, existem projectos semelhantes no Algarve e nos Açores, com vista ao aproveitamento das regiões para a rodagem de filmes.

Lisboa ganha novo museu com obra de Júlio Pomar


No dia em que o pintor e escultor celebrou o seu 87º aniversário, a Câmara Municipal de Lisboa deu a conhecer à comunicação social o novo atelier-Museu Júlio Pomar, um espaço que inaugura na primavera deste ano, inserido num conjunto de equipamentos culturais da autarquia e que tem como arquiteto Álvaro Siza Vieira.

Este atelier-museu, que está a ser desenvolvido em parceria pela Câmara Municipal e pela Fundação Júlio Pomar, será, esperam os seus mentores, um espaço de discussão crítica para receber outros criadores e pensadores.

Além disso, vai colocar à vista do público um acervo de várias centenas de obras do artista português, doadas pelo próprio à Fundação Júlio Pomar, com pintura, escultura, desenho, gravura, cerâmica, colagens e assemblage.

Cinemas perdem 1,9 milhões de espectadores em 2012

As salas de cinema portuguesas perderam 1,9 milhões de espectadores em 2012, em relação ao ano anterior, totalizando 13,7 milhões de entradas, o valor mais baixo dos últimos oito anos, revelou o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA).

As estatísticas anuais divulgadas pelo Instituto dão conta de uma descida acentuada também na receita de bilheteira, num total de 73,8 milhões de euros, menos seis milhões de euros do qu
e em 2011.
Agosto foi o mês preferido dos portugueses para ir ao cinema, com 1,7 milhões de espetadores, e maio foi o pior, com um total de 801 829 bilhetes vendidos.
Os dados demonstram ainda grandes assimetrias na exibição cinematográfica ao nível distrital, com concentrações em Lisboa (158 salas e 228851 sessões) e no Porto (83 salas e 118363 sessões), por comparação, por exemplo, com Portalegre, que teve apenas 20 sessões em 2012 nas duas salas existentes, e Bragança, com seis salas e 317 sessões. In Correio da Manhã.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Cinemateca exibe o mais censurado dos filmes portugueses

O filme "Catembe" (1964), de Faria de Almeida, o mais censurado dos filmes portugueses, vai ser exibido na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, na quarta-feira.
Coproduzido pelo realizador Faria de Almeida e por António da Cunha Telles, a partir de Lisboa e Lourenço Marques, onde foi filmado, "Catembe" é um "caso excecional na filmografia portuguesa, onde figura como o título mais censurado de sempre", sublinha a Cinemateca.
A película estreou-se comercialmente em 1965, no lisboeta cinema Império, numa versão retalhada por 103 cortes de censura, sendo mesmo assim interdito pouco depois, recorda ainda a entidade.
"Catembe" foi exibido publicamente poucas vezes depois de 1974 e será projetado na Cinemateca, pela terceira vez desde 1980, na cópia 35mm atualmente existente.
O filme faz parte do lote de obras da coleção da Cinemateca que não foram ainda preservadas, razão pela qual "Catembe" tem sido muito pouco visto fora do contexto específico de visionamentos de investigações, enquadra ainda a Cinemateca na nota sobre a obra.
A projeção visa chamar a atenção para a importância histórica do filme "incontornável da cinematografia dos anos 1960 portugueses, em que propôs uma reflexão sobre a presença de Portugal em África em anos de Guerra Colonial".
A sessão de "Catembe", na quarta-feira, às 19 horas, incluirá a projeção de onze minutos de cortes de censura, depositados na Cinemateca por Faria de Almeida, à semelhança dos restantes materiais do filme.

Graça- Moura: Acordo Ortográfico...

Pelos vistos há quem, tendo defendido apressadamente a entrada em vigor do Acordo Ortográfico e a sua pronta aplicação entre nós, comece a entrar em pânico, por ver agora esse viçoso horizonte da escrita lusitana recuar para o limbo da irrecuperabilidade de tão fecundas perspectivas.
Realmente, o esforço que essas pessoas despenderam está a tornar-se dia a dia mais inglório para tão destemidos seres. Mas eles ainda tentam uma cartada desesperada: alvoroçam-se a advertir as massas ignaras de que, nada disso!, o Brasil mais não fez do que adiar a data de início de aplicação do famigerado documento e, como acontece com o Benfica, quem não é por ele não é bom chefe de família!

Consideram intolerável que andem por aí uns vadios de bazuca ao ombro que não desistem de atirar contra esse texto sacrossanto e afinal ele mantém-se em vigor, forte, fiel, façanhoso, no esplendor inconsútil e diamantino da sua formulação de 1990...
O azar dos Távoras desses defensores do Acordo é que, primeiro, nunca leram devidamente o texto dele e, segundo, não têm lido os jornais, em Portugal e, sobretudo, no Brasil.
Se o tivessem feito, teriam percebido sem grande convulsão cerebral por que razões até o Brasil recusa o dito na sua forma presente, de tão mau que o papel é, e ficavam também a saber que o adiamento veio culminar um processo de protestos consecutivos da sociedade civil brasileira reclamando toda uma série de alterações às normas nele contidas.

Mais sobre o (des)Acordo Ortográfico...

A intrigante sanha anti-Acordo Ortográfico *

M. Gaspar Martins**

«Surpreende-me haver tanta gente a protestar contra um Acordo Ortográfico que não mexe na oralidade mas procura, sem ir tão longe quanto devia, simplificar a escrita. Não vejo a mesma tenacidade no combate às afrontas à nossa língua, como (…) por exemplo (…) haver uma faculdade pública onde todas as aulas são dadas em inglês (…).» Carta publicada no jornal Público de 12/04/2012.
Intriga-me a sanha
anti-Acordo Ortográfico (AO) que o Público não se cansa de difundir. Também sou contra, mas não pelas razões apresentadas que se fundam essencialmente na tradição, no saudosismo, na etimologia.Tentam ridicularizar a eliminação das consoantes mudas que ajudam a abrir a vogal anterior. Ora há numerosas palavras em que tal não se verifica (actriz, actual, actividade, etc.). Acabo de ler a carta de um leitor alarmado com a eliminação da consoante muda em ótica por poder ocasionar confusões que levem a operar aos ouvidos quem sofre de cataratas… Erros médicos surgem por falta de diligência, não pelas palavras até porque faladas (óptica/ótica) pronunciam-se de igual modo.
Ciberdúvidas.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Gérard Depardieu vem a Lisboa rodar 'Cadências Obstinadas'

O francês Gérard Depardieu vai entrar no filme ‘Cadências Obstinadas’, realizado pela sua compatriota Fanny Ardant e que começou a ser rodado em Lisboa esta semana. Na conferência de imprensa de apresentação da longa-metragem produzida

pelo português Paulo Branco, que teve lugar nesta manhã de quarta-feira, não foi dito quando é que o recém-naturalizado russo estará em Portugal.

"Ele já cá está. Está no meu quarto", ironizou Fanny Ardant, feliz por contar com o seu "grande amigo" na segunda longa-metragem que realiza.
Rodado nas próximas seis semanas, ‘Cadências Obstinadas' tem no seu elenco atores como Asia Argento, Franco Nero, e os portugueses Nuno Lopes e Ricardo Pereira.
'Cadências Obstinadas', que será falado em francês e integralmente rodado em Portugal, conta a história da forma como a renovação de um hotel em ruínas tem influência nas relações de amor e de amizades entre as personagens. In Correio da Manhã.

Vasco Graça Moura e o (des)Acordo Ortográfico...


As questões de fundo relativas à aplicação do Acordo Ortográfico continuam por resolver. Não entrou em vigor, mas há sectores, tanto oficiais como privados, em que vigora sem rodeios especiais o princípio do faz-de-conta. Faz-se de conta que o Acordo já se aplica de pleno e estropia-se alegremente a nossa língua. Jornais e editoras continuam a fazê-lo da maneira mais bárbara. Há já alguns livros importantes que saem cheios dos correspondentes aleijões. E eles só não vieram ainda afectar uma série de clássicos da língua pela razão singela de que cada vez menos se cura de editá-los e pô-los ao alcance de toda a gente.
Ninguém parece ter sequer acordado para a necessidade de uma revisão. As duas grafias coexistem, porque, felizmente, um quotidiano importante e uma grande parte dos colaboradores da imprensa lusitana se mantêm fiéis à grafia anterior e esta é, por enquanto, a única que, legalmente, pode e deve ser aplicada. Toda a gente sabe que é assim e não vale a pena repeti-lo.
É possível que o lobby das editoras, depois de se ter precipitado na adopção do Acordo em livros escolares, manuais, dicionários e agora noutras publicações, procure impor essa coisa sem nome em todos os sectores da vida nacional, em especial no escolar. Também é possível que o poder não saiba lá muito bem o que fazer, seguindo e alimentando, neste aspecto, a desorientação das escolas.


 

 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Curta portuguesa 'Tabatô' na competição de Berlim

O filme Tabatô , de João Viana, foi selecionado para a competição oficial de curtas-metragens do Festival de Berlim, de 7 a 17 de fevereiro.

Tabatô foi realizado na aldeia com o mesmo nome, na Guiné Bissau, que é, explica o realizador, "um local extraordinário", onde "toda a gente toca algum instrumento". Viana pensou fazer um documentário mas como "aquela é uma terra de contadores de histórias" acabou por ir para a ficção e fazer uma curta e uma longa-metragem que, se tudo correr bem, hão de chegar às salas de cinema nacionais no segundo semestre deste ano.

João Viana criou em 2009 a sua própria produtora, a Papaveronoir, mas as dificuldades são muitas. "Tenho imensa liberdade mas é terrível nos tempos que correm", comenta. Para já, o objetivo é Berlim. "Não tenho dinheiro para ir nem sequer para fazer as cópias para mandar para o festival, vamos ver como faremos." O realizador espera que o ICA abra, em tempo útil, os concursos de apoio à particiapação nos festivais. "É uma oportunidade única", diz.

Viana, nascido em 1966, estreou-se como realizador em 2004 com A Piscina, que esteve em competição em Veneza. É também realizador da curta Alfama, que competiu em Clermont-Ferrand. A Batalha de Tabatô será a sua primeira longa-metragem: "Tem os mesmo atores e são filmadas no mesmo local mas são histórias e filmes diferentes", explica.