segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A participação de artistas portugueses em exposições internacionais vai ser divulgada no Google nos próximos quatro anos, no âmbito de um acordo assinado pela direcção-geral das artes

Os artistas portugueses tem a partir de agora mais uma ferramenta onde podem divulgar a participação em exposições internacionais, entre outros conteúdos: o Google. A iniciativa, válida por quatro anos, surge no âmbito de um acordo assinado entre o motor de busca e a Direção-geral das Artes (DGArtes).

De acordo com a DGArtes, o acordo foi assinado no final da semana passada com o Google Cultural Institute para divulgação de conteúdos daquele organismo responsável pela promoção e divulgação da criação artística nacional.

O acordo, segundo a DGArtes, inclui os programas "Art Project" e o "World Wonders Project" para o mesmo período.

A primeira das exposições internacionais portuguesas a ser divulgada no Google será a presença na Bienal de Arte de Veneza, com início em Maio, em que Portugal estará representada com: "Neighbourhood -- Where Álvaro meets Aldo", sobre a obra de Álvaro Siza Vieira, no âmbito da habitação social, com curadoria dos arquitetos Nuno Grande e Roberto Cremascoli.

A participação portuguesa consistirá na exposição do projeto de loteamento de habitação social, que Siza Vieira desenhou há mais de trinta anos, e cuja construção ficou incompleta, e que deverá agora ser retomada.


Jornal de Caracas recorda Sérgio Alves Moreira

Letras, suplemento cultural do jornal Ciudad Caracas, recordou na sua edição mais recente a figura do livreiro e poeta português Sérgio Alves Moreira (SAM), dedicando-lhe um extenso artigo de Coral Pérez Gómez.
SAM chegou a Caracas a meados da década de 50 do século passado e tornou-se pouco tempo depois no livreiro mais emblemático da cidade, primeiro nas Torres de El Silencio, posteriormente na Librería Divulgación, do CC Los Chaguaramos.
Leitor incansável e grande promotor de autores portugueses em Caracas, SAM foi sempre um dedicado militante político e divulgador cultural. Fez parte da Junta Patriótica Portuguesa e foi fundador do Instituto Português de Cultura. Também não é possível deixar de mencionar a sua participação na preparação da Operação Dulcineia, que levou à tomada do Santa Maria em 1961, numa arrojada e mediática operação de luta contra a ditadura.

SAM faleceu num hospital de Caracas em Fevereiro de 2009.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Madeira recebe autores empenhados na liberdade de expressão


O festival, para além da literatura, irá promover encontros, debates, espetáculos e sessões de autógrafos

O Festival Literário da Madeira (FLM) irá receber Samar Yazbek, Rafael Marques e Tabish Khair nesta que é a sua 6.ª edição, que se realiza entre os dias 11 e 16 de abril.

Depois de confirmados o escritor Mia Couto, a escritora e realizador Cláudia Clemente e o realizador Ivo M. Ferreira a organização confirmou hoje a presença destes três participantes.



E os nomeados para o Prémio Autores são...


Os vencedores serão conhecidos no dia 22 de março, numa cerimónia que se realizará no Teatro Nacional D.Maria II
A Sociedade Portuguesa de Autores já revelou a lista de nomeados para o Prémio Autores 2016. A lista engloba 8 categorias que abrangem as áreas da televisão, música, teatro, dança, artes visuais, cinema, rádio e literatura.
A novela A Única Mulher, o filme As Mil e uma Noites, os discos Quarto Crescente e Exctint ou a peça Demónios são alguns dos nomeados, assim como a atriz Maria Rueff, o cineasta João Salaviza e o músico Diogo Piçarra.
Ao todo são mais de 60 os nomeados para o Prémio...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

João Soares tem substituto para o presidente do CCB


Ministro da Cultura considera "um disparate total" o Eixo Belém/Ajuda que era liderado por António Lamas até à sua extinção no último Conselho de MinistrosO ministro da Cultura, 

João Soares, já tem em carteira substitutos para o cargo de presidente do Centro Cultural de Belém (CCB) e a decisão sobre a eventual saída de António Lamas não deverá tardar muito. No último Conselho de Ministros, o Governo decidiu extinguir a Estrutura de Missão - apelidada de Eixo Belém/Ajuda - criada em junho do ano passado e encarregada da elaboração do Plano Estratégico Cultural da Área de Belém.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

“OS LUSÍADAS” GANHAM NOVA EDIÇÃO COM “A TIPOGRAFIA COMO CARACTERIZAÇÃO DO LIVRO”

Coimbra, 23 fev (Lusa) – Uma nova edição de “Os Lusíadas” é lançada a 31 de março, sem ilustrações e focado num tratamento gráfico e tipográfico da obra, mantendo a grafia original, num projeto organizado pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.
A edição da obra de Luís de Camões é coordenada pelos docentes António Olaio e Rita Marnoto, da direção do Colégio das Artes (CAUC) da Universidade de Coimbra, e conta com design do ateliê FBA e distribuição da editora Almedina, sendo um projeto que usa a “tipografia como forma de caracterização do livro”, explanou António Olaio.

A obra surgiu a partir de “uma ideia quase de arte conceptual, de fazer um livro como objeto, fazendo-o ressurgir” através de um trabalho centrado no “afinamento” da tipografia, disse à agência Lusa o também artista plástico, que falava à margem da apresentação da Semana Cultural da Universidade de Coimbra – evento onde está integrado o lançamento do livro.

Javier Cercas vence Correntes d'Escritas


O prémio Casino da Póvoa, no valor de 20 mil euros, foi atribuído esta quarta-feira, na 17.ª edição do festival Correntes d’Escritas, ao romancista espanhol Javier Cercas pelo seu romance As Leis da Fronteira, publicado em Portugal pela Assírio & Alvim.
O júri, composto por Carlos Vaz Marques, Helena Vasconcelos, Isabel Pires de Lima, João Rios e José Manuel Fajardo, justificou a escolha, decidida por maioria, com “a atenção” que o autor presta “às grandes questões da sociedade contemporânea”, como a “inclusão e exclusão social”, a “demarcação de espaços de fronteira” ou “a experiência das margens e da conflitualidade”.


O elogio do silêncio no festival das palavras

Após ouvir, na abertura do 17.º Correntes d'Escritas, a densa intervenção de José Tolentino Mendonça sobre as patologias do nosso tempo, o público pôde desopilar com uma espécie de Governo Sombra.
O primeiro dia do festival Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, abriu esta quarta-feira com uma inesperada apologia do silêncio, assumida em plena feira das palavras pelo poeta e sacerdote José Tolentino Mendonça, e terminou com uma divertida sessão protagonizada pelo elenco do programaGoverno Sombra, na qual João Miguel Tavares trocou de lugar com Carlos Vaz Marques e cumpriu com galhardia o papel de moderador.
Entre uma e outra sessão, uma mesa-redonda discutiu a literatura e a catarse. O escritor brasileiro António Torres contou como a escrita do seu romanceEssa Terra (1976), lançado em edição portuguesa (da Teodolito) no Correntes d’Escritas, o levou ao divã do psicanalista — “o protagonista era um suicida, e eu estava escrevendo na primeira pessoa e comecei a sentir-me incomodado” —, e a romancista Hélia Correia retomou o tópico da psicanálise, mas para se indignar com a abusiva utilização do mito edipiano e do texto de Sófocles na designação do complexo proposto por Freud. O Édipo grego, assegura a autora, nunca quis matar o pai, e muito menos o fez por qualquer desejo inconsciente de desposar a mãe.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Leonor Teles: “Se vamos falar de coisas sérias, porque não de um modo divertido?”


A jovem realizadora portuguesa confessa que nem a excelente recepção que Balada de um Batráquio teve no Festival de Berlim a faria esperar este resultado.
Leonor Teles está genuinamente surpreendida pela sua vitória na competição de curtas de Berlim. Mesmo ao telefone com o PÚBLICO, acabada de saír da curtíssima conferência de imprensa e pelo meio do turbilhão de felicitações habitual nestas ocasiões, confessa que nem a excelente recepção que Balada de um Batráquio teve no festival a faria esperar este resultado.
“Não, não, é mesmo completamente inesperado. Porque para mim este filme é uma parvoíce, é um filme com uma forma tosca, que tem um só objectivo: partir sapos. Ninguém me disse nada, estou eu ali sentada e de repente dizem o meu nome, e eu a pensar, não, isto não pode ser...”
É mesmo por isso que Balada de um Batráquio não é parvo nem tosco. Filha de pai cigano, a realizadora tem um especial interesse pela relação ainda muito tensa entre a etnia cigana e a sociedade – o filme debruça-se sobre a superstição de colocar sapos de louça à porta das lojas para impedir a entrada de ciganos, como maneira de lhes impedir o acesso a uma “vida normal”, e assume uma dimensão de farsa quase burlesca, com a própria equipa do filme a entrar em lojas com sapos na montra para os partir. Foi dessa ideia de “partir os sapos” - entendida como o quebrar de um tabu xenófobo – que Leonor Teles construiu todo o filme.


domingo, 21 de fevereiro de 2016

Berlim dá Urso de Ouro a Gianfranco Rosi e Melhor Curta a Leonor Teles


“Este filme é o melhor exemplo do que a Berlinale significa, hoje, em Fevereiro de 2016.” Foi com estas palavras que Meryl Streep, presidente do júri, atribuiu o Urso de Ouro do 66º Festival de Berlim a Fuocoammare, o documentário de Gianfranco Rosi que aborda a crise dos refugiados em Lampedusa. Um filme “urgente, imaginativo e necessário” nas palavras da actriz, que “exige tomar lugar à nossa frente e instiga ao nosso envolvimento e à nossa acção”. 
Mas também um filme que se inscreve sem surpresas na linhagem “política”, interveniente, de um festival que viveu muitos anos à sombra do Muro. Ao receber o prémio, o realizador italiano (já vencedor do Leão de Ouro de Veneza por Sacro GRA, em 2013) dedicou o seu filme “àqueles cujas viagens de esperança nunca chegaram a Lampedusa” e aos habitantes da ilha que “há 23 anos abrem os seus corações àqueles que ali chegam.”


Portugal testa salas de aula do futuro


Setúbal já tem um espaço a funcionar há um ano e meio e serve de modelo a 24 salas em preparação. Esta é uma aposta do governo.

.Nesta sala de aula da Escola Secundária D. Manuel Martins, em Setúbal, as cores são garridas e os alunos podem sentar-se em puffs e são confrontados com perguntas a que devem responder em 45 minutos. O objetivo é que aprendam a matéria através da descoberta das respostas feitas com ajuda das pesquisas na internet. No fim, as conclusões são apresentadas à turma. E as intervenções do professor Carlos Cunha quase que ficam reduzidas a estas duas expressões: "Achas que esta definição responde à tua pergunta?" ou "o que interessa é isto, o resto é palha". O ambiente na primeira Sala de Aula do Futuro (SAF) portuguesa é elogiado pelos alunos e corresponde ao que os entusiastas pela mudança na forma de ensinar defendem.

Espécie de "bimby" mede sal na comida em 3 minutos


Investigadores da Universidade do Porto patentearam este mês uma máquina que mede o sal na comida em três minutos e que promete no futuro ser uma espécie de robô "bimby" para registar o teor de sal das refeições.
A primeira versão do protótipo integra um ecrã semelhante ao dos "smartphones", pesa 250 gramas, tem 10 centímetros de comprimento e quatro de profundidade, e pode ser levado para qualquer cozinha portuguesa para medir a quantidade de sal das refeições em cantinas de escolas, infantários, hospitais, lares de idosos ou restaurantes.
Nesta fase, o protótipo ainda não pode ser chamado de robô, mas no futuro está previsto que seja desenvolvido um procedimento automatizado (agitação da amostra, juntar os vários componentes), como numa "bimby", um robô de cozinha usado pelo mundo fora.
"Está previsto fazermos uma espécie de um robozinho para este tipo de análise de uma forma mais automática e requerer menos tempo do utilizador. O objetivo final é ter um equipamento que automaticamente faça a análise dos alimentos e dê orientações para quem está na cozinha saber qual a percentagem de sal e contribuir para o bem-estar das pessoas", dizem os responsáveis pelo protótipo.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Museu de Toronto distingue trabalhos de lusodescendentes



Os prémios do concurso "Ser Português", do Real Canadian Portuguese Historical Museum, que contou com 30 alunos lusodescendentes, foram este sábado entregues em Toronto.
O concurso foi criado com o objetivo de incentivar os lusodescendentes, no Canadá, a terem orgulho em "Ser Português", como hoje disse à agência Lusa um elemento da organização.
"Tivemos 30 participantes, concorrendo mais alunos do primeiro e segundo ciclos do Ensino Básico, enquanto, do ensino profissional e universitário, participaram apenas quatro estudantes", disse a presidente do Real Canadian Portuguese Historical Museum, Suzy Soares.
O concurso 'Ser Português' decorreu até ao dia 31 de dezembro de 2015, foi dirigido a estudantes de três escalões, e teve hoje a sua cerimonia da entrega de prémios no museu de Toronto.

Segundo a organização, os jovens lusodescendentes que participaram no concurso têm "orgulho das suas raízes, em serem portugueses, o objetivo do concurso".

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Chile: Congresso Internacional de Língua Portuguesa: Experiências Culturais e Linguístico – Literárias Contemporâneas


O Congresso pretende ser um espaço de reflexão e de debate entre professores, investigadores e estudantes, partindo de um ponto central: as experiências contemporâneas culturais e linguístico-literárias lusófonas, como fator de preponderância no quadro do ensino de língua portuguesa.
O evento contará com conferências, mesas redondas, comunicações individuais e coordenadas, apresentações e lançamento de livros.
As propostas para a apresentação de trabalhos devem realizar-se através do e-mail portugues@usach.cl de 03 de fevereiro a 23 de março de 2016.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

“Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas” publicado na Turquia


Acaba de dar à estampa com a chancela da Kirmizikedi, a tradução turca de Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas, nesta que é a nona edição estrangeira do romance inacabado de José Saramago. Como habitualmente, a edição conta com textos de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano, e de Günter Grass na capa e nas ilustrações do livro, com tradução de Işık Ergüden.
Mais sobre o livro. Aquando do seu falecimento, em 2010, José Saramago deixou escritas trinta páginas daquele que seria o seu próximo romance; trinta páginas onde estava já esboçado o fio argumental, perfilados os dois protagonistas e, sobretudo, colocadas as perguntas que interessavam à sua permanente e comprometida vocação de agitar consciências.Saramago escreve a história de Artur Paz Semedo, um homem fascinado por peças de artilharia, empregado numa fábrica de armamento, que leva a cabo uma investigação na sua própria empresa, incitado pela ex-mulher, uma mulher com carácter, pacifista e inteligente. A evolução do pensamento do protagonista permite-nos refletir sobre o lado mais sujo da política internacional, um mundo de interesses ocultos que subjaz à maior parte dos conflitos bélicos do século xx. Dois outros textos – de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano – situam e comentam as últimas palavras do Prémio Nobel português, cuja força as ilustrações de um outro Nobel, Günter Grass, sublinham.


domingo, 14 de fevereiro de 2016

Feira ARCOLisboa custará cerca de 800 mil euros


A ARCOLisboa, a primeira feira de arte contemporânea que a ARCO realiza fora de Espanha, acontecerá em maio com a presença de cerca de 40 galerias.
No final de uma apresentação da ARCOMadrid à imprensa, esta quarta-feira em Lisboa, o diretor Carlos Urroz afirmou que a realização da feira de arte da ARCO em Lisboa, a cargo da IFEMA - Feira de Madrid, custará cerca de 800 mil euros e que a escolha das galerias participantes só será anunciada depois de terminada a ARCOMadrid.
A ARCOMadrid acontece de 24 a 28 de fevereiro com a presença de 11 galerias portuguesas, entre as 167 internacionais convidadas. A ARCOLisboa está marcada de 26 a 29 de maio na Cordoaria Nacional, com uma dimensão mais pequena, mas que pretende "valorizar o panorama artístico e cultural português".



sábado, 13 de fevereiro de 2016

Parede de azulejos de restaurante lisboeta ganha prémio internacional


Os azulejos são da autoria da artista Maria Ana Vasco Costa, num projeto do arquiteto João Tiago Aguiar
A parede de azulejos que decora o restaurante Loco, de Alexandre Silva, venceu hoje os prémiosSurface Design Awards, atribuídos em Londres. Nomeada na categoria de retalhistas, para as superfícies interiores, concorria com outros dois projetos.

Trata-se de um projeto criado pela ceramista Ana Maria Vasco Costa num projeto da responsabilidade do arquiteto João Tiago Aguiar. "Ficámos todos contentes", reage o arquiteto, confessando nem saber se há algum prémio monetário. "Candidatámo-nos sem grandes pretensões", diz ao DN.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Uma viagem no tempo no “Central Park” do Porto

Há várias visitas que se podem fazer no Palácio de Cristal: à arquitectura, à escultura e arte pública, mas também à fauna e principalmente à flora que fazem deste recinto inaugurado há 150 anos um lugar incontornável no Porto, e um laboratório vivo da evolução da relação do homem com a natureza.
Continuamos a chamar-lhe Palácio de Cristal, mesmo se o dito palácio foi demolido há bem mais de meio século (1951). Mas é o imaginário desse edifício icónico inaugurado há 150 anos que se mantém na memória dos portuenses, na maior parte dos casos apenas sustentada na imagem de velhas fotografias e postais ilustrados, descoloridos mas mantendo a irresistível patine do tempo.
A história do Palácio de Cristal está a ser recordada no Porto desde 18 de Setembro de 2015, dia em que se assinalou o século e meio da abertura da 1.ª Exposição Internacional Portuguesa (1865), iniciativa de um grupo de empresários e comerciantes da cidade liderado por Alfredo Allen.
Depois de uma exposição iconográfica documental apresentada nos próprios jardins do Palácio, a Fundação de Serralves acolheu, nos dias 1 e 2 de Fevereiro, uma conferência internacional que permitiu situar a história do Palácio de Cristal no contexto das grandes exposições mundiais, entre a primeira realizada no Hyde Park de Londres, em 1851, e a Exposição Internacional das Artes e Técnicas na Vida Moderna, em Paris, em 1937 – as duas balizas sendo justificadas pela proximidade da primeira exposição portuguesa com a da capital inglesa, e também pelo facto de o evento da capital francesa ter sido planeado pelo arquitecto paisagista Jacques Gréber, o mesmo que desenhou os jardins de Serralves para o 2.º conde de Vizela.
  

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Cinema: Cartas da Guerra


Cartas da Guerra é um filme a uma voz, a de António Lobo Antunes nas cartas que enviou à sua mulher, Maria José, quando foi alferes em Angola. 

O realizador Ivo M. Ferreira construiu um guião sobre a construção de um homem num momento em que um país agoniza. 

É a terceira longa-metragem de ficção do realizador que agora chega à competição no Festival de Berlim. Mostramos o trailer de Cartas da Guerra em exclusivo.


Paris expõe Helena Almeida para lhe dar "a atenção merecida"



Exposição foi montada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Por Lusa O Museu Jeu de Paume, em Paris, apresenta a primeira retrospetiva em França da artista portuguesa Helena Almeida, para "dar a atenção há muito tempo merecida a uma obra que parece cada vez mais relevante", disse o curador à Lusa. A exposição, que abre ao público na terça-feira, foi montada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, que a exibiu de 16 de outubro a 10 de janeiro, sendo comissariada pelo diretor-adjunto do museu de Serralves, João Ribas, e pela curadora Marta Moreira de Almeida.
 "Diria [que é para] dar a atenção há muito tempo merecida a uma obra que parece cada vez mais relevante, mais contemporânea e que já juntava tendências que agora são de grande interesse no contexto da arte contemporânea", descreveu à Lusa João Ribas, na visita à imprensa, realizada esta segunda-feira, em Paris. "Ela sempre foi uma artista internacional e esta retrospetiva existe porque há um grande interesse em saber mais e conhecer mais", acrescentou. In Correio da Manhã.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Outro alfarrabista em risco de fechar...


A Livraria Espaço Ulmeiro, no bairro lisboeta de Benfica, tenta últimos esforços para reverter fecho ao fim de quase 50 anos
A livraria Espaço Ulmeiro, em Lisboa, corre o risco de encerrar, ao fim de quase 50 anos de atividade, e tenta agora os últimos esforços para reverter a situação, realizando esta semana uma feira do livro.
José Antunes Ribeiro, fundador da editora Ulmeiro e da livraria que mantém desde 1969, no bairro de Benfica, impôs a si próprio uma decisão, até ao começo da primavera, porque são mais as despesas do que as receitas e os clientes não abundam. É tudo uma questão de dinheiro.
"Os últimos quatro anos foram absolutamente desastrosos. Quando a classe média perdeu poder de compra, aquilo que já era difícil tornou-se insustentável". E a isso juntou-se o aumento das rendas, contou o livreiro, em entrevista à agência Lusa, no espaço Ulmeiro.



terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

“O Homem Duplicado” editado na Sérvia


O ano editorial na Sérvia inicia-se com a publicação de O Homem Duplicado de José Saramago, pela sua editora Laguna. Este último título, o 13º em língua serva, tem a tradução de Ana Kuzmanović Jovanović.
A autoria da capa, à semelhança de outros livros de Saramago nesta editora, é de Saša Dimitrijević.
O livro. Tertuliano Máximo Afonso é professor de História. Ao visionar um filme banal chamado "Quem porfia mata caça", que um colega de matemática lhe recomendara, descobre que um dos actores é um sósia seu. O argumento do livro é a sua demanda, e depois confronto com o actor que é seu duplicado, Tertuliano Máximo Afonso para descobrir o nome do seu sósia começa a alugar filmes da mesma produtora e ao mesmo tempo fazia uma lista na qual ia riscando nomes da sua lista, quando o seu sósia não aparecia nos filmes fazendo 1º de personagens figurantes mas que lentamente subiu na carreira de actor, dado que no filme "A Deusa do Palco", (último filme da mesma produtora) ele fazia de director do teatro (uma das personagens principais). À medida que a sua pesquisa ia avançando, Tertuliano Máximo Afonso ia ficando cada vez mais perto da realidade, até que descobriu o nome do seu sósia, chamava-se Daniel Santa-Clara. Uma história que se lê de um fôlego e na qual Saramago se revela mestre do suspense.Romance que nos faz lembrar um thriller onde o autor aborda questões ligadas à identidade (e à falta dela).


À conquista de Berlim


Oito filmes de produção portuguesa em Berlim 2016, que inaugura dia 11 – quatro longas-metragens, quatro curtas. Coisa nunca vista para uma cinematografia que, costumando estar no radar dos festivais está permanentemente no fio da navalha da subsistência. O que mudou?
A última vez que o cinema de produção portuguesa esteve a concurso no festival de Berlim, em 2012, saíu de lá com o prémio de criação artística Alfred Bauer para Tabu, de Miguel Gomes e com o Urso de Ouro das curtas-metragens para Rafa de João Salaviza. Quatro anos depois, o certame alemão, que abre dia 11, é literalmente “invadido” por produções ou co-produções portuguesas. Ao todo oito filmes – quatro longas, quatro curtas – dos quais quatro em estreia mundial.
Cartas da Guerra de Ivo M. Ferreira (produção O Som e a Fúria) tem estreia mundial no concurso oficial de longas, enquanto a competição de curtas Berlinale Shorts recebe Balada de um Batráquio de Leonor Teles (Uma Pedra no Sapato) e Freud und Friends de Gabriel Abrantes (IndieLisboa). O Forum, secção não competitiva, acolhe as novas longas de Salomé Lamas,Eldorado XXI (O Som e a Fúria), e Hugo Vieira da Silva, Posto Avançado do Progresso (Leopardo Filmes), e a revelação internacional de Rio Corgo de Maya Kosa e Sérgio da Costa (vencedor do DocLisboa 2015, O Som e a Fúria). Mesmo ao lado, o Forum Expanded, que força as fronteiras do cinema com as artes plásticas, programa Filipa César, com Transmissions from the Liberated Zones (encomenda do museu sueco Tensta), e Marie Losier, comL'Oiseau de la nuit (IndieLisboa).


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

“Ensaio sobre a Lucidez” editado pela primeira vez na Sérvia


Com a chancela da Laguna, Ensaio sobre a Lucidez é o 12º título de José Saramago publicado na Sérvia, com a tradução de Tatjana Manojlović, estando disponível aos leitores sérvios desde dezembro passado.
O design gráfico desta edição, em continuidade com os restantes livros de José Saramago nesta editora,  é da autoria de Saša Dimitrijević.
O livro: um país indeterminado decorre, com toda a normalidade, um processo eleitoral. No final do dia, contados os votos, verifica-se que na capital cerca de 70% dos eleitores votaram em branco. Repetidas as eleições no domingo seguinte, o número de votos brancos ultrapassa os 80%. Receoso e desconfiado, o governo, em vez de se interrogar sobre os motivos que terão os eleitores para votar em branco, decide desencadear uma vasta operação policial para descobrir qual o foco infeccioso que está a minar a sua base política e eliminá-lo. E é assim que se desencadeia um processo de rutura violenta entre o poder político e o povo, cujos interesses aquele deve supostamente servir e não afrontar.


Há livros que nos podem fazer mal?

Há um movimento de estudantes universitários norte-americanos a pedir que os protejam dos conteúdos de alguns livros que consideram perigosos. Em causa estão sobretudo clássicos da literatura grega e romana. A psiquiatra Manuela Correia fala em "infantilização" da sociedade.
Em Lisístrata, comédia do ano 411 a.C., o dramaturgo grego Aristófanes põe na voz de uma mulher um apelo à paz: enquanto durar a guerra entre Atenas e Esparta, as atenienses recusam ter sexo com os seus maridos. O livro seria pouco depois proibido naquela que é uma das primeiras censuras literárias do Ocidente. Perigoso por propor uma alteração à norma de comportamento.
Muitos séculos depois, noutro país também do Ocidente, um grupo de estudantes universitários pede para que alguns clássicos da literatura, sobretudo da antiguidade grega e romana, que fazem parte dos programas curriculares, surjam com uma advertência na capa, chamando a atenção para o “perigo” para o “bem-estar mental” que representam os seus conteúdos, potencialmente causadores de sofrimento, trauma ou angústia.
Metamorfoses, do poeta latino Ovídio, é uma das obras que esses estudantes consideram conter “matéria perigosa”. O poema dividido em 15 livros é tido como um dos livros mais influentes da cultura e civilização ocidentais, e narra a transformação exercida pelo tempo no homem e na sua história, cruzando ficção e realidade, e apresentando os mitos como essenciais na evolução humana. 


domingo, 7 de fevereiro de 2016

Afinal, não é só Afonso de Albuquerque…!


É o mais famoso retrato de Afonso de Albuquerque, o (quase) mítico governador da Índia Portuguesa. A RPP acaba de noticiar que o quadro, exposto no Museu de Arte Antiga, esconde sob a capa de pintura outra personagem...

É assim:
O famoso retrato de Afonso de Albuquerque do Museu Nacional de Arte Antiga esconde outro personagem por debaixo da pintura. O segredo estava guardado há quase 80 anos e foi revelado à RTP por investigadores que analisaram o quadro no laboratório José de Figueiredo, em Lisboa. Entre os quais António Candeias.
A pintura fazia parte da galeria de 12 vice-reis da Índia e foi o único quadro trazido de Goa depois da invasão em 1961.

Serão todos os quadros dos nossos museus, originais? Tem a certeza que compra obras de arte verdadeiras? 

A Polícia Judiciária apreendeu cerca de 900 pinturas falsificadas nos últimos seis anos. E o que está a acontecer a muitos azulejos centenários? Estão a desaparecer de palácios abandonados. 

Verdadeiro ou Falso é o tema da grande reportagem que vai para o ar no programa Linha da Frente, a emitir este sábado logo a seguir ao Telejornal.


Vídeo...

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Joana Amendoeira apresenta novo álbum em Vila Real



Artista lança o nono álbum na carreira. Por Lusa A fadista Joana Amendoeira apresenta esta sexta-feira, na Associação Cultural Zona Livre, em Vila Real, o seu novo álbum, "Muito depois". A seguir a Vila Real, a fadista vai atuar, no sábado, às 21h30, em Lamego, no Teatro Ribeiro da Conceição, e, no domingo, às 16h00, na FNAC de Viseu. Joana Amendoeira, em todos os espetáculos, é acompanhada pelos músicos Pedro Amendoeira, na guitarra portuguesa, Rogério Ferreira, na viola, e António Quintino, no contrabaixo. No texto que acompanha o CD, Torres da Silva afirma que "foi quase por acaso" que se encontrou com a fadista e começaram juntos a "sonhar" este disco. "Desde esse primeiro dia, até à finalização deste disco, não se passaram muitas semanas, mas parece que se passou uma vida de tantas coisas que fomos descobrindo juntos; tantas palavras dentro de mim, tantas vozes dentro dela [Joana Amendoeira], tantos sons nos dedos dos magníficos músicos que a acompanham", afirma o autor de "Meu amor abre a janela".

Correio da Manhã

Sete projetos de portugueses finalistas do Edifício do Ano


Sete projetos com assinaturas de arquitetos portugueses vão a votos para Building of the Year 2016 da Archdaily. Três são de arquitetura pública.
E os finalistas são:
- Cella Bar, um projeto de FCC Arquitetos com Paulo Lobo (na categoria de hospitalidade), na Madalena, ilha do Pico.
- A sede da Uralchem, na Rússia, cujos interiores são da autoria de Pedra Silva- A cozinha comunitária de Terras da Costa (da Caparica), do ateliermob e Coletivo Warehouse, o mercado municipal de Abrantes dos ARX, e o parque Al Shaheed no Koweit de Ricardo Camacho no Koweit, os três na categoria de arquitetura pública, uma presença portuguesa esmagadora. Em cinco finalistas, três têm assinatura portuguesa.
- A remodelação de uma casa em Guimarães, da autoria de Elisabete de Oliveira Saldanha.


Siza na Bienal de Veneza “não será uma exposição nostálgica sobre o SAAL”


Nuno Grande (n. Luanda, 1966) e Roberto Cremascoli (n. Milão, 1968) são os curadores responsáveis pela representação portuguesa na próxima Bienal de Arquitectura de Veneza. Escolheram Álvaro Siza, que irá regressar ao projecto de habitação social que, na década de 80, desenhou para a ilha veneziana da Giudecca, e cuja construção ficou a meio. A instalação da exposição portuguesa — intitulada Vizinhança: onde Álvaro encontra Aldo — no estaleiro da obra, entre 28 de Maio e 27 de Novembro, vai coincidir com a decisão das autoridades locais de retomar e concluir a construção de um complexo habitacional que inclui também projectos de Aldo Rossi, Carlos Aymonino e Rafael Moneo. Os dois curadores vão levar Siza a reencontrar-se com os moradores, actuais e futuros, das casas da Giudecca. E simultaneamente também com os que actualmente habitam os edifícios que o arquitecto português concebeu para Berlim (Alemanha), Haia (Holanda) e o Bairro da Bouça, no Porto. É o seu regresso à habitação social, sem nostalgia e a olhar para o futuro.