quinta-feira, 31 de maio de 2012

Esta noite, Conversatório com Rainer Sousa...

Rainer Sousa é um jovem luso-venezuelano formado na Universidade de Aveiro, actualmente a leccionar português, inglês e alemão.
O Conversstório desta noite será sobre O Mapa do Reino de Ouro, a sua primeira obra, que,  por enquanto,  apenas está à venda na Amazon.com...
Sinopse: Em 1540, a bordo de um navio, carregado de escravos, sucede-se uma série de mortes misteriosas. Todos os corpos têm uma estranha marca com as iniciais BA. Anos mais tarde, em 1577, enquanto um cometa estranho passa através dos céus de Lisboa, Diogo de Ataíde, um poeta pobre e "escrevedor de  ofício", começa uma viagem fantástica para as suas verdadeiras origens. Fá-lo graças ao que o seu pai putativo, Fray Luis, deixou dito antes de morrer e às confissões do seu velho amigo Lopo Farias. Dois testemunhos ajudam-no a descobrir um passado enigmático que nunca pensou ou  suspeitou que existisse e que envolve uma miríade de personagens extraordinárias com a existência de um mapa misterioso que indicaria a rota para um magnífico Reino de Ouro nas selvas da América do Sul.

Local e data: Cantinho da Cultura, Centro Português,às 20 h.

Peça portuguesa vai ao Festival de Belo Horizonte

O espectáculo ‘Contos do Mundo’, de José Ramalho, integra a programação deste ano do FITO – Festival Internacional de Teatro de Objectos, que decorre na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, no Brasil. A peça, construída a partir de contos de Hans Christian Andersen, pretende ser uma reflexão sobre a vida e a morte acessível a público mais jovem e usa, como materiais de construção, funis, regadores, caixas de madeira, cestos de vime, um compressor de ar e escovas. É a primeira vez que Portugal é representado neste festival, considerado o mais importante do género na América Latina.
O espectáculo, que se apresenta no Brasil nos próximos dias 8, 9 e 10 de Junho, continua entretanto em digressão nacional: ‘Contos do Mundo’ chega dia 1 de Junho ao Teatro Sá da Bandeira, Santarém, para duas sessões às 10h30 e 11h30. 
No dia seguinte, será apresentado às 15h00 no Teatro-Cine Torres Vedras, no âmbito do Colóquio ‘Depois de Grimm: O Poder dos Contos de Fadas’.

Silves: Descoberto vestígio judaico mais antigo da Península Ibérica

Trata-se de uma placa de mármore que, ao que tudo indica, terá sido uma lápide funerária e que data, no mínimo, do fim do século IV da nossa era.
Quem terá sido Yehiel? Talvez um escravo judeu que viveu - e morreu - há mais de 1600 anos numa sumptuosa vila romana (uma casa senhorial) perto de Silves, no Algarve? Talvez nunca venha a saber-se. Mas o que parece estar garantido é que a descoberta agora anunciada por arqueólogos alemães, realizada em colaboração com arqueólogos portugueses, representa o mais antigo vestígio cultural judaico jamais encontrado na Península Ibérica. A equipa de Dennis Graen, da Universidade Friedrich Schiller de Jena, na Alemanha, anda há três anos a escavar as ruínas de uma vila romana descoberta em 2005 por Jorge Correia no sítio das Cortes, próximo de São Bartolomeu de Messines e da Estrada Nacional 124. Na altura, este arqueólogo da Câmara Municipal de Silves encontrara cerâmicas e mosaicos romanos à superfície.

Manoel de Oliveira recebe, aos 103 anos, prémio "Open Mind"


O cineasta Manoel de Oliveira recebe sábado, na quinta edição da Gala da Ciência, na Figueira da Foz, o prémio "Open Mind", da Associação de Laserterapia e Tecnologias Afins.

A gala - cujo ponto alto é a entrega dos prémios "Seeds of Science", os "óscares" com que o jornal "Ciência Hoje" distingue investigadores e divulgadores portugueses da ciência - abre com a homenagem ao cineasta de 103 anos, que se realiza no Ano Europeu do Envelhecimento Ativo.

O prémio "Open Mind", oferecido pelas Faianças Artísticas Bordallo Pinheiro e pela Action Coach Porto, vai distinguir o cineasta pela "abertura mental que sempre demonstrou e pelo seu interesse no progresso e na tecnologia".

João Pedro Rodrigues e os zombies no bairro de Alvalade

Uma curta do realizador português encerra a Semana da Crítica: "Manhã de Santo António". A juventude olhada com distância e cepticismo, permitindo que as imagens renovem a sua violência e narcisismo
Às primeiras horas da manhã de um dia depois das celebrações do Santo António, em Lisboa, João Pedro Rodrigues tirou uma fotografia com o seu telemóvel, no fim de uma viagem entre corpos exaustos que mecanicamente despertavam quando o metro entrava na estação de destino: três rapazes dormiam, dois sentados um frente ao outro e o terceiro estendido no chão, ocupando o corredor de passagem. A foto parece ter sido roubada a outro mundo.
"Senti-me completamente à parte, longe daquelas pessoas, porque já não tenho 20 anos. Como se fosse um observador das pessoas de agora, um observador de fora."
Esta é a foto que esteve na origem de Manhã de Santo António (curta de encerramento da Semana da Crítica), onde o bairro de Alvalade é território que vai ser ocupado por um grupo de, dir-se-ia, zombies - com 40 jovens, que chegaram com as suas próprias roupas, Rodrigues ensaiou, antes de filmar, movimentos que tanto devem a Tati, Buster Keaton e Pina Bausch como a Metropolis, de Fritz Lang e, sobretudo, que nascem inspirados por um bairro modernista de Lisboa que está disponível com as suas geometrias para ser tomado por "fantasmas, pessoas sós" que são habitualmente as personagens dos seus filmes, como diz o realizador - tudo isso sob o olhar reprovador da estátua de Santo António, olhar que o cineasta consente que, inicialmente, possa ser confundido com o seu.

Paula Rego mostra obras inspiradas num conto de Balzac

Uma série de novas obras da pintora Paula Rego, inspiradas num conto do escritor francês Honoré de Balzac, estão em exibição a partir de hoje na galeria Marlborough Fine Art, em Londres.
A exposição, intitulada "Paula Rego: Balzac and other stories", vai estar patente na Marlborough Fine Art, galeria que representa a artista no Reino Unido, até 30 de junho deste ano.
Contactada pela agência Lusa, uma fonte da galeria londrina indicou que são sete as novas obras de Paula Rego, criadas em pastel sobre papel, e a exposição apresenta ainda um conjunto de 20 peças da obra gráfica da artista, duas delas recentes.
Esta exposição, segundo a mesma fonte, coincide com a publicação do Catálogo Raisonné da obra gráfica de Paula Rego, revisto e atualizado, da autoria do historiador de arte Tom Rosenthal, editado pela Thames & Hudson.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Homenagem a Urbano Tavares Rodrigues

Aos 88 anos, Urbano Tavares Rodrigues tem dezenas de livros publicados, desde o romance ao conto e aos poemas, passando pelo ensaio, a narrativa de viagens e a crítica. Tem também alguns livros por publicar, como o terceiro livro de poesia, inédito, “Os Enganos de Zeus”, e um de novos contos, género a que o escritor – que é hoje homenageado na Faculdade de Letras de Lisboa – se tem dedicado nos últimos tempos.

A homenagem desta quarta-feira, da iniciativa da revista “Textos e Pretextos” e do Centro de Estudos Comparatistas, é a primeira feita pela Faculdade de Letras, onde o escritor e investigador iniciou a carreira académica, licenciando-se em Filologia Românica, e foi professor catedrático até à jubilação em 1993.

“Esta homenagem é simbólica para ele e feita por pessoas que não puderam ser suas alunas mas que o consideram uma referência do ponto de vista ensaístico e da crítica literária”, disse a directora da revista, Margarida Gil dos Reis, ao PÚBLICO.
Nota: Urbano Tavares Rodrigues já esteve em Caracas, em duas oportunidades, a convite do Instituto Português de Cultura...

Peça de teatro inspirada em obra de José Saramago

Aproximadamente 200 pessoas assistiram, em Caracas, à peça "O Conta da Ilha Desconhecida", inspirada numa obra com o mesmo nome, de José Saramago e que marcou o início das celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
O evento, de entrada livre, contou com a presença de diplomatas, personalidades da cultura e estudantes, entre outros. Foi organizado pela Embaixada de Portugal, em parceria com a Escola de Idiomas Modernos da Universidade Central da Venezuela.
A representação bilingue da peça esteve a cargo da Fundação Cultural Luso-Venezuelana Camões e do Grupo de Teatro "TKNELA".
A peça é uma adaptação da obra "O conto da ilha desconhecida", escrito por José Saramago e editado em 1998, que recorrendo a uma atmosfera de conto de fadas aborda o conflito básico da existência humana.

Rita Blanco diz que Palma de Ouro para "Amour" foi "uma boa surpresa

A atriz Rita Blanco, que participa no filme "Amour", de Michael Haneke, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes, disse, este domingo, que o galardão "foi uma boa surpresa".
Entre 22 longas-metragens em competição pelo prémio principal, "Amour" mereceu a preferência do júri, presidido nesta 65.ª edição pelo cineasta italiano Nanni Moretti.
"Eu estava em Cannes quando o filme foi exibido. Tinha sido muito bem aceite porque recebeu muitas palmas do público. Percebi que poderia ganhar, mas é sempre uma boa surpresa. Estou muito contente pelo Michael Haneke", disse Rita Blanco contactada pela Lusa.
A atriz, de 49 anos, encontra-se atualmente em Paris a participar nas rodagens de um novo filme, sobre o tema da emigração portuguesa, primeira longa-metragem do jovem realizador luso-descendente Ruben Alves.

Filme com Rita Blanco venceu Palma de Ouro em Cannes

'Amour', de Michael Haneke, recebeu a mais importante distinção no Festival de Cinema de Cannes
Pela segunda vez consecutiva Michael Haneke venceu a Palma de Ouro em Cannes, desta vez com o filme 'Amour'. Nesta longa-metragem a atriz portuguesa Rita Blanco desempenha um pequeno papel.
Além do realizador alemão, nesta 65.ª edição do Festival de Cinema de Cannes foram ainda distinguidos Carlos Reyagadas (que recebeu o prémio de melhor realizador com 'Post tenebras Lux'), Ken Loach (que venceu o prémio do júri com 'The Angels' Share'), Matteo Garrone (cujo 'Reality' recebeu o grande prémio do júri), Mads Mikkelsen (distinguido com o prémio de melhor ator por 'La Chasse), Cosmina Startan e Cristina Flutur (ambas com a distinção de melhor atriz por 'Dupã dealuri').

Amanhã: Conversatório com Rainer Sousa…

Rainer Sousa é um jovem luso-venezuelano formado na Universidade de Aveiro, actualmente a leccionar português, inglês e alemão. Esta éa sua primeira obra e, por enquanto,  apenas está à venda na Amazon.com...
Sinopse: Em 1540, a bordo de um navio, carregado de escravos, sucede-se uma série de mortes misteriosas. Todos os corpos têm uma estranha marca com as iniciais BA. Anos mais tarde, em 1577, enquanto um cometa estranho passa através dos céus de Lisboa, Diogo de Ataíde, um poeta pobre e "escrevedor de  ofício", começa uma viagem fantástica para as suas verdadeiras origens. Fá-lo graças ao que o seu pai putativo, Fray Luis, deixou dito antes de morrer e às confissões do seu velho amigo Lopo Farias. Dois testemunhos ajudam-no a descobrir um passado enigmático que nunca pensou ou  suspeitou que existisse e que envolve uma miríade de personagens extraordinárias com a existência de um mapa misterioso que indicaria a rota para um magnífico Reino de Ouro nas selvas da América do Sul.
Local e data: Cantinho da Cultura, Centro Português,às 20 h.

terça-feira, 29 de maio de 2012

III Mostra de Cinema Português Contemporâneo

2 a 7 de junho 2012 – Salas Cinemateca CELARG e MBA


A Embaixada de Portugal em Caracas, em parceria com a Fundación Cinemateca Nacional, tem o prazer de anunciar a III Mostra de Cinema Português Contemporâneo, que conta com o apoio do Instituto Camões, Instituto do Cinema e Audiovisual, Instituto Português de Cultura e Caixa Geral de Depósitos. O evento realizar-se-á de 2 a 7 de junho, nas Salas Cinemateca do CELARG e do Museu de Belas Artes (MBA), em Caracas.

Nesta ocasião pretende-se divulgar a cinematografia portuguesa contemporânea, através de uma programação diversificada que abarca um total de seis filmes de outros tantos realizadores portugueses. Entre eles não poderia faltar o decano do cinema mundial Manoel de Oliveira, o mais antigo cineasta em atividade, mas sobressaem igualmente novos talentos que vêm conquistando o reconhecimento internacional no mundo da sétima arte.

A presente Mostra abre com “José e Pilar” (2010), o aclamado documentário de Miguel Gonçalves Mendes, que apresenta um olhar único sobre o lado humano dos últimos anos do escritor português José Saramago, demonstrando que, como disse o Nobel da Literatura, “tudo pode ser contado de outra maneira”. “José y Pilar” é o retrato surpreendente de um autor durante o seu processo de criação e a imagem da relação de um casal empenhado em mudar o mundo ou, pelo menos, em melhorá-lo.

Cabe destacar igualmente o filme mais recente da Mostra, “Sangue do meu sangue” (2011) de João Canijo, um dos nomes mais representativos entre os realizadores portugueses contemporâneos. Esta obra continua a somar galardões em numerosos festivais internacionais, incluindo prémios nos festivais de San Sebastian, Miami e Barcelona, entre outros.

O evento contará ainda com mais quatro filmes, todos eles convidados para distintos festivais nacionais e internacionais: “Alice” (2005) de Marco Martins; “Pele” (2005) de Fernando Vendrell, “Singularidades de uma rapariga loura” (2009) de Manoel de Oliveira e “O Julgamento” (2007) de Leonel Vieira.


A III Mostra de Cinema Português Contemporâneo será inaugurada no próximo dia 2 de junho (sábado), às 17 horas, na Sala Cinemateca do CELARG, com a exibição do filme “José e Pilar” de Miguel Gonçalves Mendes. A entrada na sessão de inauguração será efetuada mediante a apresentação de um convite, o qual poderá ser solicitado à Embaixada de Portugal. As restantes sessões serão de entrada livre.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

ESCULTURA Peça de Joana Vasconcelos numa casa histórica britânica


Uma nova escultura de Joana Vasconcelos faz parte de uma exposição coletiva numa casa histórica britânica, ao lado de trabalhos artistas como Damien Hirst e Anish Kapoor.
"Pavillon de Thé", de 2012, é uma estrutura em ferro forjado em forma de bule de chá, com cerca de cinco metros de altura, semelhante a "Miss Jasmine", datada de 2010.
Veja aquia peça no site da Christies
A obra foi feita de encomenda pela portuguesa para esta exposição em Waddesdon Manor, uma casa senhorial no condado de Buckinghamshire, cerca de 80 quilómetros a noroeste de Londres.



domingo, 27 de maio de 2012

Hoje, às 3:30 PM!

A Fundação Cultural Luso-Venezolana Camões, o Grupo de Teatro TKNELA apresentam no Auditório da Escola de Humanidades e Educação da UCV, com o apoio da Embaixada de Portugal,  a obra O Conto da Ilha Desconhecida, em espanhol e português. A entrada é grátis.
Trata-se de um relato de José Saramago, datado de 1998, que nos faz mergulhar num universo mágico.
A história começa assim:
Um homem foi bater à porta do rei e disse-lhe, Dá-me um barco. A casa do rei tinha muitas mais portas, mas aquela era a das petições. Como o rei passava todo o tempo sentado à porta dos obséquios (entenda-se, os obséquios que lhe faziam a ele), de cada vez que ouvia alguém a chamar à porta das petições fingia-se desentendido, e só quando o ressoar contínuo da aldraba de bronze se tornava, mais do que notório, escandaloso, tirando o sossego à vizinhança (as pessoas começavam a murmurar, Que rei temos nós, que não atende), é que dava ordem ao primeiro-secretário para ir saber o que queria o impetrante, que não havia maneira de se calar. Então, o primeiro-secretário chamava o segundo-secretário, este chamava o terceiro, que mandava o primeiro-ajudante, que por sua vez mandava o segundo, e assim por aí fora até chegar à mulher da limpeza, a qual, não tendo ninguém em quem mandar, entreabria a porta das petições e perguntava pela frincha, Que é que tu queres. O suplicante dizia ao que vinha, isto é, pedia o que tinha a pedir, depois instalava-se a um canto da porta, à espera de que o requerimento fizesse, de um em um, o caminho ao contrário, até chegar ao rei. Ocupado como sempre estava com os obséquios, o rei demorava a resposta, e já não era pequeno sinal de atenção ao bem-estar e felicidade do seu povo quando resolvia pedir um parecer fundamentado por escrito ao primeiro-secretário, o qual, escusado se ria dizer, passava a encomenda ao segundo-secretário, este ao terceiro, sucessivamente, até chegar outra vez à mulher da limpeza, que despachava sim ou não conforme estivesse de maré.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Lucernario... Claraboia, também em italiano!



«È la storia di un palazzo con sei appartamenti, i cui inquilini vengono man mano coinvolti in un intreccio. Credo che il libro non sia mal costruito. Certo, è un libro anche ingenuo ma, per quel che ricordo, contiene cose che hanno già a che vedere con il mio modo di essere».

Sono parole di José Saramago, ora nel risvolto di copertina della recente edizione portoghese di un romanzo finito di scrivere nel 1953 e consegnato a un editore che non si degnò di rispondere. A quei tempi il futuro premio Nobel era un trentenne di umile estrazione, estraneo all’élite letteraria locale e portatore sano, a giudicare dalle pagine oggi riesumate, di valori che si sarebbero potuti considerare pericolosi nel Portogallo di Salazar.

 

Teatro português - Domingo 27, às 15h...

A Fundação Cultural Luso-Venezolana Camões, o Grupo de Teatro TKNELA apresentam no Auditório da Escola de Humanidades e Educação da UCV, com o apoio da Embaixada de Portugal,  a obra O Conto da Ilha Desconhecida, em espanhol e português. A entrada é grátis.
Trata-se de um relato de José Saramago, datado de 1998, que nos faz mergulhar num universo mágico.
A história começa assim:
Um homem foi bater à porta do rei e disse-lhe, Dá-me um barco. A casa do rei tinha muitas mais portas, mas aquela era a das petições. Como o rei passava todo o tempo sentado à porta dos obséquios (entenda-se, os obséquios que lhe faziam a ele), de cada vez que ouvia alguém a chamar à porta das petições fingia-se desentendido, e só quando o ressoar contínuo da aldraba de bronze se tornava, mais do que notório, escandaloso, tirando o sossego à vizinhança (as pessoas começavam a murmurar, Que rei temos nós, que não atende), é que dava ordem ao primeiro-secretário para ir saber o que queria o impetrante, que não havia maneira de se calar. Então, o primeiro-secretário chamava o segundo-secretário, este chamava o terceiro, que mandava o primeiro-ajudante, que por sua vez mandava o segundo, e assim por aí fora até chegar à mulher da limpeza, a qual, não tendo ninguém em quem mandar, entreabria a porta das petições e perguntava pela frincha, Que é que tu queres. O suplicante dizia ao que vinha, isto é, pedia o que tinha a pedir, depois instalava-se a um canto da porta, à espera de que o requerimento fizesse, de um em um, o caminho ao contrário, até chegar ao rei. Ocupado como sempre estava com os obséquios, o rei demorava a resposta, e já não era pequeno sinal de atenção ao bem-estar e felicidade do seu povo quando resolvia pedir um parecer fundamentado por escrito ao primeiro-secretário, o qual, escusado se ria dizer, passava a encomenda ao segundo-secretário, este ao terceiro, sucessivamente, até chegar outra vez à mulher da limpeza, que despachava sim ou não conforme estivesse de maré.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Tomar mirada desde España...


En plena campiña portuguesa, la pequeña villa de Tomar, situada a unos 130 kilómetros de la capital lusa, conmueve tanto por su personalidad medieval como por el juego de tonalidades que irradia. Desde el puente romano se contempla el contraste de verdes y amarillos de una vegetación asalvajada que crece a orillas del río Nabao. Al fondo, los tejados rojizos se imponen a las blancas fachadas de las viviendas, y el conjunto se refleja en las aguas del riachuelo creando discretas ondas multicolor que componen una de las vistas más espectaculares de la ciudad.
Tomar fue fundada por los Caballeros Templarios, que más tarde formaron la Orden de Cristo en Portugal. La reconocida orden del Temple construyó, en lo alto de la colina que domina la ciudad, el Convento de Cristo, cercado por robustas murallas del siglo XII. Con siete claustros, el edificio es una perfecta muestra del estilo Manuelino característico del fulgor que alcanzó Portugal allá por el siglo XIV, coincidiendo con los descubrimientos del Nuevo Mundo. Desde el patio superior del gran claustro se contempla una de las mejores vistas panorámicas del convento y de la región de Santarem.

II Festival Internacional de Fado - 'Una extraña forma de vida'…

Dicen los fadistas que su música sólo es fado si toca sentimientos. Y esa idea, la de tocar sentimientos, es la que traen Ana Moura (22 de junio), Ricardo Ribeiro (23) y Mariza (24) para conmover al público madrileño. Sus conciertos y los de varios jóvenes que unirán sus voces en un recital llamado Casa de Fados (21 de junio) componen el núcleo del II Festival Internacional de Madrid. Una cita que también incluirá una exposición, gastronomía, conferencias, talleres y películas, y que tendrá como escenario los Teatros del Canal.
Durante unos días, Lisboa se acercará a Madrid para regalarle esa atmósfera intimista de sus recintos más tradicionales y le enseñará que el fado no es sólo melancolía y tristeza. Que la música portuguesa puede abrazar cualquier estado de ánimo. Que el fado, como diría su reina, Amalia Rodrigues, "es una extraña forma de vida". Lo sabe Ricardo Ribeiro, quien nos da las claves sentado en el madrileño Mercado de San Miguel: "El fado es la vida. Es un fenómeno que acontece. Si cuando lo escuchas, sientes, es porque es fado. Si no sientes, es que no existe". Entona una estrofa y, desde luego, es fado.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Pessoa: Tesouros que saem de Portugal...

Secretária e máquina de escrever vendidas por 80 mil euros
A secretária e a máquina de escrever do escritor Fernando Pessoa foram vendidas ontem à noite em leilão por 80 mil euros a um advogado e escritor brasileiro.
A secretária e a máquina de escrever que Fernando Pessoa utilizou no seu local de trabalho foram ontem a leilão, em Lisboa.
José Paulo Cavalcanti Filho, autor da obra "Fernando Pessoa: Uma Quase Biografia", arrematou a secretária por 58 mil euros e a máquina de escrever por 22 mil.
O valor de licitação da secretária em mogno, com tampo de esteira, quatro gavetas de cada um dos lados, o interior forrado a pele verde e com diversos compartimentos, oscilava entre os 10 mil e os 20 mil euros, enquanto o da máquina de escrever, da marca Royal, está entre os três mil e os cinco mil, segundo nota da leiloeira.
As duas peças foram utilizadas por Fernando Pessoa quando trabalhou na Sociedade Portuguesa de Explosivos, situada no Largo do Corpo Santo, n.º28, na esquina com a Rua do Arsenal, em Lisboa, mas não fizeram parte do seu espólio.

Português (em Espanha) descobre proteína que pode combater obesidade...

Um investigador português da Universidade de Santiago de Compostela descobriu uma proteína que age sobre o cérebro e o tecido gordo do organismo, acelerando a queima de gorduras, o que pode ser utilizado para combater a obesidade.
O estudo faz parte da tese de doutoramento de Luís Martins, que disse à Agência Lusa que a proteína BMP8B age sobre uma parte do cérebro - o hipotálamo - e sobre o tecido adiposo castanho, responsável pela utilização de gordura armazenada para produção de energia.
"Descobrimos, estudando em ratinhos, que na ausência dessa proteína existe uma maior probabilidade de engordar. Utilizámos ratinhos sem o gene dessa proteína, que foram alimentados com muita gordura e engordaram mais do que os outros, que têm a proteína", explicou.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Saramago: Espólio é o "tesouro intelectual e espiritual" da Casa dos Bicos

O espólio do escritor José Saramago, que chegou esta segunda-feira a Lisboa, "é o tesouro emocional, intelectual e espiritual da Casa dos Bicos", onde ficará em exposição permanente, a partir de Junho, segundo a presidente da fundação.
A equipa da Fundação José Saramago acolheu com aplausos a chegada do camião-contentor, cerca do meio-dia, com o espólio do Nobel da Literatura, proveniente de Lanzarote, onde mantinha a residência principal até 18 de Junho de 2010, data do falecimento.
"É um momento muito especial e emocionante", disse à agência Lusa Pilar del Rio, presidente da Fundação Saramago, através de um contacto telefónico para o México, onde se deslocou para estar presente no funeral do escritor Carlos Fuentes, que era amigo da família.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Venezuela: Espetáculo recordou bula que reconheceu D. Afonso Henriques como 1º rei de Portugal


Duas centenas de pessoas assistiram, domingo, ao espetáculo musical "Manifestis Probatun" que recordou o 833º aniversário da bula do papa Alexandre II que a 23 de maio de 1179 reconheceu D. Afonso Henriques como primeiro rei de Portugal.
O espetáculo inseriu-se no décimo Serão Musical promovido pelo Consulado Geral de Portugal em Valência, localidade a 220 quilómetros a oeste de Caracas, e teve lugar nos jardins da representação diplomática, explicou à Agência Lusa o cônsul António Chrystêllo Tavares.
"Não obstante o primeiro dinasta luso se intitulasse rei desde 1128, quando derrotou a sua mãe, apenas transcorridos 36 anos o Sumo Pontífice legitimaria a dinastia afonsina", explicou.


Expresso

Dalton Trevisan distinguido com o Prémio Camões


O escritor brasileiro Dalton Trevisan foi distinguido com o Prémio Camões, o maior prémio literário de língua portuguesa. O prémio foi anunciado esta segunda-feira em Lisboa pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.

Tal como tem sido habitual ao longo dos anos na conferência de imprensa o júri leu a acta da reunião, apresentando as razões justificativas da escolha do premiado: "Dalton Trevisan significa uma opção radical pela literatura enquanto arte da palavra. Tanto nas suas incessantes experimentações com a língua portuguesa, muitas vezes em oposição a ela mesma, quanto na sua dedicação ao fazer literário sem concessões às distracções da vida pessoal e social”. A escolha de Dalton Trevisan, um dos mais importantes e premiados escritores brasileiros, foi unânime.

Coro de Santo Amaro de Oeiras ganha concurso da ONU

Canção "Meu Planeta Azul" foi a mais votada online. Coro vai agora ao Brasil para cantar na Cimeira das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável Rio+20. Falta angariar apoios para todas as crianças viajarem.
Às 22.30 de ontem, crianças e pais reuniram-se na sede do Coro de Santo Amaro de Oeiras para assistir aos momentos finais da votação, que encerrava às 23.00 (hora portuguesa, 00.00 na Áustria, país onde o concurso foi lançado pela Global Rockstar). "Isto mais parecia uma sede de um partido político", conta ao DN João Vicente, diretor do coro. A uma só voz foi feita a contagem decrescente dos últimos dez segundos e depois seguiram-se os festejos da vitória.
O Coro de Santo Amaro de Oeiras venceu o concurso da ONU com 44 251 votos. O segundo lugar - que ficou na Áustria - somou 41 698. João Vicente considera que esta música vai ficar na história, tal como acontece com "Eu vi um sapo" de Maria Armanda (venceu o Sequim de Ouro em 1980) e "A todos um bom Natal". O diretor salienta ainda que a organização informou que o vídeo da música "O Meu Planeta Azul" teve 200 mil visualizações e foi a mais votada entre 175 países.

domingo, 20 de maio de 2012

Na Alemanha: Descoberto códice português do século XVI

Passou 250 anos no arquivo de uma cidade alemã, sem que se soubesse dele. É um manuscrito de Francisco de Melo, o maior matemático antes de Pedro Nunes As 122 folhas de autoria do matematico português Francisco de Melo são um objeto único: um manuscrito, em latim, com demonstrações de teorias de Euclides e Arquimedes. O documento é "belo", dizem os historiadores.
Francisco de Melo também foi autor de empreendimentos cartográficos fundamentais para a compreensão da história. Os registros de documentos com mais de 400 anos nos ajudam  a entender a importância de Portugal naquela época.Do resumo "Reflexões a propósito da reconstituição de um mapa corográfico de Portugal do começo de Quinhentos."  de Suzanne Daveau, onde é citado o matemático

Fundação José Saramago inaugurada em Junho

O espólio do escritor José Saramago começa a ser colocado na Fundação José Saramago, na Casa dos Bicos, em Lisboa, a partir de segunda-feira, e a inauguração acontecerá em Junho, anunciou esta sexta-feira a instituição.
Milhares de livros, manuscritos, fotografias, correspondência, objectos pessoais do escritor e algum mobiliário serão transferidos de Lanzarote, em Espanha, onde José Saramago viveu, para a Casa dos Bicos, onde a fundação está já a funcionar.
A abertura oficial ao público acontecerá em Junho, em data a anunciar, com a inauguração de uma exposição.
A fundação começou a funcionar na Casa dos Bicos em Janeiro, com a colocação de livros que o escritor tinha numa residência em Lisboa.

sábado, 19 de maio de 2012

Premiada mas sem condições para trabalhar...

Olga Roriz pondera sair do País
A coreógrafa Olga Roriz, distinguida com o Prémio da Latinidade 2012, disse esta quinta-feira à agência Lusa que o galardão "tem um sabor agridoce", porque está a ponderar sair de Portugal por falta de condições para trabalhar.
"Estou muito honrada com este prémio, sobretudo porque tem vindo a distinguir nomes muito marcantes da cultura, mas neste momento a arte está a desaparecer em Portugal, por falta de apoios", afirmou.
A União Latina anunciou a atribuição a Olga Roriz, por unanimidade, do Prémio da Latinidade ‘João Neves da Fontoura’ 2012, "pelo desempenho de uma obra artística, como profissional e criadora reconhecida internacionalmente", segundo o júri.

Harvard: Retrospetiva de António Reis no Harvard Film Archive

Uma retrospetiva da obra dos cineastas portugueses António Reis e Margarida Cordeiro e de realizadores a que esteve ligado ou por si influenciados, como Manoel de Oliveira, Paulo Rocha, Joaquim Sapinho, João Pedro Rodrigues, Pedro Costa, Manuela Viegas e Vítor Gonçalves, vai ter lugar em maio na cinemateca da Universidade de Harvard, integrando a programação do 7º Festival Português de Boston – apoiado pelo Instituto Camões - que este ano, além do cinema, apresenta música clássica, literatura, as tradicionais regatas de barcos açorianos e um espetáculo equestre.
A evocação da cinematografia de Reis (1927-1991) – autor «pouco conhecido nos Estados Unidos», mas «reverenciado no seu Portugal natal» - e dos seus parceiros e discípulos é justificada pelo Harvard Film Archive, que organiza a retrospetiva na sua sala do Carpenter Center for the Visual Arts, em Harvard, nos arredores de Boston, entre 18 e 26 de maio, pela «influência incomensurável» que o realizador português exerceu no «renascimento do cinema português» e na nova geração de cineastas que emergiu nas décadas de 80 e 90 do século passado.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Fado, Updated but Still Intimate

António Zambujo’s Fado at Skirball Center

António Zambujo gave an exquisite whisper of a concert on Saturday night at the Skirball Center at New York University. Mr. Zambujo is a fado singer from Portugal who has won the style’s major awards, including the Amália Rodrigues Foundation prize as best male fado singer. He upholds fado’s sense of longing and tragic dignity as he brings it into modern close-up.
Mr. Zambujo paid obeisance to fado’s history. His set included songs associated with fado’s two most indelible singers, Ms. Rodrigues and Alfredo Marceneiro. Yet he is discreetly pushing fado in directions of his own. He connects fado both to the regional music of southern Portugal, where he grew up, and to Brazilian pop that shares some of fado’s grace. He also makes subtle use of technology.
Mr. Zambujo is not a cafe belter like some younger fado singers. His tone is always intimate as he sings about solitude and lost love. The microphone is his ally. It picks up every nuance of his small yet utterly expressive voice: a high, clear, precise yet melting tenor that suggests both Mr. Marceneiro and, from across the Atlantic, the Brazilian songwriter Caetano Veloso.

"Salvaram-se da Inquisição mas não das câmaras de gás"

A investigadora Esther Mucznik afirma no livro "Portugueses no Holocausto" que os judeus descendentes de portugueses se "salvaram das fogueiras da Inquisição, mas não das câmaras de gás" nazis.
Mucznik cita o caso "de um dos grandes pintores da escola holandesa", Baruch Leão Lopes de Laguna, de origem portuguesa, que morreu em 1943, no campo de concentração de Auschwitz - e "com ele desapareceram quatro mil judeus de origem portuguesa na Holanda, que acabaram nas câmaras de gás", acrescenta a investigadora.
A autora de "Portugueses no Holocausto" lembra ainda que também havia luso-descendentes noutras partes da Europa, como deportados de Salónica, na Grécia, que acabaram mortos.
A investigadora procurou o rasto de portugueses e descendentes de portugueses que morreram devido às políticas de exterminação racial da Alemanha nazi, mas também atos de salvação de vidas, como os do diplomata Aristides de Sousa Mendes, cuja "coragem e sensibilidade à dor que o rodeava foram determinantes no salvamento de milhares de pessoas".
Sousa Mendes não é o único. No Memorial dos Justos, em Jerusalém, consta também o nome de outro diplomata, Carlos Sampaio Garrido, e a investigadora cita ainda, entre outros, Alfredo Casanova, em Génova, Lencastre de Menezes, em Atenas, José Luís Archer, em Paris, Teixeira Branquinho, em Budapeste, e a infanta Maria Adelaide de Bragança que, em Viena, "não ficou indiferente ao sofrimento e não hesitou em ajudar a resistência".
Em França, o português José Brito Mendes "arrisca a sua vida, escondendo a pequena Cecile", cujos pais judeus tinham sido deportados para os campos da morte, como escreve a investigadora.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Demitiu-se a direcção do Instituto do Cinema e do Audiovisual

José Pedro Ribeiro apresentou a demissão do cargo de director do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA). Esta notícia, avançada esta manhã pela Agência Lusa, segue-se à da demissão da directora adjunta do Instituto, Leonor Silveira, que no caso desta foi apresentada à tutela (Secretaria de Estado da Cultura) no passado dia 9 de Maio.
Leonor Silveira demitiu-se no passado 9 de Maio, dia em que vários profissionais do cinema exibiram um documentário sobre o cinema português, ao ar livre, nas escadarias do Palácio de S. Bento, numa acção de protesto contra o atraso na aprovação da nova Lei do Cinema.
(...) . Estas acontecem num momento em que se verificam atrasos na publicação da nova Lei do Cinema e a paralisação das actividades deste sector no nosso país – situação que ainda ontem foi tema de um artigo no
jornal francês Le Monde.
A SEC diz que a nova Lei do Cinema e do Audiovisual está “na fase final do processo legislativo” e nota que o ICA vai iniciar “um novo ciclo”, com a publicação da nova legislação. Elogia “o excelente trabalho” desenvolvido pela direcção cessante do ICA, destacando, em particular, o seu “empenho e envolvimento na resolução do processo relacionado com a alienação da Tobis”.

Público.

Olga Roriz distinguida com o Prémio da Latinidade 2012

A bailarina e coreógrafa Olga Roriz foi distinguida, por unanimidade, com o Prémio da Latinidade ‘João Neves da Fontoura’ 2012.
Segundo disse à  Lusa, Maria Renée Pareja Gomes, Maria Renée Pareja Gomes, representante da União Latina, o júri do galardão, presidido por Eduardo Lourenço, decidiu atribuí-lo a Olga Roriz "pelo desempenho de uma obra artística, como profissional e criadora reconhecida internacionalmente".  
Até 2008 designado por Prémio da Latinidade ‘Troféu Latino’, passou em 2009 a ter o nome de Prémio da Latinidade ‘João Neves da Fontoura’, ministro dos Negócios Estrangeiros brasileiro a quem se deve a criação da União Latina como organização internacional. 
Com este Prémio criado em 2002, a União Latina visa homenagear uma personalidade ou instituição que se tenha distinguido, pela sua obra, na difusão da Latinidade, nos domínios artístico, literário ou científico. 
Nascida em Viana do Castelo, Olga Roriz, 56 anos, estudou ballet clássico e dança moderna com Margarida Abreu e Ana Ivanova, ingressou na Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa e tornou-se primeira bailarina do Ballet Gulbenkian, onde foi depois convidada para coreografar. Criou a Companhia Olga Roriz em 1995.