terça-feira, 31 de dezembro de 2013




Cinema: Dois portugueses entre os mais vistos




O ano acaba hoje e as contas estão feitas: entre os filmes mais vistos de 2013, estão dois portugueses. A saber, o fenómeno ‘A Gaiola Dourada’, com que Ruben Alves mostra (com financiamento francês) o rosto da emigração lusa em França; e ‘7 Pecados Rurais’, o filme em que Nicolau Breyner recupera as personagens Quim Roscas e Zeca Estacionâncio (isto é, João Paulo Rodrigues e Pedro Alves), do programa ‘Tele Rural’, já exibido pela RTP 1.

O primeiro teve mais de 754 mil espectadores (muito acima do segundo classificado, que é ‘Velocidade Furiosa 6’, com 426740 mil espectadores); enquanto ‘7 Pecados Rurais’ foi visto por 281423 mil pessoas – o que o deixa na quinta posição dos mais vistos entre nós.

As receitas brutas dos filmes cifram-se em 3,877 e 1,460 milhões, respetivamente.

Acima de ‘7 Pecados Rurais’ estão dois filmes de animação: ‘Frozen – OReino do Gelo’ (com 374995 espectadores) e ‘Gru – OMaldisposto 2’ (que vendeu 298935 bilhetes).

Os números são expressivos e parecem traduzir o aumento da produção nacional: entre janeiro e novembro de 2013, estrearam comercialmente em Portugal 34 filmes portugueses (mais seis do que em igual período de 2012). Uma tendência que se vai inverter dramaticamente em 2014, já que o número de obras cinematográficas lusas que o ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual apoiou diminuiu este ano em 48,6% (passou de 37 projetos para 19).

Os pensamentos que Agustina esquecia pelas gavetas da casa


Recentemente lançado pela Babel na colecção Contemplações, "Caderno de Significados" reúne cerca de noventa pequenos textos de Agustina Bessa Luís, a maior parte deles inéditos, encontrados entre os seus papéis, esquecidos nas gavetas da casa, sepultados entre páginas de livros. A organização do livro coube ao marido da romancista, Alberto Luís, e à sua neta Lourença Baldaque, que entretanto encontraram já material suficiente para mais um volume semelhante.

São textos de natureza muito diversa: reflexões sobre a sua própria obra e a de outros escritores, apontamentos diarísticos, retratos de terceiros, observações sobre Portugal e os portugueses, notas políticas. A haver uma palavra que os aglutine, a menos inadequada talvez seja “comentários”. Às vezes quase ensaísticos, outras vezes sibilinos, mas quase sempre surpreendentes.

Os organizadores do volume escolheram o título em homenagem aos velhos “cadernos de significados” que a pequena Agustina usava no colégio – alguns deles ainda se conservam entre os seus papéis –, mas também porque a romancista “foi sempre impulsionada pela vontade de procurar o sentido das coisas”.

domingo, 29 de dezembro de 2013

The Independent comemora os 500 anos do Bairro Alto




O conhecido jornal britânico 'The Independent' fez questão de assinalar os cinco séculos de existência do Bairro Alto, em Lisboa, com uma fotogaleria que retrata o dia-a-dia naquele centro histórico da capital portuguesa.

Num conjunto de dez fotografias, as imagens retratam os diferentes hábitos e rotinas que caracterizam o Bairro Alto e fazem dele uma zona tão icónica não só em Portugal como em toda a Europa.

Na primeira, destaque para a forte presença dos bares, onde as pessoas vão todas as noites para falar e ouvir música ao vivo. Segue-se uma amostra dos antigos edifícios que enchem aquelas ruas, datados desde os séculos XVI e XVII. "Há dois tipos de edifícios diferentes: uns mais baixos, com dois pisos, quadrados e janelas pequenas e outros mais largos, com três pisos e varandas".


Banhos judaicos medievais descobertos em Coimbra


Técnicos da autarquia descobriram por acaso na cave de um prédio o que parece ser uma pequena piscina medieval para uso ritual de mulheres judias.

Uma rotura de canos num prédio de Coimbra levou à descoberta do que se julga ser uma estrutura medieval destinada a banhos rituais femininos judaicos. Esta espécie de pequena piscina para fins religiosos apareceu na cave de um edifício da Rua do Visconde da Luz, na área da antiga judiaria da cidade, e está surpreendentemente bem preservada.

O arqueólogo Jorge Alarcão diz que, neste estado de conservação, “pode ser caso único em Portugal”. E o presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, embora ressalve que “o estudo do achado ainda está a decorrer”, admite que se trate da “descoberta arqueológica mais importante que se fez em Coimbra ao longo dos últimos 70 anos”.

Há cem anos ou agora, em livro ou em filme, Os Maias são Portugal


João Botelho filma Os Maias e faz do romance de Eça de Queirós uma mistura de ópera e reflexão. Neste espelho em forma de filme, Portugal vê-se, sempre igual, há mais de um século.

Somos todos Os Maias. De fato diurno completo a esconder leggings contra o frio e cabelo empoado, Graciano Dias foi, de facto, Carlos da Maia durante 50 e poucos dias.

“Uma personagem que muita gente imagina, que pode ser qualquer um de nós. Qualquer um de nós pode fazer estes personagens”, conclui o actor, porque, afinal, Eça de Queirós escreveu-nos. Somos destinatários e assunto de um romance irremediavelmente cinematográfico, porque a trama não é só a história de uma família e da relação incestuosa entre Carlos e Maria Eduarda. É Portugal. Portugal oitocentista, Portugal entroikado.

sábado, 28 de dezembro de 2013

"A Noite" no Teatro da Trindade até 19 de janeiro


A peça "A Noite" de José Saramago, na encenação de José Carlos Garcia e adaptação de Paulo Sousa Costa, prolonga a sua temporada até 19 de janeiro, com sessões extra a partir do dia 3. A grande afluência de público a este espetáculo - mais de sete mil pessoas já o viram - levou a acrescentar novas sessões, uma vez que estava previsto que "A Noite" terminasse a 29 de dezembro.

Se ainda não foi ver, aproveite esta oportunidade de assistir à peça de José Saramago sobre a noite de 24 para 25 de abril de 1974 na redação de um jornal.

José Bento distinguido com Prémio de Poesia Luís Miguel Nava



Livro 'Sítios' valeu o prémio ao tradutor e poeta português.

O tradutor português José Bento foi distinguido com o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2013 pelo livro 'Sítios', editado pela editora Assírio & Alvim, revelou a Fundação Luís Miguel Nava.

O prémio, de cinco mil euros, é atribuído com periodicidade bienal, sendo que José Bento sucede a Hélder Moura Pereira, vencedor em 2011, com a obra 'Se as coisas não fossem o que são'.

Instituído pela Fundação Luís Miguel Nava desde 1997, por vontade expressa em testamento do poeta e ensaísta português, falecido em 1995, o galardão teve periodicidade anual até 2009, tendo sido Sofia de Mello Breyner Andresen a primeira vencedora, com a obra 'O búzio de cós'.
O júri deste ano foi constituído, como habitualmente, por quatro membros da direção da Fundação Luís Miguel Nava - Carlos Mendes de Sousa, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz e Luís Quintais - e por um elemento convidado, o poeta e ensaísta Fernando J. B. Martinho

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Centenas de pessoas no funeral de Nadir Afonso em Chaves



Centenas de pessoas participaram, este sábado, em Chaves, no funeral do pintor Nadir Afonso, que faleceu na quarta-feira aos 93 anos, no Hospital de Cascais, onde se encontrava internado.

O corpo do pintor esteve em câmara ardente na quinta-feira, entre as 17:00 e as 24:00, na Capela de Emaús, na Igreja de Santo António do Estoril, onde na sexta-feira se realizou uma missa de corpo presente, seguindo depois o corpo para Chaves, onde teve lugar hoje a cerimónia fúnebre, na Igreja Matriz.

À saída da igreja, ouviram-se aplausos e assistiu-se à atuação de um coro infantil e de uma banda musical.

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, referiu-se ao pintor como um "exemplo", considerando ter sido um "privilégio" conviver com ele.

"Nunca me esqueço que Nadir Afonso manteve uma dimensão de identidade intensa, ao mesmo tempo que cruzava o mundo, mundo esse que o reconhecia com um homem singular", disse Assunção Esteves, acrescentando que "poderia mesmo dizer que se há um símbolo da síntese entre a identidade e universalidade, esse símbolo é Nadir Afonso no modo como conservou o sotaque de Chaves".

Banda sonora de Rodrigo Leão é candidata a Óscar




A banda sonora do filme 'O Mordomo', composta por Rodrigo Leão, é uma das candidatas ao Óscar naquela categoria. A lista acaba de ser divulgada pela própria Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que elegeu o trabalho do músico português como um dos cem melhores do mundo.

O anúncio está a surpreender toda a gente, uma vez que, para ser nomeado, pressupõe-se que uma parte significativa da banda sonora seja composta originalmente para o filme. No caso de 'O Mordomo', uma parcela significativa da mesma faz parte do álbum 'Cinema' que Rodrigo Leão editou em 2004.

Lynn Fainchtein, supervisora musical do filme, diz mesmo que a escolha do compositor luso se deve, precisamente, ao facto de o realizador responsável, Lee Daniels, ser um grande admirador do tema 'O Último Adeus' e fazer questão de o usar no filme. 

Arquitetos portugueses vencem Prémio Ibérico



A arquitetura portuguesa continua a somar prémios. Dois arquitetos portugueses da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, são os vencedores da 2ª edição do prestigiado Prémio Ibérico da Arquitetura na categoria "Reabilitar".

O Centro Dehoniano na Avenida da Boavista no Porto é o vencedor do "Palmarés Architecture Aluminum Technal". Nuno Valentim, docente e antigo aluno da Faculdade de Arquitetura (FAUP) e Frederico Eça, também ele diplomado pela FAUP, são os criadores do projeto.

De acordo com o site da faculdade, a obra premiada ganhou na categoria "Reabilitar". O prémio, muito prestigiado na área da arquitetura, valorizou a obra pela sua reabilitação e ampliação de habitação unifamiliar dos anos 30.

O Centro albergava estudantes de teologia e sacerdotes da congregação Dehoniana. O programa de reabilitação, para além de um conjunto de quartos, contempla zonas de estudo, gabinetes de atendimento/reunião, capela, sala polivalente, áreas sociais e de serviço. 


Financiamento para novo filme está no "bom caminho



O realizador Manoel de Oliveira disse hoje, dia do seu 105.º aniversário, ainda não haver financiamento garantido para o novo filme, "O Velho do Restelo", mas acrescentou que tal parece estar bem encaminhado.

Em declarações aos jornalistas depois da inauguração da exposição "Manoel de Oliveira - 105 Revistas" no Museu Nacional da Imprensa, no Porto, o cineasta disse que "ainda não há dinheiro, mas parece que a coisa está em bom caminho".

"'O Velho do Restelo' é sobretudo um bom aviso e nós estamos já nessa situação do Velho do Restelo", disse Manoel de Oliveira, acompanhado pela família.

O realizador acrescentou que a melhor prenda que podia receber é "o reconhecimento de um trabalho antigo, que vem de 1930 até hoje", algo por que fica "sempre grato".

Manoel de Oliveira repetiu ainda uma ideia que tem vindo a sublinhar ao longo dos anos, afirmando que tenciona continuar a filmar: "A vontade é muito grande, as possibilidades são muito fracas".

D. João V, Baltazar e Blimunda vão continuar a andar pelo convento porque Saramago não vai deixar Mafra

A eventual saída do romance Memorial do Convento dos currículos do 12.º agitou a vila, mas no palácio a obra do Nobel português promete continuar a encher os corredores de estudantes. Pelo menos para já.

Um rei caprichoso, um padre visionário que acaba por morrer louco e uma construção megalómana que faz do povo um herói. Pelo meio a ameaça da crise dinástica, a promessa, os frades, os acidentes de percurso, o corredor de 232 metros que separa D. João V da rainha que ele não ama, o casal que se apaixona ao primeiro olhar durante um auto-de-fé, a máquina de voar de Bartolomeu de Gusmão, as pedras que viajam 15 quilómetros para chegar ao estaleiro onde trabalham 45 mil operários. Tudo isto é Mafra, segundo José Saramago e o seu Memorial do Convento, o romance que é leitura obrigatória desde 2002 mas que o novo programa e metas curriculares de Português do ensino secundário podem vir a deixar de fora.

O processo de consulta pública destes novos objectivos, que prevêem que o Memorial venha a ser trocado por um de dois outros romances do Nobel da Literatura português, que morreu em Junho de 2010 (O Ano da Morte de Ricardo Reis e História do Cerco de Lisboa), já terminou, mas só depois do Natal, quando estiverem analisados todos os contributos, se saberá que livro terão os alunos de ler (ver texto nesta edição). E até que a decisão produza efeitos, diz Mário Pereira, director do Palácio Nacional de Mafra há quase seis anos, muitos estudantes andarão pelos corredores daquela que é a grande obra de regime de D. João V.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

França: Banda desenhada lusa nomeada para três prémios




O livro de banda desenhada 'O amor infinito que te tenho e outras história', do autor luso Paulo Monteiro, está nomeado para três prémios de BD, em França. Já premiada em Portugal, a obra foi lançada naquele país em Junho, pela editora Six Pieds Sous Terre e desde então que tem recebido críticas favoráveis por parte dos media.

Aquela que é a obra de estreia de Paulo Monteiro está, assim, nomeada para melhor banda desenhada em três prémios distintos: 'Prix Sheriff D'or 2013', atribuído pela livraria Esprit BD (de Clermont-Ferrand); 'Prix Bulles De Cristal 2014', criado pela livraria Ange Bleu, a sul de Paris; 'Prix Lycéen De La BD Midi-Pyrénées 2014', indicado pelos estudantes das escolas da região dos Pirinéus.


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

EUA: Pianista portuguesa nomeada para os prémios Grammy




A pianista Maria João Pires é uma das nomeadas para Melhor Intérprete a Solo nos prestigiados prémios de música norte-americanos. Depois de 2009, a portuguesa volta a integrar a lista de candidatos àquela categoria, desta vez pelo álbum Sonatas nºs 16 e 21 de Franz Schubert.

Editado em Fevereiro pela Deutsche Grammophon, o novo álbum da pianista integra a sonata nºs 16 em Lá menor e a Sonata nº 21 em Si bemol maior. A primeira foi apresentada pelo compositor austríaco como a sua 'Primeira Grande Sonata' na altura em que a deu para imprimir, no Outono de 1825, dedicando-a ao arquiduque Rudolfo da Áustria.

Já a segunda corresponde à derradeira de Franz Schubert, tendo sido terminada pouco antes da morte do compositor. Hoje em dia, é considerada uma das mais substanciais obras para piano da última fase de Schubert.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Coimbra: Museu da Ciência é 10º melhor do mundo





Um site de 'rankings' de universidades e cursos elegeu o Museu da Universidade de Coimbra como um dos 30 melhores espaços museológicos universitários do mundo. A lista conta com o Museu de História Natural de Harvard, nos EUA, o Museu Hecht, em Israel ou o New Hall Art Collection de Cambridge, em Inglaterra.

A Universidade de Coimbra tem o 10º melhor museu universitário do mundo. O Museu da Ciência faz parte de um ranking de 30 melhores museus de todas as universidade realizado pelo site "The Best Colleges".

O site destaca as coleções do departamento de botânica, de física, antropologia, zoologia e mineralogia da Universidade de Coimbra.

A Gaiola Dourada o preferido do público nos Prémios do Cinema Europeu



La Grande Belleza, de Paolo Sorrentino, foi o vencedor da noite, ao receber quatro dos prémios principais. Pedro Almodóvar foi a estrela, pela homenagem à sua contribuição para o cinema mundial e pelo discurso inflamado contra os líderes do seu país: os espanhóis, disse no discurso de agradecimento, são “vítimas de um governo surdo e insensível aos problemas que estamos a viver” (sexta-feira acusara o executivo de Mariano Rajoy de se comportar como “hooligans contra a cultura”). E Ruben Alves viu a sua Gaiola Dourada, a produção franco-portuguesa que se tornou no filme mais visto em Portugal em 2013, ser distinguido com o prémio do público. Eis, em resumo, o resultou da 26.ª edição dos prémios da Academia de Cinema Europeu, cuja gala teve lugar sábado à noite em Berlim.

No início da cerimónia, o grande favorito era The Broken Circle Breakdown, do belga Felix van Groeningen, nomeado para cinco categorias. Acabaria, porém, por ver apenas premiada enquanto melhor actriz a sua protagonista, Veerle Baetens, que tinha como concorrentes nomes firmados internacionalmente como Keira Knightley, Naomi Watts ou Barbara Sukowa.

Público

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

"Repara bem" - uma experiência tremenda e comovente para Maria de Medeiros

“Tremenda e comovente” é como Maria de Medeiros descreve a experiência de realizar o documentário “Repare bem”, sobre o percurso de uma família vítima da ditadura brasileira e também do golpe de estado de 1973 no Chile. “Houve momentos na rodagem em que toda a equipa soluçava a chorar, e limitávamo-nos a fazer os possíveis para não interferir na entrevista que estava a ser filmada”, conta.
O filme é exibido na Casa dos Bicos amanhã, 10 de dezembro, às 18h00.
A atriz e realizadora Maria de Medeiros foi convidada a fazer este documentário por Paulo Abrão, presidente da Comissão para a Amnistia e a Reparação, do Ministério da Justiça do Brasil, que sugeriu que filmasse a família do guerrilheiro Bacuri [Eduardo Leite], morto em 1970. As figuras principais do documentário são Denise Crispim - a mulher de Bacuri - e a filha de ambos Eduarda Crispim Leite, sobreviventes de uma família cujos homens foram assassinados pela ditadura.
“As mulheres tiveram uma longa itinerância de exílios”, conta Maria de Medeiros, pois do Brasil foram para o Chile de Allende e com o golpe de Pinochet foram novamente perseguidas”.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Fadista Kátia Guerreiro condecorada pelo governo francês




No próximo dia 20 de Dezembro, a fadista Katia Guerreiro vai ser condecorada pelo Governo francês com as insígnias de Cavaleiro da Orgem das Artes e das Letras, um dos mais altos títulos atribuídos a cidadãos estrangeiros. A distinção vai acontecer pelas 18h30 no Palácio de Santos, pelas mãos do embaixador Jean-François Blarel.

Num reconhecimento da artista portuguesa como uma das mais notáveis cantoras da sua geração e uma das maiores representantes da cultura portuguesa em todo o mundo, o governo francês pretende homenagear a fadista que mais atua nas salas do seu país.

Ao longo dos seus 13 anos de carreira, Katia Guerreiro já fez espetáculos nas salas mais prestigiadas a nível nacional como é o caso da Ópera de Lyon, a Catedral de Reims, o Teatro Nacional de Bordéus, o Trianon e o Teatro de La Ville de Paris, entre outras.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sophia de Mello en la voz de Nidia Hernández

Este sábado, 7 de diciembre, a partir de las 11 da mañana, en los  espacios de la Asociación Cultural Humboldt, la lusófila Nidia Hernández – productora del espacio radial La Maja Desnuda – participará en un recital musical con la lectura
de un conjunto de poemad de Sophia de Mello.

La iniciativa está encuadrada en la III edición de “lenguas en poesía”, una iniciativa de Traficantes de Palabras AC, donde un grupo de poetas traductores venezolanos  presentan en lenguas originales y en español a poetas del mundo.

Programa:

Sophia de Mello  Oporto ÑÒ Nidia Hernández

                                                                          Pura Salceda Barcelona ÒÑ Elisabetta Balasso

                                                                        Andrea Gibellini Sassuolo ÑÒ Gina Saraceni

                                                               fragmentos inéditos   ÒÑ Claudia Sierich


Dirección: AV. JUAN GERMAN ROSCIO · CON JORGE WASHINGTON  · SAN BERNARDINO · CARACAS

Estacionamiento, Vigilancia

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Manguel considera Lobo Antunes um autor universal



O autor de "Dicionário de lugares imaginários", o escritor de origem argentina Alberto Manguel, considera o português António Lobo Antunes "um dos mais importantes e universais do século XX".

Em entrevista à Lusa, a propósito da edição em Portugal da obra sempre em elaboração - "Dicionário de lugares imaginários" -, que marcou o percurso do autor do "Novo elogio da Loucura", Manguel afirmou que "tradicionalmente, Portugal tem autores que fazem parte da grande literatura universal como Fernando Pessoa, Eça de Queiroz e, na nova geração, Gonçalo M. Tavares".

António Lobo Antunes, porém, sobe ao primeiro plano do autor de "Uma história da leitura", pelo caráter universal do seu trabalho.

Entre as centenas de termos incluídos no "Dicionário de lugares imaginários", está incluído "Ofir", mas não correspondente à freguesia da costa noroeste portuguesa, que o escritor argentino conhece.

Papa nomeia portuguesa para comité das Ciências Históricas




O papa Francisco nomeou a especialista em cultura portuguesa e vice-reitora da Universidade do Porto, Maria de Lurdes Correia Fernandes, para o Comité Pontifício de Ciências Históricas, anunciou nesta quarta-feira o Vaticano.

Natural de Arouca, 55 anos, Maria de Lurdes Correia Fernandes, é licenciada em línguas e literaturas modernas e doutorada em cultura portuguesa dos séculos XV a XVIII, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

A autora publicou ainda a obra ‘A Biblioteca de Jorge Cardoso (1669), autor do Agiológio Lusitano: cultura, erudição e sentimento religioso no Portugal Moderno' (2000).

É vice-reitora da Universidade do Porto desde 3 de julho de 2006.
Correio da Manhã.

Cinema mais antigo de Lisboa reabre ao público em 2014


       
O mais antigo cinema de Lisboa vai reabrir ao público, no Chiado, já na primavera do próximo ano, desta vez pelo nome Cinema Ideal. Com uma programação mais virada para o cinema independente, o até agora conhecido como 'Cine-Paraíso' vai voltar a abrir as portas, numa parceria entre a Midas Filmes e a Casa da Imprensa.

        Em conferência de imprensa, o produtor e distribuidor Pedro Borges revelou que a identidade do novo cinema será a de um cinema de bairro, com programação pensada para que as pessoas "possam reganhar o gosto de ir a uma sala de cinema, porque é uma sala de cinema, e não apenas porque querem ver um filme".

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Pianista Artur Pizarro em Bogotá...

O  pianista português Artur Pizarro apresentará dois concertos junto da Orquestra Filarmónica de Bogotá no auditório Fabio Lozano, na Universidade do mesmo nome,  nos dias 6 e 7 de dezembro de 2013.

Artur Pizarro (Lisboa, 1968) é um pianista português de prestígio internacional.
Aos três anos, iniciou seus estudos de piano em Lisboa, com Campos Coelho, professor de piano no Conservatório de Música de Lisboa. Aos cinco anos, começou a estudar com Sequeira Costa. Em 1977, depois de Sequeira Costa ter aceite a posição de Professor de Piano na Universidade de Kansas, Artur seguiu-o até Lawrence, Kansas, nos Estados Unidos. Continuou trabalhando com outros professores, incluindo Aldo Ciccolini no Conservatório de Paris.

Em 1987 ganhou o primeiro prêmio no Concurso Vianna da Motta, em 1988 o primeiro prêmio na Greater Palm Beach Symphony Competition, e em 1990 o primeiro prémio no Leeds International Pianoforte Competition.

Pizarro executa internacionalmente recitais a solo, em duos, com grupos de música de câmara e como solista com as principais orquestras do mundo. É representado pela Tom Croxon Management.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

El Mito y las Máscaras…


Continua patente no Cantinho da Cultura do Centro Português (Caracas) a exposição “El Mito y las Máscaras”.
Esta exposição sobre Fernando Pessoa é a mesma que esteve na Filbo – Feira Internacional do Livro de Bogotá – em Abril de este ano e mais recentemente nos espaços do Consulado-Geral de Portugal em Caracas.


A exposição foi inaugurada no dia 30 de Novembro, em simultâneo com o concerto Andrea Imaginario em Pessoa e o lançamento do disco com o mesmo nome, numa iniciativa conjunta do Instituto Português de Cultura e a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas.
Na sequência fotográfica podemos ver um aspecto a exposição e alguns dos mais de duzentos assistentes ao recital. Na primeira fila podemos reconhecer o Embaixador de Portugal, Mário Lino da Silva, o Cônsul-Geral de Portugal em Caracas, Paulo Jorge Adão Martins dos Santos, o presidente do Centro Português, Johnny Dos Santos e alguns membros do Conselho de Administração do Instituto Português de Cultura.
A exposição El Mito y las Máscaras estará patente até 20 de Dezembro, seguindo depois, em data a anunciar oportunamente, para os espaços da Universidade Central de Venezuela.

Prémio Vida Literária da APE para Maria Velho da Costa

A escritora Maria Velho da Costa foi galardoada com o Prémio Vida Literária pela Associação Portuguesa de Escritores (APE), foi hoje anunciado em Lisboa.

Em conferência de imprensa, o presidente da APE, José Manuel Mendes, justificou a entrega deste prémio pela "criatividade da escritora" e o seu "percurso pessoal e literário", bem como o trabalho inventivo em torno da língua portuguesa.

Uma das três autoras das "Novas Cartas Portuguesas" (1972), com Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno, Maria de Fátima de Bivar Velho da Costa nasceu em Lisboa em 1938 e publicou em 1966 o primeiro livro, "Lugar Comum", em 1966 e em 1969 "Maina Mendes". Seguiu-se um estudo sobre "Ensino Primário e Ideologia" (1972), que assinou como Maria de Fátima Bívar. Entre as suas obras mais relevantes, contam-se ainda "Casas Pardas" (1977), "Missa in Albis" (1988) e "Irene ou o Contrato Social", distinguido com o Grande Prémio de Ficção APE de 2000.

Foi distinguida com o Prémio Camões em 2002 e com o Prémio Vergílio Ferreira, da Universidade de Évora pelo conjunto da obra em 1997. Em 2008, com o romance "Myra", venceu os prémios PEN, Máxima, Correntes d’Escrita e DST.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Aniversário com casa cheia…


Ontem, 30 de Novembro, perante uma plateia que não é fácil de reunir para um evento cultural, o Instituto Português de Cultura marcou seu XXVIII aniversário com um recital musical subordinado ao tema Andrea Imaginario em Pessoa, que deleitou os mais de 200 assistentes ao mesmo.
O evento serviu também para o lançamento de um CD com o nome do concerto. O disco está dedicado a um conjunto de poemas do poeta dos heterónimos, alguns deles no original e outros vertidos para o castelhano de forma a permitir uma divulgação mais alargada da obra de Fernando Pessoa fora da Comunidade Portuguesa residente na Venezuela.
Registe-se que a edição deste trabalho discográfico, que vai servir de referência para um maior conhecimento da obra de pessoana, contou com o apoio precioso da Direcção-Geral  dos Serviços Consulares e das Comunidades.

O acto realizou-se nos espaços físicos do Centro Português, especificamente no seu Salão Nobre, em cuja antessala – O Cantinho da Cultura – foi também inaugurada a exposição O Mito e as Máscaras, que esteve na Feira Internacional do Livro de Bogotá, e que estará patente neste local até 20 de Dezembro.
Esta mesma exposição já tinha estado aberta ao público nos espaços do Consulado-Geral de Portugal em Caracas, onde foi vista por perto de sete mil pessoas.

Na imagens podemos ver um momento do espectáculo e o instante em que o Embaixador de Portugal, Mário Lino da Silva, procedia ao baptizado do disco Andrea Imaginario em Pessoa, acompanhado por vários membros do Conselho de Administração do IPC e da cantante.