sexta-feira, 28 de abril de 2017

No âmbito das celebrações dos 43 anos da Revolução dos Cravos, o Alcalde do Municipio Guaicaipuro, Francisco Garces da Silva , o Cônsul Honorário de Los Teques, Pedro Goncalves, em parceria com o Instituto Português de Cultura comemoraram tão importante dia
Uma exposição concebida para celebrar tudo quanto significa a Revolução dos Cravos e o que ela significou para história do nosso Portugal esteve patente nos espaços do Teatro Lamas, elaborada a partir de um conjunto de fotografias e facilitada por IPC. Entre a agenda do dia todos os presentes puderam desfrutar do film Capitães de Abril .
Capitães de Abril é um filme de drama e ficção histórica realizado por Maria de Medeiros, uma coprodução entre Portugal, Espanha, Itália e França. Foi a primeira longa-metragem de Maria de Medeiros como realizadora, tendo alcançado um assinalável sucesso na bilheteira portuguesa.
A história do filme é baseada no golpe de estado militar que ocorreu em Portugal no dia 25 de Abril de 1974 e que presta homenagem aos jovens soldados que resgataram a sua pátria desse tempo obscuro, destacando-se Salgueiro Maia
E para finalizar o acto contou com a participação musical do professor David Pinho, do conselheiro e vice presidente do IPC Fernando Campos, dos diretores do IPC do professor Jany Augusto Moreira, Alberto Viveiros e José Carlos Rebelo os quais interpretaram Grândola Vila Morena
Honra a quem merece honra, também foi alvo de uma merecida distinção o professor David Pinho pelos seus méritos dentro da comunidade portuguesa Foi distinguido com a ordem " Penacho de Guaicaipuro" Parabéns estimado Professor!!!!!

terça-feira, 4 de abril de 2017

Universidade de Coimbra obtém nota “very good”

A Universidade de Coimbra (UC) anunciou, hoje, ter obtido a classificação de “very good” (muito bom) em três áreas, no sistema internacional de comparação de universidades (U-Multirank).
A nota máxima foi atribuída à UC nas áreas de investigação, transferência de conhecimento, internacionalização e envolvimento regional.
A UC destaca, ainda, “o desempenho muito positivo em indicadores relacionados com o número absoluto de publicações científicas, as publicações profissionais, o número de citações, as receitas externas decorrentes de projectos de investigação, as publicações interdisciplinares e promoção de estágios em instituições da região”, todos eles com a nota de “good” (bom).

Para além dos resultados globais, o U-multirank integrou nesta edição a avaliação de indicadores relativos a quatro novas áreas – economia, engenharia química, engenharia industrial/produção e engenharia civil – e actualizados os resultados de quatro áreas – gestão, informática, engenharia mecânica e engenharia eletroctécnica.

Marcelo homenageia hoje Aristides Sousa Mendes com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade

O Presidente da República condecorou a título póstumo Aristides Sousa Mendes (1885-1954) com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, no dia em que passam 63 anos da morte do cônsul português.
De acordo com a agenda do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa homenageará o antigo cônsul português que durante a II Guerra Mundial (1939-1945) salvou do regime nazi milhares de judeus e outros refugiados, numa cerimónia que decorrerá na Casa do Passal, Cabanas de Viriato (Viseu), que pertenceu a Aristides de Sousa Mendes.
Durante a II Guerra Mundial, Aristides de Sousa Mendes emitiu em Bordéus, França, vistos sem autorização do Governo dirigido por António Oliveira Salazar.
A Ordem da Liberdade “destina-se a distinguir serviços relevantes prestados em defesa dos valores da Civilização, em prol da dignificação da Pessoa Humana e à causa da Liberdade”.
Aristides de Sousa Mendes já tinha sido condecorado, em 1986, com o grau de Oficial da Ordem da Liberdade e, em 1995, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.
A Casa do Passal, classificada como Monumento Nacional em 2011, foi alvo de uma primeira fase de obras, que evitaram a sua ruína.
Este mês, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, presidiu a uma cerimónia de assinatura dos documentos que definem a cooperação entre a Fundação Aristides de Sousa Mendes, a Câmara de Carregal do Sal e a Direção Regional de Cultura do Centro, para a realização da segunda fase das obras na Casa do Passal.
A segunda e última fase de requalificação da parte interior e musealização da Casa do Passal representa um investimento de 800 mil euros


416NEWS

terça-feira, 21 de março de 2017

Dia Mundial da Poesia

O Dia Mundial da Poesia celebra-se todos os anos a 21 de março. A data foi criada na 30.ª Conferência Geral da UNESCO, a 16 de novembro de 1999. O propósito deste dia é o de promover a leitura, a escrita, a publicação e o ensino da poesia em todo o mundo.

O Dia Mundial da Poesia celebra também a diversidade do diálogo, a livre expressão de ideias através do uso da palavra, e ainda a criatividade e a inovação. A data convida, sem dúvida, à reflexão sobre o poder da linguagem e do desenvolvimento das habilidades criativas de cada pessoa. Neste dia realizam-se várias atividades em Portugal e um pouco por todo o mundo, privilegiando-se as escolas, as bibliotecas e os espaços culturais

sábado, 18 de março de 2017

Rentes de Carvalho e Cristina Branco vencem prémio da Sociedade Portuguesa de Autores


O escritor J. Rentes de Carvalho foi um dos galardoados pela Sociedade Portuguesa de Autores na gala de atribuição dos Prémios Autores 2017. Cristina Branco venceu o Melhor Álbum do Ano.

O prémio de “Melhor Livro de Ficção” da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) foi atribuído ao romance O Meças, de J. Rentes de Carvalho, publicado em 2016 pela Quetzal. O anúncio foi deito na noite de quarta-feira durante a Gala da SPA dos prémios Autores 2017, no Centro Cultural de Belém, que contou com a presença do Presidente da República e do Ministro da Cultura.
Ainda na área da literatura, Anunciações, de Maria Teresa Horta, venceu o prémio de “Melhor Livro de Poesia”. De umas coisas nascem outras, de João Pedro Mésseder (com ilustrações de Rachel Caiano), foi considerado o “Melhor Livro Infanto-Juvenil”.
 Na categoria de “Melhor Disco”, a SPA premiou a cantora Cristina Branco, pelo disco Menina. O compositor Eurico Carrapatoso ganhou o prémio Autores 2017 de “Melhor Trabalho de Música Erudita” com a peça Magnificat em talha dourada. Os Capitão Fausto ganharam o “Melhor Tema de Música Popular”, com “Amanhã tou melhor”.
Nas artes visuais, Os meus Álbuns de Família um a um, de Lourdes de Castro, recebeu o prémio de “Melhor Exposição de Artes Plásticas”. Já o fotojornalista Alfredo Cunha foi distinguido pelo “Melhor Trabalho de Fotografia”, pela série O tempo depois do tempo, título da retrospetiva que se encontra patente na Cordoaria Nacional.
Joana Brandão e João Perry venceram o prémio de “Melhor Atriz” e “Melhor Ator”. No teatro, o “Melhor Trabalho Cenográfico” foi para A tempestade, uma adaptação de Fernando Alvarez da famosa peça homónima de William Shakespeare. Moçambique, de Jorge Andrade, ganhou a categoria de “Melhor Espetáculo”. O espetáculo Se eu vivesse tu morrias, de Miguel Castro Caldas, foi considerado o melhor “Melhor Texto Português Representado”.
O vencedor na categoria “Melhor Programa de Rádio” foi o Governo Sombra, da TSF. O prémio de “Melhor Programa de Informação” foi atribuído a Renegados, uma reportagem da jornalista da SIC Sofia Pinto Coelho sobre pessoas nascidas em Portugal às quais foi negada ou retirada a cidadania por causa da aplicação da lei da nacionalidade, que entrou em vigor em 1981.
Na categoria de “Melhor Programa de Ficção”o vencedor foi Terapia, da RTP 1, e na de “Melhor Programa de Entretenimento” foi Literatura aqui, concebido por Teresa Paixão para a RTP 2. O galardão de “Melhor Programação Cultural Autárquica” foi para a Câmara Municipal de Penafiel, que promove o festival Escritaria.
No final da cerimónia, foi ainda atribuído o Prémio Vida e Obra ao escritor António Lobo Antunes.

Observador



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terça-feira, 14 de março de 2017

Festival Literário da Madeira arranca esta terça com Svetlana Alexievich

Nobel da Literatura bielorrussa é a convidada do evento para reflectir sobre se "haverá algo mais assustador do que o homem?"
         O Festival Literário da Madeira inicia-se esta terça-feira, com a jornalista e escritora bielorrussa Svetlana Alexievich, Nobel da Literatura, e fecha no sábado com o Prémio Pessoa Frederico Lourenço e o norte-americano Adam Johnson, vencedor do Pulitzer.
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Organizado pela Eventos Culturais do Atlântico, o Festival Literário da Madeira é este ano dedicado ao tema Literatura e a Web - entre o medo e a liberdade, tendo como palco o Teatro Municipal Baltazar Dias, no Funchal. A sessão de abertura, hoje às 18h, tem prevista a presença de Svetlana Alexievich, numa conversa com o jornalista Luís Caetano, da Antena 2, que toma a experiência da autora, dos testemunhos que procurou e recolheu ao longo do seu percurso - testemunhos de guerra, de morte e de destruição, testemunhos de sobrevivência - para a pergunta que norteia o encontro: "Haverá algo mais assustador do que o homem?".
Svetlana Alexievich foi distinguida em 2015 com o Nobel da Literatura, destacando então a Academia Sueca a sua "escrita polifónica", em que as vozes das testemunhas se multiplicam, como "um monumento ao sofrimento e à coragem no nosso tempo".
Na segunda-feira, dia em que Alexievich seria recebida pelo presidente do Governo Regional, a escritora viu a sua chegada à Madeira adiada devido ao vento forte que se fez sentir e que atingiu o aeroporto.
O encerramento do festival, no dia 18, conta com o escritor norte-americano Adam Johnson, numa conversa com o jornalista e escritor português Miguel Sousa Tavares, moderada pelo jornalista Paulo Moura. Adam Johnson venceu o Prémio Pulitzer de Ficção, em 2013, pelo romance Vida Roubada (The Orphan Master's Son).

quinta-feira, 9 de março de 2017

Exame em Língua Portuguesa nos EUA dá créditos para acesso ao ensino superior


 Exame em Língua Portuguesa nos EUA dá créditos para acesso ao ensino superior
O ensino da língua portuguesa ganha cada vez mais credibilidade nos Estados Unidos. Pela primeira vez, em abril deste ano, os estudantes naquele país poderão realizar o exame NEWL - National Examinations in World Languages - no âmbito da língua portuguesa de modo a obter créditos no acesso às principais instituições norte-americanas de ensino superior.

O ensino da língua portuguesa ganha cada vez mais credibilidade nos Estados Unidos. Pela primeira vez, em abril deste ano, os estudantes naquele país poderão realizar o exame NEWL - National Examinations in World Languages - no âmbito da língua portuguesa de modo a obter créditos no acesso às principais instituições norte-americanas de ensino superior.

Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o programa AP (Advanced Placement) da associação de estabelecimentos de ensino norte-americanos "College Board" reconhece os exames NEWL da American Councils for International Education, incluindo para efeitos de contagem de créditos no ensino secundário e no acesso ao ensino superior, recomendando-os aos seus associados.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Dia Internacional da Mulher



A Mulher Mais Bonita do Mundo

estás tão bonita hoje. quando digo que nasceram
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.

entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.

entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.

há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.

estás tão bonita hoje.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.

José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão" 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Jornal O Despertar, o mais antigo de Coimbra, celebra 100 anos

O jornal O Despertar, o mais antigo de Coimbra, celebra o centenário a 02 de março. Fundado por republicanos e com fortes ligações aos futricas (não estudantes), o semanário olha para o seu "património de afetividade" como o maior ativo para continuar.
Na edição especial que sairá a 02 de março, há um 'cartoon' para o qual o proprietário do jornal, Lino Vinhal, chama a atenção: a Rainha Isabel, que, em vez das flores, mostra a D. Dinis as páginas do semanário de Coimbra.
"Manter um jornal durante 100 anos na província só mesmo por milagre", frisa Lino Vinhal, também administrador do grupo Media Centro, que entende que é a "ligação afetiva extremamente forte" que o jornal tem com os seus colaboradores e leitores que o tornam especia
http://www.cmjornal.pt/cm-ao-minuto/detalhe/jornal-o-despertar-o-mais-antigo-de-coimbra-celebra-100-anos?ref=Bloco_CMAoMinuto


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Língua portuguesa entre as mais poderosas do mundo

O ‘Power Language Index’ destacou o Português como uma das dez línguas mais poderosas a nível mundial. Brilhamos na capacidade de participar numa economia e na aptidão para o diálogo.
Entre os mais de seis mil idiomas utilizados atualmente, apenas 15 têm o número suficiente de falantes para serem considerados os mais falados no mundo e somente dez acarretam o título de mais poderosas. Portugal está lista.

De acordo com o Power Language Index (PLI), divulgado pelo Fórum Económico Mundial, o nosso país encontra-se na nona posição do ‘ranking’ das dez línguas mais poderosas do mundo, ou seja, aquelas que os autores consideram ser as que têm mais utilidade. Para medir essa característica, os responsáveis pelo estudo estatístico vão mais longe e perguntam aos leitores o seguinte: “Se um alienígena viesse ao Planeta Terra, qual seria a língua o capacitaria de se envolver plenamente com os humanos?”.
O PLI mede a utilidade de uma linguagem para um ser humano representativo e não para um indivíduo em particular. Nesse sentido, o índice teve em conta uma série de critérios, cuja importância de cada um varia: geografia (capacidade de viajar – 22,5%), economia (capacidade de participar numa economia – 22,5%), comunicação (capacidade de diálogo – 22,5%), conhecimento e meios de comunicação (capacidade de consumir conhecimentos e media – 22,5%) e diplomacia (capacidade de se alicerçar nas relações internacionais -10%).
Curiosamente, as seis línguas mais ponderosas correspondem às seis línguas oficiais da Organização das Nações Unidas. A tabela (reproduzida em baixo) é encabeçada pelo Inglês, como seria expectável, seguindo-se o Mandarim e o Francês.
O tema da conferência de Davos deste ano, teve como tema Responsive and Responsible Leadership. Contigo, a questão da globalização esteve presente na maioria dos debates.
No programa de 2017 pode ler-se: “A emergência de um mundo multipolar não pode ser desculpa para indecisão e inércia, razão pela qual é imperativo que os líderes respondam de forma coletiva com ações credíveis para melhorar o estado do mundo. (…) Juntando-nos no início do ano, podemos moldar o futuro e unir este esforço global em design, criação e colaboração”.

Zeca Afonso: Uma vida pela liberdade, a emancipação e o poder popular

O artista defendeu "ideias que são extremamente nobres e que têm a ver com a situação das pessoas, com a liberdade e a democracia", disse o músico e divulgador Manuel Jorge Veloso, amigo de José Afonso, que o acompanhou e com ele privou.
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos nasceu em Aveiro, no dia 02 de agosto de 1929, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas, em Coimbra, com a defesa de uma tese sobre Jean-Paul Sarte, no início dos anos de 1960, depois de já ter gravado os primeiros discos com Rui Pato e de ter atuado com José Niza.
Lecionou em escolas de Portugal continental, assim como de Angola e Moçambique, até que a contestação à ditadura e à guerra colonial o levou à prisão pela PIDE, a polícia política do regime, e à expulsão do ensino oficial, em 1968, no qual só viria a ser reintegrado quase 10 anos após o 25 de Abril.
Depois de "Baladas e canções" (1964) e "Cantares do Andarilho" (1968), gravou "Contos velhos rumos novos" (1969), "Traz outro amigo também" (1970), "Eu vou ser como a toupeira" (1972).
Os álbuns "Cantigas do Maio" (1971), que inclui "Grândola, vila morena", e "Venham mais cinco" (1973), o disco de "Era um redondo vocábulo", ambos gravados em França, contaram com a produção e direção do músico e compositor José Mário Branco.

Sapo 24

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Prémio Camões é entregue hoje ao escritor brasileiro Raduan Nassar em São Paulo

O escritor brasileiro Raduan Nassar recebe , em São Paulo, no Brasil, o Prémio Camões do ano de 2016, numa cerimónia a realizar no Museu Lasar Segall, informou o Governo de Brasília.
A cerimónia conta com o ministro brasileiro da Cultura, Roberto Freire, e o Governo de Lisboa estará representado pelo embaixador de Portugal em Brasília, Jorge Cabral. O ministro português da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, "não poderá estar presente, por razões de agenda", segundo o seu gabinete.
Autor de obras como "Lavoura Arcaica" (1975) e "Um Copo de Cólera" (1978), Raduan Nassar foi distinguido em maio de 2016 com o Prémio Camões, por um júri constituído pelos professores, autores e investigadores Sérgio Alcides do Amaral e Flora Süssekind, pelo Brasil, Paula Morão e Pedro Mexia, por Portugal, e Inocência Mata e Lourenço de Rosário, pelos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.
Raduan Nassar nasceu em Pindorama, Estado de São Paulo, em 1935, descende de uma família libanesa, estudou Direito e Letras na Universidade de São Paulo, onde acabou por concluir a formação académica em Filosofia.





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Pavilhão Carlos Lopes amanhã reabre as portas

Todos se afadigam para o Pavilhão Carlos Lopes amanhã reabrir as portas. Novamente, os lisboetas poderão desfrutar dos azulejos produzidos pela Fábrica de Sacavém em 1922, das esculturas de Raul Xavier, dos belíssimos interiores e escadarias deste espaço, mas sobretudo das memórias da nossa cidade.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Morreu aos 105 anos Manuela de Azevedo, a mais antiga repórter do mundo

Morreu, aos 105 anos, a jornalista e escritora Manuela de Azevedo. A morte foi anunciada pelo Museu da Imprensa, que revela que Manuela de Azevedo morreu esta sexta-feira, dia 10 de fevereiro, no Hospital de S. José em Lisboa.

"Depois da morte de Clare Hollingworth, no dia 10 de janeiro deste ano, em Hong Kong, Manuela de Azevedo era a repórter mais antiga do mundo. Deixa uma obra vasta que honra o jornalismo e o mundo das letras, já que foi romancista, ensaísta, poeta e contista, tendo escrito também peças de teatro, uma delas censurada pelo regime de Salazar. Cortado pela Censura foi também um artigo que escreveu em 1935 a defender a eutanásia", refere a nota do Museu da Imprensa. Recentemente, estava a trabalhar num livro com 200 cartas, grande parte delas já comentada


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Porto eleito como Melhor Destino Europeu

A cidade do Porto volta a superar a concorrência de outros 19 destinos e conquista esta importante distinção pelo terceiro ano e com um recorde de 138 mil votos contabilizados. Em segundo e terceiro lugar ficaram, respetivamente, as cidades de Milão (Itália) e Gdansk (Polónia). O Porto continua a ser a única cidade portuguesa a conquistar o galardão e a primeira a conquistá-lo por mais do que uma vez.


O Porto acaba de ser eleito "Melhor Destino Europeu 2017" arrecadando mais um importante prémio internacional.

Depois da nomeação e da disputa com cidades como Paris, Amesterdão, Londres ou Barcelona, o Porto volta a conquistar o título que já tinha arrecadado em 2012 e 2014, mas desta vez com uma votação ainda mais expressiva, já que superou os 138 mil votos - quase o triplo dos votos que há um ano deram a vitória à cidade croata de Zadar.
Um número que atesta o potencial e atratividade da cidade, não só para os portuenses, mas também para os portugueses e para os turistas provenientes de todo o mundo. Na verdade, e de acordo com os dados já divulgados pela organização do concurso, o Porto seria vencedor mesmo só com os votos registados fora do território nacional. O Porto foi o destino mais votado em 85 países, registando 58% da votação fora de Portugal.
Em território nacional, a votação no Porto superou os 89%

Porto.pthttp://www.porto.pt/noticias/porto-eleito-como-melhor-destino-europeu-2017

Porque é que o mundo se apaixonou por Fernando Pessoa?

Começa esta quinta-feira a quarta edição do Congresso Internacional Fernando Pessoa, que este ano irá decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Durante três dias, 42 especialistas de diferentes nacionalidades vão apresentar comunicações inéditas, lançar questões e responder a dúvidas do público, num encontro científico aberto a todos os interessados, estudantes, investigadores ou simplesmente curiosos.

Numa iniciativa que pretende ser um momento de encontro entre especialistas pessoanos, contribuindo “para o estímulo e o avanço da investigação sobre Pessoa”, como sugere uma nota de imprensa divulgada pela Casa Fernando Pessoa, responsável pela organização do congresso, o que salta desde logo à vista é nacionalidade dos oradores — a maioria não é portuguesa, mas sim estrangeira. Um reflexo claro da internacionalização do poeta.
Há muito que nos habituámos a ver na capa dos livros dedicados a Fernando Pessoa o nome de algum investigador estrangeiro. Richard Zenith, que reside em Portugal desde 1987, tem sido um dos principais responsáveis pela divulgação da obra pessoana nos últimos 20 anos, em Portugal mas também além fronteiras. Nascido nos Estados Unidos da América, Zenith tornou-se português por amor a Pessoa, numa altura em que o poeta ainda estava longe de andar nas bocas do mundo. Mas hoje, em 2017, o caso é outro — o Fernando Pessoa do século XXI já não é só nosso, é de todos.


Mas como é que se explica o interesse de tantos investigadores, de tantos países diferentes, numa obra transversal, mas ainda assim tão portuguesa, tão lisboeta? E como é que Fernando Pessoa chega às mãos de quem vive em fora de Portugal? Esta é a história de cinco investigadores, de nacionalidades diferentes, com um poeta em comum.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

32 fotos da arte da pesca em Portugal nos anos 50 que estão a deslumbrar o mundo

Varinas e pescadores, redes de pesca e artes, o mar entre Lisboa e a Nazaré. A Fundação Calouste Gulbenkian mostra como era a vida junto ao mar português nos anos 50. As fotos têm deslumbrado o mundo.
 A vida entre as ondas do mar está na genética portuguesa. Apesar da nossa identidade como povo se confundir com o ir e vir do mar na costa, é preciso chegar a 1892 para encontrar o primeiro documento de análise às atividades piscatórias em Portugal. Chamava-se “Estado actual das pescas em Portugal” e foi escrito pelo comandante António Baldaque da Silva, militar muito dedico à oceanografia e biologia.
Sessenta anos depois, o fotógrafo Horácio Novais foi ilustrar aquilo de que o comandante havia escrito. Depois de ter aberto um estúdio onde passou a trabalhar a título independente – até 1931 era fotojornalista no jornal O Século -, passou a dedicar-se a projetos para vários meios de comunicação social. Um desses projetos levou-o até às praias do Cais da Ribeira, em Lisboa, da Ericeira e da Nazaré para fotografar a venda do peixe, a recolha dos barcos, o restauro das redes, as juntas de bois que ajudavam os pescadores, as festas junto ao mar e os barcos atracados nos portos.




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Assembleia Geral Ordinária, 6 de Fevereiro 2017

  De acordo com o pautado nos seus estatutos socias, o Instituto Portugues de Cultura cumpriu com o acto formal da sua Assembleia Geral Ordinária correpondente ao período 2015-2016.

  Nesse acto foram apresentados o Relatório de Actividades e o relatório de Contas, os quais foram aprovados por unanimidade




A Língua portuguesa é uma vantagem

A língua portuguesa é uma vantagem para muitos lusodescendentes quando tentam entrar no mercado laboral do Canadá, admitem muitos jovens, filhos de emigrantes portugueses.
“Saber falar português foi uma vantagem, porque além do inglês e francês (línguas oficiais do Canadá), falar português permitiu-me arranjar trabalho como hospedeira numa companhia de aviação em Toronto”, afirmou Laura Esmerado, de 27 anos.
A lusodescendente, filha de emigrantes de Águeda (distrito de Aveiro) e de São Miguel (Açores), é licenciada em Representação para Cinema e Televisão.
A língua portuguesa aprendeu “em casa, com a família, pois muitos não falavam inglês, melhorando também através da leitura de jornais comunitários”.
A cantora Nelly Furtado é a sua grande referência luso-canadiana, até porque singrou também na vertente das artes, área que Laura Esmerado optou por seguir na universidade.

Por “laços familiares cresci junto a um Orfeão (Stella Maris), o que me ajudou a desenvolver o vocabulário no português. Depois apaixonei-me pela música portuguesa, além da gastronomia”, acrescentou

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

GOVERNO ANUNCIA PROGRAMA DE PROMOÇÃO DA CULTURA PORTUGUESA NO ESTRANGEIRO

As áreas de governação da Cultura e dos Negócios Estrangeiros vão coordenar em conjunto a política estratégica de promoção da cultura portuguesa no estrangeiro, tendo já 1300 iniciativas agendadas para 2017 num total de 75 países.
O Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, afirmou que se trata de «integrar, articular e coordenar, e pôr sob uma estratégia comum as ações que o Estado português ou agentes culturais, com o apoio do Estado, realizam no estrangeiro com vista à promoção, divulgação e difusão da cultura portuguesa».
Durante a apresentação pública da estratégia da Ação Cultural Externa, em Lisboa, o Ministro referiu também que o programa vai envolver todos os organismos e serviços públicos com atuação internacional nas áreas da cultura e será coordenada pelo Instituto Camões, na alçada do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e pelo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais, do Ministério da Cultura.

«A globalidade dos organismos tem de dar 10% para a internacionalização e é isto que chamamos reserva financeira constituída para a ação cultural externa», disse Castro Mendes, acrescentando que «não quer dizer que cada entidade seja obrigada a dar 10%: umas podem dar mais, outras podem dar menos», desde que o valor final perfaça a percentagem

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Marca portuguesa lança novidade com carimbo nacional: Tapetes de cortiça

Numa junção única de dois dos setores historicamente fortes da economia portuguesa, uma startup portuguesa quer inovar e tem para isso a ajuda da Corticeira Amorim.
É uma ideia portuguesa, com certeza. A TD Cork quer mudar a produção de tapetes, combinando os métodos de tecelagem clássicos com um dos materiais mais polivalentes e conhecidos do nosso país: a cortiça.
"Com os Sugo Cork Rugs , a novidade chega através de um inovador método de produção de tapetes com cortiça, que deu origem a pedido de patente, o qual recupera técnicas tradicionais de tecelagem e que resulta na criação de uma nova coleção de tapetes, versáteis e funcionais, com as mais valias que resultam da incorporação de cortiça – como o isolamento térmico e acústico, conforto, propriedades antialergénicas, entre outras", revela o Grupo Amorim num comunicado oficial enviado para a redação do Economia ao Minuto.
A empresa de Américo Amorim está a apoiar a TD Cork, dona dos tapetes Sugo, através da Amorim Cork Ventures como parte da estratégia internacional: "A Amorim Cork Ventures está a lançar a sua segunda startup, constituída no âmbito desta que é a única incubadora do mundo exclusivamente dedicada a negócios em cortiça".
Liderada pela designer Susana Godinho e a gestora Sónia Andrade, a TD Cork - Tapetes Decorativos com Cortiça, Limitada foi "um dos primeiros negócios a ser acolhido na Amorim Cork Ventures, aquando da primeira 'call' que terminou em Dezembro de 2014, tendo-se seguido um período de incubação (que permitiu o desenvolvimento de produto e do modelo de negócios), constituição de empresa e investimento nos equipamentos de produção, culminando agora na apresentação ao mercado dos primeiros tapetes de cortiça obtidos por tecelage

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Dois bailarinos portugueses em competição internacional na Suíça

Dois bailarinos portugueses, de uma escola do Porto, foram selecionados para competir na 45.ª edição do Prix de Lausanne, na Suíça.
Diogo de Oliveira e Frederico Loureiro, da Escola Domus Dança, no Porto, são os únicos portugueses selecionados para competir no Prix de Lausanne, criado em 1973 e que é gerido pela Fondation en Faveur de l’Art Chorégraphique.
Na página de Facebook da escola podia ler-se que estavam em “contagem decrescente para o início do Prix de Lausanne”, onde os dois alunos “serão os representantes portugueses da edição 2017”.
De acordo com informação disponibilizada na página da Internet desta competição internacional, no total foram selecionados 74 jovens bailarinos finalistas, representando 17 nacionalidades, após uma avaliação de 338 candidaturas (244 raparigas e 94 rapazes), de 36 países diferentes.
O concurso internacional é aberto a jovens bailarinos dos 15 aos 18 anos e tornou-se conhecido por ser um dos mais exigentes concursos de dança a nível mundial para estudantes em fase final de formação.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Portugal tem quatro projetos finalistas ao Prémio Europeu Mies van der Rohe 2017

Portugal tem quatro projetos finalistas ao Prémio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia Mies van der Rohe 2017, anunciou a Comissão Europeia, que divulgou a lista dos 40 selecionados.

Portugal tem quatro projetos finalistas ao Prémio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia Mies van der Rohe 2017, anunciou esta segunda-feira a Comissão Europeia, que divulgou a lista dos 40 selecionados, provenientes de 17 países.

O prémio, no valor de 60 mil euros, instituído em 1987 pela Comissão Europeia e pela Fundação Mies van der Rohe, com sede em Barcelona, é considerado um dos galardões de maior prestígio na área da arquitetura.

Os quatro projetos finalistas construídos em Portugal são os seguintes: Casa em Oeiras, do ateliê Pedro Domingos Arquitetos; o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, pelo ateliê britânico AL_A – Amanda Levete; a Sede da EDP em Lisboa, pelo ateliê Aires Mateus; e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, por Álvaro Siza Vieira

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Há três palavras portuguesas que não se conseguem traduzir

Um novo estudo decidiu tentar traduzir as palavras sem tradução e expõe as palavras que, em todo o mundo, não têm interpretação literal. Três dessas palavras são portuguesas - saiba quais são
Um novo estudo decidiu tentar traduzir as palavras sem tradução – as palavras que, em todo o mundo, não têm tradução literal em mais nenhuma língua. Três são portuguesas e constam na lista. A mais óbvia é saudade, mas existem mais duas.
O estudo foi elaborado por Tim Lomas, da Universidade de Londres, e conta já com um projeto pessoal, o Positive Lexicography Project. O objetivo é tornar familiar aquelas palavras que só são entendidas num certo país e que não têm tradução literal em nenhuma outra língua, mas que transmitem um sentimento específico que, segundo conta a BBC, é negligenciado pelas outras línguas.

O Projeto de Lomas tentou então encontrar “sentimentos” não traduzíveis, por todo o mundo, na esperança de conseguir incorporá-los noutras culturas, que não as de origem. Para encontrar as palavras ‘intraduzíveis’, Lomas procurou na literatura académica e falou com as pessoas do país de origem das palavras que pretendia descobrir. Os primeiros resultados do seu projeto foram lançadas num jornal de psicologia, no ano passado. E foi nessa pesquisa que descobriu três palavras portuguesas

domingo, 29 de janeiro de 2017

Mafra formaliza candidatura do palácio a Património Mundial junto da UNESCO

O dossiê de candidatura do Palácio Nacional de Mafra e respetiva tapada a Património Mundial da UNESCO foi entregue esta quinta-feira ao comité internacional desta organização, anunciou o município.

A entrega do dossiê com a proposta para inscrição daquele edifício na lista de Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) "correspondeu a uma etapa histórica neste complexo e exigente processo, que permitirá a tomada de decisão da UNESCO", afirmou a Câmara Municipal em comunicado publicado no respetivo "site".
Desde 2004 que Mafra consta da lista bens patrimoniais portugueses a serem alvo de processo de classificação proposta pela comissão nacional da UNESCO.
Em 2016, voltou a constar da listagem, depois de uma recomendação da UNESCO em 2013 para que fossem atualizadas as listas dos Estados-membros, a cada 10 anos, pré-requisito para a inscrição de bens na lista do património mundial.
O dossiê foi coordenado pelo município e pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), com a colaboração do Palácio Nacional, Escola das Armas, Tapada Nacional e paróquia de Mafra.
A Lusa aguarda mais esclarecimentos da câmara e da DGPC.Caso venha a ser atribuída a classificação, os parceiros querem fazer coincidir o anúncio UNESCO com as comemorações dos 300 anos do lançamento da primeira pedra do palácio, que se assinalam este ano e têm o ponto alto a 17 de novembro.
Em 2014, a câmara de Mafra (PSD) constituiu uma comissão municipal, composta pelo diretor do Centro Cultural de Belém, ex-secretário de Estado da Cultura e vereador Elísio Summavielle (PS) e por outros dois vereadores do PSD e da CDU, destinada a iniciar a elaboração da candidatura do Palácio Nacional a património mundial da UNESCO.

Bruno Vieira Amaral na Índia com o apoio do Camões, I.P

Começou no dia 27 de janeiro de 2017, o Festival Literário de Hyderabad (HLF 2017). Portugal estará representado através da presença do jovem escritor Bruno Vieira Amaral, considerado pela Literature Across Frontiers uma das 10 novas vozes literárias na Europa em 2016.
De 30 de janeiro a 3 de fevereiro deslocar-se-á a Goa, a convite do CLP-Camões, I.P., para um encontro literário com escritores locais, que contará ainda com a participação de Rui Zink. Durante a sua estada no território, os dois autores portugueses visitarão a Universidade de Goa onde falarão sobre literatura portuguesa a alunos e professores.
Bruno Vieira Amaral participará ainda no Festival Literário de Kerala que se realizará em Calicute (Kozhikode) de 2 a 5 de fevereiro 2017.

A participação de Bruno Vieira Amaral neste certame é organizada pela Literature Across Frontiers, em parceria com o CLP-Camões em Goa.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

José Carlos de Vasconcelos ganha Prémio Vasco Graça Moura
Jornalista e director do Jornal de Letras é vencedor do prémio de 40 mil euros.

José Carlos Vasconcelos, de 76 anos, distinguido nesta terça-feira com o Prémio Vasco Graça Moura-Cidadania Cultural, foi apontado pelo júri do galardão como "um raro exemplo de persistência na imprensa portuguesa de âmbito cultural".

Vasconcelos, natural de Freamunde, no concelho de Paços de Ferreira, iniciou cedo a actividade jornalística e cultural na Póvoa de Varzim e, em 1960, publicou o primeiro livro de poemas. Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, onde se destacou como dirigente associativo. Enquanto universitário foi presidente da assembleia magna da Associação Académica, chefe de redacção da Via Latina, fundador e presidente do Círculo de Estudos Literários, actor no Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra, membro da direcção do cineclube local e chefe de redacção da revista Vértice

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O que os portugueses comiam no Natal há 100 anos

Está a ver aquela posta alta e deliciosa de bacalhau cozido com couves, cenouras, batatas e muito azeite por cima? No início do século XX, isso era coisa que só existia no Norte do país. Do Porto para baixo, a véspera de Natal era passada no mais rígido e rigoroso jejum. A partir do início do Advento, as famílias faziam jejum de carne e, na véspera de Natal, no Sul do país, era jejum total até à Missa do Galo.
A tradição é recordada por Maria de Lourdes Modesto num artigo publicado no jornal Público, em 2009. A maior especialista em comida portuguesa lembra-se que, na década de 30, depois da missa tinha finalmente direito a comer qualquer coisa – e normalmente os pais serviam um doce para quebrar o jejum. No dia 25, então, era servido um almoço completo e, no Alentejo, onde vivia com a família, era sempre porco – peru nem vê-lo. 
No Funchal, a tradição também era a do jejum na véspera e a do porco no Dia de Natal. De madrugada, depois da Missa do Galo, era servida uma canja e um cálice de vinho. Na verdade, a festa só começava depois da missa.
 Hoje em dia, a ceia da véspera de Natal tem tanta importância como o almoço de dia 25. Mas, há 100 anos, era coisa que existia essencialmente no Norte do País, acima do Porto. Aí, sim, havia uma tradição de jantar em família, com bacalhau – cozido ou em pastéis –, polvo guisado, arroz de polvo ou outros pratos sem carne. Na véspera de Natal, a família reunia-se à mesa para celebrar a festa em conjunto. E Missa do Galo não existia na região.
 Quando foi viver para Lisboa, no final do século XIX, o escritor Ramalho Ortigão indignou-se mesmo contra aquilo a que chamou "uma invasão do lar pela sacristia", um "intrometimento sacerdotal" que interrompia um jantar com uma missa. "Os padres, sem de modo algum lhes discutirmos o muito que eles sabem do pecado, não sabem nada acerca da família".
No Norte, ninguém rezava pelo Menino Jesus à meia-noite. A essa hora toda a gente estava sentada à mesa, à volta de um polvo ou de um bacalhau. 


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