domingo, 27 de maio de 2018

Prémio Camões: Germano Almeida “surpreendido” e “muito feliz”

“Estou contente, muito feliz por saber que o que escrevo é apreciado ao ponto de me darem um prémio tão prestigiado como o Camões”, disse Germano Almeida em declarações à agência Lusa, por telefone, a partir da sua residência, na cidade cabo-verdiana do Mindelo.
O escritor mostrou-se surpreendido com a distinção por considerar que “existem muitos escritores que merecem o prémio tanto ou mais” do que ele.
Para Germano Almeida, o segundo cabo-verdiano a receber o Prémio Camões, depois do poeta Arménio Vieira, este galardão representa “o reconhecimento do esforço e do trabalho” que vem desenvolvendo há anos como escritor.
O autor de livros como “Eva”, “O Testamento do Sr. Napomuceno da Silva Araújo” ou “Do Monte Cara vê-se o Mundo” considerou ainda importante a componente financeira do prémio “para um escritor que publica em Cabo Verde e em Portugal, onde os livros são mal vendidos e os escritores dolorosamente mal pagos”.
Germano Almeida foi anunciado como o vencedor do Prémio Camões 2018, após reunião do júri, no Hotel Tivoli, em Lisboa.
Com a sua atribuição, é prestada anualmente uma homenagem à literatura em português, recaindo a escolha num escritor cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento “do património literário e cultural da língua comum”, segundo o protocolo estabelecido entre Portugal e o Brasil, assinado em junho de 1988, que instituiu o prémio.
“Com este prémio, pretende-se ainda estreitar e desenvolver os laços culturais entre toda a comunidade lusófona, pelo que a este evento se associam os outros Estados de língua oficial portuguesa”, sublinhou o comunicado do Ministério da Cultura, que anunciou a entrega do galardão.
O Prémio Camões foi atribuído pela primeira vez em 1989, ao escritor português Miguel Torga e, na mais recente edição, em 2017, foi entregue ao poeta Manuel Alegre.

Arquiteto Souto de Moura ganhou Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza

A 16.ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza contou com a participação de Portugal através da exposição “Public Without Rethoric”.

O certame dedicado à arquitetura – cujo prémio máximo é o Leão de Ouro – recebe 65 participações nacionais, divididas entre os pavilhões históricos do Giardini, do Arsenale e do centro histórico de Veneza.
Souto de Moura foi um dos 100 arquitetos convidados pelas curadoras da Bienal da Arquitetura de Veneza, Yvonne Farrell e Shelley McNamara, do Grafton Architects, para a exposição principal, espaço expositivo além dos pavilhões nacionais.
Doze edifícios públicos criados por arquitetos portugueses de várias gerações, nos últimos dez anos, e filmes de quatro artistas constituem a representação de Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza, intitulada “Public Without Rethoric”, a inaugurar hoje.
O projeto, apresentado em abril último pelos curadores, Nuno Brandão Costa e Sérgio Mah, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, está instalado no Palazzo Giustinian Lolin, sede da Fundação Ugo e Olga Levi, junto ao Grande Canal, em Veneza, entidade com a qual a Direção-Geral das Artes, organizadora da representação portuguesa, assinou um protocolo de utilização para este ano.
André Cepeda, Catarina Mourão, Nuno Cera e Salomé Lamas foram os quatro artistas convidados a criar filmes sobre os edifícios selecionados.
Os 12 edifícios de arquitetos portugueses incluídos na exposição dividem-se pelo país e pelo estrangeiro, com três localizados nos Açores: Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande (João Mendes Ribeiro e Menos é Mais – Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos), Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo (Inês Lobo) e Centro de Visitantes da Gruta das Torres, no Pico (SAMI – Inês Vieira da Silva e Miguel Vieira).
De Lisboa estão incluídos na lista o Teatro Thalia (Gonçalo Byrne e Barbas Lopes Arquitetos, Diogo Seixas Lopes e Patrícia Barbas) e o Terminal de Cruzeiros (João Luís Carrilho da Graça).
Do Porto, são vários os edifícios que vão constar da representação portuguesa: I3S – Instituto de Inovação e Investigação em Saúde (Serôdio Furtado Associados – Isabel Furtado e João Pedro Serôdio), Molhes do Douro (Carlos Prata), Pavilhões Expositivos Temporários, “Incerteza Viva: Uma exposição a partir da 32.ª Bienal de São Paulo”, Parque de Serralves (depA – Carlos Azevedo, João Crisóstomo e Luís Sobral, Diogo Aguiar Studio, FAHR 021.3 – Filipa Fróis Almeida e Hugo Reis, Fala Atelier – Ana Luísa Soares, Filipe Magalhães e Ahmed Belkhodja e Ottotto, Teresa Otto).
A lista de obras selecionadas inclui ainda o Hangar Centro Náutico, em Montemor-o-Velho (Miguel Figueira), e o Parque Urbano de Albarquel, em Setúbal (Ricardo Bak Gordon).
Fora de Portugal encontram-se o Centro de Criação Contemporânea Olivier Debré, em Tours, França (Aires Mateus e Associados – Manuel e Francisco Aires Mateus), e a Estação de Metro Município, em Nápoles, Itália (Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto Moura e Tiago Figueiredo).
A 16.ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza estará patente ao público até ao dia 25 de novembro.

Souto de Moura diz que Leão de Ouro reconhece “valor e nível da arquitetura portuguesa”



sábado, 19 de maio de 2018

Filme português "Diamantino" venceu Grande Prémio da Semana da Crítica em Cannes


Longa-metragem de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt premiada pelo Festival de Cannes.
O filme português Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, venceu ontem o Grande Prémio da Semana da Crítica do Festival de Cinema de Cannes, que decorre até sábado naquela cidade do Sul de França. O prémio foi atribuído por um júri, presidido pelo realizador Joachim Trier e composto pelos atores Chloe Sevigny e Nahuel Pérez Biscayart.
Diamantino, a primeira longa-metragem de ficção de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, conta "a história de Diamantino, interpretado pelo ator Carloto Cotta, uma superestrela do futebol mundial, cuja carreira cai em desgraça". "À procura de um novo objetivo para a sua vida, Diamantino entra numa odisseia delirante, que envolve neofascismo, crise dos refugiados, modificação genética e a busca pela origem da genialidade", lê-se no comunicado divulgado pela produtora.
Além de Carloto Cotta, o elenco desta coprodução entre Portugal, Brasil e França inclui Cleo Tavares, Anabela Moreira, Margarida Moreira, Carla Maciel, Filipe Vargas, Manuela Moura Guedes, Joana Barrios e Maria Leite. O filme volta a ser exibido em Cannes hoje (quinta-feira), às 14:15 locais (13:15 em Lisboa). Diamantino, refere a produtora, "vai ter estreia comercial em Portugal, numa data a anunciar brevemente"


Diario de Notícias

terça-feira, 15 de maio de 2018

Prémio Ibero-Americano de Ensaio na Polónia para falantes de português

Promover o conhecimento das línguas e culturas portuguesa e espanhola na Polónia e intensificar as relações entre a comunidade ibero-americana de nações, o mundo eslavo e a Europa Central, são os objetivos do ‘Prémio Ibero-Americano de Ensaio na Polónia’

O ‘Prémio Ibero-Americano de Ensaio na Polónia’ é organizado pelas embaixadas do Brasil, do Chile, da Colômbia, de Cuba, de Espanha, do México, do Panamá, do Peru, de Portugal, do Uruguai e da Venezuela naquele país.
Tem como objetivo promover o conhecimento das línguas e culturas portuguesa e espanhola na Polónia e intensificar as relações entre a comunidade ibero-americana de nações, o mundo eslavo e a Europa Central.
Dirige-se a pós-graduados e a estudantes dos cursos de doutoramento interessados no mundo ibero-americano, tanto na sua vertente europeia (Portugal e Espanha), como americana (áreas culturais lusófona e hispanófona), e em qualquer tipo de disciplina dentro do campo das ciências sociais ou dos estudos humanísticos.
Os participantes não poderão ter como língua materna, nem o espanhol, nem o português, e deverão serão residentes na Polónia, no momento da apresentação da candidatura.
O ensaio que se apresentar deverá ser um trabalho original de investigação ou reflexão sobre qualquer assunto relacionado com a Argentina, o Brasil, o Chile, a Colômbia, Cuba, o México, o Panamá, o Peru, o Uruguai, a Venezuela, bem como Portugal ou Espanha.
“Nesta primeira edição, coincidente com a celebração do centenário da restauração da independência da República da Polónia, solicitar-se-á que os trabalhos estejam relacionados com esse aniversário”, informa a organização.
Os ensaios deverão ser enviados à Secretaria do Júri do Prémio Ibero-Americano (Embaixada de Espanha em Varsóvia, Ul. Mysliwiecka, 4, 00-459, Varsóvia) antes do dia 22 de setembro de 2018.
O depósito de originais, em formato de papel e memória extraível – CD-ROM ou USB (formato ‘Word’ ou ‘PDF’) -, terá de ser realizado presencialmente pelo interessado.
São admitidos os envios por correio postal, sendo que, nestes casos, os originais deverão ser acompanhados de cópias dos documentos acima mencionados, devidamente autenticadas, acrescentando-se ainda, ao envelope, uma memória externa (CD-ROM ou USB) com o texto em formato eletrónico (formatos ‘Word’ ou ‘PDF’).

Mundo Português

24 horas em Lisboa de Cuca Roseta vence Travel Video Award

Vídeo do Hotel AVANI Avenida Liberdade venceu o prémio de Best Video by A Hospitality Brand, na primeira edição dos galardões internacionais e mostra a Lisboa da fadista.

24 Hours With Me By Cuca Roseta”, o vídeo de uma campanha de uma cadeia internacional sobre a sua unidade de Lisboa, venceu o prémio Best Video by A Hospitality Brand, atribuído pela primeira edição anual dos Travel Video Awards.

O vídeo do AVANI Avenida Liberdade, o primeiro hotel da marca na Europa, mostra a unidade hoteleira como “o ponto de partida perfeito” para desvendar a capital de Portugal. Pelos olhos da fadista Cuca Roseta, os espectadores exploram alguns dos recantos mais icónicos da cidade, desde a tradicional Alfama, aos afamados Chiado e Bairro Alto, passando ainda pelos lugares mais trendy como o LX Factory e o Lisbon Village Underground.

A cerimónia de apresentação dos vencedores dos Travel Video Awards, da responsabilidade da Citizine Networks, Inc., decorreu em Las Vegas e distinguiu os vídeos de viagens mais inspiradores e inovadores lançados durante 2017 por realizadores independentes, pela indústria de viagens, por empresas de media e por marcas lifestyle.

A campanha de YouTube #AVANIme estreou com o “24 Hours With Me By Cindy Bishop”, uma supermodelo, atriz e apresentadora tailandesa que deu a conhecer a cerca de meio milhão de espectadores a sua cidade, Banguecoque, com um roteiro muito pessoal.

O segundo episódio do #AVANIme viajou até Lisboa com Cuca Roseta, no vídeo agora premiado, que também já alcançou cerca de meio milhão de visualizações

NiT

sexta-feira, 11 de maio de 2018

DIA DE PORTUGAL Marcelo escolhe Onésimo Teotónio Almeida para presidir às comemorações do 10 de Junho

Este ano, as comemorações dividem-se entre Ponta Delgada, nos Açores, ilha onde nasceu o professor catedrático, e Boston, nos EUA, onde ensina actualmente.
Este ano, as comemorações dividem-se entre Ponta Delgada, nos Açores, ilha onde nasceu o professor catedrático, e Boston, nos EUA, onde ensina actualmente.

"Aprecio o gesto e colaborarei", reagiu Onéseio Teotónio de Almeida, em declarações à RTP. "Tenho, durante toda a vida, lutado pela afirmação da comunidade açoriana e da comunidade portuguesa nos EUA e isto é um reconhecimento. Hoje essa comunidade é uma comunidade adulta, integrada, ligada aos EUA mas também a Portugal", completou.

Autor de uma extensa obra, Onésimo Teotónio de Almeida dedicou uma grande parte da sua vida a escrever sobre a portugalidade e sobre o que é ser português. Os títulos A Obsessão da Portugalidade (lançado em 2017, pela Quetzal) e Pessoa, Portugal e o Futuro (lançado em 2014, pela Gradiva) são apenas alguns exemplos. Contou ao PÚBLICO, em 2014, que só compreendeu Portugal e a portugalidade "na diáspora": "Ver os emigrantes no embate diário com o universo anglo-americano permitiu-me observar os conflitos de valores, de visões do mundo em acção."


terça-feira, 8 de maio de 2018

Rota de Magalhães é candidata a Património Cultural da Humanidade


A candidatura à UNESCO da Rota de Magalhães é uma das iniciativas do programa comemorações dos 500 anos da viagem de circum-navegação do navegador português Fernão de Magalhães.
Para além da Rota de Magalhães a Património Cultural da Humanidade, as celebrações incluem a criação de um Centro de Interpretação, num total de 62 iniciativas previstas.
O programa das Comemorações do V Centenário da Circum-Navegação, com iniciativas que começam no segundo semestre deste ano e que decorrem até 2022, foi publicado em Diário da República na passada sexta-feira, após aprovação pelo Conselho de Ministros.
As iniciativas, refere a Estrutura de Missão das Comemorações do V Centenário da Circum-Navegação comandada pelo navegador português Fernão de Magalhães (EMCFM), pretendem “reconhecer o papel, passado e presente, de Portugal e dos portugueses para a promoção do conhecimento, do diálogo intercultural e da sustentabilidade do planeta, contribuindo para uma sociedade mais justa, inclusiva e com maior bem-estar”.
Segundo a resolução, o orçamento para 2018 é de 1,2 milhões de euros, dos quais 800 mil euros para aquisição de bens e serviços e outros bens de capital e os restantes 400 mil euros destinam-se a despesas com pessoal.
No total, estão previstas 62 iniciativas e ações, organizadas por “um diversificado leque de entidades, públicas e privadas, de forma privada ou em parceria, de âmbito local, regional, nacional ou internacional”.
Além disso, serão lançadas convocatórias públicas à apresentação de projetos por parte da sociedade portuguesa.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Marcelo saúda todos os cidadãos da CPLP no Dia da Língua Portuguesa

Chefe de estado destaca a celebração desta data pelo secretário-geral da ONU, nos jardins da sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, saudou neste sábado todos os cidadãos da CPLP, na data em que esta comunidade de países lusófonos celebra o Dia da Cultura e da Língua Portuguesa. Numa nota divulgada no portal da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado defende que o português tem um "inestimável valor" e é "uma língua de futuro", com "um incontestável poder de criar laços e entendimentos" dentro e fora da lusofonia, referindo que tem actualmente "mais de 260 milhões de falantes".

Marcelo Rebelo de Sousa dirige "uma calorosa saudação a todos os cidadãos dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)" – composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – "que diariamente a usam como instrumento de comunicação, reflexão, expressão e criação cultural".

O dia 5 de Maio foi instituído em 2009 como Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP.

Entre as iniciativas deste ano, o chefe de Estado destaca a celebração desta data "pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, nos Jardins das Nações Unidas, em Nova Iorque, com a presença da secretária-executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira, do humorista e escritor Ricardo Araújo Pereira e do escritor Onésimo Teotónio Almeida". Durante essa sessão, "será evocada a atribuição, há 20 anos, do Prémio Nobel da Literatura ao escritor português José Saramago", salienta.

Público

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Lobo Antunes e Eugénia de Vasconcellos no Festival de Poesia de Bucareste

O escritor António Lobo Antunes e a poeta Eugénia de Vasconcellos são os portugueses convidados para participar na edição deste ano do Festival Internacional de Poesia que decorre de 14 a 20 de Maio em Bucareste, na Roménia.

Durante uma semana, as ruas de Bucareste vão encher-se de versos e poetas, com a participação de mais de 150 escritores de todo o mundo num festival cujo programa prevê leituras públicas, debates, mesas-redondas, lançamento de livros e, também, muita música.

De acordo com a Guerra e Paz, editora que publica as obras de Eugénia de Vasconcellos, esta foi a poeta portuguesa eleita para representar Portugal.

Outro autor português presente será António Lobo Antunes, que a organização escolheu como convidado de honra do evento.

Eugénia de Vasconcellos é autora de “O Quotidiano a Secar em Verso”, publicado em 2016, mas também do ensaio “Camas Politicamente Incorrectas da Sexualidade Contemporânea”, tendo traduzido a poesia de Claude Le Petit, reunida em “O Bordel das Musas”. É ainda autora da versão do “Cântico dos Cânticos”, incluída na coleção Livros Amarelos, num volume com o “Manual de Civilidade para Meninas”, de Pierre-Félix Louÿs.

Natural de Faro, esta poeta portuguesa vai juntar-se, assim, a um evento que, desde 2010, já recebeu a presença de mais de 350 poetas de todo o mundo.

O festival, que é organizado pelo Museu Nacional de Literatura Romena, vai incluir leituras de poesia e jazz, representações, debates, painéis de discussão e projecções.


Ponto final.

terça-feira, 1 de maio de 2018

A quarta língua mais falada do mundo não tem problemas de relacionamento

Entre a resistência ao português e a resistência do português, escritores de vários países lusófonos (e ainda uma prima direita galega) foram a Cabo Verde lembrar como a língua da opressão colonial se transformou na língua da afirmação para literaturas periféricas e minoritárias. E como, no processo, se habitou a conviver com a mistura.

Em 1960, a potência colonial que Portugal pretendia continuar a ser por muitos e bons séculos celebrou os 500 anos da descoberta de Cabo Verde fazendo publicar uma Antologia da Ficção Cabo-Verdiana Contemporânea organizada por Baltasar Lopes da Silva, o aclamado autor de Chiquinho (1947), e, logo a seguir, a colectânea Modernos Poetas Cabo-Verdianos, preparada e prefaciada pelo crítico, ensaísta, dramaturgo e conservador da Biblioteca Municipal da Praia Jaime de Figueiredo. Mais do que afirmar o poder de dominação do cânone português, como se pretenderia num ambiente que ainda era de glorificação do império (mas por pouco tempo: a Guerra Colonial estava só a um ano de distância), os dois volumes afirmaram sobretudo a especificidade da experiência literária cabo-verdiana no contexto da literatura portuguesa, e até no contexto da sua variante “ultramarina”, como notava então Jaime de Figueiredo – sugerindo, visionariamente, que a língua da opressão também podia ser a língua da auto-determinação (e foi mesmo).
Quase 60 anos e cinco independências depois, essa língua é hoje, com cerca de 244 milhões de falantes, a quarta mais pujante do mundo – e não tem problemas de relacionamento com o crioulo cabo-verdiano, as línguas nacionais de Angola, o tétum ou o galego, como o oitavo Encontro de Escritores de Língua Portuguesa organizado pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) na Cidade da Praia, com o mesmo Jaime de Figueiredo (1905-1974) como homenageado, quis enfatizar. Tem sido uma experiência inclusiva, a da lusofonia, anuíram participantes como David Capelenguela, jornalista, poeta, co-fundador da Brigada Jovem de Literatura do Namibe e membro da União dos Escritores Angolanos, ou Tony Tcheka, um dos históricos “Meninos da Hora do Pindjiguiti” que em 1977 lançaram o primeiro livro da Guiné-Bissau independente, Mantenhas para quem luta. E é uma experiência com potencial de expansão, acrescentaria ainda Concha Rousia, bibliotecária da Academia Galega da Língua Portuguesa e defensora tão feroz quanto poética de uma mudança de narrativa linguística que salvaguarde e fortaleça a consanguinidade do português e do galego, protegendo-o da hegemonia castelhana a que as políticas públicas o têm submetido.

Público

segunda-feira, 5 de março de 2018

Assembleia Geral Ordinária 2018-2020


De acordo com o pautado nos seus estatutos sociais, o Instituto Português de Cultura cumpriu, no passado sabado, 24 de Feverereiro, com o acto formal da sua Assembleia Geral Ordinária correspondente ao período 2018/2020.
Nesse acto foram apresentados o relatório de actividades e o relatório de contas, o qual foi aprovado por unanimidade.
Procedeu-se igualmente à eleição dos novos corpos gerente para o lapso 2018/2020. Eleitos por unanimidade foram:
Presidente: Jose Fernando C
ampos
Vicepresidente : Ysabel Ferreira
1er: secretário Jose Carlos Rebelo 
2do Secretário : Alberto Viveiros 
1er. Tesoureiro: Luisa Campos 
2do Tesoureiro: Maria del Carmen Marqués
Directores: Marianela Marqués, Francisco Garret, Gustavo Goncalves,Adelaide Rodrigues, Rainer Sousa,Marianela Morais,Janny Moreira,Miguel Vieira,Jose Simao Rocha, David Pinho, Fernanda Ferreira.
Conselho Fiscal: Mario de Bastos
Suplentes : José Afonso Reitor e Jose Antonio Pires

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

JAIME DA COSTA, ADEUS A UM AMIGO

O Instituto Português de Cultura (IPC), informa a todos os seus amigos e à coletividade em geral, da partida física de um dos seus fundadores o Sr Jaime da Costa Serna e percursores do estudo da língua portuguesa na Venezuela
Á sua família e amigos as nossas sentidas palavras de condolências
 Paz a sua alma!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Tal como nos anos anteriores, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém foram os monumentos mais visitados em Portugal em 2017. Só o mosteiro recebeu mais de um milhão de visitantes
Os Museus, Monumentos e Palácios tutelados pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) receberam, em 2017, mais de cinco milhões de visitantes, o que representa um crescimento de oito por cento em relação ao ano anterior e um crescimento de 60% quando olhamos para os últimos cinco anos. Esta é a primeira vez que se ultrapassam as cinco milhões de visitas.

De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pela DGPC, tal como em 2016, no ano passado, o monumento mais visitado foi o Mosteiro dos Jerónimos, em Belém. Em 2017, este recebeu mais de um milhão de visitantes, num aumento de 7,9% face ao ano anterior. Em segundo lugar no número de visitantes ficou, sem grandes surpresas, a Torre de Belém, que no ano passado recebeu quase 576 mil pessoas


Portugal é “o novo destino para investir”. Quem o diz é a Forbes

População jovem e qualificada, apoio ao empreendedorismo, cultura e qualidade de vida e, claro, bom tempo. A revista Forbes aconselha os investidores a olhar para o pequeno retângulo do oeste europeu.

“Portugal, o novo destino para investir”. O título que abre o artigo da edição francesa da revista Forbes é, em si mesmo, uma ode ao investimento no país. A seguir, o colunista Hugues Franc explica porque devem os investidores prestar atenção a um país que ainda ontem estava a lutar pela sobrevivência financeira e que é agora a melhor aposta para as suas fichas.

A população é “jovem e qualificada”. E, sublinha o colunista, 33% desse grupo está no desemprego, criando-se assim um “reservatório de talentos” que está “impacientemente à espera” de uma oportunidade. O setor imobiliário é financeiramente “suportável” — um cantinho para morar no centro de Lisboa não chega a dois terços do equivalente parisiense, destaca Franc. Além disso, lembra, a lista de celebridades que têm procurado a capital portuguesa para viver tem crescido de ano para ano. Madonna é só um dos nomes.

E há mais. A localização — com voos para Lisboa em várias low cost, “é impossível não encontrar um bilhete para Portugal”, um ponto de ligação ideal entre a Europa, África e a América. O apoio ao empreendedorismo — com “incubadoras, programas de aceleração e apoio institucional” e as “inúmeras conferências e encontros”. E a qualidade de vida — num país com “uma herança cultural muito rica, um tempo fantástico, paisagens belas e uma forma de viver”.


Observador

Venezuela: Interesse pelo ensino do português continua a aumentar

O interesse pela aprendizagem da língua portuguesa na Venezuela continua a aumentar, apesar dos problemas políticos que o país atravessa, disse  o coordenador do ensino do português naquele país, Rainer Sousa.

"É unânime, os coordenadores dos centros dizem que o interesse pela língua portuguesa é crescente", afirmou aos jornalistas o responsável, que participa hoje, em Lisboa, no segundo encontro de professores do ensino português no estrangeiro, dedicado ao tema "Aprender e ensinar português em contexto multilingue".

Rainer Sousa referiu que "apesar de a situação ser complicada, a nível político, ainda há muito interesse no ensino de português", revelando que essa procura também se tem acentuado fora de Caracas.
O coordenador reconheceu que têm havido dificuldades na obtenção dos manuais, mas o Camões -- Instituto da Língua e da Cooperação tem apoiado para ultrapassar este problema.
No total, há cerca de cinco mil alunos de português nos níveis básico, secundário e universitário, num país com perto de 500 mil portugueses e lusodescendentes.
Na intervenção na abertura do encontro, a presidente do Camões, Ana Paula Laborinho, deixou uma "saudação especial" a Rainer Sousa, pelas "dificuldades que enfrenta" na Venezuela.

DN

domingo, 28 de janeiro de 2018

A Leitura chega ao fim - o adeus a uma livraria onde se escreveu história

Com quase 50 anos de vida cultural, fechou portas a livraria portuense frequentada por Mário Soares, Marcelo Rebelo Sousa, Manuel Alegre, José Saramago, Agustina Bessa-Luís, entre outros. Perde-se, assim, um clube de pensadores e um baluarte de resistência contra o Estado Novo

quem por esta semana passou na Rua de José Falcão, no Porto, podia assistir à azáfama: caixas de livros empilhadas eram levadas para o interior de camiões. Escrevia-se o último capítulo da Livraria Leitura. O mítico espaço fechou e um vazio incomensurável fica por preencher. Como uma cicatriz na cidade. Insanável. No ano em que comemoraria 50 anos de uma existência dedicada à proliferação do pensamento e à produção de massa crítica, o momento é de “luto”. O Porto diz adeus à Leitura, onde foram escritas páginas douradas da cultura portuguesa da segunda metade do século XX..

O desfecho é o resultado da insolvência da empresa Bulhosa Livreiros, decretada a 15 de janeiro pelo Tribunal Judicial da Comarca de Braga. Inaugurada em setembro de 1968, pelo livreiro Fernando Fernandes e pelo editor José Carvalho Branco, a Leitura tornou-se numa das mais emblemáticas livrarias da Invicta, adquirindo um significado cultural inestimável a nível regional e nacional. Destacava-se pelo vasto catálogo, onde constavam nas prateleiras aproximadamente 120 mil obras.

Durante décadas, constituiu um baluarte de resistência durante os anos de ditadura, comercializando livros proibidos pela censura, e serviu de “casa” para o pensamento, tornando-se num local de passagem obrigatória para ávidos e ilustres leitores, como Mário Soares, Marcelo Rebelo Sousa, Manuel Alegre, o Nobel José Saramago, os também escritores Mário Cláudio e Agustina Bessa-Luís, a poetisa Ana Luísa Amaral, o professor Óscar Lopes ou o pintor Armando Alves - um dos “quatro vintes”, juntamente com José Rodrigues, Costa Pinheiro e Ângelo de Sousa. A lista poderia prolongar-se, porque muitas foram as figuras da vida portuguesa que por ali passaram, sempre em busca de raridades, impossíveis de conseguir noutros locais.

Expresso

FOTÓGRAFO AMERICANO DEDICA 20 ANOS A TRADIÇÕES PORTUGUESAS NA CALIFÓRNIA

O fotógrafo americano Jackson Nichols passou mais de duas décadas a fotografar a vida da comunidade portuguesa na Califórnia, tendo já publicado um livro sobre touradas e outro sobre as festas do Espírito Santo.

Nichols tem neste momento uma exposição na PhotoCentral Gallery, em Hayward, com o título "A Fina Arte das Touradas Portuguesas Sem Sangue", mas cresceu sem qualquer ligação a Portugal.

O americano, de 66 anos, nasceu na Bay Area, perto de São Francisco, e trabalhou como designer gráfico. Começou a fotografar durante a universidade, em 1974, e descobriu a comunidade portuguesa anos mais tarde, através da sua mulher, que é neta de uma madeirense chegada à Califórnia em 1920.

"A minha esposa estava a tirar um mestrado em antropologia cultural. A sua tese era sobre identidade étnica através de rituais, focada na tradição e cultura dos luso-americanos, e na pesquisa citava as festas do Espírito Santo", disse Nichols à agencia Lusa.

No verão de 1980, a mulher pediu-lhe que fotografasse uma das festas da comunidade açoriana no Vale de São Joaquim, para ilustrar a sua tese.

"Achei fascinante. Foi como ir a Portugal durante uma tarde. Eram coloridas, cheias de tradição e iconografia, muito fotogénicas. As pessoas eram calorosas e acolhedoras. A experiência comunitária das sopas era algo que nunca tinha vivido", acrescenta.

Nichols viu nas festas "uma celebração da cultura portuguesa e da fé católica que, ao mesmo tempo, honra o patriotismo para com os EUA

Jornal da Madeira

Biblioteca de Angra do Heroísmo cria clube para estimular o gosto pela poesia

A Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, em Angra do Heroísmo, nos Açores, vai criar, este ano, um clube para estimular o gosto pela poesia e a criatividade dos participantes
“‘Os Passos em Volta’ partiu de uma ideia de criar um clube que tivesse pessoas que gostassem essencialmente de poesia, porque na ilha não há e é uma maneira de estimular as pessoas”, adiantou, em declarações à Lusa, Luísa Ribeiro, poetisa e funcionária da biblioteca, responsável pelo clube.

O primeiro encontro está marcado para 01 de fevereiro e, a partir desse dia, quinzenalmente, às quintas-feiras, haverá leitura de poesia na biblioteca, com conversas sobres os poemas e os poetas, mas também com exercícios de escrita criativa.

Sapo

domingo, 5 de novembro de 2017

Estrela Michelin para restaurante português nos Estados Unidos

Chama-se ADEGA e é o primeiro espaço de restauração de San José, na Califórnia, a entrar no guia Michelin. Abriu no final de 2015 onde estava instalado o Sousa’s,  outro restaurante histórico, também ele português.
Além da proximidade à comunidade portuguesa, o novo restaurante fica a minutos de Sillicon Valley e das suas empresas tecnológicas.
“Estrela Michelin! Estamos muito honrados com o reconhecimento e por sermos o primeiro restaurante com estrela em San José. Estamos muito orgulhosos por ter conseguido que a cozinha portuguesa fosse reconhecida”. Foi assim que reagiram David Costa e Jéssica Carreira, os responsáveis do restaurante na sua página de Facebook.
Neste restaurante, que fica na Little Portugal, em San José, serve-se de tudo um pouco da gastronomia portuguesa. Desde tábuas de queijos e enchidos, atum com feijão frade, caldo verde, bife da alcatra e carne de porco à alentejana. Também não falta o tradicional Pica pau, arroz de marisco, polvo à lagareiro, arroz de pato e cataplana de peixe. Estes são pratos dignos de estrela Michelin nos Estados Unidos e que deixam qualquer um com água na boca. Não faltam as tradicionais sobremesas, tais como, o arroz doce, a torta de laranja e o pudim flan servido com caramelo e gelado de baunilha. E para beber? Não podia faltar o toque português, claro está! O restaurante Adega tem uma carta que conta com mais de 200 vinhos portugueses.

Melhores alunos de Português premiados na York University

Em outubro, na York University, teve lugar uma cerimónia de entrega de prémios a estudantes no Department of Languages, Literatures and Linguistics (DLLL), no qual se integra o programa de Portuguese and Luso-Brazilian Studies.
O vencedor do prémio Dark Stones: The Azorean Spirit, destinado a galardoar o melhor aluno do programa, foi Vincenzo Gruppuso, de origem italiana, inscrito no BA de Portuguese and Luso-Brazilian Studies. Este aluno distinguiu-se, em 2016/17, pela progressão manifestada e pelo mérito académico evidenciado bem como pelo seu envolvimento em atividades co(extra)curriculares no programa de Português da York U. Este prémio é patrocinado pelo Banco Santander Totta e o generoso cheque de 1500 dólares foi entregue ao estudante por Gabriela Cavaco, presente na cerimónia.
O melhor aluno da turma de Português elementar (POR1000) em 2016/17 ganhou o prémio “Português dá-te asas”, que consiste numa viagem aos Açores, oferecida pela Azores Airlines. Wendy Roza, a aluna agraciada, de uma família imigrante brasileira, mostrou-se muito feliz por ter, assim, realizado o seu sonho de conhecer Portugal, particularmente os Açores, onde passou quase 15 dias neste verão. A estudante pôde, desta forma, agradecer pessoalmente ao gerente da Azores Airlines, Carlos Botelho, que igualmente confraternizou com professores e alunos nesta ocasião assinalável.
Foram ainda agraciados com “Prémios continuidade” pelo DLLL o segundo melhor aluno de POR1000 atualmente a continuar os seus estudos em Português intermédio – Juan Daniel Villamil, de origem colombiana – e a melhor aluna de Português intermédio, correntemente a frequentar POR3000 (Português avançado) – Cláudia Pereira, vinda de Portugal para o Canadá com 8 anos.
O prémio Dark Stones: The Azorean Spirit é uma merecida homenagem a José Dias de Melo, autor da obra homónima (Pedra Negras, 1964) e importante escritor português, natural dos Açores. Celebrizou-se como o “escritor das baleias”, particularmente por a sua obra literária versar ampla e profundamente a saga do povo açoriano, especialmente associada à problemática da indústria baleeira. Defensor acérrimo dos ideais de igualdade, dignidade, liberdade e justiça social, o autor deixou-nos, de forma viva e acutilante, histórias marcadas pela exploração, pobreza e injustiça, vivenciadas por açorianos, em que se reveem, com profunda humanidade e universalidade, tantos quantos construíram percursos nas malhas da miséria.
O galardão “Portuguese gives you wings” reflete os objetivos partilhados pelo Programa de Portuguese and Luso-Brazilian Studies e pela Faculty of Liberal Arts and Professional Studies de continuar a desenvolver e a investir em Educação Experimental (Experiential Education). Na sequência da disciplina de Elementary Portuguese, a estudante recipiente teve a oportunidade de praticar competências comunicativas em contextos reais de uso. Esta oportunidade de imersão única proporcionou à iniciante uma experiência viva da língua num ambiente cultural autêntico. Acresce que a aluna beneficiou também do contacto com a vida nos Açores, um arquipélago dinâmico, mundialmente reconhecido – inclusivamente pela UNESCO e pela National Geographic – graças à sua beleza natural, salvaguardada por um desenvolvimento sustentável, e distinto por o que Vitorino Nemésio designou de açorianidade, termo que exprime e sustenta como as condições históricas e geográficas, sociais e humanas conferem, a estas ilhas e aos seus habitantes, uma identidade muito particular.

Estes prémios são representativos do compromisso e do investimento do Programa de Português da York em oferecer aos alunos, do primeiro ao último ano, oportunidades significativas que promovam um maior envolvimento com a língua e com as culturas que nela se expressam. Facultam, portanto, contextos privilegiados e apoios para estimular não só a interação comunicativa, mas também o sentido de pertença a uma comunidade maior, integradora e valorizadora da diferença, não só das várias culturas lusófonas como também das configurações que a língua toma em diferentes geografias.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Ana Teresa Pereira é finalista em dois prémios literários Romancista madeirense feliz e surpreendida com nova nomeação. “Karen é o meu melhor livro.

A lista de finalistas aos Prémios PEN Clube Português foi conhecida esta quarta-feira. A romancista madeirense, Ana Teresa Pereira, figura na lista de cinco autores candidatos ao galardão na categoria de melhor narrativa, com a obra ‘Karen’, editada pela Relógio d’Água. Um livro que também está nomeado para o Prémio Oceanos de literatura, que foi anunciado na semana passada, no Brasil.
Ao Prémio PEN na categoria narrativa concorrem também a escritora e jornalista lisboeta Ana Margarida de Carvalho, com o livro ‘Não se pode morar nos olhos de um Gato’ (Teorema), que lhe valeu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores; o escritor transmontano Ernesto Rodrigues, autor de ‘Uma Bondade Perfeita’ (Gradiva); Francisco Sousa Vieira, que escreveu ‘Os Homens que os Pássaros Comem’ (Verso da História); e Mafalda Ivo Cruz, que assina a obra ‘Pequena Europa’ (Mariposa Azul).

Os Prémios Literários do PEN Clube Português são distinções que visam galardoar anualmente as melhores obras, em 1.ª edição e em língua portuguesa, publicadas no ano anterior, nas categorias Poesia, Ensaio e Narrativa.

Sempre Aristides

Realizou-se ontem, em London, Ontário, uma emocionante cerimónia organizada conjuntamente pela London Jewish Federation e pelo Portuguese Club of London de homenagem a Aristides de Sousa Mendes.

domingo, 22 de outubro de 2017

Fátima a 100 anos das aparições


No passado 5 de outubro, o Instituto Portugues de Cultura , o Coro de padres do colegio  Emil Fridman, a Orquestra de Câmara da Universidade Simon Bolivar e o Centro Português reuniram-se para comemorar o encerramento das celebrações do centenário das aparições de Fátima. . Em um ato cheio de grande talento e espiritualidade
"Meu espírito  confortou -se". "Eu senti-me em Fatima" foram os comentários do público assistente da noite.
A cultura abarca muito e ela  inclui conhecimento, arte, crenças, leis, moral, costumes e todos os hábitos e habilidades adquiridas pelo homem, não só na família, mas também para fazer parte de uma sociedade como membro que é. E Fátima é certamente cultura, é fé, esta na essência da maioria dos portugueses

Sem dúvida mais uma vez o IPC está de parabéns !!!!

sábado, 21 de outubro de 2017

Escritor João Pinto Coelho vence Prémio LeYa 2017

O escritor João Pinto Coelho venceu o Prémio LeYa 2017 com o romance "Os loucos da rua Mazur", foi hoje anunciado
No anúncio do vencedor, ontem na sede do grupo editorial LeYa, o presidente do júri, Manuel Alegre, afirmou que "Os loucos da rua Mazur" é um romance "bem estruturado, bem escrito, que capta a atenção quer pelo tema, quer pela construção em tempos paralelos".
De acordo com o currículo do autor, João Pinto Coelho nasceu em Londres, em 1967, e é licenciado em Arquitetura pela Universidade Técnica de Lisboa.
Em 2009 e 2011 participou em ações do Conselho da Europa, em Auschwitz, na Polónia, tendo juntado alunos portugueses e polacos no projeto “Auschwitz in 1st Person/A Letter to Meir Berkovich”.
O Prémio LeYa é o maior para uma obra inédita escrita em língua portuguesa, no valor monetário de 100 mil euros, e inclui a edição da obra pelo grupo editorial Leya.
Presidido por Manuel Alegre, o júri deste ano foi ainda constituído pelos escritores Nuno Júdice e Pepetela, pelo crítico José Castello, pelo professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra José Carlos Seabra Pereira, pelo reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo Lourenço do Rosário, e pela professora da Universidade de São Paulo Rita Chaves.
No ano passado, o júri deliberou por unanimidade não atribuir o prémio, dada a falta de
O primeiro vencedor do Prémio Leya, em 2008, foi Murilo Carvalho, com o romance "O Rasto do Jaguar", ao qual se seguiu "O Olho de Hertzog", de João Paulo Borges Coelho.
Em 2011, o júri distinguiu o romance "O Teu Rosto Será o Último", de João Ricardo Pedro, em 2012 "Debaixo de Algum Céu", de Nuno Camarneiro e em 2013 "Uma Outra Voz", de Gabriela Ruivo Trindade, a primeira mulher a ser distinguida com este galardão.
De acordo com o regulamento, o Prémio LeYa visa “incentivar a produção de obras originais de escritores de Língua Portuguesa, e destina-se a galardoar uma obra inédita de ficção literária, na área do romance, que não tenha sido premiada em nenhum outro concurso".

O regulamento determina ainda que podem candidatar-se ao prémio “todas as pessoas singulares com plena capacidade jurídica, independentemente da sua nacionalidade".

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Falecimento do Presidente do IPC

É com imenso pesar que a Fundação Instituto Português de Cultura (IPC), informa a todos os seus amigos e à coletividade em geral, do falecimento em Portugal do nosso saudoso amigo, fundador e presidente Prof. Joao Da Costa.

Um homem talentoso, afável e de humor muito particular. Despegado dos bens materiais da vida. Dotado de uma sabedoria e de um amor pela cultura em geral, muito especialmente pela da sua e nossa Pátria.

A sua partida deixa muita leitura por fazer, deixa muita tinta no tinteiro e muitos sonhos por cumprir, mas o seu legado é incontornável e o IPC honrará a sua memoria e dará continuidade a esses sonhos.

Á sua esposa, filhos e netos as nossas sentidas palavras de condolências. A vossa dor é a nossa dor.

“Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, não há nada mais simples. Tenho só duas datas: a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra todos os dias são meus...” Fernando Pessoa

Pedimos imensas desculpas por o tempo sem subir notícias. Tivemos problemas té

cnicos que já estao resolvidos

sexta-feira, 28 de abril de 2017

No âmbito das celebrações dos 43 anos da Revolução dos Cravos, o Alcalde do Municipio Guaicaipuro, Francisco Garces da Silva , o Cônsul Honorário de Los Teques, Pedro Goncalves, em parceria com o Instituto Português de Cultura comemoraram tão importante dia
Uma exposição concebida para celebrar tudo quanto significa a Revolução dos Cravos e o que ela significou para história do nosso Portugal esteve patente nos espaços do Teatro Lamas, elaborada a partir de um conjunto de fotografias e facilitada por IPC. Entre a agenda do dia todos os presentes puderam desfrutar do film Capitães de Abril .
Capitães de Abril é um filme de drama e ficção histórica realizado por Maria de Medeiros, uma coprodução entre Portugal, Espanha, Itália e França. Foi a primeira longa-metragem de Maria de Medeiros como realizadora, tendo alcançado um assinalável sucesso na bilheteira portuguesa.
A história do filme é baseada no golpe de estado militar que ocorreu em Portugal no dia 25 de Abril de 1974 e que presta homenagem aos jovens soldados que resgataram a sua pátria desse tempo obscuro, destacando-se Salgueiro Maia
E para finalizar o acto contou com a participação musical do professor David Pinho, do conselheiro e vice presidente do IPC Fernando Campos, dos diretores do IPC do professor Jany Augusto Moreira, Alberto Viveiros e José Carlos Rebelo os quais interpretaram Grândola Vila Morena
Honra a quem merece honra, também foi alvo de uma merecida distinção o professor David Pinho pelos seus méritos dentro da comunidade portuguesa Foi distinguido com a ordem " Penacho de Guaicaipuro" Parabéns estimado Professor!!!!!

terça-feira, 4 de abril de 2017

Universidade de Coimbra obtém nota “very good”

A Universidade de Coimbra (UC) anunciou, hoje, ter obtido a classificação de “very good” (muito bom) em três áreas, no sistema internacional de comparação de universidades (U-Multirank).
A nota máxima foi atribuída à UC nas áreas de investigação, transferência de conhecimento, internacionalização e envolvimento regional.
A UC destaca, ainda, “o desempenho muito positivo em indicadores relacionados com o número absoluto de publicações científicas, as publicações profissionais, o número de citações, as receitas externas decorrentes de projectos de investigação, as publicações interdisciplinares e promoção de estágios em instituições da região”, todos eles com a nota de “good” (bom).

Para além dos resultados globais, o U-multirank integrou nesta edição a avaliação de indicadores relativos a quatro novas áreas – economia, engenharia química, engenharia industrial/produção e engenharia civil – e actualizados os resultados de quatro áreas – gestão, informática, engenharia mecânica e engenharia eletroctécnica.

Marcelo homenageia hoje Aristides Sousa Mendes com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade

O Presidente da República condecorou a título póstumo Aristides Sousa Mendes (1885-1954) com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, no dia em que passam 63 anos da morte do cônsul português.
De acordo com a agenda do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa homenageará o antigo cônsul português que durante a II Guerra Mundial (1939-1945) salvou do regime nazi milhares de judeus e outros refugiados, numa cerimónia que decorrerá na Casa do Passal, Cabanas de Viriato (Viseu), que pertenceu a Aristides de Sousa Mendes.
Durante a II Guerra Mundial, Aristides de Sousa Mendes emitiu em Bordéus, França, vistos sem autorização do Governo dirigido por António Oliveira Salazar.
A Ordem da Liberdade “destina-se a distinguir serviços relevantes prestados em defesa dos valores da Civilização, em prol da dignificação da Pessoa Humana e à causa da Liberdade”.
Aristides de Sousa Mendes já tinha sido condecorado, em 1986, com o grau de Oficial da Ordem da Liberdade e, em 1995, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.
A Casa do Passal, classificada como Monumento Nacional em 2011, foi alvo de uma primeira fase de obras, que evitaram a sua ruína.
Este mês, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, presidiu a uma cerimónia de assinatura dos documentos que definem a cooperação entre a Fundação Aristides de Sousa Mendes, a Câmara de Carregal do Sal e a Direção Regional de Cultura do Centro, para a realização da segunda fase das obras na Casa do Passal.
A segunda e última fase de requalificação da parte interior e musealização da Casa do Passal representa um investimento de 800 mil euros


416NEWS

terça-feira, 21 de março de 2017

Dia Mundial da Poesia

O Dia Mundial da Poesia celebra-se todos os anos a 21 de março. A data foi criada na 30.ª Conferência Geral da UNESCO, a 16 de novembro de 1999. O propósito deste dia é o de promover a leitura, a escrita, a publicação e o ensino da poesia em todo o mundo.

O Dia Mundial da Poesia celebra também a diversidade do diálogo, a livre expressão de ideias através do uso da palavra, e ainda a criatividade e a inovação. A data convida, sem dúvida, à reflexão sobre o poder da linguagem e do desenvolvimento das habilidades criativas de cada pessoa. Neste dia realizam-se várias atividades em Portugal e um pouco por todo o mundo, privilegiando-se as escolas, as bibliotecas e os espaços culturais