sábado, 22 de agosto de 2015

Hélia Correia: "Não estou interessada em famas, em dinheiro ou em admirações"

Ouvir-se falar de Hélia Correia não é coisa para todos os dias, mesmo que a revisitação da obra seja uma situação sempre obrigatória.
No entanto, a atribuição do mais recente Prémio Camões à escritora fez que o seu nome fosse tema de conversa entre portugueses como, talvez, desde a publicação do romance Lillias Fraser não se verificava. Nada que seduza a escritora, conforme se depreende desta entrevista, um raro momento para se perceber o seu universo. Em que não evita comentar questões políticas nem evocar factos históricos ou atuais com todas as palavras que merecem. Até confessa que votar tornou-se um ritual vazio devido ao incumprimento da vontade das pessoas pelos governos. Ou sobre a questão da importância da cultura clássica grega, tema que a empolga mais do que muitos outros. Salvo se a concorrência do assunto for a dos seus amigos gatos. Aí, a conversa não para. Como foi o caso de uma gata que teve em casa durante três meses e que proibiu praticamente a escritora de sair à rua: "Era uma gatinha selvagem que engravidou e a única pessoa com que se relacionava era comigo. ..


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