segunda-feira, 8 de junho de 2015

Quénia: Festival de cinema homenageia Manoel de Oliveira



Manoel de Oliveira vai ser o grande homenageado da 10.ª edição do Lusophone Film Fest, festival de cinema lusófono que vai decorrer em Nairobi, no Quénia. O evento, que se realiza este sábado (30), vai dar destaque a dois filmes do cineasta português, falecido em Abril.

Em comunicado, a organização explica que o festival "vai prestar homenagem a Manoel de Oliveira, o mais velho realizador do mundo, que morreu, o mês passado, com 106 anos de idade, e estava ainda a dirigir vários filmes".

O evento vai exibir o primeiro filme do cineasta, o documentário mudo "Douro, Faina Fluvial", de 1931, bem como uma das suas mais recentes obras: "A Caixa", de 1994. Além dos trabalhos de Manoel de Oliveira, o festival mostrará ainda as curtas-metragens "Eu Sou de Lá", da brasileira Sansara Buriti, e "Vejo-te quando lá chegares", do português Filipe Henriques.


domingo, 7 de junho de 2015

Afinal também há fado no Porto



Comerciantes esperam grande afluência de público na primeira edição do Caixa Ribeira. Por Nelson Rodrigues A cidade do Porto também gosta de fado. Na zona ribeirinha, mesmo junto à margem do rio Douro, também há fadistas e há casas que abrem as portas a intérpretes deste género musical que faz parte da cultura e identidade de Portugal. Com a realização da primeira edição do Caixa Ribeira, nos dias 12 e 13 de junho, os moradores da Invicta e os comerciantes esperam grande afluência de público porque, afinal de contas, também há fado no Porto. "Este género de eventos é ótimo para que as pessoas percebam que não é só em Lisboa que há fado. No Norte também se canta e também se ouve fado. E é possível trazer pessoas à cidade para ver bons espetáculos com bons artistas", conta Renata Coelho, comerciante. O Caixa Ribeira vai servir não só para promover o fado mas também para mostrar a cidade. "Acho que vamos ser visitados por muita gente de fora. O Porto está em crescimento, está na moda. Este evento vai dar uma visão diferente do fado, muito mais aberta", revela Jorge Ramos, gerente do restaurante Tram. "É importante para o Porto e para o País poder mostrar esta nova geração de fado que não vive tanto das lamúrias nem da tristeza.  In Correio da Manhã.

Jovem bailarina portuguesa ganha prata nos EUA



A bailarina portuguesa Maria Ribas foi uma das grandes vencedoras da Valentina Kozlova International Ballet Competition, competição mundial de dança que decorreu, recentemente, em Nova Iorque, nos EUA.

A jovem, aluna da Escola de Dança do Conservatório Nacional (EDCN), em Lisboa, conquistou uma medalha de prata na categoria de solo feminino de dança contemporânea na faixa etária dos 17 aos 20 anos, revela o site oficial do concurso.

A competição, que, este ano, contou com a participação de centenas de alunos dos quatro cantos do mundo - da Coreia do Norte a Israel, passando pelo México ou pela Bielorússia -, é organizada pela organização sem-fins lucrativos DCPP - Dance Conservatory Performance Project e integra o comité internacional de dança da UNESCO (CID).

“Levantado do Chão” publicado em Israel



Em março foi publicado em Israel Levantado do Chão com a chancela da Hakkibutz Hamechaud. Com este décimo primeiro livro, a editora prossegue a tradução e publicação da obra de José Saramago, ficando apenas a faltar três títulos para a totalidade da ficção em hebraico.

A tradução foi, uma vez mais, da responsabilidade de Miriam Tivon, e contou com a colaboração da Fundação José Saramago, em particular da sua Coordenadora Literária, Rita Pais.

Fundação José Saramago.

sábado, 6 de junho de 2015

Sons da Idade Média e da Renascença assentam arraiais na vila de Sintra



Ciclo de concertos vai decorrer ao longo dos fins de semana de junho no Palácio Nacional de Sintra. Início é com os Sete Lágrimas
Define-se como o primeiro ciclo de concertos em Portugal dedicado à música da Idade Média e do Renascimento (entendido latamente e estendendo-se ao Maneirismo). Chama-se "Reencontros" e é o terceiro "braço" do processo de dinamização musical dos monumentos sob tutela da Parques de Sintra-Monte da Lua, depois de ciclos semelhantes já introduzidos quer em Queluz quer na Pena.
Ao DN, a violoncelista (violoncelo barroco) Diana Vinagre, diretora artística deste ciclo, conta como se "meteu" nisto: "Foi um convite do Massimo Mazzeo, em nome do Centro de Estudos Musicais Setecentistas em Portugal (entidade organizadora) e... 

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Concerto de Piano com o conhecido pianista português António Rosado,

Com o apoio da Embaixada de Portugal em Caracas e dentro das comemorações do Dia de Portugal na Venezuela (10 de junho) haverá um Concerto de Piano com o conhecido pianista português António Rosado, o qual será oferecido no próximo dia 12 de junho (sexta-feira) na Sala José Felix Ribas do Teatro Teresa Carreño. A entrada é livre e o concerto terá início às 6pmpor tanto  estão todos convidados. 


ANTÓNIO ROSADO | pianista
António Rosado é um intérprete que domina o que faz. Tem tanto de emoção e de poesia, como de cor e de bom gosto. (in revista francesa Diapason)
António Rosado tem uma carreira reconhecida nacional e internacionalmente, corolário do seu talento e do gosto pela diversidade, expressos num extenso repertório pianístico que integra obras de compositores tão diferentes como Georges Gershwin, Aaron Copland, Albéniz ou Liszt. Esta versatilidade permitiu-lhe apresentar, pela primeira vez em Portugal, destacadas obras como as Sonatas de Enescu ou paráfrases de Liszt, sendo o primeiro pianista português a realizar as integrais dos Prelúdios e também dos Estudos de Claude Debussy. No registo dos recitais pode incluir-se também a interpretação da integral das sonatas de Mozart.
Actuou em palco, pela primeira vez, aos quatro anos de idade. Os estudos musicais iniciados com o pai tiveram continuidade no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, onde terminou o curso Superior de Piano, com vinte valores. Aos dezasseis anos parte para Paris, e aí vem a ser discípulo de Aldo Ciccolini no Conservatório Superior de Música e nos cursos de aperfeiçoamento em Siena e Biella (Itália).
Em 1980, estreou-se em concerto com a Orchestre National de Toulouse, sob a direcção de Michel Plasson e desde essa data tem tocado com inúmeras orquestras internacionais e notáveis maestros como: Georg Alexander Albrecht, Moshe Atzmon, Franco Caracciolo, Pierre Dervaux, Arthur Fagen, Léon Fleischer, Silva Pereira, Claudio Scimone, David Stahl, Marc Tardue e Ronald Zollman.
Também na música de câmara tem actuado com prestigiados músicos como Aldo Ciccolini, Maurice Gendron, Margarita Zimermann, Gerardo Ribeiro ou Paulo Gaio Lima, com o qual apresentou a integral da obra de Beethoven para violoncelo e piano.
Laureado pela Academia Internacional Maurice Ravel e pela Academia Internacional Perosi, António Rosado foi distinguido pelo Concurso Internacional Vianna da Motta e pelo Concurso Internacional Alfredo Casella de Nápoles. Estes prémios constituem o reconhecimento internacional do seu virtuosismo e o impulso para uma brilhante carreira, com a realização de recitais e concertos por todo o Mundo, e a participação em diversos festivais. Na década de 90, foi o pianista escolhido pela TF1 para a gravação e transmissão de três programas – música espanhola e portuguesa, Liszt e, por fim, um recital preenchido com Beethoven, Prokofiev, Wagner-Liszt.
Em 2007, a França nomeou-o Chevalier des Arts et des Lettre

A não perder....Lembrando Camilo Castelo Branco


Amor de Perdição (1943)  é uma adatapção cinemátografica do romance homónimo de Camilo Castelo Branco feita pelo  realizador António Lopes Ribeiro. Conta com António Vilar no papel de Simão Botelho, uma jovem Carmen Dolores como Teresa de Alburquerque e António Silva como João da Cruz. É considerada una das mais fidedignas adaptações da famosa obra camiliana, tendo o diálogo sido respeitado quase na integra. É o filme de estreia de Carmen Dolores, que contava apenas com 19 anos na altura das rodagens. Hoje, 4 de junho, pelas 19h no Cantinho da Cultura do Centro Português será projectado este film de António Lopes Ribeiro para comemorar os 125 anos da morte
 do grande escritor e romancista quem  Deixou-nos uma excepcional, multifacetada, polémica e amargurada obra literária, a mais extensa e variada da Língua Portuguesa, com cerca de cento e trinta e dois títulos, distribuídos entre o drama, a poesia, o romance, a novela, o conto, o jornalismo, a polémica, os ensaios (biográficos e históricos), a crítica literária, as traduções e a epistolografia, que reflecte o seu intenso percurso de vida, os lugares por onde passou, em especial o Porto, os gostos do Público: o romantismo e ultra-romantismo do início da carreira e o realismo e naturalismo do final, recursos estilísticos estes que usou sobretudo para provar aos seus detractores que os conseguia manejar melhor do que os próprios naturalistas-realistas e as exigências dos editores.
A sua grandeza, no entanto, ressalta na novela passional e como novelista urbano, apesar de não se alhear dos temas campestres aos quais conferiu um especial sentido de humanidade e um intenso perfume psicológico, que inspiraram grandes nomes da literatura portuguesa, como Abel Botelho e Aquilino Ribeiro.  

A não perder... hoje, 4 de junho, pelas 19h no Cantinho da Cultura do Centro Português