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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Lobo Antunes e Eugénia de Vasconcellos no Festival de Poesia de Bucareste

O escritor António Lobo Antunes e a poeta Eugénia de Vasconcellos são os portugueses convidados para participar na edição deste ano do Festival Internacional de Poesia que decorre de 14 a 20 de Maio em Bucareste, na Roménia.

Durante uma semana, as ruas de Bucareste vão encher-se de versos e poetas, com a participação de mais de 150 escritores de todo o mundo num festival cujo programa prevê leituras públicas, debates, mesas-redondas, lançamento de livros e, também, muita música.

De acordo com a Guerra e Paz, editora que publica as obras de Eugénia de Vasconcellos, esta foi a poeta portuguesa eleita para representar Portugal.

Outro autor português presente será António Lobo Antunes, que a organização escolheu como convidado de honra do evento.

Eugénia de Vasconcellos é autora de “O Quotidiano a Secar em Verso”, publicado em 2016, mas também do ensaio “Camas Politicamente Incorrectas da Sexualidade Contemporânea”, tendo traduzido a poesia de Claude Le Petit, reunida em “O Bordel das Musas”. É ainda autora da versão do “Cântico dos Cânticos”, incluída na coleção Livros Amarelos, num volume com o “Manual de Civilidade para Meninas”, de Pierre-Félix Louÿs.

Natural de Faro, esta poeta portuguesa vai juntar-se, assim, a um evento que, desde 2010, já recebeu a presença de mais de 350 poetas de todo o mundo.

O festival, que é organizado pelo Museu Nacional de Literatura Romena, vai incluir leituras de poesia e jazz, representações, debates, painéis de discussão e projecções.


Ponto final.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

A acção do poema

Mais um livro póstumo, onde a voz mais elevada da poesia de Herberto Helder se pode apreender nalguns poemas, os suficientes para justificar esta edição.

Depois de Poemas Canhotos, eis o segundo livro póstumo de Herberto Helder. Chama-se Letra Aberta e reúne trinta e três poemas inéditos, escolhidos por Olga Lima. A inauguração do espólio do poeta já sem a sua tutela (o livro anterior tinha sido deixado pronto para publicação) foi mais rápida do que era previsível, mas é gratificante: há neste livro um punhado de poemas que ascendem aos cimos da melhor obra herbertiana. E na comparação com o livro anterior, este tem muito a ganhar. Na recepção crítica da poesia de Herberto Helder, esta ideia de que nem tudo se equivale e de que também há momentos fracos é recente, foi suscitada pelos últimos livros, e é a resposta que obteve a um novo desafio (implicando não apenas decisões editoriais, mas também representações e imagens públicas) que o próprio poeta decidiu fazer, por insondáveis determinações, que revogaram severas determinações que se tinham colado à sua imagem como uma segunda natureza. Ecos deste embate, temo-los ainda nalguns poemas deste livro, aqueles que provavelmente serão por estes dias mais citados, mas que estão longe de ser o que de melhor nele podemos ler.


sexta-feira, 25 de março de 2016

Herberto Helder: um poeta que só guardava o essencial


Herberto Helder não era de guardar rascunhos ou de manter arquivos de correspondência, mas deixou, ainda assim, entre outros papéis, vários cadernos com inéditos, um livro de poemas em prosa que nunca foi publicado e uma antologia de quadras populares.
Todo este acervo acabou agora de ser digitalizado por iniciativa do ensaísta Arnaldo Saraiva, que conseguiu o apoio da Gulbenkian para custear a digitalização e intermediou o depósito deste arquivo digital na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), da qual é hoje professor jubilado e emérito.
Saraiva espera ainda que a própria biblioteca de Herberto Helder possa vir a ser depositada na FLUP, que recuperou recentemente um seu antigo edifício na Rua do Campo Alegre para acolher duas importantes bibliotecas, a do historiador da literatura e linguista Óscar Lopes (1917-2013) e a do escritor Vasco Graça Moura (1942-2014). Já no próximo dia 1 de Abril, a FLUP e a família de Graça Moura assinarão, numa cerimónia pública, o contrato de depósito do arquivo e das dezenas de milhares de livros da biblioteca do escritor.


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Mais sobre ANA HATHERLY

«DEVOLVER O CULTO DO ESPIRITUAL À SUA PUREZA ANTERIOR»

Perguntámos um dia a Ana Hatherly o que gostaria que os anjos dissessem neste mundo da globalização. Com a claridade das suas palavras e do seu olhar respondeu-nos:
«Que iriam, finalmente, cuidar de nós, porque não o têm feito».
Nascida no Porto, esta grande senhora da arte poética (tanto na palavra como na expressão plástica) deixou-nos com 86 anos. Morreu em Lisboa.
Nome de referência na cultura e docência universitária, nomeadamente no estudo do barroco e de Rilke, espírito vanguardista, irreverente, dado ao questionar sistemático, marcante nas intervenções que levariam à fundação do Movimento da Poesia Experimental Portuguesa (de que sobressai também o poeta E.M. de Melo e Castro), a autora de obras como VolúpsiaTisanas ou Cidade das Palavras interrogava-se se alguém poderia, «num mundo terrível, criar o verso de júbilo»? E tinha como indispensável «devolver o culto do espiritual à sua pureza anterior». Assim o sublinhou numa entrevista que lhe fizemos em maio de 2000. Nesse momento adiantou-nos ainda que «a verdade do autor é a qualidade da sua obra».
A qualidade da obra de Ana Hatherly perdurará com toda a sua verdade.

5 AGOSTO 2015

domingo, 9 de agosto de 2015

Morreu Ana Hatherly, audaz invenção de si mesma

A poeta, artista plástica e professora jubilada tinha 86 anos. Qualquer categoria soa diminuta para aquela que, segundo Jorge Molder, amigo de sempre, "se inventou a si própria"
Chamava-se Ana. Fez uma viagem ao fundo da escrita, do traço ao alfabeto que (re)inventou, e ao fundo da mão, do corpo que a comanda à alma que ela traduz. Ao contrário de Penélope, como escreveu em NEO-PENÉLOPE (2008), "não espera por nenhum Ulisses". A viagem que começou no Porto em 1929 acabou ontem, 86 anos contados, num hospital de Lisboa.
"De repente eu vi uma fada a aparecer, que era a Ana Hatherly. Era uma senhora muito branca, com um cabelo louro apanhado, com um vestido branco, e não era como as nossas mães." Maria Filomena Molder, ensaísta e professora de Filosofia jubilada, estava então na terceira classe do colégio e era colega da filha da poeta, artista plástica e professora catedrática. Foi a primeira vez que a viu. Não poderia saber então que Jorge Molder, seu futuro marido e fotógrafo, já menino andara ao colo de Hatherly e com ela manteria uma amizade que nunca acabou.


sábado, 8 de agosto de 2015

Poesia portuguesa de luto por Ana Hatherly

A escritora e artista plástica Ana Hatherly, um dos nomes da vanguarda da poesia experimental, morreu hoje aos 86 anos. Nascida no Porto em 1929, Ana Hatherly teve um percurso transversal no cinema, artes plásticas, poesia e prosa, cruzando quase sempre as diferentes expressões artísticas.

Tem o nome inscrito na vanguarda da poesia e na forma como o poema é escrito no papel, tornando-se numa obra visual.
Licenciada em Filologia Germânica e doutorada em Estudos Hispânicos, Ana Hatherly tem ainda formação em cinema e música e foi professora catedrática da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde co-fundou o Instituto de Estudos Portugueses.
A autora foi ainda uma das fundadoras do PEN Clube Português e tem o nome inscrito na criação das revistas "Claro-Escuro" e "Incidências".
Iniciou a carreira literária em 1958 - celebrou 50 anos em 2008 -, tendo publicado nos primeiros anos as obras "Um ritmo perdido" e "As aparências".

A Sociedade Brasileira de Língua e Literatura distinguiu-a em 1978. Em 2009 foi distinguida como Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. In Instituto Camões. 

sábado, 28 de março de 2015

Morreu o Prémio Nobel que escreveu sobre Lisboa…



O nobel Tomas Tranströmer, mestre da metáfora e da contenção, morreu aos 83 anos, depois de 25 em silêncio.
Pensar através de imagens para a poesia, dizia Tomas Tranströmer em muitas entrevistas, um pensamento sempre sublinhado no modo como exerceu o eu discurso poético. Era marcado por uma rara capacidade de iluminar o real nos seus mais pequenos detalhes, através da linguagem poética e uma imaginação prodigiosa onde conjugava o humano mais íntimo com a natureza mais selvagem.
Luís Costa e Vasco Graça Moura fizeram algumas traduções. Entre elas Alfama, poema incluído na colectânea 21 Poetas Suecos (Vega, 1987).
Aqui deixamos esse poema:
Lisboa
No bairro de Alfama os eléctricos amarelos cantavam nas
Subidas.
Havia duas prisões. Uma delas era para os gatunos.
Eles acenavam através das grades.
Eles gritavam. Eles queriam ser fotografados!

"Mas aqui", dizia o revisor e ria baixinho como um afectado
"aqui sentam-se os políticos". Eu vi a fachada, a fachada, a fachada
e em cima, a uma janela, um homem,
com um binóculo à frente dos olhos, espreitando
para além do mar.

A roupa pendia no azul. Os muros estavam quentes.
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos depois, peguntei a uma dama de Lisboa:
Isto é real, ou fui eu que sonhei ?

Tomas Tranströmer (Tradução por Luís Costa)

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O poeta chinês que traduziu os clássicos portugueses


Responde por Yao Jingming como tradutor e académico e por Yao Feng nos poemas que assina em português e em chinês. Traduziu Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro ou Eugénio de Andrade
A primeira frase que aprendeu em espanhol, aos 9 anos, não foi de cumprimentos mas Viva el Presidente Mao. Yao Jingming, que nasceu em Pequim no ano de 1958, fez a escolaridade durante a Revolução Cultural Chinesa. Antes da universidade, onde estudaria português, ainda passou um ano a trabalhar com os camponeses, parte do programa escolar de então.
Depois veio o estudo do português e, mais tarde, os seus poetas. O primeiro que lhe chegou às mãos foi Eugénio de Andrade. Por onde começou a tradução de poemas para chinês. Seguir-se-iam Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, Miguel Torga ou Sophia de Mello Breyner. "Os chineses ficaram a gostar, por exemplo, de Fernando Pessoa. Eugénio de Andrade hoje em dia na China têm muitos adeptos, muitos leitores.

sábado, 28 de dezembro de 2013

José Bento distinguido com Prémio de Poesia Luís Miguel Nava



Livro 'Sítios' valeu o prémio ao tradutor e poeta português.

O tradutor português José Bento foi distinguido com o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2013 pelo livro 'Sítios', editado pela editora Assírio & Alvim, revelou a Fundação Luís Miguel Nava.

O prémio, de cinco mil euros, é atribuído com periodicidade bienal, sendo que José Bento sucede a Hélder Moura Pereira, vencedor em 2011, com a obra 'Se as coisas não fossem o que são'.

Instituído pela Fundação Luís Miguel Nava desde 1997, por vontade expressa em testamento do poeta e ensaísta português, falecido em 1995, o galardão teve periodicidade anual até 2009, tendo sido Sofia de Mello Breyner Andresen a primeira vencedora, com a obra 'O búzio de cós'.
O júri deste ano foi constituído, como habitualmente, por quatro membros da direção da Fundação Luís Miguel Nava - Carlos Mendes de Sousa, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz e Luís Quintais - e por um elemento convidado, o poeta e ensaísta Fernando J. B. Martinho

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Palavras para Natália




Se Natália Correia fosse viva, completaria 90 anos no próximo dia 13. Para lembrar esta mulher ímpar nas letras portuguesas - e sobretudo para homenagear o seu espírito indómito e a sua coragem -, o Teatro Rápido (TR) acaba de estrear, no Chiado, Lisboa, ‘Natália', evocação da escritora na voz e no corpo de Teresa Côrte-Real.

A peça foi escrita pelo jovem Renato Pino para a atriz do Teatro Experimental de Cascais, que chegou a conhecer pessoalmente Natália Correia.

"Recordo-a como uma mulher forte, de presença muito marcante, mas não quis - não tive a pretensão - de a imitar", diz. "Quando o Renato me deu a peça a ler, até confesso que hesitei em aceitar o convite.
Tive muito medo. Mas depois apaixonei-me pelo texto..."

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Poesía portuguesa en Venezuela…

Ayer fue bautizado, en la librería Del Sur, en el Teresa Carreño,  el libro “Ocho miradas en el vértice”. Con traducción de Estrella Gomes y compilación de Raquel Molina, Fundarte nos ofrece una muestra de la obra de cuatro poetas portugueses, lado a lado con otros tantos creadores venezolano.s
“Materializada por el Fondo Editorial Fundarte, la obra consiste en una mixtura de poemas escritos por jóvenes creadores nacidos en Portugal y Venezuela. Molina quien es amplia conocedora de la cultura lusa, ha logrado converger la novel pluma de ocho nuevos poetas que sin haberlo pretendido si quiera, verán como sus letras viajarán a partir de ahora, entre Suramérica y Europa.
La compiladora manifestó que su principal motivación consiste en dar a conocer en aquel país, el trabajo de los poetas venezolanos que recién comienzan, y viceversa. Para cumplir con los parámetros básicos que permitan tal consecución, el libro ha sido traducido en ambos idiomas.
(…)
Tres de los cuatro poetas venezolanos formaron parte de la presentación del libro y compartieron algunos de sus poemas con el público de la sala, a su vez, Molina hizo lo propio con algunas representaciones del trabajo de los pares portugueses. En la compilación, la realizadora supo equilibrar los contenidos y las propuestas, 2 poetisas y 2 poetas de cada país. Por Venezuela; América Martínez del Edo. Táchira, María Auxiliadora Ramírez radicada en el Edo. Miranda, Luis Enrique Belmonte y Eduardo Viloria Daboín, ambos de Caracas.
Los escritores portugueses en la muestra son; Catarina Nunes de Almeida, Filipa Leal, José Rui Teixeira y José Mário Silva, quienes son oriundos de Lisboa y Porto, también con otras obras a sus espaldas."

 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Poeta José Rui Teixeira em Caracas...

No âmbito da décima edição do  Festival Mundial de Poesia, organizado pela governo bolivariano, estará em Caracas durante alguns dias uma das vozes da nova poesia portguesa.

Rui Teixeira já está publicado na Venezuela. Alguns dos seus poemas Ocho miradas en el vértice, antologia de Raquel Molina.

Do seu blogue retiramos a seguinte informação:

Estudou Teologia no Centro Regional do Porto da Universidade Católica, onde defendeu a dissertação de licenciatura «Teixeira de Pascoaes – Saudosismo e Escatologia» [2000], sob orientação do Prof. Doutor Ângelo Alves.
Em 2002 obteve o grau de mestre em Filosofia Medieval na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde defendeu a dissertação «A guerra justa em Álvaro Pais. Contributo para a reflexão sobre a guerra justa no contexto da ética teológica cristã», sob orientação do Prof. Doutor Mário Santiago de Carvalho e coordenação da Prof.ª Doutora Maria Cândida Pacheco.
Em 2012 defendeu a dissertação de doutoramento em Literaturas e Culturas Românicas – «Os versos de luz por escrever. Vida e obra de Guilherme de Faria» – na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Trabalhou sob orientação da Prof.ª Doutora Maria João Reynaud, na condição de bolseiro da FCT. Foram arguentes das provas de doutoramento o Prof. Doutor José Carlos Seabra Pereira e o Prof. Doutor António Cândido Franco. Foi aprovado com distinção por unanimidade.”

 

sábado, 25 de maio de 2013

Poeta madeirense Herberto Helder publica Servidões

Depois de A Faca Não Corta o Fogo , em 2008, o poeta regressa, aos 82 anos, com um novo livro de inéditos.

Chega na segunda-feira às livrarias, com a chancela da Assírio & Alvim, do grupo Porto Editora, um novo livro de Herberto Helder, Servidões , que reúne largas dezenas de poemas inéditos.

Chega na segunda-feira às livrarias, com a chancela da Assírio & Alvim, do grupo Porto Editora, um novo livro de Herberto Helder, Servidões, que reúne largas dezenas de poemas inéditos. A notícia foi avançada nesta terça-feira pelo grupo Porto Editora, que presumivelmente obedeceu aos desejos do autor ao só anunciar agora a existência do livro e ao dispensar qualquer sessão de lançamento.

Tal como os anteriores títulos de Herberto Helder, Servidões não será reeditado autonomamente, embora seja de admitir que venha a integrar uma próxima edição de Ofício Cantante, a sua poesia completa. Dado que a tiragem deste novo livro não excederá os cinco mil exemplares, tudo indica que terá o mesmo destino de A Faca Não Corta o Fogo, de 2008, que se esgotou num mês.


domingo, 17 de fevereiro de 2013

"Tudo cabe na poesia do Vasco"


Tenho uma inveja enorme do Vasco. Ele é um génio.” Eis como o comentador político Marcelo Rebelo de Sousa definiu o poeta e atual presidente do Centro Cultural de Belém (CCB), Vasco Graça Moura, na celebração do seu cinquentenário literário, realizada ontem no Grémio Literário, em Lisboa.
A cerimónia foi assinalada com a apresentação da coletânea de textos intitulada ‘Discursos Vários Poéticos’, editada pela Babel, que reúne alguns textos de índole ensaística que o autor escreveu nos últimos anos – artigos feitos por ocasião de entregas de prémios e homenagens, ou peças de temática literária.
O poeta,ficcionista, ensaísta e tradutor preferiu, nas suas palavras, “não aborrecer” a audiência com um discurso, comentando apenas que “este meio século nas letras culminou com a publicação desta coletânea”.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Única livraria de poesia do país fecha as portas “sem dívidas”

Lisboa perdeu a sua única livraria exclusivamente dedicada à poesia. Lisboa e o país. A Poesia Incompleta era caso sem-par em Portugal até hoje, terça-feira, dia em que fechou as portas. O proprietário, Mário Guerra, admite reabrir num outro espaço, mas não consegue esconder a profunda desilusão com o rumo do país.
Está a respirar-se mal neste país. Este país não é para velhos, nem para novos, nem para os do meio. Estou a pensar emigrar, como sugeriu um ministro qualquer”, afirma ao PÚBLICO, num tom irónico que o leva a dizer que vai “doar” os volumes de poesia que sobraram na livraria ao ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.

O que é dizer muito. A Poesia Incompleta tem um fundo de oito a dez mil volumes de e sobre poesia, em mais de 30 línguas, e com mais de 260 editoras, segundo a Lusa. A livraria, que estava aberta ao público desde Novembro de 2008, tinha três salas por onde se espalhava todo este espólio, que incluía raridades e antiguidades.

quarta-feira, 21 de março de 2012

hoje: dia Mundial da Poesia

Pelo quinto ano consecutivo e numa iniciativa conjunta do Plano Nacional de Leitura e do Centro Cultural de Belém comemoramos, no dia 24 de março, o Dia Mundial da Poesia.
Um programa intenso, ao longo do dia, que se inicia a partir das 11 horas com a Feira do Livro de Poesia, vários espaços onde a poesia portuguesa é dita por poetas, atores e personalidades.
O indispensável espaço para os espontâneos Diga lá um poema e um conjunto de oficinas e atividades que a Fábrica das Artes organiza para todas as idades. Este ano, a Maratona da Leitura é dedicada a Jorge de Sena.
O êxito da primeira edição leva-nos a dar continuidade ao Concurso de Poesia dirigido às escolas, cuja seleção final terá lugar no CCB, com a atribuição de prémios para os melhores
poemas. O Centro de Reuniões, o Centro de Espetáculos e todos os espaços intermédios vão ser vividos num ambiente de festa com muita poesia, para todas as idades.

Torne a sua vida mais rica. Leia um poema!

terça-feira, 20 de março de 2012

Leituras e novos livros assinalam Dia Mundial da Poesia

"Estendais" de poemas, leitura de poesia e apresentação de livros são algumas iniciativas que assinalam em Portugal o Dia Mundial da Poesia que se celebra amanhã.
Nos 16 municípios da Área Metropolitana do Porto, entre eles, S. João da Madeira, Trofa e Matosinhos, pelas 11:00, realiza-se um "estendal poético metropolitano" constituído por poemas selecionados pelos diferentes concelhos. Em São João da Madeira, a partir das 13:00, em vários restaurantes da cidade serão lidos poemas.
Também em Setúbal haverá um "Estendal da Poesia" com a possibilidade de cada um deixar um poema escrito. Nesta cidade, onde nasceu o poeta Barbosa du Bocage, inicia-se, às 10:00, uma maratona de leitura de poemas para crianças, adolescentes, e jovens adultos que culmina às 21:00 com a leitura na Biblioteca Pública pela presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, e pelos presidentes das juntas de freguesia sadinas, antecedendo o encontro com o poeta António Osório.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Cruzeiro Seixas: 'Estamos todos desesperados à procura de uma ideia nova'

Da mesma forma como na vida pessoal, Cruzeiro Seixas seguiu na arte o que lhe apareceu de melhor, e até hoje nada superou o Surrealismo. Aos 90 anos conclui: «Estamos todos desesperados à procura de uma ideia nova».


«Falta qualquer coisa no mundo» disse o artista plástico e poeta durante uma entrevista à agência Lusa no Estoril, onde reside há dois anos, num lar. Deixou de desenhar e pintar, mas continua a receber muitos convites para expor a vasta obra.


A próxima mostra antológica - com 49 obras de pintura, desenho e escultura - abre a 17 de Setembro, em Lamego, organizada no âmbito da terceira edição do Plast&Cine, onde decorrerá uma conferência internacional dedicada ao artista considerado um dos expoentes do Surrealismo em Portugal.




Sol

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Oiça António Vieira, Camões e o Apóstolo João na voz de Luís Miguel Cintra


São lançados hoje, às 19h, no Teatro da Cornucópia, em Lisboa, os três audiobooks que a Presente editou e nos quais Luís Miguel Cintra é a voz que lê o Sermão de Quarta-feira de Cinzas, do Padre António Vieira, Apocalipse ou a Revelação do Apóstolo, de São João, o Teólogo, e Dez Canções, de Camões

Ouça o actor e encenador a ler excertos deste textos.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Presença assinala 15 anos sobre a morte de Mourão-Ferreira

A Presença relança esta quinta-feira «As Quatro Estações», assinalando deste modo os 15 anos sobre a morte de David Mourão-Ferreira, «o grande poeta do amor».

Referência fundamental da história da literatura e da cultura do século XX da língua portuguesa, David Mourão-Ferreira faleceu precisamente há 15 anos. Para assinalar a data, a Presença, «a sua casa editorial de eleição», relança «As Quatro Estações» (31/10/1994 – 1ª edição), livro de contos onde o amor e os amores são cantados a várias vozes.

«As Quatro Estações, quatro contos, quatro figuras de mulher: o amor como ressaibo de frustração, como descobrimento e expectativa, como recíproco ludíbrio, finalmente como destino. Quatro miniaturas em subtil contraste com o largo painel de Um Amor Feliz. Mas também quatro trechos de música de câmara executados pelo autor de Música de Cama».

Diário Digital