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domingo, 27 de maio de 2018

Arquiteto Souto de Moura ganhou Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza

A 16.ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza contou com a participação de Portugal através da exposição “Public Without Rethoric”.

O certame dedicado à arquitetura – cujo prémio máximo é o Leão de Ouro – recebe 65 participações nacionais, divididas entre os pavilhões históricos do Giardini, do Arsenale e do centro histórico de Veneza.
Souto de Moura foi um dos 100 arquitetos convidados pelas curadoras da Bienal da Arquitetura de Veneza, Yvonne Farrell e Shelley McNamara, do Grafton Architects, para a exposição principal, espaço expositivo além dos pavilhões nacionais.
Doze edifícios públicos criados por arquitetos portugueses de várias gerações, nos últimos dez anos, e filmes de quatro artistas constituem a representação de Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza, intitulada “Public Without Rethoric”, a inaugurar hoje.
O projeto, apresentado em abril último pelos curadores, Nuno Brandão Costa e Sérgio Mah, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, está instalado no Palazzo Giustinian Lolin, sede da Fundação Ugo e Olga Levi, junto ao Grande Canal, em Veneza, entidade com a qual a Direção-Geral das Artes, organizadora da representação portuguesa, assinou um protocolo de utilização para este ano.
André Cepeda, Catarina Mourão, Nuno Cera e Salomé Lamas foram os quatro artistas convidados a criar filmes sobre os edifícios selecionados.
Os 12 edifícios de arquitetos portugueses incluídos na exposição dividem-se pelo país e pelo estrangeiro, com três localizados nos Açores: Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande (João Mendes Ribeiro e Menos é Mais – Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos), Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo (Inês Lobo) e Centro de Visitantes da Gruta das Torres, no Pico (SAMI – Inês Vieira da Silva e Miguel Vieira).
De Lisboa estão incluídos na lista o Teatro Thalia (Gonçalo Byrne e Barbas Lopes Arquitetos, Diogo Seixas Lopes e Patrícia Barbas) e o Terminal de Cruzeiros (João Luís Carrilho da Graça).
Do Porto, são vários os edifícios que vão constar da representação portuguesa: I3S – Instituto de Inovação e Investigação em Saúde (Serôdio Furtado Associados – Isabel Furtado e João Pedro Serôdio), Molhes do Douro (Carlos Prata), Pavilhões Expositivos Temporários, “Incerteza Viva: Uma exposição a partir da 32.ª Bienal de São Paulo”, Parque de Serralves (depA – Carlos Azevedo, João Crisóstomo e Luís Sobral, Diogo Aguiar Studio, FAHR 021.3 – Filipa Fróis Almeida e Hugo Reis, Fala Atelier – Ana Luísa Soares, Filipe Magalhães e Ahmed Belkhodja e Ottotto, Teresa Otto).
A lista de obras selecionadas inclui ainda o Hangar Centro Náutico, em Montemor-o-Velho (Miguel Figueira), e o Parque Urbano de Albarquel, em Setúbal (Ricardo Bak Gordon).
Fora de Portugal encontram-se o Centro de Criação Contemporânea Olivier Debré, em Tours, França (Aires Mateus e Associados – Manuel e Francisco Aires Mateus), e a Estação de Metro Município, em Nápoles, Itália (Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto Moura e Tiago Figueiredo).
A 16.ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza estará patente ao público até ao dia 25 de novembro.

Souto de Moura diz que Leão de Ouro reconhece “valor e nível da arquitetura portuguesa”



sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Braga a capital do Barroco



Conhecida como 'Cidade dos Arcebispos' ou 'Roma portuguesa', Braga conta uma história a cada passo

Sede da mais antiga diocese portuguesa, Braga foi fundada pelo imperador romano César Augusto, mas cresceu, ao longo dos séculos, ao ritmo da cristianização do território. O centro histórico é composto, sobretudo, por edifícios dos séculos XVII, XVIII e XIX, mas mantém notáveis marcas bimilenares, como as Termas Romanas da Cividade ou a Fonte do Ídolo. Mas foi no século XI, ainda antes da nacionalidade, que Braga se afirmou no contexto ibérico, com o bispo D. Pedro a mandar construir a Sé e a primeira muralha. Numa visita à Torre Medieval de S. Tiago, fica-se com uma ideia concreta da evolução histórica da cidade, com os quatro pisos divididos pelos períodos fundamentais, do romano aos nossos dias.


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Palácio de Mafra faz 300 anos e quer prenda da Unesco

Haverá uma extensa programação a assinalar a data e concertos dos órgãos no primeiro domingo de cada mês. E avança a candidatura a Património da Humanidade
Sobreviveu quase incólume ao terramoto de 1755, o seu primeiro grande embate depois de construído, resistiu às invasões francesas, assistiu às lutas liberais, à extinção das ordens religiosas em 1834, e à implantação da República em 1910, tornando-se no primeiro monumento a abrir as portas ao público em maio de 1911. A 17 de novembro inicia um programa de celebração dos 300 anos do lançamento da primeira pedra. O Palácio de Mafra, mandado construir por D. João V em 1717, faz 300 anos.


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Obras em igreja de Famalicão, revelam necrópole do século XII

Lugar de enterramento remonta ao século XII Por Lusa Obras que decorrem junto à igreja românica de Antas, Famalicão, deram a conhecer uma necrópole que remonta ao século XII, revelou esta sexta-feira a autarquia local.

A Câmara de Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, tem em curso desde maio uma obra junto às igrejas nova e românica de Antas, tendo o presidente da câmara, Paulo Cunha, avançado aquando da apresentação do projeto em novembro do ano passado, que pretendia criar ali "um novo centro cívico" através de um investimento superior a meio milhão de euros. Hoje, em comunicado, a autarquia dá conta de que uma equipa de arqueólogos que tem acompanhado as obras junto à igreja românica encontrou uma antiga necrópole que remonta ao século XII e desde o início da empreitada foram identificados e intervencionados cerca de 60 enterramentos, a grande maioria com esqueletos associados. 

Correioda Manhã.

domingo, 24 de julho de 2016

Jerónimos lidera visitas culturais


De janeiro a junho, mais de 2,2 milhões foram aos espaços da DGPC. Por Hugo Real De janeiro a junho deste ano, os 23 Monumentos, Museus e Palácios tutelados pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) receberam um total de 2 210 696 visitantes, o que representou um aumento de 19,2% (quase mais 357 mil pessoas) em relação ao mesmo período do ano transato. O Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, continua a ser o espaço favorito, tendo ultrapassado os 507 mil visitantes (subida de 14,8%). A Torre de Belém (com 326 848 entradas, mais 13,5%) e o Museu Nacional dos Coches (187 193 pessoas, crescimento de 38%), ambos na capital, completam o pódio dos espaços da DGPC com maior número de visitantes.

Correio da Manhã.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Paris, cidade da arquitectura portuguesa



Abertura da exposição Les universalistes, na capital francesa, sobre o último meio século da arquitectura portuguesa foi acompanhada in loco por vários dos seus protagonistas, que deram testemunho e debateram as suas experiências e visões.
A arquitectura portuguesa está, por estes dias, em plano de destaque em Paris. Há também as exposições de Helena Almeida, Corpus, no museu Jeu de Paume (até 22 de Maio); de Julião Sarmento, La chose, même, na delegação da Fundação Gulbenkian (até 17 de Abril); e de Ana Jotta, Ti re li re, no espaço Le Crédac, nos arredores parisienses de Ivry-sur-Seine (até 26 de Abril). Há as encenações de Tiago Rodrigues, Bovary, no Teatro da Bastilha, e de Emmanuel Demarcy-Mota, Six Personnages en Quête d’Auteur, de Pirandello, no Théâtre de la Ville. A Cinemateca Portuguesa recebeu, esta segunda-feira, o Prémio Henri Langlois pelo seu trabalho em prol da preservação, restauro e divulgação de tesouros cinematográficos. E Cristiano Ronaldo foi o tema de capa, na semana passada, do magazine do jornalL’Équipe
Mas, neste início de semana, é de arquitectura portuguesa que se fala. O pretexto, a inauguração oficial, na tarde desta terça-feira – a abertura ao público é na quarta –, da exposição Les universalistes, uma iniciativa da Fundação Gulbenkian e da Cité de l’Architecture et du Patrimoine (CAP – que acolhe a exposição), ainda no programa dos 50 anos da presença da fundação na capital francesa.


quarta-feira, 30 de março de 2016

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha reabre ao fim de dois meses


O monumento foi encerrado devido às cheias na cidade de Coimbra, a 11 de janeiro e a 13 de fevereiro.
Há dois meses encerrado, devido às cheias na cidade de Coimbra, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha reabre hoje, apesar de, segundo a Direção Regional da Cultura do Centro (DRCC), "ainda serem visíveis as marcas da presença recente das águas".
Em comunicado, a DRCC afirmou que o espaço " vai de novo estar acessível aos visitantes, após cuidado e controlado trabalho de retirada das águas e dos sedimentos que entretanto se instalaram". O mosteiro ficou inundado na sequência do mau tempo que se abateu sobre a cidade de Coimbra. Na altura, a água chegou a atingir os cinco metros de altura em alguns locais do interior do convento.


domingo, 20 de março de 2016

Vestígios de hospital anterior a terramoto no Convento do Carmo


Os trabalhos nos Terraços do Carmo revelaram vários achados arqueológicos.

Trabalhos arqueológicos realizados nos Terraços do Carmo, em Lisboa, revelaram a existência de um hospital no convento, anterior ao terramoto de 1755, e de cerca de 200 enterramentos junto à igreja, foi hoje divulgado.

"Encontrámos algumas estruturas pertencentes ao que julgamos ser o hospital do convento do Carmo, uma estrutura [do século XVIII], que teria bastante impacto naquela zona da cidade, mas da qual não existe qualquer tipo de vestígio por ser anterior ao terramoto", disse à agência Lusa a arqueóloga Raquel Santos.



sábado, 19 de março de 2016

Palácio Valflores é um dos mais ameaçados, mas há piores


Estava entre os 14 monumentos mais ameaçados, mas ficou de fora da lista negra hoje divulgada.

O Palácio Valflores, no concelho de Loures, ficou fora da lista dos sete monumentos mais ameaçados na Europa, que inclui edificações na Turquia, Grécia e Espanha, anunciou hoje a Europa Nostra, principal organização europeia do património.

A lista "Os 7 mais ameaçados" 2016, anunciada numa cerimónia em Veneza, Itália, reúne monumentos considerados em grande risco na Arménia, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Espanha e Turquia.

O Palácio Valflores, em Santa Iria da Azóia, concelho de Loures, estava na lista de 14 finalistas a este programa da Europa Nostra, representada em Portugal pelo Centro Nacional de Cultura (CNC), que tinha proposto o imóvel português.



Impensável? Não tanto!...


Símbolo da fundação de Portugal vendido a empresário


Câmara de Guimarães abdicou da compra da Torre da Alfândega, que dá acesso à muralha que resta dos primórdios da cidade-berço
O monumento onde se lê "Aqui Nasceu Portugal", em Guimarães, foi vendido a um empresário após a autarquia ter abdicado do direito de preferência para a sua aquisição por 190 mil euros.
Segundo noticia esta quinta-feira o Jornal de Notícias, a Torre da Alfândega "vai continuar nas mãos de um proprietário privado" porque, em 2014, a Câmara de Guimarães "não exerceu o direito de preferência pelo imóvel" através do qual se pode "aceder ao cimo da muralha" que resta da antiga fortaleza.



sexta-feira, 11 de março de 2016

Museu da Diáspora e da Língua Portuguesa de Matosinhos será projectado por Souto de Moura

Presidente da câmara acredita que ter um edifício assinado por um Pritzker constituirá um "motivo de atracção".
O futuro Museu da Diáspora e da Língua Portuguesa de Matosinhos vai ser projectado pelo arquitecto Eduardo Souto de Moura, adiantou hoje à Lusa o presidente da câmara.
"Escolhemos o arquitecto Eduardo Souto de Moura porque é um Prémio Pritzker [recebeu aquele que é considerado o mais importante prémio de arquitectura do mundo em 2011] e porque vai engrandecer e valorizar, ainda mais, o projecto", considerou Guilherme Pinto, que reafirmou a intenção de abrir o museu já em 2017.
A Câmara Municipal de Matosinhos tinha anunciado no início de Fevereiro a intenção de instalar o Museu da Diáspora e da Língua Portuguesa numa antiga fábrica conserveira, a Vasco da Gama. O investimento, superior a 2,5 milhões de euros, incluiu a reabilitação mas não a aquisição do edifício. O projecto está a ser encabeçado pela antiga ministra da Cultura Isabel Pires de Lima.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Parede de azulejos de restaurante lisboeta ganha prémio internacional


Os azulejos são da autoria da artista Maria Ana Vasco Costa, num projeto do arquiteto João Tiago Aguiar
A parede de azulejos que decora o restaurante Loco, de Alexandre Silva, venceu hoje os prémiosSurface Design Awards, atribuídos em Londres. Nomeada na categoria de retalhistas, para as superfícies interiores, concorria com outros dois projetos.

Trata-se de um projeto criado pela ceramista Ana Maria Vasco Costa num projeto da responsabilidade do arquiteto João Tiago Aguiar. "Ficámos todos contentes", reage o arquiteto, confessando nem saber se há algum prémio monetário. "Candidatámo-nos sem grandes pretensões", diz ao DN.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Uma viagem no tempo no “Central Park” do Porto

Há várias visitas que se podem fazer no Palácio de Cristal: à arquitectura, à escultura e arte pública, mas também à fauna e principalmente à flora que fazem deste recinto inaugurado há 150 anos um lugar incontornável no Porto, e um laboratório vivo da evolução da relação do homem com a natureza.
Continuamos a chamar-lhe Palácio de Cristal, mesmo se o dito palácio foi demolido há bem mais de meio século (1951). Mas é o imaginário desse edifício icónico inaugurado há 150 anos que se mantém na memória dos portuenses, na maior parte dos casos apenas sustentada na imagem de velhas fotografias e postais ilustrados, descoloridos mas mantendo a irresistível patine do tempo.
A história do Palácio de Cristal está a ser recordada no Porto desde 18 de Setembro de 2015, dia em que se assinalou o século e meio da abertura da 1.ª Exposição Internacional Portuguesa (1865), iniciativa de um grupo de empresários e comerciantes da cidade liderado por Alfredo Allen.
Depois de uma exposição iconográfica documental apresentada nos próprios jardins do Palácio, a Fundação de Serralves acolheu, nos dias 1 e 2 de Fevereiro, uma conferência internacional que permitiu situar a história do Palácio de Cristal no contexto das grandes exposições mundiais, entre a primeira realizada no Hyde Park de Londres, em 1851, e a Exposição Internacional das Artes e Técnicas na Vida Moderna, em Paris, em 1937 – as duas balizas sendo justificadas pela proximidade da primeira exposição portuguesa com a da capital inglesa, e também pelo facto de o evento da capital francesa ter sido planeado pelo arquitecto paisagista Jacques Gréber, o mesmo que desenhou os jardins de Serralves para o 2.º conde de Vizela.
  

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Sete projetos de portugueses finalistas do Edifício do Ano


Sete projetos com assinaturas de arquitetos portugueses vão a votos para Building of the Year 2016 da Archdaily. Três são de arquitetura pública.
E os finalistas são:
- Cella Bar, um projeto de FCC Arquitetos com Paulo Lobo (na categoria de hospitalidade), na Madalena, ilha do Pico.
- A sede da Uralchem, na Rússia, cujos interiores são da autoria de Pedra Silva- A cozinha comunitária de Terras da Costa (da Caparica), do ateliermob e Coletivo Warehouse, o mercado municipal de Abrantes dos ARX, e o parque Al Shaheed no Koweit de Ricardo Camacho no Koweit, os três na categoria de arquitetura pública, uma presença portuguesa esmagadora. Em cinco finalistas, três têm assinatura portuguesa.
- A remodelação de uma casa em Guimarães, da autoria de Elisabete de Oliveira Saldanha.


Siza na Bienal de Veneza “não será uma exposição nostálgica sobre o SAAL”


Nuno Grande (n. Luanda, 1966) e Roberto Cremascoli (n. Milão, 1968) são os curadores responsáveis pela representação portuguesa na próxima Bienal de Arquitectura de Veneza. Escolheram Álvaro Siza, que irá regressar ao projecto de habitação social que, na década de 80, desenhou para a ilha veneziana da Giudecca, e cuja construção ficou a meio. A instalação da exposição portuguesa — intitulada Vizinhança: onde Álvaro encontra Aldo — no estaleiro da obra, entre 28 de Maio e 27 de Novembro, vai coincidir com a decisão das autoridades locais de retomar e concluir a construção de um complexo habitacional que inclui também projectos de Aldo Rossi, Carlos Aymonino e Rafael Moneo. Os dois curadores vão levar Siza a reencontrar-se com os moradores, actuais e futuros, das casas da Giudecca. E simultaneamente também com os que actualmente habitam os edifícios que o arquitecto português concebeu para Berlim (Alemanha), Haia (Holanda) e o Bairro da Bouça, no Porto. É o seu regresso à habitação social, sem nostalgia e a olhar para o futuro.


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Palácio da Bolsa do Porto recebeu 290 mil visitantes em 2015

A grande maioria dos visitantes do Palácio da Bolsa, um dos monumentos mais procurados da cidade, são estrangeiros. O Palácio da Bolsa, sede da Associação Comercial do Porto, anunciou esta terça-feira ter recebido cerca de 290 mil visitantes em 2015, estabelecendo um novo recorde de procura turística, que se traduz num aumento de 14% face a 2014. A grande maioria dos visitantes do Palácio da Bolsa, um dos monumentos mais procurados da cidade, são estrangeiros, com destaque para os provenientes de França, Espanha, Alemanha, Brasil e Estados Unidos da América. "Ao longo de 2015, houve 288.705 turistas a participar em visitas guiadas ao Palácio da Bolsa, vislumbrando a magnificência dos seus corredores e dos seus espaços -- com principal destaque para o Pátio das Nações, cujo restauro dos 20 brasões da cúpula foi em fevereiro, e para o áureo Salão Árabe", refere a instituição, em comunicado.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Morreu o arquiteto Nuno Teotónio Pereira

O arquiteto Nuno Teotónio Pereira, de 93 anos, uma das mais destacadas figuras do urbanismo e da habitação em Portugal, morreu, esta quarta-feira, em Lisboa.
Nascido em Lisboa, em 1922, formou-se em arquitetura pela Escola de Belas Artes de Lisboa, foi autor e coautor de dezenas de projetos e também um histórico defensor de direitos cívicos e políticos durante o regime salazarista.
Em abril de 2015, Nuno Teotónio Pereira foi distinguido com o Prémio Universidade de Lisboa 2015, pelo exercício "brilhante" na área da arquitetura e como "figura ética".
São da sua autoria - ou em coautoria com arquitetos como Nuno Portas, Bartolomeu Costa Cabral e João Braula Reis - o Bloco das Águas Livres, classificado em 2012 como monumento de interesse público, a Torre de Habitação Social nos Olivais Norte, o chamado Edifício "Franjinhas" e a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, projetos realizados em Lisboa, distinguidos com Prémios Valmor.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Mosteiro de Santa-Clara-a-Velha mantém-se inundado e fechado ao público

Directora regional de Cultura do Centro responsabiliza EDP pelas inundações inesperadas e pela falta de informação
O Mosteiro de Santa-Clara-a-Velha, na margem esquerda do Rio Mondego, em Coimbra, continua inundado e vai manter-se fechado, “pelo menos até ao próximo domingo”, disse esta quarta-feira ao PÚBLICO a directora regional da Cultura do Centro (DRCC), Celeste Amaro.
Na sequência das inundações verificadas na passada segunda-feira, após as chuvas que caíram copiosamente na região Centro e Norte do país, o velho mosteiro, mais comummente conhecido como Convento de Santa Clara-a-Velha, ficou parcialmente submerso, e sofreu estragos materiais avultados, mas que Celeste Amaro considera ser ainda impossível quantificar.
“Prevemos que sejam dezenas de milhares de euros, mas só quando pudermos fazer um diagnóstico definitivo é que teremos uma noção mais exacta dos prejuízos”, acrescentou a responsável pela DRCC, que nessa altura irá enviar um relatório dos estragos à EDP.


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A história de Portugal dentro de muralhas.

Património da Humanidade com muito que contar. Da bisavó de Vasco da Gama ao COPCON. Reabre na sexta-feira após obras
Em 1763 foram precisos quase "30 anos, seis mil homens, quatro mil animais e 120 mil moedas de ouro" para erguer o Forte de Nossa Senhora da Graça, em Elvas, recorda o historiador Rui Jesuíno. Em 2015, foram precisos quase 11 meses, 220 trabalhadores a tempo inteiro e 6,1 milhões de euros para o restaurar e reabilitar a tempo de, na próxima sexta-feira, dia 27, reabrir as suas portas ao público. E, ao que ali poderá então ser visitado, a UNESCO chama Património Mundial da Humanidade desde 2012. Ano em a Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações (entre elas os fortes da Graça e de Santa Luzia) obtiveram tal classificação.
Concebido pelo Conde de Lippe (Friedrich Wilhelm Ernst Von Shaumburg-Lippe), um inglês convidado por Marquês de Pombal a reorganizar o exército português, o enorme forte foi primeiramente construído para proteger a cidade dos espanhóis que, durante a Guerra da Restauração (1641-1668) ali construíram uma fortificação no âmbito do cerco das Linhas de Elvas. A zona onde o forte viria a ser construído representava, por isso, um lugar através do qual a cidade poderia facilmente ser bombardeada.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Arquitectos Aires Mateus vencem concurso para museu suíço e batem três prémios Pritzker

Projecto de 85 milhões de euros para novo pólo cultural de Lausanne bate propostas assinadas por três prémios Pritzker.
A dupla de arquitectos portugueses Manuel e Francisco Aires Mateus venceu esta segunda-feira o concurso internacional para criar a nova casa de dois museus - o Museu da Fotografia de Elysée e o Museu de Design e Arte Contemporânea (Mudac) - em Lausanne, na Suíça. A sua solução, escolha unânime do júri, foi criar “um museu que não é um museu, são dois”, como disse ao PÚBLICO Francisco Aires Mateus: um único edifício que estará construído em 2020 e cuja obra está orçada em 85 milhões de euros.
“Desenhem-me dois museus” foi o pedido do Cantão de Vaud, cuja capital é Lausanne. “Um museu, dois museus, um espaço” foi a resposta da dupla Aires Mateus, que com a sua proposta deixou para trás no concurso três arquitectos que já receberam o prémio Pritzker: o japonês Shigeru Ban, a dupla japonesaKazuyo Sejima e Ryue Nishizawa (do atelier Sanaa) e o francês Jean Nouvel.