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sábado, 13 de agosto de 2016

Portuguesa distinguida por 'curta' sobre imigração

A curta-metragem "4242", de Sara Eustáquio, 16 anos, sobre o processo de adaptação de uma imigrante, recebeu o prémio de mérito, o segundo mais importante, nos IndieFest Film Awards, em Los Angeles, EUA, somando a terceira distinção internacional.

O trabalho da jovem de Torres Vedras já tinha conquistado uma menção especial de mérito do júri no BestShorts Competition, igualmente na Califórnia, e o prémio revelação no Festival Near Nazareth, em Israel. Na quinta-feira foi anunciada a nova distinção pelo festival norte-americano.
A 'curta', que também já foi selecionada para o Josiah Media Festival, que se realiza em outubro, no Texas, inspira-se na experiência da protagonista, a aluna romena Cristina Caldararu, de 18 anos, da mesma escola de Eustáquio, a Secundária Henriques Nogueira, em Torres Vedras.


Correio da Manhã

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Cinema: Os pássaros de João Pedro Rodrigues voam alto em Locarno

O realizador português João Pedro Rodrigues mostra amanhã, no Festival de Cinema de Locarno, "O Ornitólogo".
Um homem a olhar para pássaros no Douro Internacional. Pássaros que nos olham (a nós também, espectadores) e um santo pelo meio. Na floresta encantada de João Pedro Rodrigues há assombrações, desejo, sangue e um imaginário de lenda. Santo António, o padroeiro, em metamorfose com um ornitólogo.
É assim O Ornitólogo, de João Pedro Rodrigues, amanhã em competição no Festival de Locarno, uma coprodução da portuguesa Blackmaria e da francesa House on Fire, com financiamentos da brasileira Ítaca Filmes.


domingo, 31 de julho de 2016

Morreu Fernando Costa


Fundador da Cinemate tinha 79 anos. O produtor e diretor de fotografia Fernando Costa, fundador da Cinemate, morreu hoje, aos 79 anos, em Lisboa, em consequência de doença prolongada, disse à agência Lusa fonte daquela empresa cinematográfica. 

Fernando Costa morreu poucos meses depois de ter sido distinguido, em maio, pela Academia Portuguesa de Cinema, com um prémio Sophia de carreira. Fundador da Cinemate em 1965, uma das mais antigas empresas portuguesas de estúdios e equipamentos cinematográficos, e também de produção de cinema e televisão, Fernando Costa foi chefe electricista, operador de camâra, director de fotografia e produtor.

Correio da Manhã.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Seis filmes portugueses no festival de Locarno


Seis filmes portugueses, entre os quais "O ornitólogo", de João Pedro Rodrigues, e a animação "Estilhaços", de José Miguel Ribeiro, integram a competição do Festival de Cinema de Locarno, que decorre em agosto, na Suíça, foi hoje anunciado.
O programa do 69.º festival de Locarno -- marcado de 3 a 13 de agosto -- foi hoje revelado e conta com mais de uma dezena de filmes portugueses, seis selecionados para a competição internacional.
São os casos das longas-metragens Correspondência, de Rita Azevedo Gomes a partir das cartas escritas entre Jorge de Sena e Sophia de Mello Breyner Andresen, e O ornitólogo, de João Pedro Rodrigues. Ambos farão a estreia mundial em Locarno.


quarta-feira, 13 de julho de 2016

‘A Canção de Lisboa’ regressa aos cinemas


Filme tem nova versão. Por Duarte Faria Chega amanhã às salas de cinemas o último filme da trilogia dos clássicos do cinema português, um projeto idealizado por Leonel Vieira - que realizou as duas primeiras películas: ‘O Pátio das Cantigas’ e ‘O Leão da Estrela’. A nova versão de ‘A Canção de Lisboa’ traz César Mourão, no papel de Vasco Leitão (que no original coube a Vasco Santana), e a brasileira Luana Matau, como Alice (interpretada em 1933 por Beatriz Costa), como protagonistas. Vasco vive da mesada das tias, que moram no Porto e o consideram um aluno cumpridor. Mas Vasco, que afinal se dedica à stand-up comedy, prefere os bares e as mulheres bonitas, em particular, Alice, uma rapariga com talento para a música e filha do candidato a primeiro-ministro José Caetano (Miguel Guilherme). Até que as tias (interpretadas por Maria Vieira e São José Lapa) anunciam uma visita a Lisboa. Aí, tudo se complica... "O que não se vai complicar é a bilheteira porque vai ser um sucesso. O filme está muito bem conseguido", diz ao CM César Mourão. Já Luana Matau descreve que é um filme "leve, divertido e emocionante, que retrata muito bem Lisboa, e Portugal em ...

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Sete conversas com Luis Miguel Cintra entre a fé e a recusa



O Cego que Atravessou Montanhas recupera sete entrevistas que Tiago Bartolomeu Costa realizou a Luis Miguel Cintra durante um período de três anos. As conversas tinham sempre por mote a estreia de um novo espectáculo do encenador no Teatro da Cornucópia, mas extravasaram, em cada uma das ocasiões, essa circunstância. Por sete vezes, no gabinete de Luis Miguel Cintra, “nem rede de telemóvel, nem relógio a marcar o tempo”, descreve Bartolomeu Costa – na altura jornalista e crítico do PÚBLICO – no prefácio do livro publicado pela Orfeu Negro, assim foram registadas estas conversas que compõem um livro “livro sobre a vida, sobre a vontade de fazer” e, naturalmente, sobre o teatro.


terça-feira, 5 de julho de 2016

Coreia do Sul: Exposição “ Distant Rooms”, de Rui Chafes e Pedro Costa em Seul



O artista plástico Rui Chafes e o realizador de cinema Pedro Costa apresentam entre 25 de junho e 14 de agosto de 2016, no Ilmin Museum of Art de Seul, na Coreia do Sul, a sua quarta exposição conjunta, em que associam as esculturas do primeiro às imagens do segundo. O Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e a Embaixada de Portugal em Seul apoiam esta iniciativa.

A exposição conjunta de Rui Chafes e Pedro Costa, a decorrer no Ilmin Museum of Art, em Seul, Coreia do Sul, constituirá um momento especial e único para o público sul-coreano conhecer a obra deste dois artistas numa perspetiva de complementaridade e de jogos entre corpos (de escultura) e de luz (imagens de cinema).


domingo, 29 de maio de 2016

HOJE: RTP2 estreia série documental sobre a PIDE


O jornalista Jacinto Godinho recua ao "período oculto" através de dezenas de testemunhos. A estreia está marcada para as 21.30
Contar a história nunca antes contada da polícia política do Estado Novo. Desenterrar do passado os "rostos invisíveis por detrás da figura de Salazar". É a isto que se propõe a série documental "A PIDE antes da PIDE", que a RTP2 estreia esta noite, pelas 21.30.
Ao longo de nove episódios, o jornalista Jacinto Godinho dá a conhecer "mais de duas dezenas de testemunhas" que viveram nesse "período oculto", especificamente entre 1926 e 1945. O seu objetivo, conta ao JN, é "resgatar anos de jornalismo que não chegou a ser realizado". "Tudo aquilo que foi interessante nessa altura - os golpes, as revoluções - nunca vinham nas primeiras páginas dos jornais. Portanto, há uma história que não se conhece. São coisas que existem em palavras, nos livros, mas que não existem nas imagens. Este documentário aborda muitos desses nomes sem rosto, que estavam invisíveis por detrás da figura de Salazar e que acabariam por desaparecer da memória", explica.
O trabalho feito ao longo de "vários anos", com auxílio do arquivo da RTP, implicou um exaustivo processo burocrático. "Para identificar muitos dos agentes da PIDE nas imagens, precisei de consultar os arquivos de cadastro deles e, para isso, fazer uma série de pedidos à Assembleia da República", revela Jacinto Godinho.
O primeiro episódio, transmitido esta noite, será focado na figura de Agostinho Lourenço, primeiro diretor da PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, 1933) e da PIDE (1945). Este que ficou conhecido como o "anjo negro" de Salazar, foi o homem que comandou, durante 25 anos, os serviços secretos portugueses.


terça-feira, 24 de maio de 2016

Chile: Cinema Português presente no Festival de Cinema Europeu

Portugal estará representado na 18ª edição do Festival de Cinema Europeu que decorre no Chile, entre 26 maio e 5 de junho de 2016, com “O Cônsul de Bordéus” (2011), de Francisco Manso e João Correa, e “Alentejo Alentejo” (2014), de Sérgio Tréfaut. Este evento conta com o apoio da Embaixada de Portugal em Santiago do Chile e do Camões, I.P.
O primeiro filme, “O Cônsul de Bordéus”, relata a história verídica de Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus, que durante a Segunda Guerra Mundial desobedeceu a Salazar e concedeu vistos de entrada para Portugal a cerca de 30 mil refugiados, inscrevendo o seu nome na história da humanidade.
O segundo, um documentário, “Alentejo Alentejo” (2014), de Sérgio Tréfaut, leva o espectador numa viagem ao interior do Alentejo onde se descobrem as paisagens, tradições e modo de vida dos seus habitantes. Uma das mais interessantes tradições nascidas a Sul do Tejo está no cante alentejano, um coro polifónico entoado habitualmente por grupos de homens de todas as idades, embora existam também alguns grupos femininos.


quinta-feira, 14 de abril de 2016

Jorge Silva Melo, como se fosse um auto-retrato



Ainda não Acabámos, Como se Fosse uma Carta é o filme em que Jorge Silva Melo se põe a si mesmo no centro da acção. Como se fosse um auto-retrato, mais triste do que alegre, depois de vários anos e de vários filmes a fazer retratos de outros artistas.
Ainda não Acabámos, Como se Fosse uma Carta é o filme em que Jorge Silva Melo se põe a si mesmo no centro da acção. Como se fosse uma carta, ou como se fosse um auto-retrato, depois de vários anos e de vários filmes a fazer retratos de outros artistas, de Álvaro Lapa a Nikias Skapinakis. É um filme sobre Silva Melo agora, mas também sobre as memórias que transporta, e sobre o que ele tem para deixar, sobre um legado. O leitmotiv da estrutura do filme evidencia-o, encenando uma conversa entre o autor, realizador, encenador, e o actor João Pedro Mamede, o mais jovem membro da companhia Artistas Unidos, que Silva Melo fundou e dirige.
O que não impede que seja um filme libérrimo, cheio de diversões e divagações, construído também aqui, “como se fosse uma carta”. Fala de muita coisa: de Lisboa, do cinema, de amigos e companheiros desaparecidos. A impressão de perda assombra o filme, e quando no final ouvimos Silva Melo falar sobre “a alegria como algo que se conquista como se fosse uma cura” é impossível deixar de voltar à sequência inicial, às imagens da Lisboa Cidade Triste e Alegre dos anos 50 como impressa no livro de Victor Palla e Costa Martins, Lisboa que também é a da infância de Silva Melo. Tristeza e alegria são os polos entre os quais circula todo o filme.


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Paulo Branco: “Comprei os direitos do projecto Dom Quixote”


O produtor português Paulo Branco vai produzir O Homem Que Matou Dom Quixote, que pode começar a ser filmado em Setembro, em Portugal e Espanha, retomando o projecto do realizador Terry Gilliam com mais de 15 anos. 
“Comprei os direitos do projecto. O projecto é meu”, esclareceu na sexta-feira o produtor português ao PÚBLICO, ao telefone partir de Londres, acrescentando que o primeiro encontro com o realizador norte-americano tinha sido em finais de Fevereiro e que Terry Gilliam já tinha mesmo estado em Portugal para discutir o projecto. O filme será uma co-produção entre França, Espanha e Portugal.
A produtora de Paulo Branco anunciou na quinta-feira à noite, num breve comunicado, que ia produzir o “mítico projecto de Terry Gilliam”, um filme que tem argumento deste ex-Monty e de Tony Grisoni, numa adaptação do romance e clássico da história da literatura, Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes. Os meios de informação internacionais especializados em cinema, como a Hollywood Reporter ou a Variety, revelaram que o filme terá um financiamento de 16 milhões de euros.


domingo, 3 de abril de 2016

Filme de Leonor Teles volta a ganhar prémio, desta vez em Hong Kong


A Balada de um Batráquio conquista prémio de Melhor Curta no Festival de Cinema de Hong Kong.
A Balada de um Batráquio, da realizadora Leonor Teles, ganhou este sábado o Prémio Firebird da competição internacional de curtas-metragens do Festival de Cinema de Hong Kong, uma das montras de cinema mais importantes da Ásia, segundo anunciou a página de Facebook da produtora Uma Pedra no Sapato. 
O prémio Melhor Curta é uma das cinco distinções principais do festival, que este ano vai 40.ª edição, tendo a cerimónia de entrega decorrido esta noite em Hong Kong. O Firebird para Cinema Jovem, foi para Life After Life(2016), de Zhang Hanyi (China), o Firebird para Documentário paraBehemoth (2015), de Zhao Liang (China), o prémio FIPRESCI para The Island Funeral (2015), de Pimpaka Towira (Tailândia), e o prémio SIGNIS para Land Of Mine (2015), de Martin Zandvliet (Dinamarca).
A realizadora portuguesa de 23 anos já tinha ganho em Fevereiro deste ano o Urso de Ouro para as curtas no Festival de Cinema de Berlim com o mesmo filme de 11 minutos, onde explora os mal-entendidos e xenofobia em relação à etnia cigana, a propósito da superstição de colocar sapos de louça à porta das lojas para impedir a entrada de ciganos. Leonor Teles tem ascendência cigana por parte do pai.


Transformar Telheiras numa ilha da Polinésia


O novo filme de João Nicolau é uma produção à Hollywood, diz o produtor Luís Urbano.

Na fase dourada do cinema português de autor, seja no formato da curta ou da longa, há uma produtora que se destaca: O Som e a Fúria. Depois da invasão no Festival de Berlim, a estreia de John From, de João Nicolau volta a fazer olhar o cinéfilo para um percurso de ascensão internacional de uma casa de produção que já é uma "label" internacional. Atrás deste percurso, um homem, o produtor Luís Urbano, sócio desta aventura com Sandro Aguilar. O ex-membro da direção do Curtas Vila do Conde, foi o responsável de uma construção de uma aclamação internacional de nomes como o seu sócio Sandro Aguilar e João Nicolau, ambos sobretudo no circuito das curtas. Depois, claro, o caso Miguel Gomes, que desde Aquele Querido Mês de Agosto, se tornou num nome forte da cena internacional do cinema de autor.


segunda-feira, 28 de março de 2016

Cinema português volta às salas com "John From"


Foi revelado o primeiro trailer de John From, a segunda longa-metragem do português João Nicolau (A Espada e a Rosa), que tem estreia mundial no Brasil, mais precisamente na Competição Novos Diretores da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, um evento que arrancou no dia 22 de outubro e que se prolongará até 4 de novembro.
Produzido pelo O Som e a Fúria, John From segue Rita (Júlia Palha), uma adolescente que guarda uma paixoneta por um novo vizinho. Tal amorconduzirá todo uma comunidade a um novo ecossistema, aludido-se a uma ilha do Pacífico Sul. Segundo o realizador: "Assumidamente pudico e lúdico, este filme procura auscultar a lógica e as metamorfoses da paixão juvenil". Clara Riedenstein, Filipe Vargas, Leonor Silveira e Adriano Luz completam o elenco.


quarta-feira, 23 de março de 2016

Os Maias de João Botelho, Helena Almeida e Yvone Kane premiados pela SPA


Na música, os prémios da Sociedade Portuguesa de Autores foram para David Fonseca e para os Moonspell.
Os Prémios Autores 2016 foram entregues na terça-feira à noite em Lisboa e a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) distinguiu obras em áreas como a ficção televisiva, o romance, a música, o teatro ou as artes plásticas. Entre os vencedores está a adaptação televisiva do filme Os Maias - Cenas da Vida Romântica, de João Botelho, o romance O Olhar e a Alma de Cristina Carvalho, ou a exposição Helena Almeida: Minha obra é o meu corpo, o meu corpo é a minha obra. Na música houve prémios para David Fonseca ou Moonspell.
A Gala Anual da Sociedade Portuguesa de Autores decorreu na noite de terça-feira no Teatro Nacional D. Maria I, em Lisboa, e com o ministro da Cultura João Soares na assistência foram entregues os prémios que desde 2010 distinguem os melhores trabalhos do ano anterior, mas também carreiras – como a do encenador Carlos Avillez, que com o Teatro Experimental de Cascais recebeu o Prémio Vida e Obra de Autor Nacional.
No teatro Nuno Cardoso teve o Melhor Espectáculo, Demónios, e os melhores actores foram Sofia Marques por Lisboa famosa, portuguesa e milagrosa e Miguel Moreira por Ricardo III. De acordo com a lista disponibilizada pela SPA no seu site, o Melhor Texto Português Representado foi de Jorge Listopad - Para uma encenação de Hamlet.
No cinema, a SPA distinguiu Yvone Kane como Melhor Filme e como tendo o Melhor Argumento, ambos de Margarida Cardoso. As Mil e uma Noites, de Miguel Gomes, ficou-se pela distinção de Melhor Actriz, Joana de Verona, e o de Melhor Actor foi José Mata por Amor Impossível.
A coreografia de Tiago Rodrigues para A perna esquerda de Tchaikowski foi considerada a melhor no sector da Dança. A Melhor Exposição de Artes Plásticas foi Helena Almeida: Minha obra é o meu corpo, o meu corpo é a minha obra.
Se na ficção televisiva o vencedor foi Botelho, com uma série transmitida na RTP, o segundo canal público recebeu também o prémio de Melhor Programa de Entretenimento com Visita Guiada, de Paula Moura Pinheiro. Na informação o prémio da SPA foi para Sofia Arêde, da SIC Notícias, com Sobreviventes.


terça-feira, 15 de março de 2016

"Noyola" vai ser o primeiro filme português de animação para adultos


O projeto dos realizadores José Miguel Ribeiro e Jorge António só deverá estrear em 2020.
Os realizadores José Miguel Ribeiro e Jorge António estão a preparar uma longa-metragem de animação, "Noyola", que é um projeto pioneiro no cinema português, com quatro milhões de euros de orçamento.
Uma semana depois de terem estado no Cartoon Movie, em França, a apresentar o projeto para potenciais coprodutores, agentes e distribuidores, os dois realizadores e o argumentista Virgílio Almeida revelaram o trabalho de preparação já feito, hoje em Lisboa, no âmbito doFestival Monstra.
"Noyola", que está ainda em fase de montagem financeira, será a primeira longa-metragem de animação portuguesa para adultos, que combinará técnicas de animação e imagem real e que tem ambições internacionais.



Curta-metragem portuguesa premiada em festival na Finlândia

A curta-metragem Blood Brothers, em que Marco Espírito Santo e Miguel Coimbra acompanham uma noite na vida dos Forcados Amadores de Montemor-o-Novo, foi distinguida, este domingo, com o prémio de Melhor Documentário na 46.ª edição do Festival de Cinema de Tampere, na Finlândia.
O prémio foi decidido pelo júri da competição internacional do certame, composto pelos realizadores Lauris Abele (Letónia), Tatu Pohjavirta (Finlândia) e Alina Rudnitskaya (Rússia), e ainda pelo argumentista italiano Enrico Vannucci e pelo músico norte-americano E.G. Bailey.
O prémio principal do festival, que decorreu entre 9 e 13 de Março, foi atribuído ao filme experimental de ficção vietnamita The Living Need Light, The Dead Need Music (2014), realização colectiva do The Propeller Group, sobre os rituais funerários daquele país.
Blood Brothers é a primeira experiência na realização de Miguel Coimbra, que até agora tem trabalhado sobretudo em publicidade. Já Marco Espírito Santo tem aqui o sexto título de uma filmografia iniciada há já uma década, em que associou a curta-metragem ao videoclip, depois de ter frequentado a London Film School.


domingo, 13 de março de 2016

Cineasta português Vasco Nunes morre em acidente de viação


O cineasta português Vasco Nunes faleceu este sábado, aos 41 anos, em Los Angeles, onde trabalhava há mais de década e meia, vítima de um acidente de viação.

A carreira de Vasco fica marcada por passagens pela CNN Atlanta, Discovery e TVE, assim como pela participação nas filmagens do filme «O Renascido» que valeu um Óscar a Leonardo Dicaprio.

Antes de se fixar nos Estados Unidos, Vasco, que começou a carreira em Portugal, passou ainda por Espanha e Alemanha.


quarta-feira, 2 de março de 2016

Morreu a realizadora Noémia Delgado, pioneira do Cinema Novo


Ligada ao cinema documental, a cineasta, que morreu hoje em Lisboa aos 82 anos, trabalhou ainda como assistente de montagem de Manoel de Oliveira e Paulo Rocha. Foi casada com Alexandre O'Neill

A realizadora portuguesa Noémia Delgado, ligada ao cinema documental e ao Cinema Novo, considerada uma das mulheres pioneiras no cinema português, morreu esta quarta-feira em Lisboa aos 82 anos, disse à agência Lusa fonte ligada à família.

Noémia Delgado nasceu em 1933 em Angola, passou a infância em Moçambique e na década de 1950 rumou a Lisboa, onde frequentou o curso de escultura da Escola Superior de Belas Artes.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Leonor Teles: “Se vamos falar de coisas sérias, porque não de um modo divertido?”


A jovem realizadora portuguesa confessa que nem a excelente recepção que Balada de um Batráquio teve no Festival de Berlim a faria esperar este resultado.
Leonor Teles está genuinamente surpreendida pela sua vitória na competição de curtas de Berlim. Mesmo ao telefone com o PÚBLICO, acabada de saír da curtíssima conferência de imprensa e pelo meio do turbilhão de felicitações habitual nestas ocasiões, confessa que nem a excelente recepção que Balada de um Batráquio teve no festival a faria esperar este resultado.
“Não, não, é mesmo completamente inesperado. Porque para mim este filme é uma parvoíce, é um filme com uma forma tosca, que tem um só objectivo: partir sapos. Ninguém me disse nada, estou eu ali sentada e de repente dizem o meu nome, e eu a pensar, não, isto não pode ser...”
É mesmo por isso que Balada de um Batráquio não é parvo nem tosco. Filha de pai cigano, a realizadora tem um especial interesse pela relação ainda muito tensa entre a etnia cigana e a sociedade – o filme debruça-se sobre a superstição de colocar sapos de louça à porta das lojas para impedir a entrada de ciganos, como maneira de lhes impedir o acesso a uma “vida normal”, e assume uma dimensão de farsa quase burlesca, com a própria equipa do filme a entrar em lojas com sapos na montra para os partir. Foi dessa ideia de “partir os sapos” - entendida como o quebrar de um tabu xenófobo – que Leonor Teles construiu todo o filme.