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sábado, 6 de agosto de 2016

A violinista que veio da Polónia para encontrar um lugar no fado

 

Natalia Juskiewicz, violinista polaca formada pela academia de música de Poznan. Desde o ano 2000 em Portugal, hoje leva a música portuguesa além-fronteiras com o projeto Um Violino no Fado
Afinal a saudade não é um exclusivo português. Também se sente em polaco e escreve-se tesknota. "O sentimento que está à volta da palavra é igual e, tal como em português, também é muito difícil de definir", explica Natalia Juskiewicz. "Temos saudades do passado e do futuro. De algo que vivemos ou que talvez nunca venha a acontecer. Por isso o fado tem muitos admiradores na Polónia. As pessoas são capazes de reconhecer essa coisa que é mais forte e que vai além do estilo musical.


quarta-feira, 27 de julho de 2016

Fado: Google dá os parabéns a Severa


Quem usar o Google hoje pode ficar a saber mais sobre Maria Severa Onofriana, a Severa. A fadista nasceu em Lisboa há 196 anos e o motor de busca assinala a data com um dos seus doodles.

Anjos, 26 de julho de 1820. Nasce na rua da Madragoa aquela que é considerada por muitos a fundadora do fado, hoje razão de ser da imagem que acompanha a barra de pesquisa do motor de busca mais popular do mundo.

Duplo clique e abre-se a janela para um vídeo onde se conta a história da fadista que levou o fado para as ruas da Mouraria, tirando-o das tabernas, o único local onde existia até essa altura, e influenciou cantores e compositores muito depois da sua morte.


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Cuba: Concerto «Fados de Portugal» em Havana


Com o apoio da Embaixada de Portugal em Havana, do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e do Teatro Lírico Nacional, será apresentado no dia 29 de julho de 2016, às 18h00, na Basílica Menor de San Francisco de Asís, em Havana, o concerto “Fados de Portugal” com jovens e destacados solistas cubanos a interpretarem conhecidos fados portugueses, na língua de Camões. As partituras foram cedidas pelo Museu do Fado, em Lisboa.
Entre os títulos escolhidos para este espetáculo, destaque para “Lágrimas”, “Medo”, “Lisboa Menina e Moça”, “Uma Casa Portuguesa” e “Canção do Mar”, fados popularizados por intérpretes como Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, Mariza, Dulce Pontes, entre muitos outros.


Instituto Camões. 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Joana Amendoeira apresenta novo álbum em Vila Real



Artista lança o nono álbum na carreira. Por Lusa A fadista Joana Amendoeira apresenta esta sexta-feira, na Associação Cultural Zona Livre, em Vila Real, o seu novo álbum, "Muito depois". A seguir a Vila Real, a fadista vai atuar, no sábado, às 21h30, em Lamego, no Teatro Ribeiro da Conceição, e, no domingo, às 16h00, na FNAC de Viseu. Joana Amendoeira, em todos os espetáculos, é acompanhada pelos músicos Pedro Amendoeira, na guitarra portuguesa, Rogério Ferreira, na viola, e António Quintino, no contrabaixo. No texto que acompanha o CD, Torres da Silva afirma que "foi quase por acaso" que se encontrou com a fadista e começaram juntos a "sonhar" este disco. "Desde esse primeiro dia, até à finalização deste disco, não se passaram muitas semanas, mas parece que se passou uma vida de tantas coisas que fomos descobrindo juntos; tantas palavras dentro de mim, tantas vozes dentro dela [Joana Amendoeira], tantos sons nos dedos dos magníficos músicos que a acompanham", afirma o autor de "Meu amor abre a janela".

Correio da Manhã

terça-feira, 24 de novembro de 2015

"O fado é como a mãe dos portugueses"

Sobe ao palco do Campo Pequeno, em Lisboa, no mesmo dia em que se celebra o aniversário da consagração do fado a Património Cultural Imaterial da Unesco. Quão importante é para si a união destas datas?
Não foi planeado mas, de alguma maneira, acaba por fazer muito sentido o concerto neste dia. Celebrar o fado no coração de Lisboa, naquele que é o Dia Mundial do Fado e, ao mesmo tempo, apresentar o meu disco Canto como forma de agradecimento às pessoas que me viram crescer como pessoa, como artista e que ainda me ajudam a crescer.

O que mudou desde então?
As pessoas ficaram mais despertas. Mas não acho que seja essa a razão que contribui para o fado estar como está, até porque o facto de o fado ter sido consagrado património resulta de um trabalho que vem desde as gerações passadas. Cabe-nos a nós continuar a representá-lo e a respeitá-lo.



quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Se o fado se canta e chora, também se pode dançar

O novo álbum de Ana Moura é um disco livre onde o fado coabita com os mais diversos estímulos. Como ela nos diz: “Sou uma mistura”
O seu último álbum, Desfado (2012), universalizou-a, constituindo o maior sucesso dos últimos anos da música portuguesa. Ana Moura, 36 anos, com trajecto iniciado na alvorada dos anos 2000, é hoje provavelmente a fadista mais reconhecida entre e fora de portas.
Nesse contexto o seu sexto e novo álbum, Moura, que chegará às lojas a 27 de Novembro, poderá representar responsabilidades acrescidas, mas ela sorri quando lhe lançamos a questão. “Não sinto isso. Com o anterior álbum conquistei a grande liberdade de gravar o que me apetece sem pensar se as pessoas se vão sentir identificadas ou não. Claro que desejo que isso suceda – e felizmente aconteceu, mas não penso muito nisso e esse despreendimento constituiu uma enorme conquista para mim.”

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

“Às vezes devíamos ter a coragem de assumir que a culpa não é só dos outros”

Fado Veneno, o novo disco da fadista Luísa Rocha, tem esta sexta-feira a primeira apresentação em sala, no ciclo Há Fado no Cais. Será no CCB, às 21h.
Já lá vão quatro anos desde que Luísa Rocha se estreou em disco a solo, comUma Noite de Amor, que teve como “padrinho” (e produtor musical) o violista Carlos Manuel Proença. Por sinal filho de uma das vozes do fado que ela mais ouvia na infância, Maria Amélia Proença. Esta, a par de Amália, Marceneiro, Carlos do Carmo, Maria Teresa de Noronha ou António Rocha foram as vozes que a ajudaram a crescer como fadista.
Fado Veneno, disco que Luísa Rocha está a lançar este ano, já teve uma apresentação breve e parcial no festival Caixa Alfama, mas só agora é apresentado em sala, no ciclo Há Fado no Cais. Será esta sexta-feira, no Pequeno Auditório do CCB, às 21h. Quem ouviu Uma Noite de Amor, que teve edição entusiasmada de David Ferreira, descobriu nele uma voz que, já rodada nas casas de fado, mostrava um vinco pessoal promissor. Hoje, Luísa Rocha destaca uma evolução positiva entre os dois trabalhos, mantendo-se Carlos Manuel Proença na produção do disco novo. 

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Mafalda Arnauth é a nova vocalista dos Atlantihda

"Parece que voltei de novo à adolescência", afirma a cantora.
A cumprir 20 anos de carreira, Mafalda Arnauth optou por fugir às celebrações convencionais que quase sempre resultam num novo disco ou num daqueles espetáculos para os quais se convidam os amigos todos e, contra todas as expectativas, aceitou o desafio de se reinventar como a nova vocalista/intérprete dos Atlantihda, banda que outrora contou com Gisela João na voz. O encontro deu-se em outubro de 2014 e o desafio lançado pelo produtor Frederico Pereira apanhou a própria fadista de surpresa. "Foi um convite inesperado, mas que veio na altura certa, em que comemoro 20 anos de carreira e não sabia o que tinha de novo para acrescentar. Em vez de uma celebração convencional, este é quase um voltar ao início", desabafa Mafalda Arnauth. O resultado é agora o primeiro disco conjunto Mafalda Arnauth & Atlantihda, um registo que evoca o fado (como não podia deixar de ser), mas que na verdade é muito mais do que fado, abraçando outras músicas tradicionais portuguesas e do Mundo, algo que a fadista desmistifica.


domingo, 6 de setembro de 2015

Ana Moura volta aos Estados Unidos para gravar álbum


O novo álbum, ainda sem título, será editado ainda este ano. A fadista Ana Moura está nos Estados Unidos a gravar um novo álbum, sucessor de "Desfado", de 2012, e no qual volta a contar com produção de Larry Klein, anunciou a editora Universal Music. A cantora revelou no início desta semana, através das redes sociais, que estava em Los Angeles para gravar um novo álbum, novamente nos Henson Recording Studios e com a participação de Larry Klein, que já produziu "Desfado". O novo álbum, ainda sem título, será editado ainda este ano.

   Ana Moura, que editou o primeiro álbum em 2003, é uma das vozes do fado que tem tido mais projeção internacional, tendo colaborado com nomes como Prince, Rolling Stones e Caetano Veloso. "Desfado", que teve edição internacional pela Decca, está há mais de dois anos na tabela nacional de vendas e atingiu já a quadrupla platina. Foi gravado entre Almada e Los Angeles, com a participação de Herbie Hancock, valeu-lhe elogios da crítica internacional e foi reeditado em 2014 acompanhado de um álbum ao vivo, gravado no festival Caixa Alfama, em Lisboa. Com esta versão ao vivo, a fadista conquistou o Prémio Amália para o Melhor Disco do Ano. Este mês, Ana Moura regressa ao festival Caixa Alfama, com um concerto no dia 19. No outono atuará na Bulgária, na Turquia e na Austrália. In Correio da Manhã.

sábado, 15 de agosto de 2015

Cristiana Águas na Áustria


   A cantora portuguesa Cristiana Águas estreia-se no sábado, na Áustria, onde atua em Innsbruck e Viena, dois concertos em que apresenta o seu álbum de estreia, editado em setembro do ano passado. No sábado, Cristiana Águas sobe ao palco da Treibhaus, em Innsbruck, e, na segunda-feira, atua no Teatro Spittelberg, em Viena. O álbum, produzido pelo músico brasileiro Pierre Aderne, é constituído por onze temas, nove deles inéditos, mas nenhum gravado numa melodia tradicional de fado. Reconhecendo que nenhum dos temas é fado tradicional, em declarações à Lusa, a intérprete argumentou: 
   "Não sendo fados tradicionais, eu não diria que alguns dos temas que canto não são fados, cito por exemplo 'Margem', de Pedro Esteves [música e letra], que retrata Lisboa na loucura da agitação, 'Tristes Pássaros', que é quase uma metáfora da vida, assim como 'Ingravidez', de Diogo Vassalo e Lio Minax".
    "O fado não está propriamente nas sonoridades em que cantamos, mas na forma como cantamos e na alma e nos sentimentos que damos ao que cantamos. Além de todos os ritmos que são encontrados neste CD, como fadista que sou, e canto desde sempre fado, cante o que cantar vai ser sempre fado", afirmou.


sábado, 25 de julho de 2015

O fado maior e sem fronteiras de Ricardo Ribeiro em Sines



O fadista inaugurou ontem o palco do castelo de Sines, no sexto dia de Músicas do Mundo. Horas antes, encontrámo-lo no camarim para falar da antiga vida de pastor e da música

Ao sexto dia, o Festival Músicas do Mundo (FMM) tomou o castelo de Sines. Tínhamos Destino Marcado com Ricardo Ribeiro, que com esse fado, que abre o álbum Largo da Memória, inaugurava o palco do Castelo.
Horas antes, sentado no seu camarim de cigarro na mão - perguntamos-lhe se não lhe ralham por causa da voz e logo responde que é ele quem ralha a si mesmo - lança: "Eu costumo dizer por brincadeira que eu só canto, depois de cantar sou uma volumosa ficção. Não me importo muito, o que importa é o que faço."

domingo, 19 de julho de 2015

Porto: Ewan McGregor rendido à guitarra portuguesa

         

O som do Fado viaja, com frequência, até terras estrangeiras pelas mãos e voz dos portugueses mas, desta vez, vai voar até Los Angeles, nos EUA, na mala do ator escocês Ewan McGregor. Durante uma visita ao Porto, a estrela de filmes como "Moulin Rouge" ou "O Impossível" rendeu-se à guitarra portuguesa e acabou por comprar uma para recordação. 


         McGregor, de 44 anos, está a passar férias na Invicta - como provam várias fotografias publicadas pelo ator nos últimos dias na sua conta oficial do Instagram, e passou, na sexta-feira, pela loja de instrumentos de cordas Porto Guitarra, no Largo dos Lóios, onde começou por comprar um cavaquinho.


14 mil referências ao Fado nos media internacionais

O Fado conquistou, definitivamente, a imprensa mundial. Um estudo realizado pela empresa de comunicação Cision revela que a palavra "Fado" foi mencionada 30.986 vezes, durante o último ano, em 100 países diferentes.


O número apurado pela Cision relativamente à quantidade de referências desta palavra intraduzível e tipicamente portuguesa, é impressionante: das 30.986 vezes que a palavra foi mencionada, 13.968 foram referências em meios de comunicação fora de Portugal.

Entre os países cujos meios de comunicação online mais vezes mencionaram o Fado estão os EUA, com 3997 referências, a vizinha Espanha, com 1879, a Alemanha, com 1500 e, por último, o Brasil com 1087 referências.


terça-feira, 16 de junho de 2015

Gisela João estreia-se em Paris




Sobre a estreia, o jornal francês 'Le Monde' escreveu que "Com a inocência de uma boneca, Gisela João vira o fado do avesso".
A fadista Gisela João estreou-se em Paris com um concerto no Théâtre de la Ville, na quinta-feira - o primeiro de muitos, já que a portuguesa vai ficar na capital francesa até 28 de junho. A cantora estreou-se no âmbito do festival "Chantiers d"Europe", que promoveu vários espectáculos portugueses.
A fadista era apresentada pelo Théatre de la Ville na categoria "Música do Mundo" e como "personificando a renovação do fado", que "abandonou muito do seu desgosto e dor", ao interpretar um reportório que inclui "diferentes géneros: canções escritas por poetas, jazz e mesmo pop".

domingo, 7 de junho de 2015

Afinal também há fado no Porto



Comerciantes esperam grande afluência de público na primeira edição do Caixa Ribeira. Por Nelson Rodrigues A cidade do Porto também gosta de fado. Na zona ribeirinha, mesmo junto à margem do rio Douro, também há fadistas e há casas que abrem as portas a intérpretes deste género musical que faz parte da cultura e identidade de Portugal. Com a realização da primeira edição do Caixa Ribeira, nos dias 12 e 13 de junho, os moradores da Invicta e os comerciantes esperam grande afluência de público porque, afinal de contas, também há fado no Porto. "Este género de eventos é ótimo para que as pessoas percebam que não é só em Lisboa que há fado. No Norte também se canta e também se ouve fado. E é possível trazer pessoas à cidade para ver bons espetáculos com bons artistas", conta Renata Coelho, comerciante. O Caixa Ribeira vai servir não só para promover o fado mas também para mostrar a cidade. "Acho que vamos ser visitados por muita gente de fora. O Porto está em crescimento, está na moda. Este evento vai dar uma visão diferente do fado, muito mais aberta", revela Jorge Ramos, gerente do restaurante Tram. "É importante para o Porto e para o País poder mostrar esta nova geração de fado que não vive tanto das lamúrias nem da tristeza.  In Correio da Manhã.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Carminho, la fadista del siglo XXI



La revelación portuguesa presenta su tercer disco, ‘Canto’, un álbum "autobiográfico" en el que plasma su identidad a base de mezclar tradición e innovación, acompañada de artistas de la talla de Caetano Veloso, Carlinhos Brown o Javier Limón.

MADRID.- "El más hermoso florecimiento del fado entre los jóvenes portugueses". Con esas palabras definía el brasileño Caetano Veloso a Carminho (Lisboa, 1984), que con sólo tres discos ya es considerada la fadista del siglo XXI. Sin "pretensiones” de cambiar la música tradicional portuguesa, se sumerge en Canto, un álbum "autobiográfico" en el que plasma su identidad a base de mezclar tradición e innovación. Dos premisas que la convierten en toda una revelación musical. "No quiero cambiar el fado. Tengo un amor muy grande por él. Es como la raíz de un árbol que está fija, pero después sus hojas pueden volar y expresarse por su cuenta".
Hija de la fadista Teresa Siqueira, creció en el escenario de la taberna que sus padres tenían en Lisboa, donde cantaba las canciones que su madre escogía meticulosamente. "Se lo agradezco porque me ha dado una lección de honestidad. Tienes que cantar aquello en lo que crees".

Público, España.