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terça-feira, 5 de julho de 2016

Eduardo Lourenço distinguido pela Academia Francesa pela divulgação da língua


O filósofo Eduardo Lourenço, de 93 anos, foi galardoado com o Prémio de Divulgação da Língua e Literatura Francesas pela Academia Francesa, em Paris, por ter escrito parte da sua obra em francês.
De acordo com o sítio online da Academia Francesa, o crítico e ensaísta português é um dos cinco distinguidos com este prémio, a par do suíço Jean Paul Barbier-Mueller, da italiana Elena Fumagalli, da libanesa Mona Makki-Gallet e ainda da Alliance Française, em Abu Dabi. (...)

Eduardo Lourenço de Faria, nascido em 1923 no concelho de Almeida, distrito da Guarda, frequentou o curso de Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde foi depois professor assistente. Partiu para França em 1949, onde se encontra radicado até hoje, mas manteve sempre uma forte ligação a Portugal, escrevendo várias obras sobre a sociedade e identidade portuguesa.


domingo, 10 de janeiro de 2016

Eduardo Lourenço, o cidadão preocupado com a perda do espaço privado

Eduardo Lourenço, um dos mais reconhecidos ensaístas portugueses, junta, a partir deste domingo, o Prémio Vasco Graça Moura-Cidadania Cultural a outros com que tem sido distinguido, como o Prémio Pessoa, em 2008, e o Prémio Camões, em 1995.

O filósofo e ensaísta, que confessou, em 2014, nunca ter visitado a Internet, reconheceu "a felicidade nos jovens que encontram nesse espaço visibilidade", mas mostrou-se preocupado com a "transformação do espaço privado em espaço público".
Nascido há 92 anos, em S. Pedro do Rio Seco, no concelho de Almeida, na Beira Alta, frequentou a escola primária local e matriculou-se, posteriormente, no Colégio Militar, em Lisboa, onde concluiu o curso em 1940.
Inscreveu-se na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, desistindo para prestar provas, mais tarde, em Ciências Histórico-Filosóficas, na Faculdade de Letras da mesma instituição, licenciatura que concluiu em 1946, tendo apresentado uma tese sobre "O Sentido da dialética no idealismo absoluto", publicada mais tarde.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Eduardo Lourenço vence 1.ª edição do Prémio Vasco Graça Moura


O Prémio Vasco Graça Moura-Cidadania Cultural foi atribuído, por unanimidade, ao ensaísta Eduardo Lourenço, de 92 anos, anunciou, este domingo, a Estoril-Sol, que instituiu o galardão, em parceria com a editora Babel.
O prémio, que é atribuído hoje pela primeira vez, tem periodicidade anual e o valor pecuniário de 40 mil euros, tendo sido criado em homenagem à memória do escritor e político Vasco Graça Moura, falecido em abril de 2014.
O vencedor é divulgado no dia em que Vasco Graça Moura celebraria o seu 74.º aniversário.
O júri do galardão foi presidido por Guilherme d'Oliveira Martins, do Centro Nacional de Cultura, e, na ata, a que a Lusa teve acesso, lê-se que depois de apreciados os nomes das várias candidaturas propostas, Eduardo Lourenço recolheu "a unanimidade", em função do seu "percurso intelectual", que "corresponde inteiramente aos objetivos definidos aquando da criação deste prémio".


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Prémio Eduardo Lourenço 2015




Encontram-se abertas as candidaturas à 11ª edição do Prémio Eduardo Lourenço, galardão instituído pelo Centro de Estudos Ibéricos destinado a premiar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cultura, cidadania e cooperação ibéricas.

O Prémio, no montante de 7.500,00€ (sete mil e quinhentos euros), será atribuído por um júri constituído pelos membros da Direção do Centro de Estudos Ibéricos (Reitor da Universidade de Coimbra, Reitor da Universidade de Salamanca e Presidente da Câmara Municipal da Guarda) e por mais oito personalidades sendo, no presente ano, presidido pelo Reitor da Universidade de Coimbra.

Nota:O Prémio foi instituído em 2004 e foi conquistado pelo pessoano Jerónimo Pizarro (2013), que esteve em Caracas, em 2012, convidado pelo Instituto Português de Cultura.

Mais aqui...

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Ensaísta Eduardo Lourenço internado


O filósofo e ensaísta Eduardo Lourenço encontra-se internado desde segunda-feira à tarde no Hospital da Luz, em Lisboa, disse, esta terça-feira, fonte próxima da família.

A hospitalização do ensaísta de 90 anos obrigou ao cancelamento da palestra, marcada para quarta-feira, em Lisboa. Promovida pelo Clube Português de Imprensa, Centro Nacional de Cultura, a iniciativa integrava-se no ciclo "Portugal: que Estado, que sociedade, que soberania?".

O autor de "Labirinto da saudade" seria o primeiro convidado de um novo ciclo de jantares-debate, subordinado àquele tema, a realizar no Grémio Literário, em Lisboa.

Eduardo Lourenço nasceu a 23 de maio de 1923 em S. Pedro de Rio Seco, no concelho de Almeida, distrito da Guarda. Entre os galardões que recebeu contam-se o Prémio Camões, em 1996, e o Prémio Pessoa, em 2011.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Eduardo Lourenço recebe prémio e elogia “galáxia” de Pessoa...

A lista de distinções é vasta, mas o ensaísta e crítico literário Eduardo Lourenço, de 88 anos, subiu ontem ao palco da Culturgest, em Lisboa, para receber o Prémio Pessoa 2011 com a mesma modéstia que o júri lhe reconhece: "É mais do que uma honra. É uma dificuldade extrema de estar à altura da circunstância." E enganou-se quem achava que o laureado iria falar de um Portugal daqui a 25 anos: ‘Pessoa ou a porta aberta’ foi o título que deu à sua intervenção.
Numa plateia com as mais altas figuras do Estado, como o Presidente da República e o primeiro-ministro, Lourenço recordou Fernando Pessoa como alguém que "alterou o estatuto da poesia na sua essência e na sua forma", através dos heterónimos e da sua visão do mundo.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Eduardo Lourenço: "A crise não é uma ameaça"

O ensaísta e filósofo Eduardo Lourenço considera que a crise económica por que a Europa está a passar não representa uma ameaça à Cultura porque "o sujeito da Cultura é cada geração que vem" e isso, diz, "é imortal".

O professor, galardoado com o prémio Pessoa 2011, esteve em Paris, na terça-feira, na cerimónia que assinalou a mudança na direção do Centro Cultural da Fundação Calouste Gulbenkian em França.  

Em declarações à agência Lusa, Eduardo Lourenço sublinhou a importância da Fundação, "uma espécie de prenda que nos caiu do céu", e considerou que, apesar do momento difícil por que Portugal e a Europa...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Eduardo Lourenço é o Prémio Pessoa 2011

O filósofo e ensaísta Eduardo Lourenço foi distinguido com o Prémio Pessoa que desde 1987 premeia figuras com um papel relevante nas áreas da cultura e da ciência.
O anúncio foi feito, como habitualmente, no Palácio de Seteais em Sintra por Francisco Pinto Balsemão, que preside ao júri também constituído por Fernando Faria de Oliveira (Vice-Presidente), António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga e Rui Magalhães Baião.
"Num momento crítico da História e da sociedade portuguesa, torna-se imperioso e urgente prestar reconhecimento ao exemplo de uma personalidade intelectual, cultural, ética e cívica que marcou o século XX português", escreveu o júri em comunicado sobre a escolha de Eduardo Lourenço, homenageando "a generosidade e a modéstia desta sabedoria, que tendo deixado uma marca universal nos Estudos Portugueses e nos Estudos Pessoanos, nunca desdenhou a heteredoxia nem as grandes questões do nosso tempo e da nossa identidade".

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Portugal e Espanha: um destino comum

Falando à agência Lusa na Embaixada de Espanha, à margem da sessão de entrega da Comenda da Ordem do Mérito Civil, outorgada pelo rei Juan Carlos, Eduardo Lourenço considerou a distinção como um reconhecimento pelo interesse que tem manifestado “em relação à cultura peninsular em geral e à espanhola enquanto tal”.“Sempre lutei por uma compreensão maior entre as nossas duas culturas e agora, que estamos no contexto da Europa, Portugal e Espanha têm um destino ainda mais comum”, sublinhou o pensador português, para quem a entrega da comenda “foi um momento de aproximação entre aquilo que há de melhor em Espanha, que é a cultura deles, e aquilo que há de melhor entre nós, que é a nossa própria cultura”.

Mais em Público.