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sexta-feira, 6 de março de 2015

O poeta sem biografia



Fernando Echevarría, na semana passada distinguido com o prémio Casino da Póvoa, anunciado e entregue na 16ª edição do festival Correntes D’Escritas, é o autor de uma obra poética grandiosa, que sempre permaneceu impermeável às determinações prosaicas da chamada “vida literária”.
Este poeta nascido em Espanha, em 1929, filho de um pai português e de uma mãe espanhola, veio com a família, aos dois anos de idade, morar em Grijó, Vila Nova de Gaia. No dia em que lhe entregaram o prémio, na Póvoa de Varzim, comemorava os seus 86 anos. Estas informações bastante sumárias constam de uma “Nota Biográfica” incluída no volume de quase novecentas páginas, em papel bíblia, que recolhe todos os seus livros até 2006. Chama-se Obra Inacabada, foi editado pela Afrontamento e prefaciado por Maria João Reynaud (na verdade, um prefácio que é um estudo extenso e profundo). O livro agora premiado saiu já no final de 2013 (também na Afrontamento) e intitula-se Categorias e Outras Paisagens

sábado, 31 de janeiro de 2015

"Nem em Portugal se sabe a dimensão do Ruy Belo"


Manoel Ricardo Lima elaborou edição das obras completas do poeta no Brasil.
O poeta e professor universitário que desafiou a Editora 7letras, do Rio de Janeiro, a editar a poesia completa de Ruy Belo - os nove livros começaram a ser publicados em 2013, ano de celebração dos 80 anos do nascimento do autor, até ao final do ano passado - estranha a razão por que no Brasil não se tem a verdadeira dimensão da sua "obra seminal". Mais: Manoel Ricardo Lima considera que nem em Portugal, país de nascimento de Belo, em Rio Maior, se tem a noção da sua importância.
"A poesia do Ruy Belo tem que ver com uma sofisticação de pensamento, não é apenas um achado intuitivo, achados que têm, sim, todo o valor, mas é também e principalmente uma construção muito elaborada de um poeta que se constituiu em torno do livro como forma de vida e da vida como uma espécie de desenho para o livro", resume Lima, poeta de 44 anos, nascido no Piauí, Nordeste do Brasil, e professor de literatura na UNIRIO.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Cruzeiro Seixas: 'Estamos todos desesperados à procura de uma ideia nova'

Da mesma forma como na vida pessoal, Cruzeiro Seixas seguiu na arte o que lhe apareceu de melhor, e até hoje nada superou o Surrealismo. Aos 90 anos conclui: «Estamos todos desesperados à procura de uma ideia nova».


«Falta qualquer coisa no mundo» disse o artista plástico e poeta durante uma entrevista à agência Lusa no Estoril, onde reside há dois anos, num lar. Deixou de desenhar e pintar, mas continua a receber muitos convites para expor a vasta obra.


A próxima mostra antológica - com 49 obras de pintura, desenho e escultura - abre a 17 de Setembro, em Lamego, organizada no âmbito da terceira edição do Plast&Cine, onde decorrerá uma conferência internacional dedicada ao artista considerado um dos expoentes do Surrealismo em Portugal.




Sol

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Presença assinala 15 anos sobre a morte de Mourão-Ferreira

A Presença relança esta quinta-feira «As Quatro Estações», assinalando deste modo os 15 anos sobre a morte de David Mourão-Ferreira, «o grande poeta do amor».

Referência fundamental da história da literatura e da cultura do século XX da língua portuguesa, David Mourão-Ferreira faleceu precisamente há 15 anos. Para assinalar a data, a Presença, «a sua casa editorial de eleição», relança «As Quatro Estações» (31/10/1994 – 1ª edição), livro de contos onde o amor e os amores são cantados a várias vozes.

«As Quatro Estações, quatro contos, quatro figuras de mulher: o amor como ressaibo de frustração, como descobrimento e expectativa, como recíproco ludíbrio, finalmente como destino. Quatro miniaturas em subtil contraste com o largo painel de Um Amor Feliz. Mas também quatro trechos de música de câmara executados pelo autor de Música de Cama».

Diário Digital