Com esta nova tradução, da autoria de Simina Popa, a quase totalidade da novelística de José Saramago passa a estar disponível para os seus leitores romenos.
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sexta-feira, 12 de agosto de 2016
“Levantado do Chão” pela primeira vez em romeno
Acaba de dar à estampa a primeira edição em romeno de Levantado do Chão, com a
chancela da habitual editora de José Saramago, a Polirom. Integrada em “Seria de autor”, dedicada a Saramago,
este é o 15º título desta coleção.
Com esta nova tradução, da autoria de Simina Popa, a quase totalidade da novelística de José Saramago passa a estar disponível para os seus leitores romenos.
Com esta nova tradução, da autoria de Simina Popa, a quase totalidade da novelística de José Saramago passa a estar disponível para os seus leitores romenos.
A capa é a reprodução da obra “Enclosed Field with Ploughman” de
Vicent van Gogh, datada de 1889.
O livro: «A transformação social. A contestação. Personagens em
diálogos. As cruentas desigualdades sociais. Surgem as perguntas proibidas.
Vai-se adquirindo consciência e espaço, para que tudo se levante do chão. Um
livro composto por 34 capítulos. No 17.º está a tortura e a morte de Germano
Santos Vidigal. Germano, o nome que significa irmão, o homem da lança. Apesar
de vencido, o sacrifício da sua vida indica o caminho. “Já o encontraram.
Levam-no dois guardas, para onde quer que nos voltemos não se vê outra coisa,
levam-no da praça, à saída da porta do sector seis juntam-se mais dois, e agora
parece mesmo de propósito, é tudo a subir, como se estivéssemos a ver uma fita
sobre a vida de Cristo, lá em cima é o calvário, estes são os centuriões de
bota rija e guerreiro suor, levam as lanças engatilhadas, está um calor de
sufocar, alto. “As mulheres são também chamadas à primeira linha das decisões
neste belo romance de Saramago. O diálogo monossilábico entre marido e mulher
da família Mau-Tempo vai-se alterando. Interessante observar uma narrativa que
vai da submissão ao sentido de libertação, através de gerações.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)
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quinta-feira, 11 de agosto de 2016
“Todos os Nomes” com a chancela da Atlantik / Hoffmann und Campe
Depois do lançamento em 2014 em formato e-book,
“Todos os Nomes” acaba de dar à estampa na editora alemã Atlantik, do grupo Hoffmann und Campe, referido “como um
sonho envolvente” na contracapa do livro:
O livro: O protagonista é um homem de meia idade,
funcionário inferior do Arquivo do Registo Civil. Este funcionário cultiva a
pequena mania de coleccionar notícias de jornais e revistas sobre gente
célebre. Um dia reconhece a falta, nas suas colecções, de informações exactas
sobre o nascimento (data, naturalidade, nome dos pais, etc.) dessas pessoas.
Dedica-se portanto a copiar os respectivos dados das fichas que se encontram no
arquivo. Casualmente, a ficha de uma pessoa comum (uma mulher) mistura-se com
outras que estás copiando. O súbito contraste entre o que é conhecido e o que é
desconhecido faz surgir nele a necessidade de conhecer a vida dessa mulher.
Começa assim uma busca, a procura do outro.
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segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Espanha: Apresentação da I Cátedra Internacional José Saramago em Vigo
Foi
apresentada no dia 26 de julho de 2016, em Vigo, Espanha, a I Cátedra
Internacional José Saramago (CJS), que resulta de uma parceria entre a
Universidade de Vigo, a Fundação José Saramago, a Fundação Eng.º António de
Almeida e o Camões, I.P.O primeiro grande objetivo desta Cátedra é o estudo e a
difusão da obra e do pensamento do autor de Memorial do Convento,
Prémio Nobel da Literatura de 1998. Este objetivo concretizar-se-á nos três
principais eixos da ação universitária: docência, investigação e atividades de
extensão.
O pensamento
e a literatura de um autor de dimensão universal como José Saramago pedem
abordagens que usem não só os procedimentos mais convencionais de análise
literária, linguística, retórica ou histórica, mas também outros métodos
interdisciplinares de estudo. Destaque para aproximações que considerem as
inter-relações entre literatura e autobiografia, literatura e justiça / direito
/ direitos humanos, literatura e tradição oral / etnografia, literatura e
antropologia, literatura e filosofia, literatura e infância, literatura e
política ou literatura e ambiente /ecocrítica.
Estudando
José Saramago, dá-se também um contributo para a divulgação e a realização
humanística, comunicativa e pragmática da língua portuguesa. Saramago cultivou
e revolucionou os registos da língua portuguesa de várias épocas – dos orais,
populares e tradicionais aos eruditos, incluindo os universos
linguístico-literários destinados à infância e à juventude.
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sexta-feira, 3 de junho de 2016
Edição de bolso de “Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas” disponível em italiano
Acaba
de dar à estampa a edição de bolso de Alabardas, alabardas, espingardas,
espingardas, na editora italiana Feltrinelli, sendo o 24º título de José Saramago publicado na
coleção Universale Economica.
O
livro inclui os textos de Fernando Gómez Aguilera e de Roberto Saviano, sendo a
tradução do português da responsabilidade de Rita Desti e do espanhol de Simone
Cattaneo.
A
ilustração da capa é da autoria de Emiliano Ponzi.
O livro: 2014 (com textos de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano, capa
e ilustrações de Günter Grass)
Aquando do seu falecimento,
em 2010, José Saramago deixou escritas trinta páginas daquele que seria o seu
próximo romance; trinta páginas onde estava já esboçado o fio argumental,
perfilados os dois protagonistas e, sobretudo, colocadas as perguntas que interessavam
à sua permanente e comprometida vocação de agitar consciências.Saramago escreve
a história de Artur Paz Semedo, um homem fascinado por peças de artilharia,
empregado numa fábrica de armamento, que leva a cabo uma investigação na sua
própria empresa, incitado pela ex-mulher, uma mulher com carácter, pacifista e
inteligente. A evolução do pensamento do protagonista permite-nos refletir
sobre o lado mais sujo da política internacional, um mundo de interesses
ocultos que subjaz à maior parte dos conflitos bélicos do século xx. Dois
outros textos – de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano – situam e
comentam as últimas palavras do Prémio Nobel português, cuja força as
ilustrações de um outro Nobel, Günter Grass, sublinham.
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quarta-feira, 1 de junho de 2016
“Ensaio sobre a Cegueira” abre a “Coleção Essencial” dos Livros RTP
Para
abrir a nova “Coleção Essencial” da RTP, foi escolhido Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago, num total de 24
títulos que compõem esta colecção, com autores como Mário Vargas Llosa, Mia
Couto, Thomas Mann, entre outros. A RTP, desta feita em parceria com a LeYa,
recupera assim este projecto, iniciado em 1970, porque, nas palavras de Gonçalo
Reis, Presidente do Conselho de Administração da RTP: Temos
uma visão ampla da missão de serviço público e de que a RTP deve ser um agente
ativo de divulgação da língua e da cultura portuguesas.
A
curadoria da coleção é de Zeferino Coelho, editor da Caminho / LeYa, e todas as
capas são da autoria de Rui Garrido, diretor de arte da LeYa.
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
“Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas” publicado na Turquia
Acaba
de dar à estampa com a chancela da Kirmizikedi, a tradução turca de Alabardas,
alabardas, Espingardas, espingardas, nesta que é a nona edição estrangeira
do romance inacabado de José Saramago. Como habitualmente, a edição conta com
textos de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano, e de Günter Grass na
capa e nas ilustrações do livro, com tradução de Işık Ergüden.
Mais sobre o livro. Aquando do seu falecimento, em 2010, José Saramago
deixou escritas trinta páginas daquele que seria o seu próximo romance; trinta
páginas onde estava já esboçado o fio argumental, perfilados os dois
protagonistas e, sobretudo, colocadas as perguntas que interessavam à sua
permanente e comprometida vocação de agitar consciências.Saramago escreve a
história de Artur Paz Semedo, um homem fascinado por peças de artilharia,
empregado numa fábrica de armamento, que leva a cabo uma investigação na sua
própria empresa, incitado pela ex-mulher, uma mulher com carácter, pacifista e
inteligente. A evolução do pensamento do protagonista permite-nos refletir
sobre o lado mais sujo da política internacional, um mundo de interesses
ocultos que subjaz à maior parte dos conflitos bélicos do século xx. Dois
outros textos – de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano – situam e
comentam as últimas palavras do Prémio Nobel português, cuja força as
ilustrações de um outro Nobel, Günter Grass, sublinham.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
“O Homem Duplicado” editado na Sérvia
O
ano editorial na Sérvia inicia-se com a publicação de O
Homem Duplicado de José
Saramago, pela sua editora Laguna. Este último título, o 13º em
língua serva, tem a tradução de Ana Kuzmanović Jovanović.
A autoria da capa, à
semelhança de outros livros de Saramago nesta editora, é de Saša
Dimitrijević.
O livro. Tertuliano Máximo Afonso é professor de História. Ao visionar um filme banal
chamado "Quem porfia mata caça", que um colega de matemática lhe
recomendara, descobre que um dos actores é um sósia seu.
O argumento do
livro é a sua demanda, e depois confronto com o actor que é
seu duplicado, Tertuliano Máximo Afonso para descobrir o nome do seu sósia
começa a alugar filmes da mesma produtora e ao mesmo tempo fazia uma lista na
qual ia riscando nomes da sua lista, quando o seu sósia não aparecia nos filmes
fazendo 1º de personagens figurantes mas que lentamente subiu na carreira de
actor, dado que no filme "A Deusa do Palco", (último filme da mesma
produtora) ele fazia de director do teatro (uma das personagens principais). À
medida que a sua pesquisa ia avançando, Tertuliano Máximo Afonso ia ficando
cada vez mais perto da realidade, até que descobriu o nome do seu sósia,
chamava-se Daniel Santa-Clara. Uma história que se lê de um fôlego e na qual
Saramago se revela mestre do suspense.Romance que
nos faz lembrar um thriller onde o autor aborda questões ligadas
à identidade (e à falta dela).
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
“Ensaio sobre a Lucidez” editado pela primeira vez na Sérvia
Com
a chancela da Laguna, Ensaio
sobre a Lucidez é o 12º
título de José Saramago publicado na Sérvia, com a tradução de Tatjana
Manojlović, estando disponível aos leitores sérvios desde dezembro passado.
O design gráfico desta
edição, em continuidade com os restantes livros de José Saramago nesta editora,
é da autoria de Saša Dimitrijević.
O livro: um país indeterminado decorre, com toda a normalidade, um processo
eleitoral. No final do dia, contados os votos, verifica-se que na capital cerca
de 70% dos eleitores votaram em branco. Repetidas as eleições no domingo
seguinte, o número de votos brancos ultrapassa os 80%. Receoso e desconfiado, o
governo, em vez de se interrogar sobre os motivos que terão os eleitores para
votar em branco, decide desencadear uma vasta operação policial para descobrir
qual o foco infeccioso que está a minar a sua base política e eliminá-lo. E é
assim que se desencadeia um processo de rutura violenta entre o poder político
e o povo, cujos interesses aquele deve supostamente servir e não afrontar.
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José Saramago
domingo, 17 de janeiro de 2016
José Luís Peixoto participa no ciclo de conversas sobre a adaptação teatral de Claraboia
O escritor José Luís Peixoto, autor de Em
teu ventre, participa no próximo sábado (09) no ciclo de conversas sobre a
adaptação do romance Claraboia, de José Saramago, pelo grupo
teatral A Barraca. O encontro terá lugar cerca das 18h45, depois da
sessão das 16h. Aqueles que assistiram à obra noutros dias, mediante a
apresentação do bilhete, também poderão acompanhar a conversa.
A adaptação estreou no
dia 10 de Dezembro, aniversário dos 17 anos da entrega do Prémio Nobel a José
Saramago. Com dezassete atores em palco e um cenário que descreve com riqueza
de pormenores os seis apartamentos de um edifício, o coletivo dirigido por
Maria do Céu Guerra apresenta a sua leitura do romance escrito por José
Saramago no começo dos anos 50 – e publicado em 2011, após a sua morte.
José Luís Peixoto é
autor de vários livros de ficção e poesia e recebeu, em 2001, o Prémio José
Saramago/Círculo de Leitores. Já participaram neste ciclo de conversas n’A
Barraca a jornalista e tradutora Pilar del Río, presidenta da
Fundação José Saramago, e o realizador Miguel Gonçalves Mendes, autor do
documentário José e Pilar. Os
encontros aos sábados realizar-se-ão durante o tempo em que a obra estiver em
cartaz.
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José Luís Peixoto,
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“O Ano da Morte de Ricardo Reis” em edição de bolso na Finlândia
Depois da edição cartonada e em formato electrónico,
acaba de dar à estampa a edição de bolso de O Ano da Morte de Ricardo Reis com a chancela da editora finlândesa
Tammi.
A tradução esteve a
cargo de Sanna Pernu. A capa, um arranjo gráfico de Markko Taina, tem uma
imagem de Lisboa e pode reconhecer-se a fachada da Casa dos Bicos, sede da
Fundação José Saramago.
A obra: “Um tempo múltiplo. Labiríntico. As histórias das
sociedades humanas. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de Dezembro de 1935.
Fica até Setembro de 1936. Uma personagem vinda de uma outra ficção, a da
heteronímia de Fernando Pessoa. E um movimento inverso, logo a começar: “Aqui
onde o mar se acaba e a terra principia”; o virar ao contrário o verso de
Camões: “Onde a terra acaba e o mar começa”. Em Camões, o movimento é da terra
para o mar; no livro de Saramago temos Ricardo Reis a regressar a Portugal por
mar. É substituído o movimento épico da partida. Mais uma vez, a história na
escrita de Saramago. E as relações entre a vida e a morte. Ricardo Reis chega a
Lisboa em finais de Dezembro e Fernando Pessoa morreu a 30 de Novembro. Ricardo
Reis visita-o ao cemitério. Um tempo complexo. O fascismo consolida-se em
Portugal.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)
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sábado, 16 de janeiro de 2016
“A Caverna” publicado na Feltrinelli
A editora italiana Feltrinelli acaba de dar à estampa
o romance “A Caverna”, neste que é o 22º título publicado na colecção
Universale Economica, com a já habitual tradução de Rita Desti.
A concepção gráfica desta colecção é da autoria de Emiliano Ponzi.
A concepção gráfica desta colecção é da autoria de Emiliano Ponzi.
A obra: Uma pequena olaria, um centro comercial gigantesco. Um
mundo em rápido processo de extinção, outro que cresce e se multiplica como um
jogo de espelhos onde não parece haver limites para a ilusão enganosa. Este
romance fala de um modo de viver que vai sendo cada vez menos o nosso e
assoma-se à entrada de um brave new world cujas consequências sobre a
mentalidade humana são cada vez mais visíveis e ameaçadoras. Todos os dias se
extinguem espécies animais e vegetais, todos os dias há profissões que se
tornam inúteis, idiomas que deixam de ter pessoas que os falem, tradições que
perdem sentido, sentimentos que se convertem nos seus contrários. Fim de século, fim de milénio, fim de
civilização.
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terça-feira, 29 de dezembro de 2015
“Ensaio sobre a Cegueira” na editora alemã btb
A btb Verlag
publica o sétimo romance de José Saramago, naquele que é referido na
contra-capa como “a resposta de Saramago à praga de Camus”. Depois de Ensaio
sobre a Lucidez, Claraboia, A
Caverna, O Homem Duplicado, Caim e A Viagem do Elefante, foi lançado
recentemente Ensaio sobre a Cegueira. A tradução como
habitualmente é da autoria de Ray-Güde Mertin.
Ensaio sobre a cegueira. «Um
homem fica cego, inexplicavelmente, quando se encontra no seu carro no meio do
trânsito. A cegueira alastra como “um rastilho de pólvora”. Uma cegueira
colectiva. Romance contundente. Saramago a ver mais longe. Personagens sem
nome. Um mundo com as contradições da espécie humana. Não se situa em nenhum
tempo específico. É um tempo que pode ser ontem, hoje ou amanhã. As ideias a
virem ao de cima, sempre na escrita de Saramago. A alegoria. O poder da palavra
a abrir os olhos, face ao risco de uma situação terminal generalizada. A arte
da escrita ao serviço da preocupação cívica.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro
de 1998)
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
“A Caverna” publicado pela primeira vez na Índia
A editora indiana DC Books acaba de dar à estampa o romance A Caverna que é, assim, publicado pela primeira vez em malaio. Este é o quarto título publicado pela DC Books, depois de A Viagem do Elefante(2013), As Pequenas Memórias (2013), e As Intermitências da Morte (2012).
A Caverna. Uma pequena olaria, um
centro comercial gigantesco. Um mundo em rápido processo de extinção, outro que
cresce e se multiplica como um jogo de espelhos onde não parece haver limites
para a ilusão enganosa. Este romance fala de um modo de viver que vai sendo
cada vez menos o nosso e assoma-se à entrada de um brave new world cujas
consequências sobre a mentalidade humana são cada vez mais visíveis e
ameaçadoras. Todos os dias se extinguem espécies animais e vegetais, todos os
dias há profissões que se tornam inúteis, idiomas que deixam de ter pessoas que
os falem, tradições que perdem sentido, sentimentos que se convertem nos seus
contrários. Fim de século, fim de milénio, fim de civilização.
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domingo, 20 de dezembro de 2015
“O Ano da Morte de Ricardo Reis” em edição de bolso na Finlândia
Depois da edição cartonada e em formato electrónico, acaba de dar à estampa a edição de bolso de O Ano da Morte de Ricardo Reis com a chancela da editora finlândesa Tammi.
A
tradução esteve a cargo de Sanna Pernu. A capa, um arranjo gráfico de Markko
Taina, tem uma imagem de Lisboa e pode reconhecer-se a fachada da Casa dos
Bicos, sede da Fundação José Saramago.
Sobre o livro: «Um tempo múltiplo.
Labiríntico. As histórias das sociedades humanas. Ricardo Reis chega a Lisboa
em finais de Dezembro de 1935. Fica até Setembro de 1936. Uma personagem vinda
de uma outra ficção, a da heteronímia de Fernando Pessoa. E um movimento
inverso, logo a começar: “Aqui onde o mar se acaba e a terra principia”; o
virar ao contrário o verso de Camões: “Onde a terra acaba e o mar começa”. Em
Camões, o movimento é da terra para o mar; no livro de Saramago temos Ricardo
Reis a regressar a Portugal por mar. É substituído o movimento épico da
partida. Mais uma vez, a história na escrita de Saramago. E as relações entre a
vida e a morte. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de Dezembro e Fernando
Pessoa morreu a 30 de Novembro. Ricardo Reis visita-o ao cemitério. Um tempo
complexo. O fascismo consolida-se em Portugal.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998).
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sábado, 19 de dezembro de 2015
“Objeto quase” editado na Turquia com a chancela da Kirmizikedi
O livro de contos Objeto quase é novamente editado na Turquia, desta feita com a chancela da Kirmizikedi. Este, que é o 15º título publicado por esta editora turca, tem a tradução de Emrah İmre.
O arranjo gráfico é da autoria de Yeşim Ercan Aydın.
O ditador caiu duma cadeira, os árabes deixaram de
vender petróleo, o morto é o melhor amigo do vivo, as coisas nunca são o que
parecem, quando vires um centauro acredita nos teus olhos, se uma rã escarnecer
de ti atravessa o rio. Tudo são objectos. Quase.
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quinta-feira, 12 de novembro de 2015
“A Viagem do Elefante” publicado na Feltrinelli, em Itália
A editora italiana Feltrinelli acaba de dar à estampa o romance A Viagem do Elefante, com a tradução habitual de Rita Desti, continuando, assim, a publicação da obra de José Saramago, neste que é o 21º título da coleção Universal Economica.
O Livro: Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o
arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante
indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia.
Do facto histórico que
foi essa oferta não abundam os testemunhos. Mas há alguns. Com base nesses
escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação de ficcionista que
já nos deu obras-primas como Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis, José
Saramago coloca nas mãos dos leitores esta obra excecional que é A
Viagem do Elefante.
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domingo, 8 de novembro de 2015
Nova edição holandesa de “Ensaio sobre a Lucidez”
Dez anos após a sua primeira edição, e no âmbito da renovação gráfica dos livros de José Saramago, a editora Meulenhoff acaba de reeditar o romance Ensaio sobre a Lucidez, numa tradução de Maartje de Kort.
Com esta nova linha
gráfica, a editora já reeditou cinco títulos de José Saramago: Ensaio
sobre a Cegueira,O Homem Duplicado, As
Intermitências da Morte e Claraboia,
bem como uma edição conjunta de Ensaio sobre a Cegueira e de Ensaio sobre a Lucidez.
O livro: Num país indeterminado decorre, com toda a normalidade, um processo
eleitoral. No final do dia, contados os votos, verifica-se que na capital cerca
de 70% dos eleitores votaram em branco. Repetidas as eleições no domingo
seguinte, o número de votos brancos ultrapassa os 80%. Receoso e desconfiado, o
governo, em vez de se interrogar sobre os motivos que terão os eleitores para
votar em branco, decide desencadear uma vasta operação policial para descobrir
qual o foco infeccioso que está a minar a sua base política e eliminá-lo. E é
assim que se desencadeia um processo de rutura violenta entre o poder político
e o povo, cujos interesses aquele deve supostamente servir e não afrontar.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Primeira edição de “História do Cerco de Lisboa” em finlandês
Acaba de dar à estampa, e pela primeira vez na
Finlândia, a tradução de História
do Cerco de Lisboa, com a chancela da Tammi. Este é o terceiro título publicado por esta
editora depois de A
Viagem do Elefante eO
Ano da Morte de Ricardo Reis, renovando, assim, o interesse em
levar José Saramago aos leitores fínicos. A tradução deste romance é da
responsabilidade de Antero Tiittula.
O livro já se encontra na Biblioteca da Fundação José
Saramago, em Lisboa, gentilmente oferecido por 2 leitores finlandeses,
admiradores profundos da obra de Saramago.
O livro:
«Há muito que Raimundo Silva não entrava no
castelo. Decidiu-se a ir lá. O autor conta a história de um narrador que conta
uma história, entre o real e o imaginário, o passado e o presente, o sim e o
não. Num velho prédio do bairro do Castelo, a luta entre o campeão angélico e o
campeão demoníaco. Raimundo Silva quer ver a cidade. Os telhados. O Arco
Triunfal da Rua Augusta, as ruínas do Carmo. Sobe à muralha do lado de São
Vicente. Olha o Campo de Santa Clara. Ali assentou arraiais D. Afonso Henriques
e os seus soldados. Raimundo Silva “sabe por que se recusaram os cruzados a
auxiliar os portugueses a cercar e a tomar a cidade, e vai voltar para casa
para escrever a História do Cerco de Lisboa. Uma obra em que um revisor
lisboeta introduz a palavra “não” num texto do século XII sobre a conquista de
Lisboa aos mouros pelos cruzados.»(Diário de Notícias, 9 de outubro de 1998)
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terça-feira, 6 de outubro de 2015
Argentina: Saramago na voz de Luis Pastor...
El cantautor español visita la Argentina por primera vez para una gira
de conciertos; esta noche es el turno de su actuación en Buenos Aires
El español Luis Pastor habla con el vigor de un
muchacho de 20 años. Pero no tiene 20; pasó los 60 y libró unas cuantas
batallas en su carrera de músico. Dicho sea de paso, el de 20 es su hijo,
Pedro, que también es cantautor. Tiene todo lo que se necesita para este
oficio. Su disco La vida plena es de esos que vale la pena escuchar
por su filosa reflexión y su bella poesía. Luis está orgulloso de Pedro y de su
música. También lo está de su propia historia. De ser un extremeño radicado,
desde los 10 años, con su familia, en Vallecas. De sus primeros años en la
noble tarea de escribir y cantar. De haber musicalizado la obra de poetas y
llevar esos versos por los escenarios. De haber pasado a cuarteles de invierno,
entre fines de los setenta y principios de los ochenta y de haber vuelto al
ruedo. De sus discos de los noventa, a los que considera como los trabajos que
mejor lo representan. De una genuina amistad con José Saramago y de haber
musicalizado sus poemas en 2006 salió el disco en portuguésEn esta esquina del tiempo, que ahora se edita por primera vez en la Argentina, en su
versión en castellano-. De haber vuelto sobre la obra del escritor portugués
con nuevos proyectos.
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Nova edição espanhola de “O Evangelho segundo Jesus Cristo” com novo capítulo
A nova edição espanhola de O Evangelho segundo Jesus Cristo,
agora com a chancela da Penguin Random House, publicada este mês de setembro,
inclui um novo capítulo. Este texto foi originalmente publicado em O Caderno 2, na entrada do
blog correspondente ao dia 24 de julho de 2009, com o título “Um capítulo para
o Evangelho“, e começa
assim:
De mim
se há-de dizer que depois da morte de Jesus me arrependi do que chamavam os
meus infames pecados de prostituta e me converti em penitente até ao fim da
vida, e isso não é verdade. Subiram-me despida aos altares, coberta unicamente
pela cabeleira que me desce até aos joelhos, com os seios murchos e a boca
desdentada, e se é certo que os anos acabaram por ressequir a lisa tersura da
minha pele, isso só sucedeu porque neste mundo nada pode prevalecer contra o
tempo, não porque eu tivesse desprezado e ofendido o mesmo corpo que Jesus
desejou e possuiu. Quem aquelas falsidades vier a dizer de mim nada sabe de
amor.
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