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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

“Levantado do Chão” pela primeira vez em romeno


Acaba de dar à estampa a primeira edição em romeno de Levantado do Chão, com a chancela da habitual editora de José Saramago, a Polirom. Integrada em “Seria de autor”, dedicada a Saramago, este é o 15º título desta coleção.
Com esta nova tradução, da autoria de Simina Popa, a quase totalidade da novelística de José Saramago passa a estar disponível para os seus leitores romenos.
A capa é a reprodução da obra “Enclosed Field with Ploughman” de Vicent van Gogh, datada de 1889.
O livro: «A transformação social. A contestação. Personagens em diálogos. As cruentas desigualdades sociais. Surgem as perguntas proibidas. Vai-se adquirindo consciência e espaço, para que tudo se levante do chão. Um livro composto por 34 capítulos. No 17.º está a tortura e a morte de Germano Santos Vidigal. Germano, o nome que significa irmão, o homem da lança. Apesar de vencido, o sacrifício da sua vida indica o caminho. “Já o encontraram. Levam-no dois guardas, para onde quer que nos voltemos não se vê outra coisa, levam-no da praça, à saída da porta do sector seis juntam-se mais dois, e agora parece mesmo de propósito, é tudo a subir, como se estivéssemos a ver uma fita sobre a vida de Cristo, lá em cima é o calvário, estes são os centuriões de bota rija e guerreiro suor, levam as lanças engatilhadas, está um calor de sufocar, alto. “As mulheres são também chamadas à primeira linha das decisões neste belo romance de Saramago. O diálogo monossilábico entre marido e mulher da família Mau-Tempo vai-se alterando. Interessante observar uma narrativa que vai da submissão ao sentido de libertação, através de gerações.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

“Todos os Nomes” com a chancela da Atlantik / Hoffmann und Campe


Depois do lançamento em 2014 em formato e-book, “Todos os Nomes” acaba de dar à estampa na editora alemã Atlantik, do grupo Hoffmann und Campe, referido “como um sonho envolvente” na contracapa do livro:
O livro: O protagonista é um homem de meia idade, funcionário inferior do Arquivo do Registo Civil. Este funcionário cultiva a pequena mania de coleccionar notícias de jornais e revistas sobre gente célebre. Um dia reconhece a falta, nas suas colecções, de informações exactas sobre o nascimento (data, naturalidade, nome dos pais, etc.) dessas pessoas. Dedica-se portanto a copiar os respectivos dados das fichas que se encontram no arquivo. Casualmente, a ficha de uma pessoa comum (uma mulher) mistura-se com outras que estás copiando. O súbito contraste entre o que é conhecido e o que é desconhecido faz surgir nele a necessidade de conhecer a vida dessa mulher. Começa assim uma busca, a procura do outro.


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Espanha: Apresentação da I Cátedra Internacional José Saramago em Vigo

Foi apresentada no dia 26 de julho de 2016, em Vigo, Espanha, a I Cátedra Internacional José Saramago (CJS), que resulta de uma parceria entre a Universidade de Vigo, a Fundação José Saramago, a Fundação Eng.º António de Almeida e o Camões, I.P.O primeiro grande objetivo desta Cátedra é o estudo e a difusão da obra e do pensamento do autor de Memorial do Convento, Prémio Nobel da Literatura de 1998. Este objetivo concretizar-se-á nos três principais eixos da ação universitária: docência, investigação e atividades de extensão.
O pensamento e a literatura de um autor de dimensão universal como José Saramago pedem abordagens que usem não só os procedimentos mais convencionais de análise literária, linguística, retórica ou histórica, mas também outros métodos interdisciplinares de estudo. Destaque para aproximações que considerem as inter-relações entre literatura e autobiografia, literatura e justiça / direito / direitos humanos, literatura e tradição oral / etnografia, literatura e antropologia, literatura e filosofia, literatura e infância, literatura e política ou literatura e ambiente /ecocrítica.
Estudando José Saramago, dá-se também um contributo para a divulgação e a realização humanística, comunicativa e pragmática da língua portuguesa. Saramago cultivou e revolucionou os registos da língua portuguesa de várias épocas – dos orais, populares e tradicionais aos eruditos, incluindo os universos linguístico-literários destinados à infância e à juventude.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Edição de bolso de “Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas” disponível em italiano

Acaba de dar à estampa a edição de bolso de Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas, na editora italiana Feltrinelli, sendo o 24º título de José Saramago publicado na coleção Universale Economica.
O livro inclui os textos de Fernando Gómez Aguilera e de Roberto Saviano, sendo a tradução do português da responsabilidade de Rita Desti e do espanhol de Simone Cattaneo.
A ilustração da capa é da autoria de Emiliano Ponzi.
O livro: 2014 (com textos de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano, capa e ilustrações de Günter Grass)
Aquando do seu falecimento, em 2010, José Saramago deixou escritas trinta páginas daquele que seria o seu próximo romance; trinta páginas onde estava já esboçado o fio argumental, perfilados os dois protagonistas e, sobretudo, colocadas as perguntas que interessavam à sua permanente e comprometida vocação de agitar consciências.Saramago escreve a história de Artur Paz Semedo, um homem fascinado por peças de artilharia, empregado numa fábrica de armamento, que leva a cabo uma investigação na sua própria empresa, incitado pela ex-mulher, uma mulher com carácter, pacifista e inteligente. A evolução do pensamento do protagonista permite-nos refletir sobre o lado mais sujo da política internacional, um mundo de interesses ocultos que subjaz à maior parte dos conflitos bélicos do século xx. Dois outros textos – de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano – situam e comentam as últimas palavras do Prémio Nobel português, cuja força as ilustrações de um outro Nobel, Günter Grass, sublinham.



quarta-feira, 1 de junho de 2016

“Ensaio sobre a Cegueira” abre a “Coleção Essencial” dos Livros RTP

Para abrir a nova “Coleção Essencial” da RTP, foi escolhido Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago, num total de 24 títulos que compõem esta colecção, com autores como Mário Vargas Llosa, Mia Couto, Thomas Mann, entre outros. A RTP, desta feita em parceria com a LeYa, recupera assim este projecto, iniciado em 1970, porque, nas palavras de Gonçalo Reis, Presidente do Conselho de Administração da RTP: Temos uma visão ampla da missão de serviço público e de que a RTP deve ser um agente ativo de divulgação da língua e da cultura portuguesas.
A curadoria da coleção é de Zeferino Coelho, editor da Caminho / LeYa, e todas as capas são da autoria de Rui Garrido, diretor de arte da LeYa.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

“Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas” publicado na Turquia


Acaba de dar à estampa com a chancela da Kirmizikedi, a tradução turca de Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas, nesta que é a nona edição estrangeira do romance inacabado de José Saramago. Como habitualmente, a edição conta com textos de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano, e de Günter Grass na capa e nas ilustrações do livro, com tradução de Işık Ergüden.
Mais sobre o livro. Aquando do seu falecimento, em 2010, José Saramago deixou escritas trinta páginas daquele que seria o seu próximo romance; trinta páginas onde estava já esboçado o fio argumental, perfilados os dois protagonistas e, sobretudo, colocadas as perguntas que interessavam à sua permanente e comprometida vocação de agitar consciências.Saramago escreve a história de Artur Paz Semedo, um homem fascinado por peças de artilharia, empregado numa fábrica de armamento, que leva a cabo uma investigação na sua própria empresa, incitado pela ex-mulher, uma mulher com carácter, pacifista e inteligente. A evolução do pensamento do protagonista permite-nos refletir sobre o lado mais sujo da política internacional, um mundo de interesses ocultos que subjaz à maior parte dos conflitos bélicos do século xx. Dois outros textos – de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano – situam e comentam as últimas palavras do Prémio Nobel português, cuja força as ilustrações de um outro Nobel, Günter Grass, sublinham.


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

“O Homem Duplicado” editado na Sérvia


O ano editorial na Sérvia inicia-se com a publicação de O Homem Duplicado de José Saramago, pela sua editora Laguna. Este último título, o 13º em língua serva, tem a tradução de Ana Kuzmanović Jovanović.
A autoria da capa, à semelhança de outros livros de Saramago nesta editora, é de Saša Dimitrijević.
O livro. Tertuliano Máximo Afonso é professor de História. Ao visionar um filme banal chamado "Quem porfia mata caça", que um colega de matemática lhe recomendara, descobre que um dos actores é um sósia seu. O argumento do livro é a sua demanda, e depois confronto com o actor que é seu duplicado, Tertuliano Máximo Afonso para descobrir o nome do seu sósia começa a alugar filmes da mesma produtora e ao mesmo tempo fazia uma lista na qual ia riscando nomes da sua lista, quando o seu sósia não aparecia nos filmes fazendo 1º de personagens figurantes mas que lentamente subiu na carreira de actor, dado que no filme "A Deusa do Palco", (último filme da mesma produtora) ele fazia de director do teatro (uma das personagens principais). À medida que a sua pesquisa ia avançando, Tertuliano Máximo Afonso ia ficando cada vez mais perto da realidade, até que descobriu o nome do seu sósia, chamava-se Daniel Santa-Clara. Uma história que se lê de um fôlego e na qual Saramago se revela mestre do suspense.Romance que nos faz lembrar um thriller onde o autor aborda questões ligadas à identidade (e à falta dela).


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

“Ensaio sobre a Lucidez” editado pela primeira vez na Sérvia


Com a chancela da Laguna, Ensaio sobre a Lucidez é o 12º título de José Saramago publicado na Sérvia, com a tradução de Tatjana Manojlović, estando disponível aos leitores sérvios desde dezembro passado.
O design gráfico desta edição, em continuidade com os restantes livros de José Saramago nesta editora,  é da autoria de Saša Dimitrijević.
O livro: um país indeterminado decorre, com toda a normalidade, um processo eleitoral. No final do dia, contados os votos, verifica-se que na capital cerca de 70% dos eleitores votaram em branco. Repetidas as eleições no domingo seguinte, o número de votos brancos ultrapassa os 80%. Receoso e desconfiado, o governo, em vez de se interrogar sobre os motivos que terão os eleitores para votar em branco, decide desencadear uma vasta operação policial para descobrir qual o foco infeccioso que está a minar a sua base política e eliminá-lo. E é assim que se desencadeia um processo de rutura violenta entre o poder político e o povo, cujos interesses aquele deve supostamente servir e não afrontar.


domingo, 17 de janeiro de 2016

José Luís Peixoto participa no ciclo de conversas sobre a adaptação teatral de Claraboia

O escritor José Luís Peixoto, autor de Em teu ventre, participa no próximo sábado (09) no ciclo de conversas sobre a adaptação do romance Claraboia, de José Saramago, pelo grupo teatral A Barraca. O encontro terá lugar cerca das 18h45, depois da sessão das 16h. Aqueles que assistiram à obra noutros dias, mediante a apresentação do bilhete, também poderão acompanhar a conversa.
A adaptação estreou no dia 10 de Dezembro, aniversário dos 17 anos da entrega do Prémio Nobel a José Saramago. Com dezassete atores em palco e um cenário que descreve com riqueza de pormenores os seis apartamentos de um edifício, o coletivo dirigido por Maria do Céu Guerra apresenta a sua leitura do romance escrito por José Saramago no começo dos anos 50 – e publicado em 2011, após a sua morte.
José Luís Peixoto é autor de vários livros de ficção e poesia e recebeu, em 2001, o Prémio José Saramago/Círculo de Leitores. Já participaram neste ciclo de conversas n’A Barraca a jornalista e tradutora  Pilar del Río, presidenta da Fundação José Saramago, e o realizador Miguel Gonçalves Mendes, autor do documentário José e Pilar.  Os encontros aos sábados realizar-se-ão durante o tempo em que a obra estiver em cartaz.


“O Ano da Morte de Ricardo Reis” em edição de bolso na Finlândia

Depois da edição cartonada e em formato electrónico, acaba de dar à estampa a edição de bolso de O Ano da Morte de Ricardo Reis com a chancela da editora finlândesa Tammi.
A tradução esteve a cargo de Sanna Pernu. A capa, um arranjo gráfico de Markko Taina, tem uma imagem de Lisboa e pode reconhecer-se a fachada da Casa dos Bicos, sede da Fundação José Saramago.
A obra: “Um tempo múltiplo. Labiríntico. As histórias das sociedades humanas. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de Dezembro de 1935. Fica até Setembro de 1936. Uma personagem vinda de uma outra ficção, a da heteronímia de Fernando Pessoa. E um movimento inverso, logo a começar: “Aqui onde o mar se acaba e a terra principia”; o virar ao contrário o verso de Camões: “Onde a terra acaba e o mar começa”. Em Camões, o movimento é da terra para o mar; no livro de Saramago temos Ricardo Reis a regressar a Portugal por mar. É substituído o movimento épico da partida. Mais uma vez, a história na escrita de Saramago. E as relações entre a vida e a morte. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de Dezembro e Fernando Pessoa morreu a 30 de Novembro. Ricardo Reis visita-o ao cemitério. Um tempo complexo. O fascismo consolida-se em Portugal.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)

sábado, 16 de janeiro de 2016

“A Caverna” publicado na Feltrinelli

A editora italiana Feltrinelli acaba de dar à estampa o romance “A Caverna”, neste que é o 22º título publicado na colecção Universale Economica, com a já habitual tradução de Rita Desti.
A concepção gráfica desta colecção é da autoria de Emiliano Ponzi.
A obra: Uma pequena olaria, um centro comercial gigantesco. Um mundo em rápido processo de extinção, outro que cresce e se multiplica como um jogo de espelhos onde não parece haver limites para a ilusão enganosa. Este romance fala de um modo de viver que vai sendo cada vez menos o nosso e assoma-se à entrada de um brave new world cujas consequências sobre a mentalidade humana são cada vez mais visíveis e ameaçadoras. Todos os dias se extinguem espécies animais e vegetais, todos os dias há profissões que se tornam inúteis, idiomas que deixam de ter pessoas que os falem, tradições que perdem sentido, sentimentos que se convertem nos seus contrários. Fim de século, fim de milénio, fim de civilização.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

“Ensaio sobre a Cegueira” na editora alemã btb

 A btb Verlag publica o sétimo romance de José Saramago, naquele que é referido na contra-capa como “a resposta de Saramago à praga de Camus”. Depois de Ensaio sobre a Lucidez, Claraboia, A Caverna, O Homem Duplicado, Caim e A Viagem do Elefante, foi lançado recentemente Ensaio sobre a Cegueira. A tradução como habitualmente é da autoria de Ray-Güde Mertin.
Ensaio sobre a cegueira.  «Um homem fica cego, inexplicavelmente, quando se encontra no seu carro no meio do trânsito. A cegueira alastra como “um rastilho de pólvora”. Uma cegueira colectiva. Romance contundente. Saramago a ver mais longe. Personagens sem nome. Um mundo com as contradições da espécie humana. Não se situa em nenhum tempo específico. É um tempo que pode ser ontem, hoje ou amanhã. As ideias a virem ao de cima, sempre na escrita de Saramago. A alegoria. O poder da palavra a abrir os olhos, face ao risco de uma situação terminal generalizada. A arte da escrita ao serviço da preocupação cívica.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

“A Caverna” publicado pela primeira vez na Índia

A editora indiana DC Books acaba de dar à estampa o romance A Caverna que é, assim, publicado pela primeira vez em malaio. Este é o quarto título publicado pela DC Books, depois de A Viagem do Elefante(2013), As Pequenas Memórias (2013), e As Intermitências da Morte (2012).

A Caverna. Uma pequena olaria, um centro comercial gigantesco. Um mundo em rápido processo de extinção, outro que cresce e se multiplica como um jogo de espelhos onde não parece haver limites para a ilusão enganosa. Este romance fala de um modo de viver que vai sendo cada vez menos o nosso e assoma-se à entrada de um brave new world cujas consequências sobre a mentalidade humana são cada vez mais visíveis e ameaçadoras. Todos os dias se extinguem espécies animais e vegetais, todos os dias há profissões que se tornam inúteis, idiomas que deixam de ter pessoas que os falem, tradições que perdem sentido, sentimentos que se convertem nos seus contrários. Fim de século, fim de milénio, fim de civilização.


domingo, 20 de dezembro de 2015

“O Ano da Morte de Ricardo Reis” em edição de bolso na Finlândia

Depois da edição cartonada e em formato electrónico, acaba de dar à estampa a edição de bolso de O Ano da Morte de Ricardo Reis com a chancela da editora finlândesa Tammi.

A tradução esteve a cargo de Sanna Pernu. A capa, um arranjo gráfico de Markko Taina, tem uma imagem de Lisboa e pode reconhecer-se a fachada da Casa dos Bicos, sede da Fundação José Saramago.
Sobre o livro: «Um tempo múltiplo. Labiríntico. As histórias das sociedades humanas. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de Dezembro de 1935. Fica até Setembro de 1936. Uma personagem vinda de uma outra ficção, a da heteronímia de Fernando Pessoa. E um movimento inverso, logo a começar: “Aqui onde o mar se acaba e a terra principia”; o virar ao contrário o verso de Camões: “Onde a terra acaba e o mar começa”. Em Camões, o movimento é da terra para o mar; no livro de Saramago temos Ricardo Reis a regressar a Portugal por mar. É substituído o movimento épico da partida. Mais uma vez, a história na escrita de Saramago. E as relações entre a vida e a morte. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de Dezembro e Fernando Pessoa morreu a 30 de Novembro. Ricardo Reis visita-o ao cemitério. Um tempo complexo. O fascismo consolida-se em Portugal.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998).


sábado, 19 de dezembro de 2015

“Objeto quase” editado na Turquia com a chancela da Kirmizikedi

O livro de contos Objeto quase é novamente editado na Turquia, desta feita com a chancela da Kirmizikedi. Este, que é o 15º título publicado por esta editora turca, tem a tradução de Emrah İmre.


O arranjo gráfico é da autoria de Yeşim Ercan Aydın.

Veja 
aqui sobre Objeto quase.
O ditador caiu duma cadeira, os árabes deixaram de vender petróleo, o morto é o melhor amigo do vivo, as coisas nunca são o que parecem, quando vires um centauro acredita nos teus olhos, se uma rã escarnecer de ti atravessa o rio. Tudo são objectos. Quase.


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

“A Viagem do Elefante” publicado na Feltrinelli, em Itália

A editora italiana Feltrinelli acaba de dar à estampa o romance A Viagem do Elefante, com a tradução habitual de Rita Desti, continuando, assim, a publicação da obra de José Saramago, neste que é o 21º título da coleção Universal Economica.


O Livro: Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia.
Do facto histórico que foi essa oferta não abundam os testemunhos. Mas há alguns. Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação de ficcionista que já nos deu obras-primas como Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago coloca nas mãos dos leitores esta obra excecional que é A Viagem do Elefante.


domingo, 8 de novembro de 2015

Nova edição holandesa de “Ensaio sobre a Lucidez”

Dez anos após a sua primeira edição, e no âmbito da renovação gráfica dos livros de José Saramago, a editora Meulenhoff acaba de reeditar o romance Ensaio sobre a Lucidez, numa tradução de Maartje de Kort.

Com esta nova linha gráfica, a editora já reeditou cinco títulos de José Saramago: Ensaio sobre a Cegueira,O Homem Duplicado, As Intermitências da Morte e Claraboia, bem como uma edição conjunta de Ensaio sobre a Cegueira e de Ensaio sobre a Lucidez.
O livro: Num país indeterminado decorre, com toda a normalidade, um processo eleitoral. No final do dia, contados os votos, verifica-se que na capital cerca de 70% dos eleitores votaram em branco. Repetidas as eleições no domingo seguinte, o número de votos brancos ultrapassa os 80%. Receoso e desconfiado, o governo, em vez de se interrogar sobre os motivos que terão os eleitores para votar em branco, decide desencadear uma vasta operação policial para descobrir qual o foco infeccioso que está a minar a sua base política e eliminá-lo. E é assim que se desencadeia um processo de rutura violenta entre o poder político e o povo, cujos interesses aquele deve supostamente servir e não afrontar.


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Primeira edição de “História do Cerco de Lisboa” em finlandês


Acaba de dar à estampa, e pela primeira vez na Finlândia, a tradução de História do Cerco de Lisboa, com a chancela da Tammi. Este é o terceiro título publicado por esta editora depois de A Viagem do Elefante eO Ano da Morte de Ricardo Reis, renovando, assim, o interesse em levar José Saramago aos leitores fínicos. A tradução deste romance é da responsabilidade de Antero Tiittula.
O livro já se encontra na Biblioteca da Fundação José Saramago, em Lisboa, gentilmente oferecido por 2 leitores finlandeses, admiradores profundos da obra de Saramago.
O livro: «Há muito que Raimundo Silva não entrava no castelo. Decidiu-se a ir lá. O autor conta a história de um narrador que conta uma história, entre o real e o imaginário, o passado e o presente, o sim e o não. Num velho prédio do bairro do Castelo, a luta entre o campeão angélico e o campeão demoníaco. Raimundo Silva quer ver a cidade. Os telhados. O Arco Triunfal da Rua Augusta, as ruínas do Carmo. Sobe à muralha do lado de São Vicente. Olha o Campo de Santa Clara. Ali assentou arraiais D. Afonso Henriques e os seus soldados. Raimundo Silva “sabe por que se recusaram os cruzados a auxiliar os portugueses a cercar e a tomar a cidade, e vai voltar para casa para escrever a História do Cerco de Lisboa. Uma obra em que um revisor lisboeta introduz a palavra “não” num texto do século XII sobre a conquista de Lisboa aos mouros pelos cruzados.»(Diário de Notícias, 9 de outubro de 1998)

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Argentina: Saramago na voz de Luis Pastor...

El cantautor español visita la Argentina por primera vez para una gira de conciertos; esta noche es el turno de su actuación en Buenos Aires
 El  español Luis Pastor habla con el vigor de un muchacho de 20 años. Pero no tiene 20; pasó los 60 y libró unas cuantas batallas en su carrera de músico. Dicho sea de paso, el de 20 es su hijo, Pedro, que también es cantautor. Tiene todo lo que se necesita para este oficio. Su disco La vida plena es de esos que vale la pena escuchar por su filosa reflexión y su bella poesía. Luis está orgulloso de Pedro y de su música. También lo está de su propia historia. De ser un extremeño radicado, desde los 10 años, con su familia, en Vallecas. De sus primeros años en la noble tarea de escribir y cantar. De haber musicalizado la obra de poetas y llevar esos versos por los escenarios. De haber pasado a cuarteles de invierno, entre fines de los setenta y principios de los ochenta y de haber vuelto al ruedo. De sus discos de los noventa, a los que considera como los trabajos que mejor lo representan. De una genuina amistad con José Saramago y de haber musicalizado sus poemas en 2006 salió el disco en portuguésEn esta esquina del tiempo, que ahora se edita por primera vez en la Argentina, en su versión en castellano-. De haber vuelto sobre la obra del escritor portugués con nuevos proyectos.


Nova edição espanhola de “O Evangelho segundo Jesus Cristo” com novo capítulo


A nova edição espanhola de O Evangelho segundo Jesus Cristo, agora com a chancela da Penguin Random House, publicada este mês de setembro, inclui um novo capítulo. Este texto foi originalmente publicado em O Caderno 2, na entrada do blog correspondente ao dia 24 de julho de 2009, com o título “Um capítulo para o Evangelho“, e começa assim:
De mim se há-de dizer que depois da morte de Jesus me arrependi do que chamavam os meus infames pecados de prostituta e me converti em penitente até ao fim da vida, e isso não é verdade. Subiram-me despida aos altares, coberta unicamente pela cabeleira que me desce até aos joelhos, com os seios murchos e a boca desdentada, e se é certo que os anos acabaram por ressequir a lisa tersura da minha pele, isso só sucedeu porque neste mundo nada pode prevalecer contra o tempo, não porque eu tivesse desprezado e ofendido o mesmo corpo que Jesus desejou e possuiu. Quem aquelas falsidades vier a dizer de mim nada sabe de amor.