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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Portugal está quase no fundo da lista do emprego cultural na Europa

Relatório do Eurostat faz retrato da situação no sector no ano de 2014.
Portugal é o quarto país dos 28 que actualmente integram a União Europeia (UE) com a percentagem mais baixa de empregos no sector da Cultura (2,2%), tendo apenas abaixo de si a Bulgária (2,1%), a Eslováquia (2%) e a Roménia (1,1%).

Os números foram divulgados esta quarta-feira pelo Eurostat, o gabinete de estatísticas da UE, que apresenta resultados relativos ao ano de 2014, destacando em título que “seis em cada dez pessoas que trabalham no sector cultural têm diplomas do ensino superior”.
No topo do ranking do emprego cultural dentro da UE está o Luxemburgo (5,2%), logo seguido pela Suécia (4,1%) e pela Finlândia e pela Holanda (ambos com 3,9%). Mas, considerados todos os países referidos no relatório do Eurostat, a segunda posição é ocupada pela Islândia (4,7%), que não faz parte da UE. O relatório inclui também outros quatro países extracomunitários: a Noruega, a Suíça, a Macedónia e a Turquia – os dois últimos também com médias inferiores à realidade portuguesa, respectivamente com 2,1% e 1,8%.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

João Soares tem substituto para o presidente do CCB


Ministro da Cultura considera "um disparate total" o Eixo Belém/Ajuda que era liderado por António Lamas até à sua extinção no último Conselho de MinistrosO ministro da Cultura, 

João Soares, já tem em carteira substitutos para o cargo de presidente do Centro Cultural de Belém (CCB) e a decisão sobre a eventual saída de António Lamas não deverá tardar muito. No último Conselho de Ministros, o Governo decidiu extinguir a Estrutura de Missão - apelidada de Eixo Belém/Ajuda - criada em junho do ano passado e encarregada da elaboração do Plano Estratégico Cultural da Área de Belém.


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Cada português gastou menos de 150 euros em cultura em 2012



Portugal é o quinto país da União Europeia a criar a Conta Satélite da Cultura, ontem apresentada, que analisa um perído marcado pela crise, o triénio 2010-2012
Os portugueses gastaram cerca de 150 euros em cultura em 2012, um corte de quase 40 euros em relação a 2010. Este é apenas um dos dados que desde ontem é possível contabilizar através da Conta Satélite da Cultura, apresentado pela primeira vez. Depois de Finlândia, Polónia, Espanha e República Checa, Portugal foi o quinto país a criar este instrumento estatístico o que, para já, invalida grandes comparações.

Mas já é possível fazer pelo menos uma, referida no boletim estatístico do Instituto Nacional de Estatística (INE): Portugal é o país em que o valor acrescentado bruto (VAB) da cultura menos pesa no VAB nacional, um dado que oscila entre os 3,2% na Finlândia e os 1,7% em Portugal. De qualquer modo, saliente-se que, em média, no período em análise, as atividades culturais contribuíram em média com 2,7 mil milhões de euros gerados por cerca de 66 mil entidades - valor que ultrapassou a indústria alimentar e o sector agrícola (ambos com cerca de 2,3 mil milhões). À Lusa, o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier classificou este montante como "extremamente relevante para reconhecer que a cultura, mais do que um ato de despesa, é um ato de geração de riqueza".

terça-feira, 23 de junho de 2015

Virada Cultural à portuguesa




Pela primeira vez um país, Portugal, vai ser homenageado durante a Virada Cultural de São Paulo. Na décima primeira edição deste evento, e se realiza este sábado e domingo, cerca de quatro milhões de pessoas são esperadas nas centenas de manifestações artísticas espalhadas por esta cidade brasileira.
É como se o dobro de toda a população de Lisboa e arredores decidisse sair à rua por 24 horas em busca de diversão. Quando surgiu, há onze anos, por iniciativa da Prefeitura de São Paulo, a Virada Cultural parecia uma ideia ousada: levar diferentes atracções a vários pontos da cidade, de forma ininterrupta, varando a madrugada, daí o termo – Virada – sugestivo de quem “vira” a noite acordado. Mas como incentivar a população, sempre preocupada com questões de segurança, a usufruir da cidade? Naquele ano, cerca de 600 mil pessoas compareceram. Hoje, consolidada, a festa tem uma frequência na casa dos milhões. Agora, a edição de 2015, tem mais novidades. 
Uma parceria inédita entre o Consulado Geral de Portugal e a Prefeitura de São Paulo resultou no Experimenta Portugal. 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

2012, ano zero da Cultura

Os promotores do documento Cultura e Futuro, uma iniciativa da sociedade civil que questiona a degradação das políticas públicas para a Cultura e pretende constituir-se num fórum de discussão do qual venham a emergir propostas concretas de acção neste domínio, apresentou na terça-feira o seu manifesto no Teatro São Luiz, em Lisboa.

A sessão, que se iniciou pouco depois das 18h e que os leitores do PÚBLICO puderam seguir na edição online via streaming, serviu para se fazer o diagnóstico da situação e para se sugerir alguns caminhos, mas não resultou ainda em propostas concretas, salvo a da criação de um grupo de trabalho, com pessoas de vários domínios da actividade cultural, às quais caberá agora ouvir o que têm a dizer os criadores e agentes de cada sector.

Se houve algum consenso entre os oradores da mesa foi o de que o esvaziamento das políticas culturais atingiu já o ponto de puro desrespeito pela Cultura e pelos seus representantes. “Não somos uns parasitas a viver do erário público”, sublinhou o musicólogo Rui Vieira Nery.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Representantes da cultura apresentam carta de reflexão sobre o estado do sector

Representantes da cultura apresentam carta de reflexão sobre o estado do sector
Agentes e representantes do sector cultural, de todas as áreas e várias gerações, apresentam esta terça-feira em sessão pública, no Teatro São Luiz, em Lisboa, às 18h, uma carta de reflexão sobre o estado da Cultura em Portugal. A apresentação no São Luiz será transmitida via webstreaming no site do PÚBLICO (link disponível à hora da sessão).

Trata-se de uma iniciativa não partidária, que servirá para lançar o documento, ao mesmo tempo que tem também o propósito de se constituir como fórum para discussão e o desenho de acções futuras. O documento, que recebe o título de Cultura e Futuro, para além de pretender recolocar a Cultura no centro da discussão pública, assume-se como supra-sectorial, centrando a discussão no acesso das populações à cultura, visando o estabelecimento de metas de consolidação da relação do poder, central e local, com quem trabalha em arte e cultura.

A carta tem por promotores iniciais o programador António Pinto Ribeiro, a historiadora de arte Raquel Henriques da Silva, o director do teatro São Luiz José Luís Ferreira, a deputada do Bloco de Esquerda Catarina Martins e o realizador de cinema João Salaviza, contando já com 200 subscritores ligados à programação artística, das bibliotecas, museus, da música, da investigação, da arquitectura ou da literatura, nomes como Paulo Ribeiro, António Capelo, Luísa Costa Gomes, Miguel Lobo Antunes, João Fernandes, Isabel Worm, Salvador Santos, Jacinto Lucas Pires, Manuel Graça Dias, António Pinho Vargas ou Jorge Custódio.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Lusa acaba com secções de cultura e lusofonia e encerra escritórios de três cidades

As secções de cultura e lusofonia da Agência Lusa vão deixar de existir, passando a ser integradas em sociedade e internacional, respectivamente, anunciou esta quarta-feira à redacção a direcção de Informação, liderada por Fernando Paula Brito. Também os escritórios de Coimbra, Évora e Faro vão ser encerrados e os seus jornalistas serão distribuídos pela rede nacional.
No comunicado enviado à redacção, assinado pelo director de informação, ao qual o PÚBLICO teve acesso, Fernando Paula Brito explica que as alterações, que aguardam o parecer do conselho de redacção da Lusa, deverão entrar em vigor a partir do dia 1 de Fevereiro.
Nesta remodelação, a secção de cultura, composta por sete pessoas, vai passar a integrar a sociedade, e a editora Maria Augusta Gonçalves, que substituiu Ana Sousa Dias em Maio de 2011, aquando da sua saída para o Jornal de Noticias, ficará como editora adjunta da sociedade.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Governo acaba com entradas grátis nos museus ao domingo

Francisco José Viegas disse ontem em entrevista na SIC Notícias, gravada na sexta-feira, que a Secretaria de Estado da Cultura quer "consumir menos recursos". Confrontado com a ideia de incluir os números de público nas suas contas, referiu que "o próprio Tribunal de Contas mostra surpresa por não se interessarem por objectivos, números...". "A criação de públicos é uma das funções [da SEC]. É um dos critérios", disse.
"Vamos discutir as missões dos teatros nacionais". acrescentou.
O secretário de Estado conta até ao final da legislatura "mapear a paisagem cultural do país". "Estamos a definir o que é património material e imaterial".

quarta-feira, 18 de maio de 2011

SPA lança abaixo-assinado para manter Ministério da Cultura



A Sociedade Portuguesa de Autores lançou uma petição na internet onde defende que a Cultura deverá continuar a ter Ministério no próximo Governo.
O abaixo-assinado, disponível em www.spautores.pt/destaques/peticao-publica, defende que "a Cultura não pode deixar de ter Ministério no próximo Governo".

Anunciada esta quarta-feira, a subscrição é conhecida depois de ter surgido nos últimos dias uma polémica entre o actual Governo socialista e o PSD, cujo líder afirmou que, no caso de vencer as legislativas de 5 de Junho, o seu Governo não terá ministro da Cultura.

Correio da Manhã.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Extinção do MC será “certidão de óbito”, diz Carrilho



A intenção do PSD de extinguir o Ministério da Cultura (MC), caso vença as eleições legislativas, é uma “certidão de óbito” passada a um sector que “está completamente morto há muito tempo”, disse hoje à agência Lusa Manuel Maria Carrilho.

O antigo ministro da Cultura do governo socialista de António Guterres lamentou esta intenção do PSD, mas culpou o actual primeiro-ministro, José Sócrates, pela “mais miserável política cultural que o país conheceu desde o 25 de Abril de 1974”.

Público.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Museus e monumentos nacionais abertos gratuitamente no dia da chegada de Bento XVI a Portugal


Ministra da Cultura vai estar presente no encontro do Papa com o mundo da cultura

Os museus e monumentos nacionais vão estar abertos gratuitamente durante o dia 11 de Maio, data da chegada do Papa Bento XVI a Portugal.

A noticia foi avançada pela Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, no dia em que foi oficialmente apresentada a imagem oficial da visita de Bento XVI a Portugal.

Na conferência de imprensa de apresentação, D. Carlos Azevedo, Coordenador da Comissão Organizadora da Visita e bispo auxiliar de Lisboa, confirmou a presença de Gabriela Canavilhas no encontro de Bento XVI com o mundo da cultura, que vai decorrer no Centro Cultural de Belém na manhã do dia 12.

Recorde-se que Bento XVI visita Portugal entre os dias 11 e 14 de Maio com passagens por Lisboa, Fátima e Porto.

in Agência Ecclesia