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domingo, 27 de maio de 2018
Prémio Camões: Germano Almeida “surpreendido” e “muito feliz”
“Estou contente, muito feliz por saber que o que escrevo é apreciado ao ponto de me darem um prémio tão prestigiado como o Camões”, disse Germano Almeida em declarações à agência Lusa, por telefone, a partir da sua residência, na cidade cabo-verdiana do Mindelo.
O escritor mostrou-se surpreendido com a distinção por considerar que “existem muitos escritores que merecem o prémio tanto ou mais” do que ele.
Para Germano Almeida, o segundo cabo-verdiano a receber o Prémio Camões, depois do poeta Arménio Vieira, este galardão representa “o reconhecimento do esforço e do trabalho” que vem desenvolvendo há anos como escritor.
O autor de livros como “Eva”, “O Testamento do Sr. Napomuceno da Silva Araújo” ou “Do Monte Cara vê-se o Mundo” considerou ainda importante a componente financeira do prémio “para um escritor que publica em Cabo Verde e em Portugal, onde os livros são mal vendidos e os escritores dolorosamente mal pagos”.
Germano Almeida foi anunciado como o vencedor do Prémio Camões 2018, após reunião do júri, no Hotel Tivoli, em Lisboa.
Com a sua atribuição, é prestada anualmente uma homenagem à literatura em português, recaindo a escolha num escritor cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento “do património literário e cultural da língua comum”, segundo o protocolo estabelecido entre Portugal e o Brasil, assinado em junho de 1988, que instituiu o prémio.
“Com este prémio, pretende-se ainda estreitar e desenvolver os laços culturais entre toda a comunidade lusófona, pelo que a este evento se associam os outros Estados de língua oficial portuguesa”, sublinhou o comunicado do Ministério da Cultura, que anunciou a entrega do galardão.
O Prémio Camões foi atribuído pela primeira vez em 1989, ao escritor português Miguel Torga e, na mais recente edição, em 2017, foi entregue ao poeta Manuel Alegre.
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Prémio Camões
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Hélia Correia é a vencedora do Prémio Camões
O Prémio Camões 2015 foi esta quarta-feira atribuído por
unanimidade à escritora Hélia Correia, o 11.º português a receber aquele que é
considerado o mais importante prémio literário destinado a autores de língua
portuguesa. O prémio, no valor de cem mil euros, foi anunciado no Palácio São
Clemente, sede do consulado português do Rio de Janeiro, onde esteve reunido o
júri.
Hélia Correia sucede ao poeta,
historiador e memorialista brasileiro Alberto Costa e Silva, que ganhou o
prémio em 2014, e a sua escolha volta a deixar Portugal e o Brasil empatados,
com 11 escritores de cada um dos países na lista de premiados.
Não foi a primeira vez que o nome de Hélia Correia surgiu
candidato ao Prémio Camões, em 2010, ano do brasileiro Ferreira Gullar ela esteve
na disputa até ao fim. O
júri que escolheu Hélia Correia integrou dois portugueses (o poeta e crítico
literário Pedro Mexia e a ensaísta Rita Marnoto, da Faculdade de Letras da
Universidade de Coimbra), dois brasileiros (o poeta e ensaísta Antonio Carlos
Secchin e o escritor Affonso Romano Sant'Anna) e dois representantes dos países
africanos de língua portuguesa: a ensaísta santomense Inocência Mata, da
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e o escritor moçambicano Mia
Couto, vencedor do prémio Camões em 2013.
es dos países
africanos de língua portuguesa: a ensaísta santomense Inocência Mata, da
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e o escritor moçambicano Mia
Couto, vencedor do prémio Camões em 2013.Couto, vencedor do prémio Camões em 2013.
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