As obras de recuperação da casa do cônsul Aristides de Sousa Mendes, situada em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal, arrancam na última semana deste mês, garantiu à Lusa a directora regional de Cultura do Centro.

A Aristides de Sousa Mendes Foundation, criada em Setembro passado nos EUA, está a recolher fundos para restaurar a antiga casa do ex-cônsul em Portugal (1885-1954), conhecido por salvar milhares de pessoas do Holocausto ao conceder vistos a refugiados.
A fundação norte-americana, apresentada no domingo nos arredores de Nova Iorque, vai trabalhar em parceria com a que existe em Portugal e quer ainda criar um museu e um centro de estudos.
"A fundação já recebeu fundos significativos. Está nos milhares de dólares", disse o neto de Aristides de Sousa Mendes, Sebastian, também vice-presidente da nova organização sem fins lucrativos. In Correio da Manhã.

A inauguração de uma exposição dedicada a Aristides de Sousa Mendes juntará no domingo, em Nova Iorque, um neto e descendentes de judeus salvos da perseguição nazi pelo cônsul de Portugal em Bordéus na II Grande Guerra.
Para João Crisóstomo, da Fundação Sousa Mendes, a exposição no The Holocaust Memorial and Tolerance Center do condado de Nassau é "de longe a melhor" até hoje dedicada ao diplomata português, que salvou milhares de judeus, passando-lhes vistos que lhes permitiram transitar na Europa, até conseguirem abandonar o continente.
Diário de Notícias.

A chuva foi o obstáculo mais difícil de ultrapassar na Mata de Santa Luzia, em Viana do Castelo, para rodar a cena em que Aristides de Sousa Mendes, a conselho de um guarda fiscal "amigo", leva os refugiados para a pequena fronteira de Alvelos, onde, ao contrário de Irun, ainda não existe a informação de que o cônsul de Bordéus está proibido de emitir vistos de entrada em Portugal.
Graças a inovadoras técnicas de iluminação e filmagem, a acção de ‘O Cônsul de Bordéus’ lá prosseguiu, com Vítor Norte (no papel principal) a executar arriscadas manobras com um carro de 1940, sob o olhar atento de Álvaro e António, netos do mais notável diplomata português de sempre.
Mais em Correio da Manhã.
Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.
Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.
Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.
Luís de Camões
Quem somos:
A Fundação Instituto Português de Cultura é uma organização não governamental (ONG), cujo objectivo fundamental é a difusão da Cultura Portuguesa na Venezuela, na medida em que é um valor que afirma a identidade nacional dos portugueses num mundo cada vez mais globalizado.
A quem nos dirigimos:
A nossa acção de difusão da Cultura Portuguesa articula-se em três dimensões:
À comunidade portuguesa porque na sua grande maioria não teve a oportunidade, enquanto residente em Portugal, de ter contacto com essa Cultura; e porque, uma vez na Venezuela, outras prioridades, nomeadamente as de refazer a sua vida do ponto de vista económico, relegou-a para um plano secundário.
À comunidade luso-descendente porque na sua grande maioria nunca recebeu dos seus pais e avós o estímulo suficiente para conhecê-la, nem teve tão-pouco outros meios de acesso à mesma.
Ao público venezuelano porque, salvo em ocasiões muito escassas, praticamente nunca lhe foi dada a oportunidade de conhecer a Cultura de Portugal.
A nossa razão de ser:
Pensamos que:
Ao proporcionar à comunidade portuguesa a oportunidade de conhecer a sua Cultura sentirá com mais intensidade a força de umas raízes históricas com peso multi-secular;
Ao proporcionar aos luso-descendentes a oportunidade de conhecer a Cultura dos seus pais e avós verão com melhores olhos e de forma mais objectiva e menos preconceituosa Portugal e as suas gentes;
Ao proporcionar ao público venezuelano a oportunidade de conhecer essa Cultura estaremos a redimensionar de forma positiva a imagem que durante décadas lhe ofereceu o contacto com uma comunidade que sempre transmitiu a imagem de um povo trabalhador e honesto, mas que não podia compaginar esses valores com as de um povo criador de valores culturais dificilmente imagináveis num país de tão pequena dimensão física.