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terça-feira, 15 de maio de 2018

Prémio Ibero-Americano de Ensaio na Polónia para falantes de português

Promover o conhecimento das línguas e culturas portuguesa e espanhola na Polónia e intensificar as relações entre a comunidade ibero-americana de nações, o mundo eslavo e a Europa Central, são os objetivos do ‘Prémio Ibero-Americano de Ensaio na Polónia’

O ‘Prémio Ibero-Americano de Ensaio na Polónia’ é organizado pelas embaixadas do Brasil, do Chile, da Colômbia, de Cuba, de Espanha, do México, do Panamá, do Peru, de Portugal, do Uruguai e da Venezuela naquele país.
Tem como objetivo promover o conhecimento das línguas e culturas portuguesa e espanhola na Polónia e intensificar as relações entre a comunidade ibero-americana de nações, o mundo eslavo e a Europa Central.
Dirige-se a pós-graduados e a estudantes dos cursos de doutoramento interessados no mundo ibero-americano, tanto na sua vertente europeia (Portugal e Espanha), como americana (áreas culturais lusófona e hispanófona), e em qualquer tipo de disciplina dentro do campo das ciências sociais ou dos estudos humanísticos.
Os participantes não poderão ter como língua materna, nem o espanhol, nem o português, e deverão serão residentes na Polónia, no momento da apresentação da candidatura.
O ensaio que se apresentar deverá ser um trabalho original de investigação ou reflexão sobre qualquer assunto relacionado com a Argentina, o Brasil, o Chile, a Colômbia, Cuba, o México, o Panamá, o Peru, o Uruguai, a Venezuela, bem como Portugal ou Espanha.
“Nesta primeira edição, coincidente com a celebração do centenário da restauração da independência da República da Polónia, solicitar-se-á que os trabalhos estejam relacionados com esse aniversário”, informa a organização.
Os ensaios deverão ser enviados à Secretaria do Júri do Prémio Ibero-Americano (Embaixada de Espanha em Varsóvia, Ul. Mysliwiecka, 4, 00-459, Varsóvia) antes do dia 22 de setembro de 2018.
O depósito de originais, em formato de papel e memória extraível – CD-ROM ou USB (formato ‘Word’ ou ‘PDF’) -, terá de ser realizado presencialmente pelo interessado.
São admitidos os envios por correio postal, sendo que, nestes casos, os originais deverão ser acompanhados de cópias dos documentos acima mencionados, devidamente autenticadas, acrescentando-se ainda, ao envelope, uma memória externa (CD-ROM ou USB) com o texto em formato eletrónico (formatos ‘Word’ ou ‘PDF’).

Mundo Português

terça-feira, 1 de maio de 2018

A quarta língua mais falada do mundo não tem problemas de relacionamento

Entre a resistência ao português e a resistência do português, escritores de vários países lusófonos (e ainda uma prima direita galega) foram a Cabo Verde lembrar como a língua da opressão colonial se transformou na língua da afirmação para literaturas periféricas e minoritárias. E como, no processo, se habitou a conviver com a mistura.

Em 1960, a potência colonial que Portugal pretendia continuar a ser por muitos e bons séculos celebrou os 500 anos da descoberta de Cabo Verde fazendo publicar uma Antologia da Ficção Cabo-Verdiana Contemporânea organizada por Baltasar Lopes da Silva, o aclamado autor de Chiquinho (1947), e, logo a seguir, a colectânea Modernos Poetas Cabo-Verdianos, preparada e prefaciada pelo crítico, ensaísta, dramaturgo e conservador da Biblioteca Municipal da Praia Jaime de Figueiredo. Mais do que afirmar o poder de dominação do cânone português, como se pretenderia num ambiente que ainda era de glorificação do império (mas por pouco tempo: a Guerra Colonial estava só a um ano de distância), os dois volumes afirmaram sobretudo a especificidade da experiência literária cabo-verdiana no contexto da literatura portuguesa, e até no contexto da sua variante “ultramarina”, como notava então Jaime de Figueiredo – sugerindo, visionariamente, que a língua da opressão também podia ser a língua da auto-determinação (e foi mesmo).
Quase 60 anos e cinco independências depois, essa língua é hoje, com cerca de 244 milhões de falantes, a quarta mais pujante do mundo – e não tem problemas de relacionamento com o crioulo cabo-verdiano, as línguas nacionais de Angola, o tétum ou o galego, como o oitavo Encontro de Escritores de Língua Portuguesa organizado pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) na Cidade da Praia, com o mesmo Jaime de Figueiredo (1905-1974) como homenageado, quis enfatizar. Tem sido uma experiência inclusiva, a da lusofonia, anuíram participantes como David Capelenguela, jornalista, poeta, co-fundador da Brigada Jovem de Literatura do Namibe e membro da União dos Escritores Angolanos, ou Tony Tcheka, um dos históricos “Meninos da Hora do Pindjiguiti” que em 1977 lançaram o primeiro livro da Guiné-Bissau independente, Mantenhas para quem luta. E é uma experiência com potencial de expansão, acrescentaria ainda Concha Rousia, bibliotecária da Academia Galega da Língua Portuguesa e defensora tão feroz quanto poética de uma mudança de narrativa linguística que salvaguarde e fortaleça a consanguinidade do português e do galego, protegendo-o da hegemonia castelhana a que as políticas públicas o têm submetido.

Público

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Venezuela: Interesse pelo ensino do português continua a aumentar

O interesse pela aprendizagem da língua portuguesa na Venezuela continua a aumentar, apesar dos problemas políticos que o país atravessa, disse  o coordenador do ensino do português naquele país, Rainer Sousa.

"É unânime, os coordenadores dos centros dizem que o interesse pela língua portuguesa é crescente", afirmou aos jornalistas o responsável, que participa hoje, em Lisboa, no segundo encontro de professores do ensino português no estrangeiro, dedicado ao tema "Aprender e ensinar português em contexto multilingue".

Rainer Sousa referiu que "apesar de a situação ser complicada, a nível político, ainda há muito interesse no ensino de português", revelando que essa procura também se tem acentuado fora de Caracas.
O coordenador reconheceu que têm havido dificuldades na obtenção dos manuais, mas o Camões -- Instituto da Língua e da Cooperação tem apoiado para ultrapassar este problema.
No total, há cerca de cinco mil alunos de português nos níveis básico, secundário e universitário, num país com perto de 500 mil portugueses e lusodescendentes.
Na intervenção na abertura do encontro, a presidente do Camões, Ana Paula Laborinho, deixou uma "saudação especial" a Rainer Sousa, pelas "dificuldades que enfrenta" na Venezuela.

DN

domingo, 5 de novembro de 2017

Melhores alunos de Português premiados na York University

Em outubro, na York University, teve lugar uma cerimónia de entrega de prémios a estudantes no Department of Languages, Literatures and Linguistics (DLLL), no qual se integra o programa de Portuguese and Luso-Brazilian Studies.
O vencedor do prémio Dark Stones: The Azorean Spirit, destinado a galardoar o melhor aluno do programa, foi Vincenzo Gruppuso, de origem italiana, inscrito no BA de Portuguese and Luso-Brazilian Studies. Este aluno distinguiu-se, em 2016/17, pela progressão manifestada e pelo mérito académico evidenciado bem como pelo seu envolvimento em atividades co(extra)curriculares no programa de Português da York U. Este prémio é patrocinado pelo Banco Santander Totta e o generoso cheque de 1500 dólares foi entregue ao estudante por Gabriela Cavaco, presente na cerimónia.
O melhor aluno da turma de Português elementar (POR1000) em 2016/17 ganhou o prémio “Português dá-te asas”, que consiste numa viagem aos Açores, oferecida pela Azores Airlines. Wendy Roza, a aluna agraciada, de uma família imigrante brasileira, mostrou-se muito feliz por ter, assim, realizado o seu sonho de conhecer Portugal, particularmente os Açores, onde passou quase 15 dias neste verão. A estudante pôde, desta forma, agradecer pessoalmente ao gerente da Azores Airlines, Carlos Botelho, que igualmente confraternizou com professores e alunos nesta ocasião assinalável.
Foram ainda agraciados com “Prémios continuidade” pelo DLLL o segundo melhor aluno de POR1000 atualmente a continuar os seus estudos em Português intermédio – Juan Daniel Villamil, de origem colombiana – e a melhor aluna de Português intermédio, correntemente a frequentar POR3000 (Português avançado) – Cláudia Pereira, vinda de Portugal para o Canadá com 8 anos.
O prémio Dark Stones: The Azorean Spirit é uma merecida homenagem a José Dias de Melo, autor da obra homónima (Pedra Negras, 1964) e importante escritor português, natural dos Açores. Celebrizou-se como o “escritor das baleias”, particularmente por a sua obra literária versar ampla e profundamente a saga do povo açoriano, especialmente associada à problemática da indústria baleeira. Defensor acérrimo dos ideais de igualdade, dignidade, liberdade e justiça social, o autor deixou-nos, de forma viva e acutilante, histórias marcadas pela exploração, pobreza e injustiça, vivenciadas por açorianos, em que se reveem, com profunda humanidade e universalidade, tantos quantos construíram percursos nas malhas da miséria.
O galardão “Portuguese gives you wings” reflete os objetivos partilhados pelo Programa de Portuguese and Luso-Brazilian Studies e pela Faculty of Liberal Arts and Professional Studies de continuar a desenvolver e a investir em Educação Experimental (Experiential Education). Na sequência da disciplina de Elementary Portuguese, a estudante recipiente teve a oportunidade de praticar competências comunicativas em contextos reais de uso. Esta oportunidade de imersão única proporcionou à iniciante uma experiência viva da língua num ambiente cultural autêntico. Acresce que a aluna beneficiou também do contacto com a vida nos Açores, um arquipélago dinâmico, mundialmente reconhecido – inclusivamente pela UNESCO e pela National Geographic – graças à sua beleza natural, salvaguardada por um desenvolvimento sustentável, e distinto por o que Vitorino Nemésio designou de açorianidade, termo que exprime e sustenta como as condições históricas e geográficas, sociais e humanas conferem, a estas ilhas e aos seus habitantes, uma identidade muito particular.

Estes prémios são representativos do compromisso e do investimento do Programa de Português da York em oferecer aos alunos, do primeiro ao último ano, oportunidades significativas que promovam um maior envolvimento com a língua e com as culturas que nela se expressam. Facultam, portanto, contextos privilegiados e apoios para estimular não só a interação comunicativa, mas também o sentido de pertença a uma comunidade maior, integradora e valorizadora da diferença, não só das várias culturas lusófonas como também das configurações que a língua toma em diferentes geografias.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Língua portuguesa entre as mais poderosas do mundo

O ‘Power Language Index’ destacou o Português como uma das dez línguas mais poderosas a nível mundial. Brilhamos na capacidade de participar numa economia e na aptidão para o diálogo.
Entre os mais de seis mil idiomas utilizados atualmente, apenas 15 têm o número suficiente de falantes para serem considerados os mais falados no mundo e somente dez acarretam o título de mais poderosas. Portugal está lista.

De acordo com o Power Language Index (PLI), divulgado pelo Fórum Económico Mundial, o nosso país encontra-se na nona posição do ‘ranking’ das dez línguas mais poderosas do mundo, ou seja, aquelas que os autores consideram ser as que têm mais utilidade. Para medir essa característica, os responsáveis pelo estudo estatístico vão mais longe e perguntam aos leitores o seguinte: “Se um alienígena viesse ao Planeta Terra, qual seria a língua o capacitaria de se envolver plenamente com os humanos?”.
O PLI mede a utilidade de uma linguagem para um ser humano representativo e não para um indivíduo em particular. Nesse sentido, o índice teve em conta uma série de critérios, cuja importância de cada um varia: geografia (capacidade de viajar – 22,5%), economia (capacidade de participar numa economia – 22,5%), comunicação (capacidade de diálogo – 22,5%), conhecimento e meios de comunicação (capacidade de consumir conhecimentos e media – 22,5%) e diplomacia (capacidade de se alicerçar nas relações internacionais -10%).
Curiosamente, as seis línguas mais ponderosas correspondem às seis línguas oficiais da Organização das Nações Unidas. A tabela (reproduzida em baixo) é encabeçada pelo Inglês, como seria expectável, seguindo-se o Mandarim e o Francês.
O tema da conferência de Davos deste ano, teve como tema Responsive and Responsible Leadership. Contigo, a questão da globalização esteve presente na maioria dos debates.
No programa de 2017 pode ler-se: “A emergência de um mundo multipolar não pode ser desculpa para indecisão e inércia, razão pela qual é imperativo que os líderes respondam de forma coletiva com ações credíveis para melhorar o estado do mundo. (…) Juntando-nos no início do ano, podemos moldar o futuro e unir este esforço global em design, criação e colaboração”.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Camões atribui bolsas de estudo e de investigação em Língua Portuguesa

São seis as bolsas oferecidas pelo Camões - Instituto da Cooperação e da Língua

Os estudantes e professores de português em universidades estrangeiras, interessados em realizar em Portugal um curso de aperfeiçoamento linguístico, encontram essa oportunidade nas bolsas oferecidas pelo Camões, I.P.
O Instituto gere um conjunto de bolsas “destinadas a cidadãos estrangeiros e portugueses através dos quais apoia e promove prioritariamente o estudo e a investigação da área da língua e cultura portuguesas; a formação científica ou profissional na área de português língua não materna; a formação ou o aperfeiçoamento na área da tradução e interpretação de conferências”, como informa na sua página oficial na internet. São seis as bolsas de estudo oferecidas pelo Camões, I.P. para um universo de estudantes ou licenciados estrangeiros e portugueses; professores e investigadores estrangeiros e portugueses; responsáveis de Cátedras de Estudos Portugueses e de Departamentos de Português em universidades estrangeiras.
Cursos de verão e Cursos Anuais
As bolsas para frequência de «Cursos de verão de Língua e Cultura Portuguesas», destinam-se a estudantes estrangeiros e portugueses que residam no estrangeiro e que pretendam aperfeiçoar a sua competência linguística. 
São ministrados em universidades portuguesas ou em instituições reconhecidas pelo Camões, I.P.. O programa realiza-se ao longo e um mês e para 2016/2017, o Camões, I.P. disponibiliza 28 bolsas.
Para os «Cursos Anuais de Língua e Cultura Portuguesas», o Instituto atribui bolsas com o mesmo objetivo dos Cursos de verão e para o mesmo universo de candidaturas. São também ministradas em universidades portuguesas ou em instituições reconhecidas pelo Camões, I.P., mas a duração é maior: oito meses. Para esta bolsa, o Instituto atribuiu 15 vagas


Mundo Português

segunda-feira, 4 de maio de 2015

5 de Maio- Dia da Língua Portuguesa...




É amanhã...

No dia 5 de maio é comemorado o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura entre os países de Língua Portuguesa. Nesta data os países do espaço lusófono procuram desenvolver atividades que promovem a Língua Portuguesa e a cultura lusófona pelo mundo. O dia 5 de maio também é conhecido como Dia da Cultura Lusófona.
A propósito da celebração do dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP, a 5 de maio, os alunos e professores do Departamento de Português da EIM, em colaboração com o Centro de Língua Portuguesa do Camões, IP, organizaram uma semana de atividades para homenagear a diversidade da cultura dos países que integram esta comunidade, e que se unem por um património comum: a sua forma de expressão, a(s) LÍNGUA(S) PORTUGUESA(S).
De 5 a 7 de maio, no auditório da Escuela de Contaduría y Educación, no Trasbordo.
Origem do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura
Em 2005 ficou dedido em Luanda, Angola, que o dia 5 de maio seria o Dia da Língua Portuguesa, mas a data só foi oficalizada em Junho de 2009 em Cabo Verde, quando os países que pertencem à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se reuniram e chegaram a acordo no XIV Conselho de Ministros da CPLP, realizado em Junho de 2009, em Cabo Verde.

sábado, 28 de junho de 2014

Opinião: A velhíssima mãe e os seus diferentes filhos



Desejar um futuro à língua portuguesa é desejar-lhe liberdade e diversidade. Ou seja: tudo o que hoje lhe tiramos.

É sempre ingrato falar de algo tão usual como a língua, mas talvez seja por muito falarmos dela, com euforia e sem tino, que a ela sempre voltamos, como náufragos sem madeiros que nos valham num mar imenso. Vamos, pois, à língua e aos seus futuros.

Mas é impossível falar em futuro sem relembrar, ainda que brevemente, o passado. O tempo do galego-português (ou galaico-português, se preferirem), nascido do latim no ângulo noroeste da Península Ibérica, depois da presença romana iniciada em 218 a.C. Outras invasões e conquistas trouxeram outros falares. E se o latim escrito continuava como língua de cultura e transmissão de conhecimento, o português nascido de uma das línguas peninsulares (galego-português, castelhano e catalão; os bascos não haviam abraçado o latim e assim se mantiveram) viu o seu vocabulário, latino e grego na origem, enriquecer-se com palavras de origem germânica (menos) ou árabe (mais).

sexta-feira, 27 de junho de 2014

OPINIÃO : Língua portuguesa, recurso fabuloso


Esta festa dos 800 anos também é a festa da vitalidade, imorredoira e crescente, da nossa língua comum de todos os falantes de Português.

Hoje, 27 de Junho, celebrar 800 anos da nossa língua é ganharmos mais forte consciência de que é um dos mais valiosos recursos estratégicos de Portugal e dos demais países da CPLP, senão mesmo o mais valioso de todos os nossos recursos estratégicos. Para ecoar um conceito que entrou em moda, diria: não há melhor diplomacia económica do que a língua.

Com os anos que já levo de trabalho e de porfia pela afirmação, pela salvaguarda e pela valorização do estatuto internacional da língua portuguesa, ainda hoje me surpreendo como ainda há tanta gente em Portugal que não se deu conta disso – e que não o vê, mesmo quando a gente aponta; e mostra.

De facto, as coisas levam tempo. Até o óbvio leva muito tempo.

De todos os países de língua portuguesa, o único que talvez se compreendesse que espontaneamente não valorizasse muito esse facto e esse recurso seria o Brasil. Porquê? Pela sua própria dimensão.

sábado, 21 de setembro de 2013

O português conquistou a Internet, agora quer ser língua oficial nas organizações internacionais

Terceira nas redes sociais e nos negócios de gás e petróleo, a língua portuguesa é a quinta mais falada na Internet. A 2.ª Conferência sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial realiza-se no fim de Outubro em Lisboa.
A difusão da língua portuguesa entrou num “novo patamar” – passou de um objectivo centrado na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para se projectar além-fronteiras. A ambição é também outra quando o Instituto Camões, a CPLP e um conjunto de universidades portuguesas se juntam na organização de uma conferência em Lisboa para desbravar caminhos no sentido da "difusão do português como língua internacional”. “A língua portuguesa já não é apenas a língua dos povos da CPLP", diz Ana Paula Laborinho, presidente do Instituto Camões
O mote está assim lançado para a 2.ª Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que se segue à 1.ª Conferência de 2010 em Brasília. O evento vai juntar em Lisboa dezenas de importantes académicos e especialistas da língua portuguesa, nos dias 29 e 30 de Outubro. 

Público

domingo, 26 de maio de 2013

Bolsas para promover língua portuguesa ...nos EUA!

Docentes e investigadores de universidades portuguesas vão ter a oportunidade de levar a língua e a cultura portuguesas para os Estados Unidos da América através de um programa da Fundação Luso-Americana (FLAD), que atribui bolsas para ensino e investigação em universidades daquele país.

A fim de reforçar o interesse pelo estudo do Português nos EUA, a FLAD pretende levar os melhores professores para aquele país. A fundação refere, no
regulamento do concurso, que não existe um número fixo de vagas, "pelo que só serão atribuídas bolsas a candidatos com elevada qualidade".

Cada um dos bolseiros tem direito a receber um financiamento mensal de quatro mil euros e terá as suas despesas de deslocação para os EUA cobertas pela própria FLAD.

A primeira fase do concurso abriu com inscrições até dia 15 de Março, mas existem ainda mais duas oportunidades de participação. As candidaturas que forem enviadas até 15 de Julho vão ver os seus resultados divulgados até 15 de Setembro, e as que forem enviadas até 30 de Setembro vão ver os resultados publicado até 30 de Outubro.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Brasil ‘enrola’ a língua



A aplicação obrigatória do novo Acordo Ortográfico corre o risco de vir a ser adiada pelo maior país de Língua Portuguesa: o Brasil. O Governo deste país está a preparar um decreto presidencial para adiar a vigência obrigatória do documento só para 31 de Dezembro de 2015, em vez de 2014.

Em Portugal, 2012 está a servir para aplicar o novo Acordo nos serviços públicos e, até agora, as principais instâncias aguardam para saber se a presidente brasileira, Dilma Rousseff, sempre dará luz verde a este adiamento.

"Não há a menor condição de entrar em vigor já no dia 1 de Janeiro. Este Acordo é uma colcha de retalhos", disse, esta semana, o senador do Partido Social Democracia Brasileira, Cyro Miranda, autor desta nova tese.

Nota: Desenrole-se o assunto, dando o acordado por nao acordado e acabe-se com esta triste história do (des)acordo!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Língua Portuguesa é a convidada de honra

A Língua Portuguesa é a homenageada da Feira do Livro de Belgrado, que começa no domingo e que conta com a participação de duas dezenas de escritores lusófonos.
"Uma feira do livro ter uma língua como convidada e não um país é um grande passo em frente", assinalou à agência Lusa André Cunha, responsável pelo Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Belgrado, inaugurado em 2007 e aberto ao público em 2008.
"Um escritor representa-se a si próprio, ele é do tamanho da própria língua" -- é com esta ideia que André Cunha justifica a "inovadora" opção.
Duas dezenas de escritores portugueses vão deslocar-se à capital da Sérvia durante uma semana, entre os quais o moçambicano Mia Couto (que abre o certame no domingo), os angolanos José Eduardo Agualusa e Ondjaki (é possível que se junte também Luandino Vieira), os brasileiros Edney Silvestre e Ana Maria Machado e os portugueses Dulce Maria Cardoso, Pedro Rosa Mendes, Alice Vieira, Lídia Jorge, Rui Zink, João Tordo, Vicente Alves do Ó e Gonçalo M. Tavares (que fechará a feira, no dia 30).

Diário de Notícias.Instituto Camões.