Francia
Elenco: Mehdi Dehbi, Maria de Medeiros, Emmanuel Salinger
A actriz portuguesa Maria de Medeiros recebe dia 11 de Junho o Golfinho de Ouro do Festroia – Festival Internacional de Cinema de Setúbal, a decorrer na Costa Azul desde o passado dia 3.
O prémio destina-se a distinguir o conjunto da carreira da actriz, que vai muito além das fronteiras lusas.
A 27ª edição do Festroia - cujo programa integrou 180 filmes de 40 países - termina domingo, 12 de Julho. In Correio da Manhã.

Maria de Medeiros, que falava numa conferência de imprensa para anunciar o recital que vai dar na sexta-feira na ilha de La Palma (Canárias), afirmou que "está na hora" de fazer a união dos dois países num único estado, visto que "as identidades culturais e linguísticas estão muito definidas e, além disso, a união faz a força".
Correio da Manhã.

Enquanto se prepara para a entrevista, bebe um chá, mas as canções que agora canta têm "o aroma do whisky". O sol de fim de tarde num hotel do Guincho com vista para o mar não sugere "o cheiro do charuto, a sensibilidade do cabedal" ou "o universo do (Francis Ford) Coppola", mas são essas as primeiras imagens que a actriz Maria de Medeiros, agora cantora, transmite a propósito do novo álbum, Penínsulas e Continentes.
A apresentação está marcada para esta semana. Quarta-Feira no Cinema São Jorge, em Lisboa, e no dia seguinte no Auditório Municipal de Vila Nova de Gaia, mas muito antes de gravar um disco ou, sequer, de representar, já Maria de Medeiros passava "a adolescência no Hot (Club de Portugal" onde "até entrava pela cercadeira". Foi após o regresso de Viena, onde cresceu "no meio da música clássica" que conheceu "os Beatles e os Rolling Stones". E o jazz, que agora recupera através da interpretação. "O jazz é música nocturna mas, ao mesmo tempo, é a música de todas as aberturas", defende. E por falar em Abril , a política é também uma das soluções para desvender este enigma: "(O jazz) corresponde muito à ideia que tenho de poder. É um poder compartilhado. Historicamente, é uma música de contrapoder intelectual e musical para com apartheids."
Mais em Diário de Notícias.
Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.
Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.
Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.
Luís de Camões
Quem somos:
A Fundação Instituto Português de Cultura é uma organização não governamental (ONG), cujo objectivo fundamental é a difusão da Cultura Portuguesa na Venezuela, na medida em que é um valor que afirma a identidade nacional dos portugueses num mundo cada vez mais globalizado.
A quem nos dirigimos:
A nossa acção de difusão da Cultura Portuguesa articula-se em três dimensões:
À comunidade portuguesa porque na sua grande maioria não teve a oportunidade, enquanto residente em Portugal, de ter contacto com essa Cultura; e porque, uma vez na Venezuela, outras prioridades, nomeadamente as de refazer a sua vida do ponto de vista económico, relegou-a para um plano secundário.
À comunidade luso-descendente porque na sua grande maioria nunca recebeu dos seus pais e avós o estímulo suficiente para conhecê-la, nem teve tão-pouco outros meios de acesso à mesma.
Ao público venezuelano porque, salvo em ocasiões muito escassas, praticamente nunca lhe foi dada a oportunidade de conhecer a Cultura de Portugal.
A nossa razão de ser:
Pensamos que:
Ao proporcionar à comunidade portuguesa a oportunidade de conhecer a sua Cultura sentirá com mais intensidade a força de umas raízes históricas com peso multi-secular;
Ao proporcionar aos luso-descendentes a oportunidade de conhecer a Cultura dos seus pais e avós verão com melhores olhos e de forma mais objectiva e menos preconceituosa Portugal e as suas gentes;
Ao proporcionar ao público venezuelano a oportunidade de conhecer essa Cultura estaremos a redimensionar de forma positiva a imagem que durante décadas lhe ofereceu o contacto com uma comunidade que sempre transmitiu a imagem de um povo trabalhador e honesto, mas que não podia compaginar esses valores com as de um povo criador de valores culturais dificilmente imagináveis num país de tão pequena dimensão física.