sexta-feira, 11 de maio de 2018
DIA DE PORTUGAL Marcelo escolhe Onésimo Teotónio Almeida para presidir às comemorações do 10 de Junho
Este ano, as comemorações dividem-se entre Ponta Delgada, nos Açores, ilha onde nasceu o professor catedrático, e Boston, nos EUA, onde ensina actualmente.
Este ano, as comemorações dividem-se entre Ponta Delgada, nos Açores, ilha onde nasceu o professor catedrático, e Boston, nos EUA, onde ensina actualmente.
"Aprecio o gesto e colaborarei", reagiu Onéseio Teotónio de Almeida, em declarações à RTP. "Tenho, durante toda a vida, lutado pela afirmação da comunidade açoriana e da comunidade portuguesa nos EUA e isto é um reconhecimento. Hoje essa comunidade é uma comunidade adulta, integrada, ligada aos EUA mas também a Portugal", completou.
Autor de uma extensa obra, Onésimo Teotónio de Almeida dedicou uma grande parte da sua vida a escrever sobre a portugalidade e sobre o que é ser português. Os títulos A Obsessão da Portugalidade (lançado em 2017, pela Quetzal) e Pessoa, Portugal e o Futuro (lançado em 2014, pela Gradiva) são apenas alguns exemplos. Contou ao PÚBLICO, em 2014, que só compreendeu Portugal e a portugalidade "na diáspora": "Ver os emigrantes no embate diário com o universo anglo-americano permitiu-me observar os conflitos de valores, de visões do mundo em acção."
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Dia de Portugal
terça-feira, 8 de maio de 2018
Rota de Magalhães é candidata a Património Cultural da Humanidade
A candidatura à UNESCO da
Rota de Magalhães é uma das iniciativas do programa comemorações dos 500
anos da viagem de circum-navegação do navegador português Fernão de Magalhães.
Para além da Rota de Magalhães a Património
Cultural da Humanidade, as celebrações incluem a criação de um Centro de
Interpretação, num total de 62 iniciativas previstas.
O programa das Comemorações do V Centenário da Circum-Navegação, com iniciativas que começam no segundo semestre deste ano e que decorrem até 2022, foi publicado em Diário da República na passada sexta-feira, após aprovação pelo Conselho de Ministros.
As iniciativas, refere a Estrutura de Missão das Comemorações do V Centenário da Circum-Navegação comandada pelo navegador português Fernão de Magalhães (EMCFM), pretendem “reconhecer o papel, passado e presente, de Portugal e dos portugueses para a promoção do conhecimento, do diálogo intercultural e da sustentabilidade do planeta, contribuindo para uma sociedade mais justa, inclusiva e com maior bem-estar”.
Segundo a resolução, o orçamento para 2018 é de 1,2 milhões de euros, dos quais 800 mil euros para aquisição de bens e serviços e outros bens de capital e os restantes 400 mil euros destinam-se a despesas com pessoal.
No total, estão previstas 62 iniciativas e ações, organizadas por “um diversificado leque de entidades, públicas e privadas, de forma privada ou em parceria, de âmbito local, regional, nacional ou internacional”.
Além disso, serão lançadas convocatórias públicas à apresentação de projetos por parte da sociedade portuguesa.
O programa das Comemorações do V Centenário da Circum-Navegação, com iniciativas que começam no segundo semestre deste ano e que decorrem até 2022, foi publicado em Diário da República na passada sexta-feira, após aprovação pelo Conselho de Ministros.
As iniciativas, refere a Estrutura de Missão das Comemorações do V Centenário da Circum-Navegação comandada pelo navegador português Fernão de Magalhães (EMCFM), pretendem “reconhecer o papel, passado e presente, de Portugal e dos portugueses para a promoção do conhecimento, do diálogo intercultural e da sustentabilidade do planeta, contribuindo para uma sociedade mais justa, inclusiva e com maior bem-estar”.
Segundo a resolução, o orçamento para 2018 é de 1,2 milhões de euros, dos quais 800 mil euros para aquisição de bens e serviços e outros bens de capital e os restantes 400 mil euros destinam-se a despesas com pessoal.
No total, estão previstas 62 iniciativas e ações, organizadas por “um diversificado leque de entidades, públicas e privadas, de forma privada ou em parceria, de âmbito local, regional, nacional ou internacional”.
Além disso, serão lançadas convocatórias públicas à apresentação de projetos por parte da sociedade portuguesa.
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fernao de magalhaes
segunda-feira, 7 de maio de 2018
Marcelo saúda todos os cidadãos da CPLP no Dia da Língua Portuguesa
Chefe de estado destaca a celebração desta data pelo secretário-geral da ONU, nos jardins da sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, saudou neste sábado todos os cidadãos da CPLP, na data em que esta comunidade de países lusófonos celebra o Dia da Cultura e da Língua Portuguesa. Numa nota divulgada no portal da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado defende que o português tem um "inestimável valor" e é "uma língua de futuro", com "um incontestável poder de criar laços e entendimentos" dentro e fora da lusofonia, referindo que tem actualmente "mais de 260 milhões de falantes".
Marcelo Rebelo de Sousa dirige "uma calorosa saudação a todos os cidadãos dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)" – composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – "que diariamente a usam como instrumento de comunicação, reflexão, expressão e criação cultural".
O dia 5 de Maio foi instituído em 2009 como Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP.
Entre as iniciativas deste ano, o chefe de Estado destaca a celebração desta data "pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, nos Jardins das Nações Unidas, em Nova Iorque, com a presença da secretária-executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira, do humorista e escritor Ricardo Araújo Pereira e do escritor Onésimo Teotónio Almeida". Durante essa sessão, "será evocada a atribuição, há 20 anos, do Prémio Nobel da Literatura ao escritor português José Saramago", salienta.
Público
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, saudou neste sábado todos os cidadãos da CPLP, na data em que esta comunidade de países lusófonos celebra o Dia da Cultura e da Língua Portuguesa. Numa nota divulgada no portal da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado defende que o português tem um "inestimável valor" e é "uma língua de futuro", com "um incontestável poder de criar laços e entendimentos" dentro e fora da lusofonia, referindo que tem actualmente "mais de 260 milhões de falantes".
Marcelo Rebelo de Sousa dirige "uma calorosa saudação a todos os cidadãos dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)" – composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – "que diariamente a usam como instrumento de comunicação, reflexão, expressão e criação cultural".
O dia 5 de Maio foi instituído em 2009 como Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP.
Entre as iniciativas deste ano, o chefe de Estado destaca a celebração desta data "pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, nos Jardins das Nações Unidas, em Nova Iorque, com a presença da secretária-executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira, do humorista e escritor Ricardo Araújo Pereira e do escritor Onésimo Teotónio Almeida". Durante essa sessão, "será evocada a atribuição, há 20 anos, do Prémio Nobel da Literatura ao escritor português José Saramago", salienta.
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dia da lingua
quarta-feira, 2 de maio de 2018
Lobo Antunes e Eugénia de Vasconcellos no Festival de Poesia de Bucareste
O escritor António Lobo Antunes e a poeta Eugénia de Vasconcellos são os portugueses convidados para participar na edição deste ano do Festival Internacional de Poesia que decorre de 14 a 20 de Maio em Bucareste, na Roménia.
Durante uma semana, as ruas de Bucareste vão encher-se de versos e poetas, com a participação de mais de 150 escritores de todo o mundo num festival cujo programa prevê leituras públicas, debates, mesas-redondas, lançamento de livros e, também, muita música.
De acordo com a Guerra e Paz, editora que publica as obras de Eugénia de Vasconcellos, esta foi a poeta portuguesa eleita para representar Portugal.
Outro autor português presente será António Lobo Antunes, que a organização escolheu como convidado de honra do evento.
Eugénia de Vasconcellos é autora de “O Quotidiano a Secar em Verso”, publicado em 2016, mas também do ensaio “Camas Politicamente Incorrectas da Sexualidade Contemporânea”, tendo traduzido a poesia de Claude Le Petit, reunida em “O Bordel das Musas”. É ainda autora da versão do “Cântico dos Cânticos”, incluída na coleção Livros Amarelos, num volume com o “Manual de Civilidade para Meninas”, de Pierre-Félix Louÿs.
Natural de Faro, esta poeta portuguesa vai juntar-se, assim, a um evento que, desde 2010, já recebeu a presença de mais de 350 poetas de todo o mundo.
O festival, que é organizado pelo Museu Nacional de Literatura Romena, vai incluir leituras de poesia e jazz, representações, debates, painéis de discussão e projecções.
Ponto final.
Durante uma semana, as ruas de Bucareste vão encher-se de versos e poetas, com a participação de mais de 150 escritores de todo o mundo num festival cujo programa prevê leituras públicas, debates, mesas-redondas, lançamento de livros e, também, muita música.
De acordo com a Guerra e Paz, editora que publica as obras de Eugénia de Vasconcellos, esta foi a poeta portuguesa eleita para representar Portugal.
Outro autor português presente será António Lobo Antunes, que a organização escolheu como convidado de honra do evento.
Eugénia de Vasconcellos é autora de “O Quotidiano a Secar em Verso”, publicado em 2016, mas também do ensaio “Camas Politicamente Incorrectas da Sexualidade Contemporânea”, tendo traduzido a poesia de Claude Le Petit, reunida em “O Bordel das Musas”. É ainda autora da versão do “Cântico dos Cânticos”, incluída na coleção Livros Amarelos, num volume com o “Manual de Civilidade para Meninas”, de Pierre-Félix Louÿs.
Natural de Faro, esta poeta portuguesa vai juntar-se, assim, a um evento que, desde 2010, já recebeu a presença de mais de 350 poetas de todo o mundo.
O festival, que é organizado pelo Museu Nacional de Literatura Romena, vai incluir leituras de poesia e jazz, representações, debates, painéis de discussão e projecções.
Ponto final.
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Poesia
terça-feira, 1 de maio de 2018
A quarta língua mais falada do mundo não tem problemas de relacionamento
Entre a resistência ao português e a resistência do português, escritores de vários países lusófonos (e ainda uma prima direita galega) foram a Cabo Verde lembrar como a língua da opressão colonial se transformou na língua da afirmação para literaturas periféricas e minoritárias. E como, no processo, se habitou a conviver com a mistura.
Em 1960, a potência colonial que Portugal pretendia continuar a ser por muitos e bons séculos celebrou os 500 anos da descoberta de Cabo Verde fazendo publicar uma Antologia da Ficção Cabo-Verdiana Contemporânea organizada por Baltasar Lopes da Silva, o aclamado autor de Chiquinho (1947), e, logo a seguir, a colectânea Modernos Poetas Cabo-Verdianos, preparada e prefaciada pelo crítico, ensaísta, dramaturgo e conservador da Biblioteca Municipal da Praia Jaime de Figueiredo. Mais do que afirmar o poder de dominação do cânone português, como se pretenderia num ambiente que ainda era de glorificação do império (mas por pouco tempo: a Guerra Colonial estava só a um ano de distância), os dois volumes afirmaram sobretudo a especificidade da experiência literária cabo-verdiana no contexto da literatura portuguesa, e até no contexto da sua variante “ultramarina”, como notava então Jaime de Figueiredo – sugerindo, visionariamente, que a língua da opressão também podia ser a língua da auto-determinação (e foi mesmo).
Quase 60 anos e cinco independências depois, essa língua é hoje, com cerca de 244 milhões de falantes, a quarta mais pujante do mundo – e não tem problemas de relacionamento com o crioulo cabo-verdiano, as línguas nacionais de Angola, o tétum ou o galego, como o oitavo Encontro de Escritores de Língua Portuguesa organizado pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) na Cidade da Praia, com o mesmo Jaime de Figueiredo (1905-1974) como homenageado, quis enfatizar. Tem sido uma experiência inclusiva, a da lusofonia, anuíram participantes como David Capelenguela, jornalista, poeta, co-fundador da Brigada Jovem de Literatura do Namibe e membro da União dos Escritores Angolanos, ou Tony Tcheka, um dos históricos “Meninos da Hora do Pindjiguiti” que em 1977 lançaram o primeiro livro da Guiné-Bissau independente, Mantenhas para quem luta. E é uma experiência com potencial de expansão, acrescentaria ainda Concha Rousia, bibliotecária da Academia Galega da Língua Portuguesa e defensora tão feroz quanto poética de uma mudança de narrativa linguística que salvaguarde e fortaleça a consanguinidade do português e do galego, protegendo-o da hegemonia castelhana a que as políticas públicas o têm submetido.
Público
Em 1960, a potência colonial que Portugal pretendia continuar a ser por muitos e bons séculos celebrou os 500 anos da descoberta de Cabo Verde fazendo publicar uma Antologia da Ficção Cabo-Verdiana Contemporânea organizada por Baltasar Lopes da Silva, o aclamado autor de Chiquinho (1947), e, logo a seguir, a colectânea Modernos Poetas Cabo-Verdianos, preparada e prefaciada pelo crítico, ensaísta, dramaturgo e conservador da Biblioteca Municipal da Praia Jaime de Figueiredo. Mais do que afirmar o poder de dominação do cânone português, como se pretenderia num ambiente que ainda era de glorificação do império (mas por pouco tempo: a Guerra Colonial estava só a um ano de distância), os dois volumes afirmaram sobretudo a especificidade da experiência literária cabo-verdiana no contexto da literatura portuguesa, e até no contexto da sua variante “ultramarina”, como notava então Jaime de Figueiredo – sugerindo, visionariamente, que a língua da opressão também podia ser a língua da auto-determinação (e foi mesmo).
Quase 60 anos e cinco independências depois, essa língua é hoje, com cerca de 244 milhões de falantes, a quarta mais pujante do mundo – e não tem problemas de relacionamento com o crioulo cabo-verdiano, as línguas nacionais de Angola, o tétum ou o galego, como o oitavo Encontro de Escritores de Língua Portuguesa organizado pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) na Cidade da Praia, com o mesmo Jaime de Figueiredo (1905-1974) como homenageado, quis enfatizar. Tem sido uma experiência inclusiva, a da lusofonia, anuíram participantes como David Capelenguela, jornalista, poeta, co-fundador da Brigada Jovem de Literatura do Namibe e membro da União dos Escritores Angolanos, ou Tony Tcheka, um dos históricos “Meninos da Hora do Pindjiguiti” que em 1977 lançaram o primeiro livro da Guiné-Bissau independente, Mantenhas para quem luta. E é uma experiência com potencial de expansão, acrescentaria ainda Concha Rousia, bibliotecária da Academia Galega da Língua Portuguesa e defensora tão feroz quanto poética de uma mudança de narrativa linguística que salvaguarde e fortaleça a consanguinidade do português e do galego, protegendo-o da hegemonia castelhana a que as políticas públicas o têm submetido.
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Lingua
segunda-feira, 5 de março de 2018
Assembleia Geral Ordinária 2018-2020
De acordo com o pautado nos seus estatutos
sociais, o Instituto Português de Cultura cumpriu, no passado sabado, 24 de
Feverereiro, com o acto formal da sua Assembleia Geral Ordinária correspondente
ao período 2018/2020.
Nesse acto foram apresentados o relatório de actividades e o relatório de contas, o qual foi aprovado por unanimidade.
Procedeu-se igualmente à eleição dos novos corpos gerente para o lapso 2018/2020. Eleitos por unanimidade foram:
Presidente: Jose Fernando Campos
Vicepresidente : Ysabel Ferreira
1er: secretário Jose Carlos Rebelo
2do Secretário : Alberto Viveiros
1er. Tesoureiro: Luisa Campos
2do Tesoureiro: Maria del Carmen Marqués
Nesse acto foram apresentados o relatório de actividades e o relatório de contas, o qual foi aprovado por unanimidade.
Procedeu-se igualmente à eleição dos novos corpos gerente para o lapso 2018/2020. Eleitos por unanimidade foram:
Presidente: Jose Fernando Campos
Vicepresidente : Ysabel Ferreira
1er: secretário Jose Carlos Rebelo
2do Secretário : Alberto Viveiros
1er. Tesoureiro: Luisa Campos
2do Tesoureiro: Maria del Carmen Marqués
Directores:
Marianela Marqués, Francisco Garret, Gustavo Goncalves,Adelaide Rodrigues,
Rainer Sousa,Marianela Morais,Janny Moreira,Miguel Vieira,Jose Simao Rocha,
David Pinho, Fernanda Ferreira.
Conselho
Fiscal: Mario de Bastos
Suplentes : José Afonso Reitor e Jose Antonio Pires
Suplentes : José Afonso Reitor e Jose Antonio Pires
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IPC
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
JAIME DA COSTA, ADEUS A UM AMIGO
O Instituto Português de Cultura (IPC), informa a todos os seus amigos e à coletividade em geral, da partida física de um dos seus fundadores o Sr Jaime da Costa Serna e percursores do estudo da língua portuguesa na Venezuela
Á sua família e amigos as nossas sentidas palavras de condolências
Paz a sua alma!
Á sua família e amigos as nossas sentidas palavras de condolências
Paz a sua alma!
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
Tal como nos anos anteriores, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém foram os monumentos mais visitados em Portugal em 2017. Só o mosteiro recebeu mais de um milhão de visitantes
Os Museus, Monumentos e Palácios tutelados pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) receberam, em 2017, mais de cinco milhões de visitantes, o que representa um crescimento de oito por cento em relação ao ano anterior e um crescimento de 60% quando olhamos para os últimos cinco anos. Esta é a primeira vez que se ultrapassam as cinco milhões de visitas.
De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pela DGPC, tal como em 2016, no ano passado, o monumento mais visitado foi o Mosteiro dos Jerónimos, em Belém. Em 2017, este recebeu mais de um milhão de visitantes, num aumento de 7,9% face ao ano anterior. Em segundo lugar no número de visitantes ficou, sem grandes surpresas, a Torre de Belém, que no ano passado recebeu quase 576 mil pessoas
Os Museus, Monumentos e Palácios tutelados pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) receberam, em 2017, mais de cinco milhões de visitantes, o que representa um crescimento de oito por cento em relação ao ano anterior e um crescimento de 60% quando olhamos para os últimos cinco anos. Esta é a primeira vez que se ultrapassam as cinco milhões de visitas.
De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pela DGPC, tal como em 2016, no ano passado, o monumento mais visitado foi o Mosteiro dos Jerónimos, em Belém. Em 2017, este recebeu mais de um milhão de visitantes, num aumento de 7,9% face ao ano anterior. Em segundo lugar no número de visitantes ficou, sem grandes surpresas, a Torre de Belém, que no ano passado recebeu quase 576 mil pessoas
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mosteiro dos jeonimos
Portugal é “o novo destino para investir”. Quem o diz é a Forbes
População jovem e qualificada, apoio ao empreendedorismo, cultura e qualidade de vida e, claro, bom tempo. A revista Forbes aconselha os investidores a olhar para o pequeno retângulo do oeste europeu.
“Portugal, o novo destino para investir”. O título que abre o artigo da edição francesa da revista Forbes é, em si mesmo, uma ode ao investimento no país. A seguir, o colunista Hugues Franc explica porque devem os investidores prestar atenção a um país que ainda ontem estava a lutar pela sobrevivência financeira e que é agora a melhor aposta para as suas fichas.
A população é “jovem e qualificada”. E, sublinha o colunista, 33% desse grupo está no desemprego, criando-se assim um “reservatório de talentos” que está “impacientemente à espera” de uma oportunidade. O setor imobiliário é financeiramente “suportável” — um cantinho para morar no centro de Lisboa não chega a dois terços do equivalente parisiense, destaca Franc. Além disso, lembra, a lista de celebridades que têm procurado a capital portuguesa para viver tem crescido de ano para ano. Madonna é só um dos nomes.
E há mais. A localização — com voos para Lisboa em várias low cost, “é impossível não encontrar um bilhete para Portugal”, um ponto de ligação ideal entre a Europa, África e a América. O apoio ao empreendedorismo — com “incubadoras, programas de aceleração e apoio institucional” e as “inúmeras conferências e encontros”. E a qualidade de vida — num país com “uma herança cultural muito rica, um tempo fantástico, paisagens belas e uma forma de viver”.
Observador
“Portugal, o novo destino para investir”. O título que abre o artigo da edição francesa da revista Forbes é, em si mesmo, uma ode ao investimento no país. A seguir, o colunista Hugues Franc explica porque devem os investidores prestar atenção a um país que ainda ontem estava a lutar pela sobrevivência financeira e que é agora a melhor aposta para as suas fichas.
A população é “jovem e qualificada”. E, sublinha o colunista, 33% desse grupo está no desemprego, criando-se assim um “reservatório de talentos” que está “impacientemente à espera” de uma oportunidade. O setor imobiliário é financeiramente “suportável” — um cantinho para morar no centro de Lisboa não chega a dois terços do equivalente parisiense, destaca Franc. Além disso, lembra, a lista de celebridades que têm procurado a capital portuguesa para viver tem crescido de ano para ano. Madonna é só um dos nomes.
E há mais. A localização — com voos para Lisboa em várias low cost, “é impossível não encontrar um bilhete para Portugal”, um ponto de ligação ideal entre a Europa, África e a América. O apoio ao empreendedorismo — com “incubadoras, programas de aceleração e apoio institucional” e as “inúmeras conferências e encontros”. E a qualidade de vida — num país com “uma herança cultural muito rica, um tempo fantástico, paisagens belas e uma forma de viver”.
Observador
Venezuela: Interesse pelo ensino do português continua a aumentar
O interesse pela aprendizagem da língua portuguesa na Venezuela continua a aumentar, apesar dos problemas políticos que o país atravessa, disse o coordenador do ensino do português naquele país, Rainer Sousa.
"É unânime, os coordenadores dos centros dizem que o interesse pela língua portuguesa é crescente", afirmou aos jornalistas o responsável, que participa hoje, em Lisboa, no segundo encontro de professores do ensino português no estrangeiro, dedicado ao tema "Aprender e ensinar português em contexto multilingue".
Rainer Sousa referiu que "apesar de a situação ser complicada, a nível político, ainda há muito interesse no ensino de português", revelando que essa procura também se tem acentuado fora de Caracas.
O coordenador reconheceu que têm havido dificuldades na obtenção dos manuais, mas o Camões -- Instituto da Língua e da Cooperação tem apoiado para ultrapassar este problema.
No total, há cerca de cinco mil alunos de português nos níveis básico, secundário e universitário, num país com perto de 500 mil portugueses e lusodescendentes.
Na intervenção na abertura do encontro, a presidente do Camões, Ana Paula Laborinho, deixou uma "saudação especial" a Rainer Sousa, pelas "dificuldades que enfrenta" na Venezuela.
DN
"É unânime, os coordenadores dos centros dizem que o interesse pela língua portuguesa é crescente", afirmou aos jornalistas o responsável, que participa hoje, em Lisboa, no segundo encontro de professores do ensino português no estrangeiro, dedicado ao tema "Aprender e ensinar português em contexto multilingue".
Rainer Sousa referiu que "apesar de a situação ser complicada, a nível político, ainda há muito interesse no ensino de português", revelando que essa procura também se tem acentuado fora de Caracas.
O coordenador reconheceu que têm havido dificuldades na obtenção dos manuais, mas o Camões -- Instituto da Língua e da Cooperação tem apoiado para ultrapassar este problema.
No total, há cerca de cinco mil alunos de português nos níveis básico, secundário e universitário, num país com perto de 500 mil portugueses e lusodescendentes.
Na intervenção na abertura do encontro, a presidente do Camões, Ana Paula Laborinho, deixou uma "saudação especial" a Rainer Sousa, pelas "dificuldades que enfrenta" na Venezuela.
DN
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Lingua
domingo, 28 de janeiro de 2018
A Leitura chega ao fim - o adeus a uma livraria onde se escreveu história
Com quase 50 anos de vida cultural, fechou portas a livraria portuense frequentada por Mário Soares, Marcelo Rebelo Sousa, Manuel Alegre, José Saramago, Agustina Bessa-Luís, entre outros. Perde-se, assim, um clube de pensadores e um baluarte de resistência contra o Estado Novo
quem por esta semana passou na Rua de José Falcão, no Porto, podia assistir à azáfama: caixas de livros empilhadas eram levadas para o interior de camiões. Escrevia-se o último capítulo da Livraria Leitura. O mítico espaço fechou e um vazio incomensurável fica por preencher. Como uma cicatriz na cidade. Insanável. No ano em que comemoraria 50 anos de uma existência dedicada à proliferação do pensamento e à produção de massa crítica, o momento é de “luto”. O Porto diz adeus à Leitura, onde foram escritas páginas douradas da cultura portuguesa da segunda metade do século XX..
O desfecho é o resultado da insolvência da empresa Bulhosa Livreiros, decretada a 15 de janeiro pelo Tribunal Judicial da Comarca de Braga. Inaugurada em setembro de 1968, pelo livreiro Fernando Fernandes e pelo editor José Carvalho Branco, a Leitura tornou-se numa das mais emblemáticas livrarias da Invicta, adquirindo um significado cultural inestimável a nível regional e nacional. Destacava-se pelo vasto catálogo, onde constavam nas prateleiras aproximadamente 120 mil obras.
Durante décadas, constituiu um baluarte de resistência durante os anos de ditadura, comercializando livros proibidos pela censura, e serviu de “casa” para o pensamento, tornando-se num local de passagem obrigatória para ávidos e ilustres leitores, como Mário Soares, Marcelo Rebelo Sousa, Manuel Alegre, o Nobel José Saramago, os também escritores Mário Cláudio e Agustina Bessa-Luís, a poetisa Ana Luísa Amaral, o professor Óscar Lopes ou o pintor Armando Alves - um dos “quatro vintes”, juntamente com José Rodrigues, Costa Pinheiro e Ângelo de Sousa. A lista poderia prolongar-se, porque muitas foram as figuras da vida portuguesa que por ali passaram, sempre em busca de raridades, impossíveis de conseguir noutros locais.
Expresso
quem por esta semana passou na Rua de José Falcão, no Porto, podia assistir à azáfama: caixas de livros empilhadas eram levadas para o interior de camiões. Escrevia-se o último capítulo da Livraria Leitura. O mítico espaço fechou e um vazio incomensurável fica por preencher. Como uma cicatriz na cidade. Insanável. No ano em que comemoraria 50 anos de uma existência dedicada à proliferação do pensamento e à produção de massa crítica, o momento é de “luto”. O Porto diz adeus à Leitura, onde foram escritas páginas douradas da cultura portuguesa da segunda metade do século XX..
O desfecho é o resultado da insolvência da empresa Bulhosa Livreiros, decretada a 15 de janeiro pelo Tribunal Judicial da Comarca de Braga. Inaugurada em setembro de 1968, pelo livreiro Fernando Fernandes e pelo editor José Carvalho Branco, a Leitura tornou-se numa das mais emblemáticas livrarias da Invicta, adquirindo um significado cultural inestimável a nível regional e nacional. Destacava-se pelo vasto catálogo, onde constavam nas prateleiras aproximadamente 120 mil obras.
Durante décadas, constituiu um baluarte de resistência durante os anos de ditadura, comercializando livros proibidos pela censura, e serviu de “casa” para o pensamento, tornando-se num local de passagem obrigatória para ávidos e ilustres leitores, como Mário Soares, Marcelo Rebelo Sousa, Manuel Alegre, o Nobel José Saramago, os também escritores Mário Cláudio e Agustina Bessa-Luís, a poetisa Ana Luísa Amaral, o professor Óscar Lopes ou o pintor Armando Alves - um dos “quatro vintes”, juntamente com José Rodrigues, Costa Pinheiro e Ângelo de Sousa. A lista poderia prolongar-se, porque muitas foram as figuras da vida portuguesa que por ali passaram, sempre em busca de raridades, impossíveis de conseguir noutros locais.
Expresso
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FOTÓGRAFO AMERICANO DEDICA 20 ANOS A TRADIÇÕES PORTUGUESAS NA CALIFÓRNIA
O fotógrafo americano Jackson Nichols passou mais de duas décadas a fotografar a vida da comunidade portuguesa na Califórnia, tendo já publicado um livro sobre touradas e outro sobre as festas do Espírito Santo.
Nichols tem neste momento uma exposição na PhotoCentral Gallery, em Hayward, com o título "A Fina Arte das Touradas Portuguesas Sem Sangue", mas cresceu sem qualquer ligação a Portugal.
O americano, de 66 anos, nasceu na Bay Area, perto de São Francisco, e trabalhou como designer gráfico. Começou a fotografar durante a universidade, em 1974, e descobriu a comunidade portuguesa anos mais tarde, através da sua mulher, que é neta de uma madeirense chegada à Califórnia em 1920.
"A minha esposa estava a tirar um mestrado em antropologia cultural. A sua tese era sobre identidade étnica através de rituais, focada na tradição e cultura dos luso-americanos, e na pesquisa citava as festas do Espírito Santo", disse Nichols à agencia Lusa.
No verão de 1980, a mulher pediu-lhe que fotografasse uma das festas da comunidade açoriana no Vale de São Joaquim, para ilustrar a sua tese.
"Achei fascinante. Foi como ir a Portugal durante uma tarde. Eram coloridas, cheias de tradição e iconografia, muito fotogénicas. As pessoas eram calorosas e acolhedoras. A experiência comunitária das sopas era algo que nunca tinha vivido", acrescenta.
Nichols viu nas festas "uma celebração da cultura portuguesa e da fé católica que, ao mesmo tempo, honra o patriotismo para com os EUA
Jornal da Madeira
Nichols tem neste momento uma exposição na PhotoCentral Gallery, em Hayward, com o título "A Fina Arte das Touradas Portuguesas Sem Sangue", mas cresceu sem qualquer ligação a Portugal.
O americano, de 66 anos, nasceu na Bay Area, perto de São Francisco, e trabalhou como designer gráfico. Começou a fotografar durante a universidade, em 1974, e descobriu a comunidade portuguesa anos mais tarde, através da sua mulher, que é neta de uma madeirense chegada à Califórnia em 1920.
"A minha esposa estava a tirar um mestrado em antropologia cultural. A sua tese era sobre identidade étnica através de rituais, focada na tradição e cultura dos luso-americanos, e na pesquisa citava as festas do Espírito Santo", disse Nichols à agencia Lusa.
No verão de 1980, a mulher pediu-lhe que fotografasse uma das festas da comunidade açoriana no Vale de São Joaquim, para ilustrar a sua tese.
"Achei fascinante. Foi como ir a Portugal durante uma tarde. Eram coloridas, cheias de tradição e iconografia, muito fotogénicas. As pessoas eram calorosas e acolhedoras. A experiência comunitária das sopas era algo que nunca tinha vivido", acrescenta.
Nichols viu nas festas "uma celebração da cultura portuguesa e da fé católica que, ao mesmo tempo, honra o patriotismo para com os EUA
Jornal da Madeira
Biblioteca de Angra do Heroísmo cria clube para estimular o gosto pela poesia
A Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, em Angra do Heroísmo, nos Açores, vai criar, este ano, um clube para estimular o gosto pela poesia e a criatividade dos participantes
“‘Os Passos em Volta’ partiu de uma ideia de criar um clube que tivesse pessoas que gostassem essencialmente de poesia, porque na ilha não há e é uma maneira de estimular as pessoas”, adiantou, em declarações à Lusa, Luísa Ribeiro, poetisa e funcionária da biblioteca, responsável pelo clube.
O primeiro encontro está marcado para 01 de fevereiro e, a partir desse dia, quinzenalmente, às quintas-feiras, haverá leitura de poesia na biblioteca, com conversas sobres os poemas e os poetas, mas também com exercícios de escrita criativa.
Sapo
“‘Os Passos em Volta’ partiu de uma ideia de criar um clube que tivesse pessoas que gostassem essencialmente de poesia, porque na ilha não há e é uma maneira de estimular as pessoas”, adiantou, em declarações à Lusa, Luísa Ribeiro, poetisa e funcionária da biblioteca, responsável pelo clube.
O primeiro encontro está marcado para 01 de fevereiro e, a partir desse dia, quinzenalmente, às quintas-feiras, haverá leitura de poesia na biblioteca, com conversas sobres os poemas e os poetas, mas também com exercícios de escrita criativa.
Sapo
domingo, 5 de novembro de 2017
Estrela Michelin para restaurante português nos Estados Unidos
Chama-se ADEGA e
é o primeiro espaço de restauração de San José, na Califórnia, a entrar no guia
Michelin. Abriu no final de 2015 onde estava instalado
o Sousa’s, outro restaurante histórico, também ele português.
Além da proximidade à comunidade portuguesa, o novo
restaurante fica a minutos de Sillicon Valley e das suas empresas tecnológicas.
“Estrela Michelin! Estamos muito honrados com o
reconhecimento e por sermos o primeiro restaurante com estrela em San José.
Estamos muito orgulhosos por ter conseguido que a cozinha portuguesa fosse
reconhecida”. Foi assim que reagiram David Costa e Jéssica Carreira, os
responsáveis do restaurante na sua página de Facebook.
Neste restaurante, que fica na Little Portugal, em
San José, serve-se de tudo um pouco da gastronomia portuguesa. Desde tábuas de
queijos e enchidos, atum com feijão frade, caldo verde, bife da alcatra e carne
de porco à alentejana. Também não falta o tradicional Pica pau, arroz de
marisco, polvo à lagareiro, arroz de pato e cataplana de peixe. Estes são
pratos dignos de estrela Michelin nos Estados Unidos e que deixam qualquer um
com água na boca. Não faltam as tradicionais sobremesas, tais como, o arroz
doce, a torta de laranja e o pudim flan servido com caramelo e gelado de
baunilha. E para beber? Não podia faltar o toque português, claro está! O
restaurante Adega tem uma carta que conta com mais de 200 vinhos
portugueses.
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Gastronomia
Melhores alunos de Português premiados na York University
Em outubro,
na York University, teve lugar uma cerimónia de entrega de prémios
a estudantes no Department of Languages, Literatures and Linguistics (DLLL),
no qual se integra o programa de Portuguese and Luso-Brazilian Studies.
O vencedor do
prémio Dark Stones: The Azorean Spirit, destinado a galardoar o
melhor aluno do programa, foi Vincenzo Gruppuso, de origem italiana, inscrito
no BA de Portuguese and Luso-Brazilian Studies. Este aluno
distinguiu-se, em 2016/17, pela progressão manifestada e pelo mérito académico
evidenciado bem como pelo seu envolvimento em atividades co(extra)curriculares
no programa de Português da York U. Este prémio é patrocinado pelo Banco
Santander Totta e o generoso cheque de 1500 dólares foi entregue ao estudante
por Gabriela Cavaco, presente na cerimónia.
O melhor aluno da
turma de Português elementar (POR1000) em 2016/17 ganhou o prémio “Português
dá-te asas”, que consiste numa viagem aos Açores, oferecida pela Azores
Airlines. Wendy Roza, a aluna agraciada, de uma família imigrante
brasileira, mostrou-se muito feliz por ter, assim, realizado o seu sonho de
conhecer Portugal, particularmente os Açores, onde passou quase 15 dias neste
verão. A estudante pôde, desta forma, agradecer pessoalmente ao gerente
da Azores Airlines, Carlos Botelho, que igualmente confraternizou
com professores e alunos nesta ocasião assinalável.
Foram ainda
agraciados com “Prémios continuidade” pelo DLLL o segundo melhor aluno de
POR1000 atualmente a continuar os seus estudos em Português intermédio – Juan
Daniel Villamil, de origem colombiana – e a melhor aluna de Português
intermédio, correntemente a frequentar POR3000 (Português avançado) – Cláudia
Pereira, vinda de Portugal para o Canadá com 8 anos.
O prémio Dark
Stones: The Azorean Spirit é uma merecida homenagem a José Dias de
Melo, autor da obra homónima (Pedra Negras, 1964) e importante escritor
português, natural dos Açores. Celebrizou-se como o “escritor das baleias”,
particularmente por a sua obra literária versar ampla e profundamente a saga do
povo açoriano, especialmente associada à problemática da indústria baleeira.
Defensor acérrimo dos ideais de igualdade, dignidade, liberdade e justiça
social, o autor deixou-nos, de forma viva e acutilante, histórias marcadas pela
exploração, pobreza e injustiça, vivenciadas por açorianos, em que se reveem,
com profunda humanidade e universalidade, tantos quantos construíram percursos
nas malhas da miséria.
O galardão
“Portuguese gives you wings” reflete os objetivos partilhados pelo Programa
de Portuguese and Luso-Brazilian Studies e pela Faculty
of Liberal Arts and Professional Studies de continuar a desenvolver e
a investir em Educação Experimental (Experiential Education). Na
sequência da disciplina de Elementary Portuguese, a estudante
recipiente teve a oportunidade de praticar competências comunicativas em
contextos reais de uso. Esta oportunidade de imersão única proporcionou à
iniciante uma experiência viva da língua num ambiente cultural autêntico.
Acresce que a aluna beneficiou também do contacto com a vida nos Açores, um
arquipélago dinâmico, mundialmente reconhecido – inclusivamente pela UNESCO e
pela National Geographic – graças à sua beleza natural,
salvaguardada por um desenvolvimento sustentável, e distinto por o que Vitorino
Nemésio designou de açorianidade, termo que exprime e sustenta como as
condições históricas e geográficas, sociais e humanas conferem, a estas ilhas e
aos seus habitantes, uma identidade muito particular.
Estes prémios são
representativos do compromisso e do investimento do Programa de Português da
York em oferecer aos alunos, do primeiro ao último ano, oportunidades
significativas que promovam um maior envolvimento com a língua e com as
culturas que nela se expressam. Facultam, portanto, contextos privilegiados e
apoios para estimular não só a interação comunicativa, mas também o sentido de
pertença a uma comunidade maior, integradora e valorizadora da diferença, não
só das várias culturas lusófonas como também das configurações que a língua
toma em diferentes geografias.
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Lingua
terça-feira, 24 de outubro de 2017
Ana Teresa Pereira é finalista em dois prémios literários Romancista madeirense feliz e surpreendida com nova nomeação. “Karen é o meu melhor livro.
A lista de
finalistas aos Prémios PEN Clube Português foi conhecida esta quarta-feira. A
romancista madeirense, Ana Teresa Pereira, figura na lista de cinco autores
candidatos ao galardão na categoria de melhor narrativa, com a obra ‘Karen’,
editada pela Relógio d’Água. Um livro que também está nomeado para o Prémio
Oceanos de literatura, que foi anunciado na semana passada, no Brasil.
Ao Prémio PEN na
categoria narrativa concorrem também a escritora e jornalista lisboeta Ana
Margarida de Carvalho, com o livro ‘Não se pode morar nos olhos de um Gato’
(Teorema), que lhe valeu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação
Portuguesa de Escritores; o escritor transmontano Ernesto Rodrigues, autor de
‘Uma Bondade Perfeita’ (Gradiva); Francisco Sousa Vieira, que escreveu ‘Os
Homens que os Pássaros Comem’ (Verso da História); e Mafalda Ivo Cruz, que
assina a obra ‘Pequena Europa’ (Mariposa Azul).
Os Prémios
Literários do PEN Clube Português são distinções que visam galardoar anualmente
as melhores obras, em 1.ª edição e em língua portuguesa, publicadas no ano
anterior, nas categorias Poesia, Ensaio e Narrativa.
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premio PEN
Sempre Aristides
Realizou-se ontem, em London, Ontário, uma emocionante cerimónia organizada
conjuntamente pela London Jewish Federation e pelo Portuguese Club of London de
homenagem a Aristides de Sousa Mendes.
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Aristides de Sousa Mendes
domingo, 22 de outubro de 2017
Fátima a 100 anos das aparições
No passado 5 de
outubro, o Instituto Portugues de Cultura , o Coro de padres do colegio Emil Fridman, a Orquestra de Câmara da
Universidade Simon Bolivar e o Centro Português reuniram-se para comemorar o
encerramento das celebrações do centenário das aparições de Fátima. . Em um ato
cheio de grande talento e espiritualidade
"Meu
espírito confortou -se". "Eu senti-me em Fatima" foram os
comentários do público assistente da noite.
A cultura abarca muito
e ela inclui conhecimento, arte,
crenças, leis, moral, costumes e todos os hábitos e habilidades adquiridas pelo
homem, não só na família, mas também para fazer parte de uma sociedade como
membro que é. E Fátima é certamente cultura, é fé, esta na essência da maioria
dos portugueses
Sem dúvida mais
uma vez o IPC está de parabéns !!!!
sábado, 21 de outubro de 2017
Escritor João Pinto Coelho vence Prémio LeYa 2017
O escritor João Pinto Coelho venceu o
Prémio LeYa 2017 com o romance "Os loucos da rua Mazur", foi hoje
anunciado
No anúncio do vencedor, ontem na sede do grupo
editorial LeYa, o presidente do júri, Manuel Alegre, afirmou que "Os
loucos da rua Mazur" é um romance "bem estruturado, bem escrito, que
capta a atenção quer pelo tema, quer pela construção em tempos paralelos".
De acordo com o currículo do autor, João Pinto
Coelho nasceu em Londres, em 1967, e é licenciado em Arquitetura pela
Universidade Técnica de Lisboa.
Em 2009 e 2011 participou em ações do Conselho da
Europa, em Auschwitz, na Polónia, tendo juntado alunos portugueses e polacos no
projeto “Auschwitz in 1st Person/A Letter to Meir Berkovich”.
O Prémio LeYa é o maior para uma obra inédita
escrita em língua portuguesa, no valor monetário de 100 mil euros, e inclui a
edição da obra pelo grupo editorial Leya.
Presidido por Manuel Alegre, o júri deste ano foi
ainda constituído pelos escritores Nuno Júdice e Pepetela, pelo crítico José
Castello, pelo professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra José
Carlos Seabra Pereira, pelo reitor do Instituto Superior Politécnico e
Universitário de Maputo Lourenço do Rosário, e pela professora da Universidade
de São Paulo Rita Chaves.
No ano passado, o júri deliberou por unanimidade
não atribuir o prémio, dada a falta de
O primeiro vencedor do Prémio Leya, em 2008, foi
Murilo Carvalho, com o romance "O Rasto do Jaguar", ao qual se seguiu
"O Olho de Hertzog", de João Paulo Borges Coelho.
Em 2011, o júri distinguiu o romance "O Teu
Rosto Será o Último", de João Ricardo Pedro, em 2012 "Debaixo de
Algum Céu", de Nuno Camarneiro e em 2013 "Uma Outra Voz", de
Gabriela Ruivo Trindade, a primeira mulher a ser distinguida com este galardão.
De acordo com o regulamento, o Prémio LeYa visa
“incentivar a produção de obras originais de escritores de Língua Portuguesa, e
destina-se a galardoar uma obra inédita de ficção literária, na área
do romance, que não tenha sido premiada em nenhum outro concurso".
O regulamento determina ainda que podem
candidatar-se ao prémio “todas as pessoas singulares com plena capacidade
jurídica, independentemente da sua nacionalidade".
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Premio Leya
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
Falecimento do Presidente do IPC
É com imenso pesar que a Fundação Instituto Português de Cultura (IPC),
informa a todos os seus amigos e à coletividade em geral, do falecimento em
Portugal do nosso saudoso amigo, fundador e presidente Prof. Joao Da Costa.
Um homem talentoso, afável e de humor muito particular. Despegado dos bens materiais da vida. Dotado de uma sabedoria e de um amor pela cultura em geral, muito especialmente pela da sua e nossa Pátria.
A sua partida deixa muita leitura por fazer, deixa muita tinta no tinteiro e muitos sonhos por cumprir, mas o seu legado é incontornável e o IPC honrará a sua memoria e dará continuidade a esses sonhos.
Á sua esposa, filhos e netos as nossas sentidas palavras de condolências. A vossa dor é a nossa dor.
“Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, não há nada mais simples. Tenho só duas datas: a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra todos os dias são meus...” Fernando Pessoa
Um homem talentoso, afável e de humor muito particular. Despegado dos bens materiais da vida. Dotado de uma sabedoria e de um amor pela cultura em geral, muito especialmente pela da sua e nossa Pátria.
A sua partida deixa muita leitura por fazer, deixa muita tinta no tinteiro e muitos sonhos por cumprir, mas o seu legado é incontornável e o IPC honrará a sua memoria e dará continuidade a esses sonhos.
Á sua esposa, filhos e netos as nossas sentidas palavras de condolências. A vossa dor é a nossa dor.
“Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, não há nada mais simples. Tenho só duas datas: a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra todos os dias são meus...” Fernando Pessoa
sexta-feira, 28 de abril de 2017
No âmbito das celebrações dos 43 anos da Revolução dos Cravos, o Alcalde do Municipio Guaicaipuro, Francisco Garces da Silva , o Cônsul Honorário de Los Teques, Pedro Goncalves, em parceria com o Instituto Português de Cultura comemoraram tão importante dia
Uma exposição concebida para celebrar tudo quanto significa a Revolução dos Cravos e o que ela significou para história do nosso Portugal esteve patente nos espaços do Teatro Lamas, elaborada a partir de um conjunto de fotografias e facilitada por IPC. Entre a agenda do dia todos os presentes puderam desfrutar do film Capitães de Abril .
Capitães de Abril é um filme de drama e ficção histórica realizado por Maria de Medeiros, uma coprodução entre Portugal, Espanha, Itália e França. Foi a primeira longa-metragem de Maria de Medeiros como realizadora, tendo alcançado um assinalável sucesso na bilheteira portuguesa.
Uma exposição concebida para celebrar tudo quanto significa a Revolução dos Cravos e o que ela significou para história do nosso Portugal esteve patente nos espaços do Teatro Lamas, elaborada a partir de um conjunto de fotografias e facilitada por IPC. Entre a agenda do dia todos os presentes puderam desfrutar do film Capitães de Abril .
Capitães de Abril é um filme de drama e ficção histórica realizado por Maria de Medeiros, uma coprodução entre Portugal, Espanha, Itália e França. Foi a primeira longa-metragem de Maria de Medeiros como realizadora, tendo alcançado um assinalável sucesso na bilheteira portuguesa.
A história do filme é baseada no golpe de estado militar que ocorreu em Portugal no dia 25 de Abril de 1974 e que presta homenagem aos jovens soldados que resgataram a sua pátria desse tempo obscuro, destacando-se Salgueiro Maia
E para finalizar o acto contou com a participação musical do professor David Pinho, do conselheiro e vice presidente do IPC Fernando Campos, dos diretores do IPC do professor Jany Augusto Moreira, Alberto Viveiros e José Carlos Rebelo os quais interpretaram Grândola Vila Morena
Honra a quem merece honra, também foi alvo de uma merecida distinção o professor David Pinho pelos seus méritos dentro da comunidade portuguesa Foi distinguido com a ordem " Penacho de Guaicaipuro" Parabéns estimado Professor!!!!!
Honra a quem merece honra, também foi alvo de uma merecida distinção o professor David Pinho pelos seus méritos dentro da comunidade portuguesa Foi distinguido com a ordem " Penacho de Guaicaipuro" Parabéns estimado Professor!!!!!
terça-feira, 4 de abril de 2017
Universidade de Coimbra obtém nota “very good”
A Universidade de Coimbra (UC) anunciou,
hoje, ter obtido a classificação de “very good” (muito bom) em três áreas, no
sistema internacional de comparação de universidades (U-Multirank).
A nota
máxima foi atribuída à UC nas áreas de investigação, transferência de
conhecimento, internacionalização e envolvimento regional.
A UC
destaca, ainda, “o desempenho muito positivo em indicadores relacionados com o
número absoluto de publicações científicas, as publicações profissionais, o
número de citações, as receitas externas decorrentes de projectos de
investigação, as publicações interdisciplinares e promoção de estágios em
instituições da região”, todos eles com a nota de “good” (bom).
Para além
dos resultados globais, o U-multirank integrou nesta edição a avaliação de
indicadores relativos a quatro novas áreas – economia, engenharia química,
engenharia industrial/produção e engenharia civil – e actualizados os
resultados de quatro áreas – gestão, informática, engenharia mecânica e
engenharia eletroctécnica.
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universidade de coimbra
Marcelo homenageia hoje Aristides Sousa Mendes com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade
O Presidente da República condecorou a
título póstumo Aristides Sousa Mendes (1885-1954) com a Grã-Cruz da Ordem da
Liberdade, no dia em que passam 63 anos da morte do cônsul português.
De acordo com a agenda do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa homenageará o antigo cônsul português que durante a II Guerra Mundial (1939-1945) salvou do regime nazi milhares de judeus e outros refugiados, numa cerimónia que decorrerá na Casa do Passal, Cabanas de Viriato (Viseu), que pertenceu a Aristides de Sousa Mendes.
De acordo com a agenda do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa homenageará o antigo cônsul português que durante a II Guerra Mundial (1939-1945) salvou do regime nazi milhares de judeus e outros refugiados, numa cerimónia que decorrerá na Casa do Passal, Cabanas de Viriato (Viseu), que pertenceu a Aristides de Sousa Mendes.
Durante a II Guerra Mundial, Aristides de Sousa
Mendes emitiu em Bordéus, França, vistos sem autorização do Governo dirigido
por António Oliveira Salazar.
A Ordem da Liberdade “destina-se a distinguir serviços relevantes prestados em defesa dos valores da Civilização, em prol da dignificação da Pessoa Humana e à causa da Liberdade”.
Aristides de Sousa Mendes já tinha sido condecorado, em 1986, com o grau de Oficial da Ordem da Liberdade e, em 1995, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.
A Casa do Passal, classificada como Monumento Nacional em 2011, foi alvo de uma primeira fase de obras, que evitaram a sua ruína.
Este mês, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, presidiu a uma cerimónia de assinatura dos documentos que definem a cooperação entre a Fundação Aristides de Sousa Mendes, a Câmara de Carregal do Sal e a Direção Regional de Cultura do Centro, para a realização da segunda fase das obras na Casa do Passal.
A segunda e última fase de requalificação da parte interior e musealização da Casa do Passal representa um investimento de 800 mil euros
A Ordem da Liberdade “destina-se a distinguir serviços relevantes prestados em defesa dos valores da Civilização, em prol da dignificação da Pessoa Humana e à causa da Liberdade”.
Aristides de Sousa Mendes já tinha sido condecorado, em 1986, com o grau de Oficial da Ordem da Liberdade e, em 1995, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.
A Casa do Passal, classificada como Monumento Nacional em 2011, foi alvo de uma primeira fase de obras, que evitaram a sua ruína.
Este mês, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, presidiu a uma cerimónia de assinatura dos documentos que definem a cooperação entre a Fundação Aristides de Sousa Mendes, a Câmara de Carregal do Sal e a Direção Regional de Cultura do Centro, para a realização da segunda fase das obras na Casa do Passal.
A segunda e última fase de requalificação da parte interior e musealização da Casa do Passal representa um investimento de 800 mil euros
416NEWS
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Aristides de Sousa Mendes
terça-feira, 21 de março de 2017
Dia Mundial da Poesia
O Dia Mundial da
Poesia celebra-se todos os anos a 21 de março. A data foi criada na 30.ª
Conferência Geral da UNESCO, a 16 de novembro de 1999. O propósito deste dia é
o de promover a leitura, a escrita, a publicação e o ensino da poesia em todo o
mundo.
O Dia Mundial da Poesia celebra também a
diversidade do diálogo, a livre expressão de ideias através do uso da palavra,
e ainda a criatividade e a inovação. A data convida, sem dúvida, à reflexão
sobre o poder da linguagem e do desenvolvimento das habilidades criativas de
cada pessoa. Neste dia realizam-se várias atividades em Portugal e um pouco por
todo o mundo, privilegiando-se as escolas, as bibliotecas e os espaços
culturais
sábado, 18 de março de 2017
Rentes de Carvalho e Cristina Branco vencem prémio da Sociedade Portuguesa de Autores
Ainda na área da literatura, Anunciações, de Maria Teresa Horta, venceu o prémio de “Melhor Livro de Poesia”. De umas coisas nascem outras, de João Pedro Mésseder (com ilustrações de Rachel Caiano), foi considerado o “Melhor Livro Infanto-Juvenil”.
Na categoria de “Melhor Disco”, a SPA premiou a cantora Cristina
Branco, pelo disco Menina. O compositor Eurico Carrapatoso
ganhou o prémio Autores 2017 de “Melhor Trabalho de Música Erudita” com a peça Magnificat
em talha dourada. Os Capitão Fausto ganharam o “Melhor Tema de Música
Popular”, com “Amanhã tou melhor”.
Nas artes visuais, Os meus Álbuns de Família um a um, de Lourdes de
Castro, recebeu o prémio de “Melhor Exposição de Artes Plásticas”. Já o
fotojornalista Alfredo Cunha foi distinguido pelo “Melhor Trabalho de
Fotografia”, pela série O tempo depois do tempo, título da
retrospetiva que se encontra patente na Cordoaria Nacional.Joana Brandão e João Perry venceram o prémio de “Melhor Atriz” e “Melhor Ator”. No teatro, o “Melhor Trabalho Cenográfico” foi para A tempestade, uma adaptação de Fernando Alvarez da famosa peça homónima de William Shakespeare. Moçambique, de Jorge Andrade, ganhou a categoria de “Melhor Espetáculo”. O espetáculo Se eu vivesse tu morrias, de Miguel Castro Caldas, foi considerado o melhor “Melhor Texto Português Representado”.
O vencedor na categoria “Melhor Programa de Rádio” foi o Governo Sombra, da TSF. O prémio de “Melhor Programa de Informação” foi atribuído a Renegados, uma reportagem da jornalista da SIC Sofia Pinto Coelho sobre pessoas nascidas em Portugal às quais foi negada ou retirada a cidadania por causa da aplicação da lei da nacionalidade, que entrou em vigor em 1981.
Na categoria de “Melhor Programa de Ficção”o vencedor foi Terapia, da RTP 1, e na de “Melhor Programa de Entretenimento” foi Literatura aqui, concebido por Teresa Paixão para a RTP 2. O galardão de “Melhor Programação Cultural Autárquica” foi para a Câmara Municipal de Penafiel, que promove o festival Escritaria.
No final da cerimónia, foi ainda atribuído o Prémio Vida e Obra ao escritor António Lobo Antunes.
Observador
terça-feira, 14 de março de 2017
Festival Literário da Madeira arranca esta terça com Svetlana Alexievich
Nobel da Literatura
bielorrussa é a convidada do evento para reflectir sobre se "haverá algo
mais assustador do que o homem?"
O Festival Literário da Madeira inicia-se esta
terça-feira, com a jornalista e escritora bielorrussa Svetlana Alexievich,
Nobel da Literatura, e fecha no sábado com o Prémio Pessoa Frederico Lourenço e
o norte-americano Adam Johnson, vencedor do Pulitzer.
PUB
Organizado pela Eventos Culturais do Atlântico, o
Festival Literário da Madeira é este ano dedicado ao tema Literatura e a Web -
entre o medo e a liberdade, tendo como palco o Teatro Municipal Baltazar Dias,
no Funchal. A sessão de abertura, hoje às 18h, tem prevista a presença de
Svetlana Alexievich, numa conversa com o jornalista Luís Caetano, da Antena 2,
que toma a experiência da autora, dos testemunhos que procurou e recolheu ao
longo do seu percurso - testemunhos de guerra, de morte e de destruição,
testemunhos de sobrevivência - para a pergunta que norteia o encontro:
"Haverá algo mais assustador do que o homem?".
Svetlana Alexievich foi distinguida em 2015 com o
Nobel da Literatura, destacando então a Academia Sueca a sua "escrita
polifónica", em que as vozes das testemunhas se multiplicam, como "um
monumento ao sofrimento e à coragem no nosso tempo".
Na segunda-feira, dia em que Alexievich seria
recebida pelo presidente do Governo Regional, a escritora viu a sua chegada à
Madeira adiada devido ao vento forte que se fez sentir e que atingiu o
aeroporto.
O encerramento do festival, no dia 18, conta com o
escritor norte-americano Adam Johnson, numa conversa com o jornalista e
escritor português Miguel Sousa Tavares, moderada pelo jornalista Paulo Moura.
Adam Johnson venceu o Prémio Pulitzer de Ficção, em 2013, pelo romance Vida
Roubada (The Orphan Master's Son).
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festival literário da madeira
quinta-feira, 9 de março de 2017
Exame em Língua Portuguesa nos EUA dá créditos para acesso ao ensino superior
O
ensino da língua portuguesa ganha cada vez mais credibilidade nos Estados
Unidos. Pela primeira vez, em abril deste ano, os estudantes naquele país
poderão realizar o exame NEWL - National Examinations in World Languages - no
âmbito da língua portuguesa de modo a obter créditos no acesso às principais
instituições norte-americanas de ensino superior.
O ensino da língua portuguesa ganha cada vez mais
credibilidade nos Estados Unidos. Pela primeira vez, em abril deste ano, os
estudantes naquele país poderão realizar o exame NEWL - National Examinations
in World Languages - no âmbito da língua portuguesa de modo a obter créditos no
acesso às principais instituições norte-americanas de ensino superior.
Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o programa AP (Advanced Placement) da associação de estabelecimentos de ensino norte-americanos "College Board" reconhece os exames NEWL da American Councils for International Education, incluindo para efeitos de contagem de créditos no ensino secundário e no acesso ao ensino superior, recomendando-os aos seus associados.
Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o programa AP (Advanced Placement) da associação de estabelecimentos de ensino norte-americanos "College Board" reconhece os exames NEWL da American Councils for International Education, incluindo para efeitos de contagem de créditos no ensino secundário e no acesso ao ensino superior, recomendando-os aos seus associados.
quarta-feira, 8 de março de 2017
Dia Internacional da Mulher
A
Mulher Mais Bonita do Mundo
estás tão bonita
hoje. quando digo que nasceram
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.
entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.
entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.
há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.
estás tão bonita hoje.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.
José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.
entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.
entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.
há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.
estás tão bonita hoje.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.
os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.
de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.
José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"
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8 de marco
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Jornal O Despertar, o mais antigo de Coimbra, celebra 100 anos
O jornal O Despertar, o mais antigo de Coimbra, celebra o centenário a 02 de março. Fundado por republicanos e com fortes ligações aos futricas (não estudantes), o semanário olha para o seu "património de afetividade" como o maior ativo para continuar.
Na edição especial que sairá a 02 de março, há um 'cartoon' para o qual o proprietário do jornal, Lino Vinhal, chama a atenção: a Rainha Isabel, que, em vez das flores, mostra a D. Dinis as páginas do semanário de Coimbra.
"Manter um jornal durante 100 anos na província só mesmo por milagre", frisa Lino Vinhal, também administrador do grupo Media Centro, que entende que é a "ligação afetiva extremamente forte" que o jornal tem com os seus colaboradores e leitores que o tornam especia
http://www.cmjornal.pt/cm-ao-minuto/detalhe/jornal-o-despertar-o-mais-antigo-de-coimbra-celebra-100-anos?ref=Bloco_CMAoMinuto
Na edição especial que sairá a 02 de março, há um 'cartoon' para o qual o proprietário do jornal, Lino Vinhal, chama a atenção: a Rainha Isabel, que, em vez das flores, mostra a D. Dinis as páginas do semanário de Coimbra.
"Manter um jornal durante 100 anos na província só mesmo por milagre", frisa Lino Vinhal, também administrador do grupo Media Centro, que entende que é a "ligação afetiva extremamente forte" que o jornal tem com os seus colaboradores e leitores que o tornam especia
http://www.cmjornal.pt/cm-ao-minuto/detalhe/jornal-o-despertar-o-mais-antigo-de-coimbra-celebra-100-anos?ref=Bloco_CMAoMinuto
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