quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Cinema: Uma estética do prazer


Em alguns momentos de Os Maias - por exemplo, nas cenas de Santa Olávia, nas margens do Douro, com Afonso da Maia (João Perry) -, João Botelho combina as telas pintadas por João Queiroz com elementos reais dos locais de filmagens (um chafariz, o recanto de um jardim). Fascinante paradoxo: por um lado, sentimos a materialidade ancestral de pedras e flores; por outro lado, o declarado artifício do fundo pintado gera um clima de singular coexistência de contrários. Apetece evocar a herança de Bertolt Brecht e a sua pedagogia da distanciação: a coabitação cenográfica do mundo "real" e do mundo "encenado" pode contribuir para uma relação com a história vivida (pelas personagens) que não mascare a sua condição de história representada (para o espectador). Resistimos, enfim, a ser submergidos pelo espetáculo. Texto de João Lopes.

Diário de Notícias.

Os Maias de João Botelho já é o terceiro filme português mais visto de 2014




Em apenas quatro dias desde a sua estreia, filme que adapta o emblemático romance de Eça de Queirós somou cerca de 14 mil espectadores.


Em apenas quatro dias de exibição, Os Maias – Cenas da Vida Romântica, de João Botelho, tornou-se o terceiro filme português mais visto do ano, com 13.915 espectadores desde a sua estreia, no dia 11. Depois de o seu trabalho anterior, Filme do Desassossego, ter circulado em formato digressão pelos cineteatros do país, o realizador e a produtora Ar de Filmes voltaram ao circuito comercial com o filme inspirado na obra de Eça de Queirós.

O filme, estreado em 12 cidades e 22 ecrãs e que deve em breve chegar a mais quatro salas, conseguiu perto de 14 mil espectadores em sala desde quinta-feira, segundo números do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA). Em 2010, Filme do Desassossego conseguiu cerca de 5600 espectadores nas duas primeiras semanas de exibição, fora do circuito comercial convencional.

Com estes números, Os Maias – Cenas da Vida Romântica não entra ainda no ranking dos 40 filmes portugueses mais vistos da última década - encimado por outra adaptação de um clássico de Eça, O Crime do Padre Amaro (2005), de Carlos Coelho da Silva e onde Filme do Desassossego ocupa a 29.ª posição -, mas consegue então instalar-se em terceiro lugar na lista dos mais vistos de 2014. A lista dos filmes nacionais estreados em 2014, com os dados contabilizados pelo ICA até 31 de Agosto, tem em primeiro lugar Sei Lá, de Joaquim Leitão (adaptação do romance de Margarida Rebelo Pinto), com 61.730 espectadores, e em segundo Ruas Rivais, de Márcio Loureiro, que chamou às salas 33.990 pessoas, de acordo com os dados contabilizados pelo ICA até 31 de Agosto.

Dois brilhantes filmes portugueses




Dois novos filmes portugueses de elevada qualidade: “Os Maias – Cenas da vida romântica” de João Botelho e “Os gatos não têm vertigens” de António-Pedro Vasconcelos, que já tive a oportunidade de ver. Duas obras que muito honram o cinema português.

Os Maias” de Eça de Queiroz são transportados para o cinema com grande seriedade no (difícil) tratamento da obra literária. Filme esteticamente sublime moldado pela sensibilidade, inteligência e coragem de Botelho. Uma forma deslumbrante de revisitar Eça e de perceber, através do século XIX, o Portugal do século XXI. Notáveis interpretações de Ega (Pedro Inês) e Maria Eduarda (Maria Flor) e cenário tão original quanto deslumbrante com pinturas a óleo de João Queiroz.
Os gatos não têm vertigens” é a expressão de uma linguagem cinematográfica de primeira linha, uma história entre muitas histórias de gerações entre gerações, de vida entre muitas vidas, de um tempo entre tantos tempos. Um labirinto prodigioso de sentimentos, estados de alma, sonhos e desesperos, que nos chegam sem lamechice alguma. Destaco as interpretações brilhantes de Maria do Céu Guerra, João Jesus e Fernanda Serrano.

Dois filmes a não perder. Dois filmes contra a indigência e a pequenez que se espalha endemicamente no nosso País. Texto de Bagão Féliz.

domingo, 14 de setembro de 2014

Mural: Albanês leva Saramago ao Guinness


O escritor José Saramago e a cidade de Ponte de Sor podem estar a 15 dias de entrar para o Guinness. O albanês Saimir Strati, que já tem oito recordes mundiais no ‘Guinness Book of Records’ (‘Livro de Recordes do Guinness’), está a construir o maior mosaico em cortiça do mundo naquela cidade portuguesa.

O painel começou a ser construído no dia 27 de agosto e tem inauguração marcada para 27 de setembro, o Dia Mundial do Turismo. Apesar de o mosaico ainda não estar completo, já é possível reconhecer-se o rosto de José Saramago, acompanhado pela palavra "Portugal" e a frase "Há coisas que nunca se poderão explicar por palavras", do escritor.

Na obra de 24 metros de comprimento e 4,5 metros de altura, Saimir Strati vai utilizar 300 mil rolhas de cortiça.

A partir do dia 27 de setembro o maior mosaico em cortiça do mundo vai poder ser visto no Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor.

sábado, 13 de setembro de 2014

Joaquim Leitão em destaque nos Prémios Sophia 2014




As longas-metragens "Até Amanhã Camaradas" e "Quarta Divisão", ambos do realizador Joaquim Leitão, estão entre as cinco obras nomeadas para Melhor Filme dos Prémios Sophia 2014 pela Academia Portuguesa de Cinema, anunciou hoje a entidade, em Lisboa.


Os nomeados, em cerca de vinte categorias, escolhidos pelo júri da Academia Portuguesa das Artes e Ciências Cinematográficas (Academia Portuguesa de Cinema), foram divulgados numa conferência de impensa realizada na Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, com a presença do presidente, o produtor Paulo Trancoso.

Lançados em 2012, os prémios visam distinguir os profissionais do cinema nacional pelos próprios pares, neste caso, a Academia, fundada em 2011, composta por mais de uma centena de membros, desde realizadores, atores e diretores de fotografia. 

A Academia tinha já anunciado este ano que iria distinguir com os Prémios Sophia Carreira 2014 o realizador José Fonseca e Costa, o diretor de fotografia Eduardo Serra, e o produtor Henrique Espírito Santo. 

"O Portugal dos Maias é igual ao Portugal de hoje"


"O Portugal dos Maias é igual ao Portugal de hoje"

Dificilmente encontraríamos cineasta menos unânime para adaptar Os Maias ao grande écrã, mas João Botelho atirou-se ao romance de Eça sem medo. "Isto" – o cinema, o dinheiro para o fazer – "é tão raro que um gajo só pode filmar coisas importantes", diz. Para lá das telas pintadas, do guarda-roupa de época, do artifício, Os Maias é um filme sobre Portugal, hoje.

Se há um livro unânime como grande romance português, é Os Maias, de Eça de Queirós, um enorme fresco, entre crónica de costumes e alta literatura, de um Portugal oitocentista que continua a falar aos nossos dias como raras obras literárias o conseguiram. Dificilmente encontraríamos cineasta menos unânime para adaptar Os Maias ao grande écrã do que João Botelho, 65 anos, autor de um dos universos mais singulares e menos consensuais do cinema português desde a sua estreia em 1981 com Conversa Acabada. Saído do êxito de Filme do Desassossego (2010) – que lançou sem distribuidor em digressão pelo país, somando 30 mil espectadores que dificilmente o teriam ido ver no circuito tradicional –, abalançou-se ao romance de Eça sem medo.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Pedro Costa leva Cavalo Dinheiro a Nova Iorque

Pedro Costa leva Cavalo Dinheiro a Nova Iorque

Depois do prémio de realização em Locarno, o autor de O Sangue é um de cinco cineastas que falará ao público sobre o seu cinema, a par de Paul Thomas Anderson, Mike Leigh, Mathieu Amalric e Bennett Miller.
Pedro Costa vai ser um de cinco cineastas a subir ao palco do Lincoln Center de Nova Iorque para discutir o cinema – o seu, o dos outros, o seu passado, presente e futuro, influências e métodos de trabalho.
Costa estará na Grande Maçã para apresentar na 52ª edição do New York Film Festival (NYFF) Cavalo Dinheiro, que lhe valeu o prémio de Melhor Realizador em Locarno, e que é definido pelo director do certame, Kent Jones, como estando “num plano completamente diferente de Juventude em Marcha”.
Costa é um dos quatro realizadores escalados para o forum Directors Dialogues, conversas informais com os programadores do festival; os outros são o francês Mathieu Amalric, o britânico Mike Leigh e o americano Bennett Miller, todos com filmes presentes na programação principal do NYFF oriundos da selecção de Cannes 2014. Costa será o último a subir ao palco no dia 8 de Outubro.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O romance inacabado de Saramago vai ser publicado em Outubro

Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas é a obra sobre a guerra que José Saramago escreveu nos últimos meses de vida e não chegou a terminar. É o único livro de Saramago por publicar.
 "Repudiando a violência" como sempre fez na sua obra, Saramago escreveu nos últimos meses de vida Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas, escreve Pilar del Río no editorial da revista Blimunda. Essa obra que o escritor não chegou a terminar vai ser publicada pela Porto Editora em Outubro, anunciou a presidente da Fundação José Saramago na revista desta instituição. O número 26 da revista Blimunda, que pode ser descarregado na internet gratuitamente, abre com o editorial Contra a Guerra em que Pilar del Río, mulher de José Saramago, explica que o inédito do autor português vai ser publicado simultaneamente em português, espanhol, catalão e italiano. "É um trabalho conjunto das várias editoras de Saramago na Europa e na América do Sul", disse Ricardo Viel, da Fundação José Saramago ao PÚBLICO. Cada uma destas edições terá, portanto, qualquer coisa de diferente e a edição da Porto Editora não será por isso igual às obras do Nobel da Literatura 1998 que esta editora publicou em Maio.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

RICHARD ZENITH: "Verifica-se uma desumanização dos portugueses"

É o responsável pela primeira edição definitiva do "Livro do Desassossego" de Fernando Pessoa, a obra que deu ao poeta português o estatuto de figura fundamental da literatura portuguesa e o tornou um mito internacional. Richard Zenith, um dos maiores especialistas em Pessoa, considera que mesmo assim é pouco lido em Portugal. Um país onde, diz, está em curso "uma certa desumanização dos portugueses".
Richard Zenith, que viveu no Brasil no início dos anos 80, confirmou que Pessoa era efetivamente muito lido e acarinhado no Brasil, talvez mais do que aquí. Acrescenta: "Embora, em Portugal os poetas e os leitores mais exigentes e apaixonados conhecessem bem a obra de Pessoa como a Sophia, Jorge de Sena, Ruy Belo, Mário Cesariny. Podemos ver traços dele nas suas obras. Mas, entre o público mais vasto, de facto seria no Brasil que Pessoa era mais lido e apreciado. Hoje em dia, nas universidades portuguesas há investigação excelente sobre Pessoa, até diria que não existe menos do que no Brasil".7


Frases de autores de língua portuguesa em fachadas



Na freguesia de São Cristóvão, em Montemor-o-Novo, um projecto de intervenção cultural levou a que várias fachadas passassem a apresentar frases de autores de língua portuguesa. De José Saramago, podem ser vistas a frase de arranque de "Levantado do Chão" e a epígrafe do "Ensaio sobre a Cegueira".

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Hoje: a não perder!!!

Opus Dei proíbe 79 livros de autores portugueses

 José Saramago, Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Lídia Jorge, Vergílio Ferreira são alguns dos escritores censurados na lista de livros da Opus Dei.
      A organização da Igreja Católica tem uma listagem de 33 573 livros proibidos, com diferentes níveis de gravidade, sendo que nos três níveis mais elevados encontram-se 79 obras de escritores portugueses, revela o Diário de Notícias. José Saramago e Eça de Queirós são os mais castigados pela “lista negra”.
     Além de livros, também há uma lista de filmes. A censura da Opus Dei já tem várias críticas, colocando-se mesmo em causa a legalidade desta proibição.
      Só José Saramago tem 12 livros censurados. “Caim”, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, “O Manual de Pintura e Caligrafia” e “O Memorial do Convento” são considerados os mais perigosos.
      Em declarações ao mesmo jornal, a presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Río, considera “grosseiro e repugnante” este índice, deixando várias críticas: “ É uma organização a que chamamos seita porque somos educados. Por acaso, eles não são”, considera a viúva do escritor.
      Pilar reforça ainda que José Saramago nunca escreveu sobre a Opus Dei porque considerava a organização “uma formiga”. Também a escritora Lídia Jorge, que tem dois livros censurados, revelou-se chocada com a existência da lista, afirmando que “a Opus Dei devia ter vergonha”.

INAUGURAÇÃO: Primeira obra de Siza Vieira na China a 30 de agosto

A primeira obra de Siza Vieira na China - um edifício de escritórios, desenhado em parceria com o arquiteto Carlos Castanheira - vai ser inaugurada no dia 30 de agosto na província de Jiangsu, no leste do país.
Trata-se de um edifício com cerca de 10.000 metros quadrados, encomendado por uma empresa de Taiwan instalada em Huaian, a Shihlien Chemical Industrial Jiangsu Co., e foi construído num lago artificial que funciona como reservatório daquela unidade industrial, referiu hoje à Lusa o arquiteto Carlos Castanheira.
A inauguração contará com a presença dos dois arquitetos portugueses, que se encontram há já alguns dias na China para tratar de outros projetos, adiantou Carlos Castanheira.
"Estamos na Ásia há cerca de dez anos. Primeiro no Japão, depois na Coreia do Sul e agora na China", disse aquele arquiteto acerca da sua parceria com Siza Vieira



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Conversatorio

Amanhã,  sexta-feira, dia 22 de Agosto, pelas 19:00horas, haverá um conversatório sobre os livros " Y ahora, extiéndeme al sol" de Ana Lucia de Bastos e "Todas las Batallas perdidas" de Miguel Hidalgo Prince, no" Lugar Común Librería"

A não perder!

   

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Pedro Costa melhor realizador em Locarno

O realizador português Pedro Costa conquistou hoje o Leopardo do Festival de Locarno 2014 para a melhor realização com o filme "Cavalo Dinheiro".
O Leopardo de Ouro, a mais alta distinção do certame, foi para o filme "Mula Sa Kung Ano Ang Noon" (From What Is Before), de Lav Diaz, das Filipinas.
"Cavalo Dinheiro" marca o regresso do realizador à personagem Ventura e ao universo das Fontainhas, depois de "Ossos", "No quarto de Vanda" e "Juventude em marcha". 
O filme foi concluído no ano passado, e teve estreia mundial nesta 67.ª edição do Festival de Locarno, na Suíça. 

Além de melhor realização, Pedro Costa foi também distinguido em Locarno com uma menção especial do Prémio FICC/IFFS (Federação Internacional de Cineclubes).

Obra de Joaquim Pinto em destaque na Cinemateca

A Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, realiza, em setembro, um ciclo dedicado ao realizador Joaquim Pinto, que estreia o documentário "E agora? Lembra-me", no circuito comercial e na abertura do Cinema Ideal, em Lisboa, no próximo dia 28.

O documentário, visão pessoal sobre a convivência com a sida e a hepatite C, foi distinguido no ano passado, no Festival de Locarno, na Suíça, com o Prémio Especial do Júri, o Prémio da Crítica e o Prémio Júri Jovem, abrindo uma lista de distinções que se estendem a outros festivais, como o DocLisboa, o Cineport, no Brasil, os Encontros Internacionais do Documentário de Montréal, e os festivais de Cartagena de Índias, na Colômbia, e do Chile e da Argentina, entre outros.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Bautizo del primer libro de Ana Lucia de Bastos

Ana Lucía De Bastos nacio en Caracas en 1983 y  es licenciada en Letras por la Universidad Central de Venezuela; obtuvo el título de magister en Estudos Literários, Culturais e Interartes en Literatura Portuguesa, de la Universidade de Porto con una tesis sobre poesía venezolana y portuguesa; posteriormente cursó el master en edición de la Universidad Autónoma de Barcelona, desenvolviéndose en esa área; ha publicado ensayos y poemas en distintas revistas y plaquettes; "Y ahora, extiéndeme al sol " es su primer libro.
    Fue directora del Instituto Portugués de Cultura y es hija del prestigioso médico- neurólogo Mario de Bastos, director actual de nuestro Instituto.
   .  

Bautizo del libro "Y ahora, extiéndeme al sol" de Ana Lucía de Bastos

        Hoy jueves 14 de Agosto a las 6:30 en la Librería El Buscón en el Trasnocho Cultural del CC Paseo de las Mercedes se bautizara el libro "Y ahora, extiéndeme al sol", el primer libro de Ana Lucía de Bastos. 
        "Hay en estas páginas una vocación estética obsesionada por indagar constantemente en su propia naturaleza, en sus formas de decir y de no decir, en sus posibilidades de ser escrita. Si para la llamada poesía pura latinoamericana, el diálogo entre el ser y la forma resumía un conflicto ontológico, aquí ese conflicto se reinventa como un dilema de lenguajes. El contrapunto de lo físico, del cuerpo, es la palabra y su capacidad infinita de transformarse.
Pero "Y ahora, extiéndeme al sol" propone también una diversidad de registros que, por momentos, da la idea de ser una caja de resonancias, el espacio donde se mueve una larga búsqueda estética. Incorpora una clara vocación narrativa, prueba diferentes direcciones en el ejercicio de la voz femenina, va y viene de manera constante alrededor de la noción de extranjería como experiencia verbal, como tránsito, incluso como naturaleza poética. Como todos los buenos libros, no es un solo libro.
Ana Lucía De Bastos se estrena con esta publicación de manera impecable. Su poesía siempre está atenta, dispuesta a sorprendernos. Tiene una musicalidad extraordinaria y una curiosidad peligrosa. Sus versos nunca están quietos. Son también una mudanza. Un lenguaje que sigue buscándose" , nos dice  
Alberto Barrera Tyszka
          Estará a cargo de las palabras la  profesora de la Universidad Central de Venezuela, crítico literaria  Érika Roosen.

La invitación es para hoy en El Buscón

            ¡ Para no perder!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Historias negras del baúl de Pessoa

Uno de los pocos divertimentos intelectuales que persisten en lo que aún le queda de intelectual a la Humanidad es la lectura de novelas policíacas", escribió Fernando Pessoa en un texto de reflexión personal. Para el autor de 'Libro del desasosiego', recordado a menudo como un genio atormentado, la felicidad se podía resumir en un libro de Conan Doyle o Arthur Morrison, un cigarrillo y una taza de café. Su afición por el género negro comenzó con las lecturas de su adolescencia, transcurrida en Sudáfrica, donde también escribió sus primeros relatos en lengua inglesa. Ya instalado en Lisboa adquirió cientos de novelas policíacas y fue socio del Albatross Crime Club, un grupo británico de lectores aficionados que le garantizaba el acceso a las últimas novedades.
El gran poeta luso quiso darle un lugar especial al que muchos críticos habían considerado un género menor, y lo hizo como mejor sabía. El próximo 3 de septiembre, la editorial Acantilado publica un conjunto de novelas policíacas -en su mayoría inéditas- bajo el título'Quaresma, descifrador'. Una voz negra que se suma al ya polifónico universo 'pessoano'.





quinta-feira, 31 de julho de 2014

“A gaiola dourada”” marca o arranque das sessões de cinema no Forum Madeira

O cinema ao ar livre arranca hoje no Forum Madeira. A partir das 21h30, a praça central vai transformar-se para receber todos os amantes de cinema. Puffs, sofás, pipocas, bebidas e um ecrã gigante são alguns dos pormenores que pretendem fazer dar corpo a “noites de cinema perfeitas”, conforme destacam os responsáveis pelo espaço comercial.
“A Gaiola Dourada”, filme assinado por Ruben Alves, marca o início das nove sessões de cinema gratuitas que o Forum Madeira tem preparadas para os seus visitantes. Considerada um sucesso de bilheteira, a película junta grandes atores como Rita Blanco, Joaquim de Almeida, Roland Giraud e Chantal Lauby. Não perca a oportunidade de conhecer a história de um casal de portugueses emigrantes em França, o seu dia-a-dia e as aventuras da sua família.

Resenha literária de “Claraboia” publicada nos Emirados Árabes

O periódico “The National”, dos Emirados Árabes Unidos, publicou recentemente uma resenha literária do romance Claraboia, de José Saramago. A obra publicada após a morte do escritor português acaba de ser publicada em inglês, e a resenha a ser lida abaixo foi feita a partir do tradução inglesa. Leia no link a crítica traduzida (trad.: Rita Pais).

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Almada en Bogota

Almada Negreiros, una de las figuras ineludibles del panorama cultural portugués del siglo XX, se distinguió como artista multifacético: fue pintor, dibujante, vidriero, figurinista, escenógrafo, dramaturgo, poeta, novelista, ensayista, conferencista, director, bailarín, performer y geómetra.

Pueden disfrutar a traves del link un recorrido virtual de la exposicion "Almada a través de los ojos de Almada, el mismo  se presenta a través de sus propios ojos, con sus autorretratos y las palabras plásticas que escribió. En esta muestra, el dibujo, la pintura y el grafismo de las carátulas de sus libros conviven con citas extraídas de su obra literaria y con una breve cronología, ilustrada con fotografías sacadas de su archivo.

Joss Stone canta com Gisela João

A cantora britânica Joss Stone, que actuou recentemente no festival Marés Vivas no Porto, partilhou esta quarta-feira nas redes sociais um vídeo onde surge ao lado da cantora portuguesa Gisela João.
As duas interpretam Madrugada sem sono, tema incluído no álbum de estreia da fadista, lançado o ano passado. Na pequena legenda do vídeo pode ler-se que Joss se encontrou com Gisela num restaurante castiço, tentando a sua sorte no fado.
Antes do dueto, pode ouvir-se Joss Stone discorrer sobre um quadro de Amália Rodrigues, afirmando que "quando há uma imagem daquela senhora na parede, significa que se está num sítio onde se canta Fado".

Público

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Morreu escritor brasileiro Rubem Alves

O escritor brasileiro Rubem Alves, com 80 anos, morreu, este sábado, no Centro Médico de Campinas, em São Paulo, na sequência de complicações de saúde devido a uma pneumonia.
Rubem Alves deu entrada no hospital com um quadro de insuficiência respiratória devido a uma pneumonia e estava internado desde 10 de julho na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Pela manhã, o hospital informou que o estado de saúde do escritor se tinha agravado. A morte do escritor foi divulgada pelo site do jornal "O Globo".

Rubem Alves, casado e com três filhos, nasceu a 15 de setembro de 1933 em Dores da Boa Esperança, no sul de Minas Gerais, e morava em Campinas há décadas.


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Filme de Pedro Costa "Cavalo Dinheiro" em competição no Festival de Locarno

O novo filme do realizador português Pedro Costa, "Cavalo Dinheiro", foi selecionado para a competição oficial do Festival de Cinema de Locarno, que decorre de 06 a 16 de agosto naquela cidade suíça, foi hoje anunciado.
O festival, que realiza este ano a sua 67.ª edição, apresentou hoje a programação oficial, com 17 filmes em estreia, a competir pelo Leopardo de Ouro, e o filme de Pedro Costa será um deles.
No sítio do certame internacional na internet, surge uma pequena ficha sobre "Cavalo Dinheiro" (2014), indicando a composição do elenco: Ventura (um ator que tem trabalho em vários filmes de Pedro Costa), Vitalina Varela e Tito Furtado.


Jornal da Madeira.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Clara Riso é a nova diretora da Casa Fernando Pessoa

O presidente da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), Miguel Honrado, disse hoje à agência Lusa que Clara Riso foi escolhida para nova diretora da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa.
De acordo com o presidente do conselho de administração da EGEAC, a nova diretora entrou em funções na segunda-feira e foi hoje apresentada à equipa da Casa Fernando Pessoa.
Clara Riso foi leitora de português do Instituto Camões em várias cidades da Europa de Leste, nomeadamente em Budapeste e Bucareste.

A nova diretora sucede à escritora Inês Pedrosa, que se demitiu do cargo em abril deste ano, depois de seis anos à frente desta entidade.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Morreu a escritora Nadine Gordimer

A escritora sul-africana Nadine Gordimer, laureada com o Prémio Nobel da Literatura em 1991, morreu no domingo, em Joanesburgo. Tinha 90 anos.
Nascida em Gauteng, na África do Sul, em 1923, numa família de imigrantes europeus, Nadine Gordimer foi uma das vozes mais destacadas contra o regime segregacionista do apartheid, no seu país. Uma realidade que retratou nos seus contos e romances e que lhe valeu ver alguns títulos banidos pelo regime político.
Estreou-se na literatura em 1953 com The Lying Days. Em 1974 venceu o Booker Prize com O Conservador.
O poeta Seamus Heaney definiu- acomo uma das maiores "guerrilheiras da imaginação". Em 1991 o comité que lhe atribuiu o Prémio Nobel da Literatura realçou a sua "magnífica escrita épica".

Em 2012, a escritora leu para o jornal britânico "The Guardian", um conto de José Saramago intitulado "O Centauro", publicado no livro "Objecto Quase". A leitura pode ser ouvida aqui:http://www.theguardian.com/books/audio/2012/dec/26/nadine-gordimer-jose-saramago-centaur


Diário de Notícias

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Professores de Língua Portuguesa vão unir-se em associação na Venezuela

Meia centena de docentes participaram, no sábado, em Caracas, no II Encontro de Professores de Português na Venezuela, durante o qual decidiram fundar uma associação para unir os profissionais do setor.
"A principal resolução (do encontro) foi a criação de uma associação de professores, tendo ficado definido, para outubro, a realização de uma nova reunião para definir os integrantes da comissão para a criação dos estatutos e para a definição dos intermediários, além das iniciativas da associação", disse a leitora destacada pelo "Camões - Instituto de Cooperação e da Língua" (Camões, IP) para a Universidade Central da Venezuela.

Segundo Sofia Saraiva a nova associação vai centrar-se "na uniformização de critérios, numa criação de pontes de comunicação para a certificação de professores, com as entidades venezuelanas e com as portuguesas"

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Hoje: Palestra sobre Acordo Ortográfico...




Esta noite, pelas 19:30 horas, haverá palestra sobre o Acordo Ortográfico no Cantinho da Cultura (Centro Português), ao cuidado do Professor Paulo Feytor Pinto.

Paulo Feytor Pinto concluiu o doutoramento em Estudos Portugueses especialidade em Política de Língua pela Universidade Aberta em 2008. É professor adjunto convidado na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal. Publicou 19 artigos em revistas especializadas, 15 trabalhos em atas de eventos, 7 capítulos de livros e 12 livros, (co)autor de 7 e (co)editor de 5. Apresentou 66 comunicações em eventos, 22 no estrangeiro e 44 em Portugal. A sua produção científica totaliza 73 itens e a produção técnica totaliza 103 itens. Coorientou 1 tese de doutoramento e 1 dissertação de mestrado nas áreas de Ciências da Educação e Línguas e Literaturas. Entre 1997 e 2013 participou em 6 projetos de investigação, sendo que coordenou 1 destes. Atua nas áreas de Humanidades com ênfase em Línguas e Literaturas e de Ciências Sociais com ênfase em Sociologia e em Ciências da Educação. Nas suas atividades profissionais interagiu com 31 colaboradores em coautorias de trabalhos científicos.

domingo, 6 de julho de 2014

Palestra sobre Acordo Ortográfico...


Amanhã,  segunda-feira, dia 7 de Julho, pelas 19:30 horas, haverá palestra sobre o Acordo Ortográfico no Cantinho da Cultura (Centro Português), ao cuidado do Professor Paulo Feytor Pinto.

Paulo Feytor Pinto concluiu o doutoramento em Estudos Portugueses especialidade em Política de Língua pela Universidade Aberta em 2008. É professor adjunto convidado na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal. Publicou 19 artigos em revistas especializadas, 15 trabalhos em atas de eventos, 7 capítulos de livros e 12 livros, (co)autor de 7 e (co)editor de 5. Apresentou 66 comunicações em eventos, 22 no estrangeiro e 44 em Portugal. A sua produção científica totaliza 73 itens e a produção técnica totaliza 103 itens. Coorientou 1 tese de doutoramento e 1 dissertação de mestrado nas áreas de Ciências da Educação e Línguas e Literaturas. Entre 1997 e 2013 participou em 6 projetos de investigação, sendo que coordenou 1 destes. Atua nas áreas de Humanidades com ênfase em Línguas e Literaturas e de Ciências Sociais com ênfase em Sociologia e em Ciências da Educação. Nas suas atividades profissionais interagiu com 31 colaboradores em coautorias de trabalhos científicos.