quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Cinema: Uma estética do prazer
Em alguns momentos
de Os Maias - por exemplo, nas cenas de Santa Olávia, nas margens do
Douro, com Afonso da Maia (João Perry) -, João Botelho combina as telas
pintadas por João Queiroz com elementos reais dos locais de filmagens (um
chafariz, o recanto de um jardim). Fascinante paradoxo: por um lado, sentimos a
materialidade ancestral de pedras e flores; por outro lado, o declarado
artifício do fundo pintado gera um clima de singular coexistência de
contrários. Apetece evocar a herança de Bertolt Brecht e a sua pedagogia da
distanciação: a coabitação cenográfica do mundo "real" e do mundo
"encenado" pode contribuir para uma relação com a história vivida
(pelas personagens) que não mascare a sua condição de história representada
(para o espectador). Resistimos, enfim, a ser submergidos pelo espetáculo. Texto de João Lopes.
Diário de Notícias.
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Cinema Português
Os Maias de João Botelho já é o terceiro filme português mais visto de 2014
Em apenas quatro dias desde a sua
estreia, filme que adapta o emblemático romance de Eça de Queirós somou cerca
de 14 mil espectadores.
Em apenas quatro dias de
exibição, Os Maias – Cenas da Vida Romântica, de João Botelho, tornou-se
o terceiro filme português mais visto do ano, com 13.915 espectadores desde a
sua estreia, no dia 11. Depois de o seu trabalho anterior, Filme do
Desassossego, ter circulado em formato digressão pelos cineteatros do país, o
realizador e a produtora Ar de Filmes voltaram ao circuito comercial com o
filme inspirado na obra de Eça de Queirós.
O filme, estreado em 12 cidades e 22 ecrãs e que
deve em breve chegar a mais quatro salas, conseguiu perto de 14 mil
espectadores em sala desde quinta-feira, segundo números do Instituto do Cinema
e do Audiovisual (ICA). Em 2010, Filme do Desassossego conseguiu cerca
de 5600 espectadores nas duas primeiras semanas de exibição, fora do circuito
comercial convencional.
Com estes números, Os Maias – Cenas da Vida
Romântica não entra ainda no ranking dos 40 filmes portugueses mais vistos
da última década - encimado por outra adaptação de um clássico de Eça, O
Crime do Padre Amaro (2005), de Carlos Coelho da Silva e onde Filme do Desassossego ocupa a 29.ª posição
-, mas consegue então instalar-se em terceiro lugar na lista dos mais vistos de
2014. A lista dos filmes nacionais estreados em 2014, com os dados
contabilizados pelo ICA até 31 de Agosto, tem em primeiro lugar Sei Lá,
de Joaquim Leitão (adaptação do romance de Margarida Rebelo Pinto), com 61.730
espectadores, e em segundo Ruas Rivais, de Márcio Loureiro, que chamou
às salas 33.990 pessoas, de acordo com os dados contabilizados pelo ICA até 31
de Agosto.
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Cinema Português
Dois brilhantes filmes portugueses
Dois novos filmes portugueses de elevada qualidade:
“Os Maias – Cenas da vida romântica” de João Botelho e “Os gatos não
têm vertigens” de António-Pedro Vasconcelos, que já tive a oportunidade de
ver. Duas obras que muito honram o cinema português.
“Os Maias” de Eça de Queiroz são
transportados para o cinema com grande seriedade no (difícil) tratamento da
obra literária. Filme esteticamente sublime moldado pela sensibilidade,
inteligência e coragem de Botelho. Uma forma deslumbrante de revisitar Eça e de
perceber, através do século XIX,
o Portugal do século XXI.
Notáveis interpretações de Ega (Pedro Inês) e Maria Eduarda (Maria Flor) e cenário
tão original quanto deslumbrante com pinturas a óleo de João Queiroz.
“Os gatos não têm vertigens” é a expressão
de uma linguagem cinematográfica de primeira linha, uma história entre muitas
histórias de gerações entre gerações, de vida entre muitas vidas, de um tempo
entre tantos tempos. Um labirinto prodigioso de sentimentos, estados de alma,
sonhos e desesperos, que nos chegam sem lamechice alguma. Destaco as
interpretações brilhantes de Maria do Céu Guerra, João Jesus e Fernanda
Serrano.
Dois filmes a não perder. Dois filmes contra a
indigência e a pequenez que se espalha endemicamente no nosso País. Texto de Bagão Féliz.
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Cinema Português
domingo, 14 de setembro de 2014
Mural: Albanês leva Saramago ao Guinness
O escritor
José Saramago e a cidade de Ponte de Sor podem estar a 15 dias de entrar para o
Guinness. O albanês Saimir Strati, que já tem oito recordes mundiais no
‘Guinness Book of Records’ (‘Livro de Recordes do Guinness’), está a construir
o maior mosaico em cortiça do mundo naquela cidade portuguesa.
O painel
começou a ser construído no dia 27 de agosto e tem inauguração marcada para 27
de setembro, o Dia Mundial do Turismo. Apesar de o mosaico ainda não estar
completo, já é possível reconhecer-se o rosto de José Saramago, acompanhado
pela palavra "Portugal" e a frase "Há coisas que nunca se
poderão explicar por palavras", do escritor.
Na obra de 24
metros de comprimento e 4,5 metros de altura, Saimir Strati vai utilizar 300
mil rolhas de cortiça.
A partir do
dia 27 de setembro o maior mosaico em cortiça do mundo vai poder ser visto no
Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor.
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José Saramago
sábado, 13 de setembro de 2014
Joaquim Leitão em destaque nos Prémios Sophia 2014
As
longas-metragens "Até Amanhã Camaradas" e "Quarta Divisão",
ambos do realizador Joaquim Leitão, estão entre as cinco obras nomeadas para
Melhor Filme dos Prémios Sophia 2014 pela Academia Portuguesa de Cinema,
anunciou hoje a entidade, em Lisboa.
Os nomeados, em cerca de vinte categorias, escolhidos
pelo júri da Academia Portuguesa das Artes e Ciências Cinematográficas (Academia
Portuguesa de Cinema), foram divulgados numa conferência de impensa realizada
na Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, com a presença do presidente, o
produtor Paulo Trancoso.
Lançados em 2012, os prémios visam distinguir os
profissionais do cinema nacional pelos próprios pares, neste caso, a Academia,
fundada em 2011, composta por mais de uma centena de membros, desde
realizadores, atores e diretores de fotografia.
A Academia tinha já anunciado este ano que iria
distinguir com os Prémios Sophia Carreira 2014 o realizador José Fonseca e
Costa, o diretor de fotografia Eduardo Serra, e o produtor Henrique Espírito
Santo.
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Cinema Português
"O Portugal dos Maias é igual ao Portugal de hoje"
"O Portugal dos Maias é
igual ao Portugal de hoje"
Dificilmente encontraríamos cineasta
menos unânime para adaptar Os
Maias ao grande écrã, mas
João Botelho atirou-se ao romance de Eça sem medo. "Isto" – o cinema,
o dinheiro para o fazer – "é tão raro que um gajo só pode filmar coisas
importantes", diz. Para lá das telas pintadas, do guarda-roupa de época,
do artifício, Os Maias é um filme sobre Portugal, hoje.
Se há
um livro unânime como grande romance português, é Os Maias, de Eça de Queirós, um
enorme fresco, entre crónica de costumes e alta literatura, de um Portugal
oitocentista que continua a falar aos nossos dias como raras obras literárias o
conseguiram. Dificilmente encontraríamos cineasta menos unânime para adaptar Os Maias ao grande écrã do que João Botelho, 65
anos, autor de um dos universos mais singulares e menos consensuais do cinema
português desde a sua estreia em 1981 com Conversa
Acabada. Saído do êxito de Filme
do Desassossego (2010) – que
lançou sem distribuidor em digressão pelo país, somando 30 mil espectadores que
dificilmente o teriam ido ver no circuito tradicional –, abalançou-se ao
romance de Eça sem medo.
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quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Pedro Costa leva Cavalo Dinheiro a Nova Iorque
Pedro Costa leva Cavalo
Dinheiro a Nova Iorque
Depois do
prémio de realização em Locarno, o autor de O
Sangue é um de cinco
cineastas que falará ao público sobre o seu cinema, a par de Paul Thomas
Anderson, Mike Leigh, Mathieu Amalric e Bennett Miller.
Pedro Costa vai ser um
de cinco cineastas a subir ao palco do Lincoln Center de Nova Iorque para
discutir o cinema – o seu, o dos outros, o seu passado, presente e futuro,
influências e métodos de trabalho.
Costa estará
na Grande Maçã para apresentar na 52ª edição do New York Film Festival (NYFF) Cavalo Dinheiro, que lhe valeu o prémio de Melhor
Realizador em Locarno, e que é
definido pelo director do certame, Kent Jones, como estando “num plano
completamente diferente de Juventude em Marcha”.
Costa é um dos quatro
realizadores escalados para o forum Directors Dialogues, conversas informais
com os programadores do festival; os outros são o francês Mathieu Amalric, o
britânico Mike Leigh e o americano Bennett Miller, todos com filmes presentes
na programação principal do NYFF oriundos da selecção de Cannes 2014. Costa
será o último a subir ao palco no dia 8 de Outubro.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
O romance inacabado de Saramago vai ser publicado em Outubro
Alabardas,
alabardas, Espingardas, espingardas é a obra sobre a guerra que José Saramago
escreveu nos últimos meses de vida e não chegou a terminar. É o único livro de Saramago por publicar.
"Repudiando a violência" como sempre fez na sua obra, Saramago escreveu nos últimos meses de vida Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas, escreve Pilar del Río no editorial da revista Blimunda. Essa obra que o escritor não chegou a terminar vai ser publicada pela Porto Editora em Outubro, anunciou a presidente da Fundação José Saramago na revista desta instituição. O número 26 da revista Blimunda, que pode ser descarregado na internet gratuitamente, abre com o editorial Contra a Guerra em que Pilar del Río, mulher de José Saramago, explica que o inédito do autor português vai ser publicado simultaneamente em português, espanhol, catalão e italiano. "É um trabalho conjunto das várias editoras de Saramago na Europa e na América do Sul", disse Ricardo Viel, da Fundação José Saramago ao PÚBLICO. Cada uma destas edições terá, portanto, qualquer coisa de diferente e a edição da Porto Editora não será por isso igual às obras do Nobel da Literatura 1998 que esta editora publicou em Maio.
"Repudiando a violência" como sempre fez na sua obra, Saramago escreveu nos últimos meses de vida Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas, escreve Pilar del Río no editorial da revista Blimunda. Essa obra que o escritor não chegou a terminar vai ser publicada pela Porto Editora em Outubro, anunciou a presidente da Fundação José Saramago na revista desta instituição. O número 26 da revista Blimunda, que pode ser descarregado na internet gratuitamente, abre com o editorial Contra a Guerra em que Pilar del Río, mulher de José Saramago, explica que o inédito do autor português vai ser publicado simultaneamente em português, espanhol, catalão e italiano. "É um trabalho conjunto das várias editoras de Saramago na Europa e na América do Sul", disse Ricardo Viel, da Fundação José Saramago ao PÚBLICO. Cada uma destas edições terá, portanto, qualquer coisa de diferente e a edição da Porto Editora não será por isso igual às obras do Nobel da Literatura 1998 que esta editora publicou em Maio.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
RICHARD ZENITH: "Verifica-se uma desumanização dos portugueses"
É o responsável
pela primeira edição definitiva do "Livro do Desassossego" de
Fernando Pessoa, a obra que deu ao poeta português o estatuto de figura
fundamental da literatura portuguesa e o tornou um mito internacional. Richard
Zenith, um dos maiores especialistas em Pessoa, considera que mesmo assim é
pouco lido em Portugal. Um país onde, diz, está em curso "uma certa
desumanização dos portugueses".
Richard Zenith, que
viveu no Brasil no início dos anos 80, confirmou que Pessoa era efetivamente
muito lido e acarinhado no Brasil, talvez mais do que aquí. Acrescenta:
"Embora, em Portugal os poetas e os leitores mais exigentes e apaixonados
conhecessem bem a obra de Pessoa como a Sophia, Jorge de Sena, Ruy Belo, Mário
Cesariny. Podemos ver traços dele nas suas obras. Mas, entre o público mais
vasto, de facto seria no Brasil que Pessoa era mais lido e apreciado. Hoje em
dia, nas universidades portuguesas há investigação excelente sobre Pessoa, até
diria que não existe menos do que no Brasil".7
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Richard Zenith
Frases de autores de língua portuguesa em fachadas
Na freguesia de São Cristóvão, em Montemor-o-Novo, um projecto de
intervenção cultural levou a que várias fachadas passassem a apresentar frases
de autores de língua portuguesa. De José Saramago, podem ser vistas a frase de
arranque de "Levantado do Chão" e a epígrafe do "Ensaio sobre a
Cegueira".
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Opus Dei proíbe 79 livros de autores portugueses
José Saramago, Eça de Queirós,
Fernando Pessoa, Lídia Jorge, Vergílio Ferreira são alguns dos escritores
censurados na lista de livros da Opus Dei.
A organização da Igreja Católica tem uma listagem de 33 573 livros proibidos, com diferentes níveis de gravidade, sendo que nos três níveis mais elevados encontram-se 79 obras de escritores portugueses, revela o Diário de Notícias. José Saramago e Eça de Queirós são os mais castigados pela “lista negra”.
A organização da Igreja Católica tem uma listagem de 33 573 livros proibidos, com diferentes níveis de gravidade, sendo que nos três níveis mais elevados encontram-se 79 obras de escritores portugueses, revela o Diário de Notícias. José Saramago e Eça de Queirós são os mais castigados pela “lista negra”.
Além de livros,
também há uma lista de filmes. A censura da Opus Dei já tem várias críticas,
colocando-se mesmo em causa a legalidade desta proibição.
Só José Saramago
tem 12 livros censurados. “Caim”, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, “O Manual
de Pintura e Caligrafia” e “O Memorial do Convento” são considerados os mais
perigosos.
Em declarações ao
mesmo jornal, a presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Río, considera
“grosseiro e repugnante” este índice, deixando várias críticas: “ É uma
organização a que chamamos seita porque somos educados. Por acaso, eles não
são”, considera a viúva do escritor.
Pilar reforça ainda que José Saramago nunca escreveu sobre a Opus Dei porque considerava a organização “uma formiga”. Também a escritora Lídia Jorge, que tem dois livros censurados, revelou-se chocada com a existência da lista, afirmando que “a Opus Dei devia ter vergonha”.
Pilar reforça ainda que José Saramago nunca escreveu sobre a Opus Dei porque considerava a organização “uma formiga”. Também a escritora Lídia Jorge, que tem dois livros censurados, revelou-se chocada com a existência da lista, afirmando que “a Opus Dei devia ter vergonha”.
INAUGURAÇÃO: Primeira obra de Siza Vieira na China a 30 de agosto
A primeira obra de Siza Vieira na China - um edifício de escritórios,
desenhado em parceria com o arquiteto Carlos Castanheira - vai ser inaugurada
no dia 30 de agosto na província de Jiangsu, no leste do país.
Trata-se de um edifício com cerca de
10.000 metros quadrados, encomendado por uma empresa de Taiwan instalada em
Huaian, a Shihlien Chemical Industrial Jiangsu Co., e foi construído num lago
artificial que funciona como reservatório daquela unidade industrial, referiu
hoje à Lusa o arquiteto Carlos Castanheira.
A inauguração contará com a presença dos dois
arquitetos portugueses, que se encontram há já alguns dias na China para tratar
de outros projetos, adiantou Carlos Castanheira.
"Estamos na Ásia há cerca de dez anos.
Primeiro no Japão, depois na Coreia do Sul e agora na China", disse aquele
arquiteto acerca da sua parceria com Siza Vieira
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Siza Vieira
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Conversatorio
Amanhã, sexta-feira, dia 22 de Agosto, pelas 19:00horas,
haverá um conversatório sobre os livros " Y ahora, extiéndeme al sol" de Ana Lucia de Bastos e "Todas las Batallas perdidas" de Miguel Hidalgo Prince, no" Lugar Común Librería"
A não perder!
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Pedro Costa melhor realizador em Locarno
O
realizador português Pedro Costa conquistou hoje o Leopardo do Festival de
Locarno 2014 para a melhor realização com o filme "Cavalo Dinheiro".
O Leopardo de Ouro, a mais alta
distinção do certame, foi para o filme "Mula Sa Kung Ano Ang Noon"
(From What Is Before), de Lav Diaz, das Filipinas.
"Cavalo Dinheiro" marca o regresso
do realizador à personagem Ventura e ao universo das Fontainhas, depois de
"Ossos", "No quarto de Vanda" e "Juventude em
marcha".
O filme foi concluído no ano passado, e teve
estreia mundial nesta 67.ª edição do Festival de Locarno, na Suíça.
Além de melhor realização, Pedro Costa foi
também distinguido em Locarno com uma menção especial do Prémio FICC/IFFS
(Federação Internacional de Cineclubes).
Obra de Joaquim Pinto em destaque na Cinemateca
A
Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, realiza, em setembro, um ciclo dedicado ao
realizador Joaquim Pinto, que estreia o documentário "E agora?
Lembra-me", no circuito comercial e na abertura do Cinema Ideal, em
Lisboa, no próximo dia 28.
O documentário, visão pessoal sobre a
convivência com a sida e a hepatite C, foi distinguido no ano passado, no
Festival de Locarno, na Suíça, com o Prémio Especial do Júri, o Prémio da
Crítica e o Prémio Júri Jovem, abrindo uma lista de distinções que se estendem
a outros festivais, como o DocLisboa, o Cineport, no Brasil, os Encontros
Internacionais do Documentário de Montréal, e os festivais de Cartagena de
Índias, na Colômbia, e do Chile e da Argentina, entre outros.
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Cinema
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Bautizo del primer libro de Ana Lucia de Bastos
Ana Lucía De Bastos nacio en Caracas en 1983 y es
licenciada en Letras por la Universidad Central de Venezuela; obtuvo el título
de magister en Estudos Literários, Culturais e Interartes en Literatura Portuguesa, de la Universidade de Porto con una tesis sobre poesía venezolana y
portuguesa; posteriormente cursó el master en edición de la Universidad
Autónoma de Barcelona, desenvolviéndose en esa área; ha publicado ensayos y
poemas en distintas revistas y plaquettes; "Y ahora, extiéndeme al sol " es su
primer libro.
Fue directora del Instituto Portugués de Cultura y es hija del prestigioso médico- neurólogo Mario de Bastos, director actual de nuestro Instituto.
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Fue directora del Instituto Portugués de Cultura y es hija del prestigioso médico- neurólogo Mario de Bastos, director actual de nuestro Instituto.
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Ana Lucía de Bastos
Bautizo del libro "Y ahora, extiéndeme al sol" de Ana Lucía de Bastos
Hoy jueves 14 de
Agosto a las 6:30 en la Librería El Buscón en el Trasnocho Cultural del CC Paseo de las Mercedes se bautizara el libro "Y ahora,
extiéndeme al sol", el primer libro de Ana Lucía de Bastos.
"Hay en estas páginas
una vocación estética obsesionada por indagar constantemente en su propia
naturaleza, en sus formas de decir y de no decir, en sus posibilidades de ser
escrita. Si para la llamada poesía pura latinoamericana, el diálogo entre el
ser y la forma resumía un conflicto ontológico, aquí ese conflicto se reinventa
como un dilema de lenguajes. El contrapunto de lo físico, del cuerpo, es la
palabra y su capacidad infinita de transformarse.
Pero "Y ahora, extiéndeme al sol" propone también una diversidad de registros que, por momentos, da la idea de ser una caja de resonancias, el espacio donde se mueve una larga búsqueda estética. Incorpora una clara vocación narrativa, prueba diferentes direcciones en el ejercicio de la voz femenina, va y viene de manera constante alrededor de la noción de extranjería como experiencia verbal, como tránsito, incluso como naturaleza poética. Como todos los buenos libros, no es un solo libro.
Ana Lucía De Bastos se estrena con esta publicación de manera impecable. Su poesía siempre está atenta, dispuesta a sorprendernos. Tiene una musicalidad extraordinaria y una curiosidad peligrosa. Sus versos nunca están quietos. Son también una mudanza. Un lenguaje que sigue buscándose" , nos dice Alberto Barrera Tyszka
Pero "Y ahora, extiéndeme al sol" propone también una diversidad de registros que, por momentos, da la idea de ser una caja de resonancias, el espacio donde se mueve una larga búsqueda estética. Incorpora una clara vocación narrativa, prueba diferentes direcciones en el ejercicio de la voz femenina, va y viene de manera constante alrededor de la noción de extranjería como experiencia verbal, como tránsito, incluso como naturaleza poética. Como todos los buenos libros, no es un solo libro.
Ana Lucía De Bastos se estrena con esta publicación de manera impecable. Su poesía siempre está atenta, dispuesta a sorprendernos. Tiene una musicalidad extraordinaria y una curiosidad peligrosa. Sus versos nunca están quietos. Son también una mudanza. Un lenguaje que sigue buscándose" , nos dice Alberto Barrera Tyszka
Estará a cargo de las palabras la profesora de la Universidad Central de Venezuela, crítico
literaria Érika Roosen.
La invitación es para hoy en El Buscón
¡ Para no perder!
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Ana Lucía de Bastos
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Historias negras del baúl de Pessoa
Uno de los pocos divertimentos intelectuales que persisten en lo
que aún le queda de intelectual a la Humanidad es la lectura de novelas
policíacas", escribió Fernando Pessoa en un texto de reflexión personal.
Para el autor de 'Libro del desasosiego',
recordado a menudo como un genio atormentado, la felicidad se podía resumir en
un libro de Conan Doyle o Arthur Morrison, un cigarrillo y una taza de café. Su
afición por el género negro comenzó con las lecturas de su adolescencia,
transcurrida en Sudáfrica, donde también escribió sus primeros relatos en
lengua inglesa. Ya instalado en Lisboa adquirió cientos de novelas policíacas y
fue socio del Albatross Crime Club, un grupo británico de lectores aficionados
que le garantizaba el acceso a las últimas novedades.
El gran poeta luso quiso
darle un lugar especial al que muchos críticos habían considerado un género
menor, y lo hizo como mejor sabía. El próximo 3 de septiembre, la editorial
Acantilado publica un conjunto de novelas policíacas -en su mayoría inéditas- bajo
el título'Quaresma, descifrador'.
Una voz negra que se suma al ya polifónico universo 'pessoano'.
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Fernando Pessoa
quinta-feira, 31 de julho de 2014
“A gaiola dourada”” marca o arranque das sessões de cinema no Forum Madeira
O cinema ao ar livre arranca hoje no Forum Madeira. A
partir das 21h30, a praça central vai transformar-se para receber todos os
amantes de cinema. Puffs, sofás, pipocas, bebidas e um ecrã gigante são alguns
dos pormenores que pretendem fazer dar corpo a “noites de cinema perfeitas”,
conforme destacam os responsáveis pelo espaço comercial.
“A Gaiola Dourada”, filme assinado por Ruben Alves, marca o início das nove sessões de cinema gratuitas que o Forum Madeira tem preparadas para os seus visitantes. Considerada um sucesso de bilheteira, a película junta grandes atores como Rita Blanco, Joaquim de Almeida, Roland Giraud e Chantal Lauby. Não perca a oportunidade de conhecer a história de um casal de portugueses emigrantes em França, o seu dia-a-dia e as aventuras da sua família.
“A Gaiola Dourada”, filme assinado por Ruben Alves, marca o início das nove sessões de cinema gratuitas que o Forum Madeira tem preparadas para os seus visitantes. Considerada um sucesso de bilheteira, a película junta grandes atores como Rita Blanco, Joaquim de Almeida, Roland Giraud e Chantal Lauby. Não perca a oportunidade de conhecer a história de um casal de portugueses emigrantes em França, o seu dia-a-dia e as aventuras da sua família.
Resenha literária de “Claraboia” publicada nos Emirados Árabes
O periódico “The National”, dos Emirados Árabes
Unidos, publicou recentemente uma resenha literária do romance Claraboia, de
José Saramago. A obra publicada após a morte do escritor português acaba de ser
publicada em inglês, e a resenha a ser lida abaixo foi feita a partir do
tradução inglesa. Leia no link a crítica traduzida (trad.: Rita Pais).
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José Saramago
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Almada en Bogota
Almada Negreiros, una de las figuras ineludibles del
panorama cultural portugués del siglo XX, se distinguió como artista
multifacético: fue pintor, dibujante, vidriero, figurinista, escenógrafo,
dramaturgo, poeta, novelista, ensayista, conferencista, director, bailarín,
performer y geómetra.
Pueden disfrutar a traves del link un recorrido virtual de la exposicion "Almada a través de los ojos de Almada, el mismo se presenta a través
de sus propios ojos, con sus autorretratos y las palabras plásticas que
escribió. En esta muestra, el dibujo, la pintura y el grafismo de las carátulas
de sus libros conviven con citas extraídas de su obra literaria y con una breve
cronología, ilustrada con fotografías sacadas de su archivo.
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Almada Negreiros
Joss Stone canta com Gisela João
A cantora britânica
Joss Stone, que actuou recentemente no festival Marés Vivas no Porto, partilhou
esta quarta-feira nas redes sociais um vídeo onde surge ao lado da cantora
portuguesa Gisela João.
As duas
interpretam Madrugada sem sono, tema incluído no álbum de estreia
da fadista, lançado o ano passado. Na pequena legenda do vídeo pode ler-se que
Joss se encontrou com Gisela num restaurante castiço, tentando a sua sorte no
fado.
Antes do dueto, pode ouvir-se Joss Stone discorrer
sobre um quadro de Amália Rodrigues, afirmando que "quando há uma imagem
daquela senhora na parede, significa que se está num sítio onde se canta
Fado".Público
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Fado
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Morreu escritor brasileiro Rubem Alves
O
escritor brasileiro Rubem Alves, com 80 anos, morreu, este sábado, no Centro
Médico de Campinas, em São Paulo, na sequência de complicações de saúde devido
a uma pneumonia.
Rubem
Alves deu entrada no hospital com um quadro de insuficiência respiratória
devido a uma pneumonia e estava internado desde 10 de julho na Unidade de
Terapia Intensiva (UTI). Pela manhã, o hospital informou que o estado de saúde
do escritor se tinha agravado. A morte do escritor foi divulgada pelo site
do jornal "O Globo".
Rubem
Alves, casado e com três filhos, nasceu a 15 de setembro de 1933 em Dores da
Boa Esperança, no sul de Minas Gerais, e morava em Campinas há décadas.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Filme de Pedro Costa "Cavalo Dinheiro" em competição no Festival de Locarno
O novo filme do
realizador português Pedro Costa, "Cavalo Dinheiro", foi selecionado
para a competição oficial do Festival de Cinema de Locarno, que decorre de 06 a
16 de agosto naquela cidade suíça, foi hoje anunciado.
O festival, que realiza este ano a sua 67.ª edição, apresentou hoje a programação oficial, com 17 filmes em estreia, a competir pelo Leopardo de Ouro, e o filme de Pedro Costa será um deles.
No sítio do certame internacional na internet, surge uma pequena ficha sobre "Cavalo Dinheiro" (2014), indicando a composição do elenco: Ventura (um ator que tem trabalho em vários filmes de Pedro Costa), Vitalina Varela e Tito Furtado.
Jornal da Madeira.
O festival, que realiza este ano a sua 67.ª edição, apresentou hoje a programação oficial, com 17 filmes em estreia, a competir pelo Leopardo de Ouro, e o filme de Pedro Costa será um deles.
No sítio do certame internacional na internet, surge uma pequena ficha sobre "Cavalo Dinheiro" (2014), indicando a composição do elenco: Ventura (um ator que tem trabalho em vários filmes de Pedro Costa), Vitalina Varela e Tito Furtado.
Jornal da Madeira.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Clara Riso é a nova diretora da Casa Fernando Pessoa
O
presidente da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC),
Miguel Honrado, disse hoje à agência Lusa que Clara Riso foi escolhida para
nova diretora da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa.
De acordo com o presidente do conselho
de administração da EGEAC, a nova diretora entrou em funções na segunda-feira e
foi hoje apresentada à equipa da Casa Fernando Pessoa.
Clara Riso foi leitora de português do
Instituto Camões em várias cidades da Europa de Leste, nomeadamente em
Budapeste e Bucareste.
A nova diretora sucede à escritora Inês
Pedrosa, que se
demitiu do cargo em abril deste ano, depois de seis anos à frente desta entidade.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Morreu a escritora Nadine Gordimer
A
escritora sul-africana Nadine Gordimer, laureada com o Prémio Nobel da
Literatura em 1991, morreu no domingo, em Joanesburgo. Tinha 90 anos.
Nascida em Gauteng, na África do Sul, em
1923, numa família de imigrantes europeus, Nadine Gordimer foi uma das vozes
mais destacadas contra o regime segregacionista do apartheid, no seu país. Uma
realidade que retratou nos seus contos e romances e que lhe valeu ver alguns
títulos banidos pelo regime político.
Estreou-se na literatura em 1953 com The Lying Days. Em 1974 venceu
o Booker Prize com O
Conservador.
O
poeta Seamus Heaney definiu- acomo uma das maiores "guerrilheiras da
imaginação". Em 1991 o comité que lhe atribuiu o Prémio Nobel da
Literatura realçou a sua "magnífica escrita épica".Em 2012, a escritora leu para o jornal britânico "The Guardian", um conto de José Saramago intitulado "O Centauro", publicado no livro "Objecto Quase". A leitura pode ser ouvida aqui:http://www.theguardian.com/books/audio/2012/dec/26/nadine-gordimer-jose-saramago-centaur
Diário de Notícias
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Professores de Língua Portuguesa vão unir-se em associação na Venezuela
Meia centena de docentes
participaram, no sábado, em Caracas, no II Encontro de Professores de Português
na Venezuela, durante o qual decidiram fundar uma associação para unir os
profissionais do setor.
"A principal resolução (do encontro) foi
a criação de uma associação de professores, tendo ficado definido, para
outubro, a realização de uma nova reunião para definir os integrantes da
comissão para a criação dos estatutos e para a definição dos intermediários,
além das iniciativas da associação", disse a leitora destacada pelo "Camões
- Instituto de Cooperação e da Língua" (Camões, IP) para a Universidade
Central da Venezuela.
Segundo Sofia Saraiva a nova associação vai
centrar-se "na uniformização de critérios, numa criação de pontes de
comunicação para a certificação de professores, com as entidades venezuelanas e
com as portuguesas"
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Hoje: Palestra sobre Acordo Ortográfico...
Esta
noite, pelas 19:30 horas, haverá palestra sobre o Acordo Ortográfico no
Cantinho da Cultura (Centro Português), ao cuidado do Professor Paulo Feytor
Pinto.
Paulo
Feytor Pinto concluiu o doutoramento em Estudos Portugueses especialidade em
Política de Língua pela Universidade Aberta em 2008. É professor adjunto
convidado na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal.
Publicou 19 artigos em revistas especializadas, 15 trabalhos em atas de
eventos, 7 capítulos de livros e 12 livros, (co)autor de 7 e (co)editor de 5.
Apresentou 66 comunicações em eventos, 22 no estrangeiro e 44 em Portugal. A
sua produção científica totaliza 73 itens e a produção técnica totaliza 103
itens. Coorientou 1 tese de doutoramento e 1 dissertação de mestrado nas áreas
de Ciências da Educação e Línguas e Literaturas. Entre 1997 e 2013 participou
em 6 projetos de investigação, sendo que coordenou 1 destes. Atua nas áreas de
Humanidades com ênfase em Línguas e Literaturas e de Ciências Sociais com
ênfase em Sociologia e em Ciências da Educação. Nas suas atividades
profissionais interagiu com 31 colaboradores em coautorias de trabalhos
científicos.
Etiquetas:
Acordo ortográfico
domingo, 6 de julho de 2014
Palestra sobre Acordo Ortográfico...
Amanhã,
segunda-feira, dia 7 de Julho, pelas
19:30 horas, haverá palestra sobre o Acordo Ortográfico no Cantinho da Cultura
(Centro Português), ao cuidado do Professor Paulo Feytor Pinto.
Paulo
Feytor Pinto concluiu o doutoramento em Estudos Portugueses especialidade em
Política de Língua pela Universidade Aberta em 2008. É professor adjunto
convidado na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal.
Publicou 19 artigos em revistas especializadas, 15 trabalhos em atas de
eventos, 7 capítulos de livros e 12 livros, (co)autor de 7 e (co)editor de 5.
Apresentou 66 comunicações em eventos, 22 no estrangeiro e 44 em Portugal. A
sua produção científica totaliza 73 itens e a produção técnica totaliza 103
itens. Coorientou 1 tese de doutoramento e 1 dissertação de mestrado nas áreas
de Ciências da Educação e Línguas e Literaturas. Entre 1997 e 2013 participou
em 6 projetos de investigação, sendo que coordenou 1 destes. Atua nas áreas de
Humanidades com ênfase em Línguas e Literaturas e de Ciências Sociais com
ênfase em Sociologia e em Ciências da Educação. Nas suas atividades
profissionais interagiu com 31 colaboradores em coautorias de trabalhos
científicos.
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