quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Papiniano Carlos morreu aos 94 anos
Poeta, contista e
autor de numerosos livros para a infância, Papiniano Carlos morreu,
quarta-feira, em Pedrouços, na Maia, onde residia há longos anos, de causas
naturais. Contava 94 anos.
"A menina gotinha de água"
é a sua obra mais célebre. Publicada em 1962, seria sucessivamente reeditada,
com um amplo acolhimento junto do público infantil. A produção literária de
Papiniano Carlos iniciou-se, porém, em 1942, com uma coletânea de poemas
intitulada "Esboço". Quatro anos depois, escreveu "Terra com
sede", volume de contos publicado pela Editorial Inova fortemente
influenciado pela corrente neorrealista.
Nascido em Maputo, Moçambique, mas
fixado no Porto desde muito jovem, foi um dos lídimos representantes da
designada geração de 50, de que faziam parte Egito Gonçalves, Luís Veiga
Leitão, António Rebordão Navarro ou Daniel Filipe. Publicou com abundância nos
anos 50 e 60, período em que escreveu títulos marcantes como "Poema da
fraternidade", "Estrada nova"ou "As florestas e os
ventos". Fervoroso combatente antifascista, foi preso três vezes pela
PIDE, colaborou nas revistas "Seara Nova" e "Vértice" e
integrou os corpos dirigentes do Círculo de Cultura Teatral do Teatro Experimental
do Porto. Como membro do Conselho Português para a Paz e Cooperação, fez várias
viagens ao estrangeiro, no decurso das quais conheceu Pablo Neruda, então
embaixador em Paris, de quem se tornou amigo.
O Teatro está mais pobre - Morreu o encenador Joaquim Benite
Fundador da Companhia de
Teatro de Almada tinha 69 anos. "Os encenadores nunca ficam na
história", disse um dia.
O encenador Joaquim Benite, director do Teatro Municipal de Almada e do Festival de Almada, morreu esta noite de quarta-feira, aos 69 anos, na sequência de complicações respiratórias motivadas por uma pneumonia, anunciou a companhia em comunicado. "O país perde assim um dos seus mais prestigiados encenadores, ligado ao movimento de renovação do teatro português no período que antecedu e que se seguiu à revolução de 1974", diz a companhia.
Benite foi o rosto de um dos mais importantes projectos de teatro em Portugal. O Festival de Teatro de Almada, que começou em 1984 no Beco dos Tanoeiros, tornou-se, ao longo das suas 28 edições, um dos mais relevantes festivais de teatro do mundo. Foi, ao lado dos Encontros Acarte, na Gulbenkian, o lugar por onde passaram as mais importantes companhias e os mais significativos nomes da cena mundial. O encontro em Almada, todos os anos de 4 a 18 de Julho, é considerado como um momento alto da programação teatral não apenas em Portugal mas um ponto de encontro para especialistas e público vindos de vários países. Foi por Almada que passaram companhias vindas da América do Sul e de África, quando ainda não existiam circuitos de programação instituídos. Foi também neste festival que se começaram a ver os primeiros nomes vindos da Europa de Leste, quando ainda não estavam abertas as fronteiras.
O encenador Joaquim Benite, director do Teatro Municipal de Almada e do Festival de Almada, morreu esta noite de quarta-feira, aos 69 anos, na sequência de complicações respiratórias motivadas por uma pneumonia, anunciou a companhia em comunicado. "O país perde assim um dos seus mais prestigiados encenadores, ligado ao movimento de renovação do teatro português no período que antecedu e que se seguiu à revolução de 1974", diz a companhia.
Benite foi o rosto de um dos mais importantes projectos de teatro em Portugal. O Festival de Teatro de Almada, que começou em 1984 no Beco dos Tanoeiros, tornou-se, ao longo das suas 28 edições, um dos mais relevantes festivais de teatro do mundo. Foi, ao lado dos Encontros Acarte, na Gulbenkian, o lugar por onde passaram as mais importantes companhias e os mais significativos nomes da cena mundial. O encontro em Almada, todos os anos de 4 a 18 de Julho, é considerado como um momento alto da programação teatral não apenas em Portugal mas um ponto de encontro para especialistas e público vindos de vários países. Foi por Almada que passaram companhias vindas da América do Sul e de África, quando ainda não existiam circuitos de programação instituídos. Foi também neste festival que se começaram a ver os primeiros nomes vindos da Europa de Leste, quando ainda não estavam abertas as fronteiras.
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Teatro
O Homem Duplicado é "uma experiência cinematográfica alucinante", diz Jake Gyllenhaal
"O Homem Duplicado é
uma viagem fascinante pela História, por um mundo que só José Saramago podia
criar", afirmou à agência Efe o ator Jake Gyllenhaal, o protagonista do
filme que, antecipa, será "uma experiência cinematográfica alucinante".
Jake Gyllenhaal foi
escolhido para o papel de Homem Duplicado pelo realizador canadiano Dennis
Villeneuve e contracena com Sarah Gadon e Melanie Laurent. O titulo original do
filme é An Enemy e a estreia será em 2013.
"É sem duvida um dos
filmes mais complexos e estranhos que fiz na vida, incluindo Donnie Darko. É
uma viagem fascinante pela História, um mundo que só Saramago podia criar. Será
uma experiência cinematográfica alucinante" - disse Jake Gyllenhaal.
O ator deu a entrevista à
Efe a propósito da estreia do filme Fim de Turno (End of Watch), de David Ayer,
que protagoniza com Michael Peña.
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Cinema,
José Saramago
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Morreu encenador Joaquim Benite criador do Festival de Teatro de Almada
O encenador Joaquim Benite
morreu, esta quarta-feira, aos 69 anos, revelou um amigo da família. Ficará
para a história como o criador do Festival de Teatro de Almada, um dos mais
importantes da Europa.
O corpo do encenador Joaquim Benite vai estar, a
partir das 18.00 horas, em câmara ardente na capela de Santa Joana Princesa, em
Lisboa, realizando-se o funeral, quinta-feira, às 14.45 horas, para o cemitério
do Alto de São João.
Jornalde Notícias.
Estação das Olaias entre as mais bonitas da Europa
A estacão de metro das Olaias, um projeto arquitetónico de Tómas
Taveira, é uma das mais bonitas da Europa. A opinião é do jornal britânico The
Telegraph que publicou, esta semana, uma seleção das 22 estações de metro
europeias mais bonitas.
A estacão de metro de Toledo, em Nápoles (Itália), inaugurada em Setembro deste ano e desenhada pelo arquiteto catalão Oscar Tousquets Blanco, ocupa o primeiro lugar desta seleção que inclui também estacões russas, alemãs, espanholas e suecas, entre outras.
A estacão de metro de Toledo, em Nápoles (Itália), inaugurada em Setembro deste ano e desenhada pelo arquiteto catalão Oscar Tousquets Blanco, ocupa o primeiro lugar desta seleção que inclui também estacões russas, alemãs, espanholas e suecas, entre outras.
O metro de Lisboa também faz parte da lista com a escolha do jornal a
recair sobre a estação das Olaias, desenhada pelo arquiteto Tomás Taveira, que
ocupa o 9º lugar nesta seleção de 22 estacões.
A estacão das Olaias - com os seus tetos e azulejos de formas geométricas onde predominam os tons de azul, vermelho, amarelo e branco - foi inaugurada em Maio de 1998 em conjunto com as estações Alameda, Bela Vista, Chelas e Oriente, no âmbito da construção da Linha Vermelha, com vista ao alargamento da rede à zona da EXPO'98.
A estacão das Olaias - com os seus tetos e azulejos de formas geométricas onde predominam os tons de azul, vermelho, amarelo e branco - foi inaugurada em Maio de 1998 em conjunto com as estações Alameda, Bela Vista, Chelas e Oriente, no âmbito da construção da Linha Vermelha, com vista ao alargamento da rede à zona da EXPO'98.
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Arquitectura
Hoje: Andrea Imaginario no Centro Português!
Este ano, o evento que marca os 27 anos do
nascimento do Instituto Português de Cultura e a data da morte do poeta
Fernando Pessoa, decorrerá, no dia 5 de Dezembro – não a 30 de Novembro como
corresponderia – e constará de um recital musical onde poderemos desfrutar do
talento musical da luso-venezuelana Andrea Imaginario belamente combinado com a
poesia do autor de Mensagem.
Andrea Imaginario em Pessoa é o título do recital, que incluirá um conjunto de vários poemas, tanto de Pessoa como dos seus heterónimos, e contará com a produção musical de Miguel Chacón, compositor y clarinetista, assim como com a participação de Eduardo Galián, bandoneonista, Roberto Girón, guitarrista e Carlos “Nené” Quintero, percussionista. Por sua vez, Andrea Imaginario é dona de uma melodiosa voz de soprano, formada na Escola de Música Lino Gallardo, sob a direcção da professora Mariela Valladares. Também estudou canto em Portugal, no Estoril, com os maestros Sara Walker, Graham Johnson, Robert White y Loh Siew Tuan.
Anos de estudos e de práctica como solista permitiram-lhe, graças à sua versatilidade, participar em recitais acompanhada por virtuosos como Mariantonia Palacios, Franca Ciarfella, Gerardo Gerulewicz, Juan Francisco Sans, María Alejandra Limardo, Morella Ruscitti, Pedro Andrés Pérez e Hugo Quintana, entre outros. Desde 2008 é miembro solista da agrupación de música antiga “Musica Reservata”, dirigida por Sandrah Silvio.
Andrea Imaginario junta à sua qualidade de
interprete musical a condição de Licenciada em Artes e Magister Scietiarum em
Literatura Comparada pela Universidade Central de Venezuela, o que lhe agrega
uma dimensão adicional e uma sensibilidade especial para tratar temas poéticos
desde uma perspectiva musical.
A sua primeira produção discográfica data de 2008 e
está em vésperas de terminar o seu quinto disco, cujo título é Entre dos
orillas....
O evento, de entrada livre, decorrerá no Salão
Nobre do Centro Português e começara às 20 horas. No final será servido um
brinde.
Andrea Imaginario em Pessoa é o título do recital, que incluirá um conjunto de vários poemas, tanto de Pessoa como dos seus heterónimos, e contará com a produção musical de Miguel Chacón, compositor y clarinetista, assim como com a participação de Eduardo Galián, bandoneonista, Roberto Girón, guitarrista e Carlos “Nené” Quintero, percussionista. Por sua vez, Andrea Imaginario é dona de uma melodiosa voz de soprano, formada na Escola de Música Lino Gallardo, sob a direcção da professora Mariela Valladares. Também estudou canto em Portugal, no Estoril, com os maestros Sara Walker, Graham Johnson, Robert White y Loh Siew Tuan.
Anos de estudos e de práctica como solista permitiram-lhe, graças à sua versatilidade, participar em recitais acompanhada por virtuosos como Mariantonia Palacios, Franca Ciarfella, Gerardo Gerulewicz, Juan Francisco Sans, María Alejandra Limardo, Morella Ruscitti, Pedro Andrés Pérez e Hugo Quintana, entre outros. Desde 2008 é miembro solista da agrupación de música antiga “Musica Reservata”, dirigida por Sandrah Silvio.
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Andrea Imaginario
Hoje: Manoel de Oliveira em Caracas...
No âmbito
do Festival Euroscopio 2012, volta às telas de Caracas o filme Vou para casa,
de Manoel de Oliveira. Quem não viu esta obra do realizador em festivais
anteriores, tem a oportunidade de o desfrutar agora no dia 5 de Dezembro (Fund. Casa Cultural Ramón
Brito, Margarita).
Sinopse:
Gilbert Valence (Michel Piccoli) é um actor de teatro, e o seu talento e a sua carreira deram-lhe os papéis mais importantes que um actor pode desejar. Uma noite, no fim de uma representação, a tragédia irrompe na sua vida; o seu agente e velho amigo, George (Antoine Chappey), diz-lhe que a sua mulher, a filha e o genro acabaram de falecer num acidente de viação.
O tempo passa, a vida volta à normalidade. Gilbert Valence partilha agora o seu tempo entre o seu neto, que adora, e o teatro.
Algum tempo mais tarde, o seu agente propõe-lhe um papel de protagonista num telefilme com os ingredientes em moda: droga, sexo e violência. E ele zanga-se: não teve a carreira que teve para agora aceitar comprometer-se num trabalho que lhe repugna totalmente, sob o pretexto que ganhará muito dinheiro.
Mas no dia em que um realizador americano lhe propõe fazer Ulisses, uma adaptação de Joyce, ele aceita com entusiasmo. No estúdio, com a iluminação e o décor instalados, o realizador sugere um ensaio: Gilbert Valence tem algumas hesitações, algumas falhas de memória, mas isso não é muito grave: retomarão no dia seguinte. Mas no dia seguinte, em plena rodagem, o velho actor sente o mundo escapar-se-lhe, e não consegue enfrentar a realidade. O texto foge-lhe. E ele pára e diz muito calmamente:
Gilbert Valence (Michel Piccoli) é um actor de teatro, e o seu talento e a sua carreira deram-lhe os papéis mais importantes que um actor pode desejar. Uma noite, no fim de uma representação, a tragédia irrompe na sua vida; o seu agente e velho amigo, George (Antoine Chappey), diz-lhe que a sua mulher, a filha e o genro acabaram de falecer num acidente de viação.
O tempo passa, a vida volta à normalidade. Gilbert Valence partilha agora o seu tempo entre o seu neto, que adora, e o teatro.
Algum tempo mais tarde, o seu agente propõe-lhe um papel de protagonista num telefilme com os ingredientes em moda: droga, sexo e violência. E ele zanga-se: não teve a carreira que teve para agora aceitar comprometer-se num trabalho que lhe repugna totalmente, sob o pretexto que ganhará muito dinheiro.
Mas no dia em que um realizador americano lhe propõe fazer Ulisses, uma adaptação de Joyce, ele aceita com entusiasmo. No estúdio, com a iluminação e o décor instalados, o realizador sugere um ensaio: Gilbert Valence tem algumas hesitações, algumas falhas de memória, mas isso não é muito grave: retomarão no dia seguinte. Mas no dia seguinte, em plena rodagem, o velho actor sente o mundo escapar-se-lhe, e não consegue enfrentar a realidade. O texto foge-lhe. E ele pára e diz muito calmamente:
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Cinema Português
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
'Tabu' no segundo lugar da lista da 'Sight & Sound'
O primeiro lugar é ocupado por The Master, de Paul Thomas
Anderson, o filme americano com Philip Seymour Hoffman e Joaquin Phoenix que
teve ante-estreia portuguesa no Estoril Film Festival e que chega a todas as
salas em janeiro. E, logo a seguir, encontramos Tabu, filme protagonizado por
Teresa Madruga, Laura Soveral, Ana Moreira, entre outros, e no qual Miguel
Gomes faz uma viagem às memórias de uma África colonial.
Na crítica publicada em setembro na Sight & Sound, Trevor Johnston
referia-se a "este extraordinário terceiro filme de Miguel Gomes",
com o seu preto-e-branco, como "simplesmente belo. Ao nível da Academia,
no mínimo".
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Cinema Português
Inês Pedrosa admite que Pessoa é "mais amado" no Brasil
A diretora da Casa Fernando
Pessoa, Inês Pedrosa, afirmou hoje, dia em que se assinalam 77 anos desde a
morte do poeta, que Pessoa tem mais força no Brasil do que em qualquer outro
país, durante a estada em São Paulo para participar num debate sobre escrita.
"Fernando Pessoa é mais amado no Brasil do que em qualquer outro
lugar do mundo, inclusive Portugal", disse Pedrosa à agência Lusa, por
telefone.
De acordo com a escritora, não há dados estatísticos para apoiar esta
opinião, mas a experiência à frente da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, mostrou
que mais de 60 por cento dos visitantes são brasileiros.
Outros sinais do interesse dos brasileiros pelo poeta, são as ligações
recebidas do Brasil pela Casa a cada dois anos, de pessoas que agendam as
férias para o período do congresso sobre Fernando Pessoa, afirmou Pedrosa.
Além disso, há constantes contactos de companhias brasileiras de teatro
que realizam adaptações sobre a obra do poeta, disse a escritora.
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Fernando Pessoa
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
A Última Vez que Vi Macau premiado no Festival de Turim
O filme é protagonizado pela actriz e performer
transexual Cindy Scrash.
A Última Vez que Vi Macau, de João Pedro
Rodrigues e João Rui Guerra da Mata ganhou sábado à noite o principal prémio da
secção de documentário do Festival de Cinema de Turim, Itália.
Depois de ter aberto em Outubro a secção
internacional do DocLisboa, onde estreou, o filme recebeu também já uma menção
especial do júri do Festival de Locarno.
Longa-metragem de enredo policial - e pouco
dentro dos padrões mais convencionais do documentário -, A Última Vez que
Vi Macau conta a história de um homem que viaja de Lisboa a Macau a pedido
de uma amiga que não vê há anos. Tal como essa personagem, João Rui Guerra da
Mata viveu em Macau, tendo também voltado apenas após três décadas de ausência.
Na viagem, a partir da qual supunha vir a fazer um documentário, registou com
Jão Pedro Rodrigues cerca de 150 horas de filmagens com as quais decidiram
construir uma homenagem a Macao (1952), o clássico de Joseph von
Sternberg.
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Cinema Português
domingo, 2 de dezembro de 2012
Filme português vence festival internacional
A longa-metragem "A Arca do Éden", da autoria do português
Marcelo Felix, conquistou o prémio de "Melhor Filme" no festival
internacional Move Cine Arte, que se realizou entre 15 a 18 de Novembro em
Minas Gerais, no Brasil.
O evento, dedicado a filmes documentais ou ficcionais sobre arte,
premiou o trabalho português que também já tinha recebido, em Lisboa, durante o
festival Temps d'Images, o galardão de "Melhor Filme sobre Arte".
"A Arca do Éden", película escrita e dirigida por Marcelo
Felix, é um "filme poema sobre a memória e a preservação". De acordo
com a CRIM Productions, a obra "liga o passado e o futuro dos nossos
esforços de preservar" através de uma "analogia entre a conservação
da botânica e o cinema e seguindo os passos de um viajante que deambula".
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Cinema Português
sábado, 1 de dezembro de 2012
Pedro Filipe Marques, um cineasta a crescer
“A Nossa Forma de Vida”, documentário de Pedro
Filipe Marques, vem somando prémios internacionais, depois da consagração no
Doclisboa 2011.
D. Fernanda, Sr. Armando, um veterano comunista e a
mulher, oito andares acima do solo, no Porto. E um “fantasma”, o neto, Pedro
Filipe Marques. Que se esforça por permanecer invisível com a câmara dentro do
apartamento dos avós. Pedro fê-lo durante três anos, entre 2007 e 2011, cansado
de forçar a ficção quando, afinal, tinha à disposição a realidade, uma parte da
memória familiar.
“A Nossa Forma de Vida” começa por se parecer com
um retrato pícaro de duas “personagens”. Mas aquela torre de apartamentos no
Porto vai-se revelando uma barricada: separando um mundo, “lá dentro”, de
regras próprias onde os outros não têm lugar e onde se reinventa de forma
poderosa o que se passa “lá fora”... Afinal, há ali mais presenças invisíveis
para além do neto cineasta. Cujo trabalho, na verdade, é estar atento e captar
todas as manifestações de possibilidades. E assim possibilitar ao espectador o
mergulho na ficção que o mundo incentiva.
Algures, em “A Nossa Forma de Vida”, também se
tacteia a morte. Não há como escamoteá-lo. Há qualquer coisa de veemente na
fragilidade de Armando/Fernanda. Diz-nos que a "velhice" talvez seja
uma zona de verdade: põe-nos em contacto com o grande nada.
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Cinema Português
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Hoje: Dia das Livrarias
Cerca
de uma dezena de livrarias portuguesas associa-se esta sexta-feira ao Dia das
Livrarias, um evento organizado em Espanha, que se estende a Portugal por
iniciativa da Fundação José Saramago e do movimento Encontro Livreiro.
De acordo com a fundação, a ideia espanhola é
transposta para Portugal para procurar atrair visitantes às livrarias,
"contrariando a tão real crise que leva tantos a temer o fecho iminente
desses espaços de cultura".
O movimento Encontro Livreiro dá conta, na página
oficial na Internet, de pelo menos uma dezena de livrarias a associarem-se ao
evento, entre as quais a Fonte das Letras, de Montemor-o-Novo, a Pó dos Livros,
GATAfunho e Assírio & Alvim, de Lisboa, a Traga-Mundos, de Vila Real, e a
centenária Livraria Esperança, do Funchal.
Em Portugal, o Dia das Livrarias acontece no dia em
que morreram os escritores Fernando Pessoa (30 de novembro de 1935) e Fernando
Assis Pacheco (30 de novembro de 1995).
Novo livro de Marta Sosa
“O
seu primeiro livro Anuciación apareceu em 1964. Desde então publicou
uma dezena de obras, das quais se destacam Oscuro sol de los puertos
(1998) e Territorios Privados (1999), com que foi galardadoado no
Prémio de Literatura del Ayuntamiento de Caracas. Mais recentemente publicou Las
manos del viento (2001) e El rio solitario (2004). Um ano mais
tarde reuniu toda a sua obra poética de 1964 a 2004 sob o título Los barcos
de la memoria. É responsável por antologias como Navegación de tres
siglos, Antologia basica de la poesia venezolana 1826/2002 (2003)
e Poetas e Poéticas de Venezuela (2004).
A
poesia de Joaquín Marta Sosa destaca-se, nas palavras de Rafael Arráiz Lucca
pela “síntesis alcanzada entre la pulsión narrativa y una muy decantada
expresión lírica”. Em Amares – a sua obra mais recente - a
memória consubstancia-se no território particular do diálogo maduro com a
mulher amada e na sua presença como espaço de vida”. In http://ntmad.wordpress.com/tag/joaquin-marta-sosa/
O
evento decorrerá na Librería Kalhatos, Centro de Arte Los Galpones, Octava
Transversal com Av. Ávila, Los Chorros, às 11 h.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
13 livros de Fernando Pessoa para download gratuito
No 76º aniversário da morte de Fernando
Pessoa, a Universia Brasil separou 13 obras do escritor e poeta
português disponíveis em dominio público para download gratuito.
» 76
anos da morte de Fernando Pessoa
» Conheça a biblioteca particular de Fernando Pessoa
» 30 livros de Comunicação para download grátis
Os
livros foram retirados do portal Dominio Público, biblioteca digital mantida
pelo Ministério da Educação.
Entre a selação estão inclusive obras de dois de seus heterônimos: Alberto
Caeiro eBernardo Soares,
autores fictícios que possuem personalidade.» Conheça a biblioteca particular de Fernando Pessoa
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Universia
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Fernando Pessoa
Novo livro pessoano de Jerónimo Pizarro
Pessoa Existe?
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Fernando Pessoa,
Jerónimo Pizarro
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Esta noite: O Quebra-Nozes no Centro Portugués…
A “jovem” Escola de Ballet do Centro Português apresentou ontem O Quebra-nozes, talvez o mais famoso dos ballets de Tchaikosvky (1840-1893). Esta noite, as crianças que estão a dar os seus primeiros passos na arte de Terpsícore – reforçadas com a presença de duas figuras da Companhia de Ballet do Teatro Teresa Carreño, voltarão a estar em cena para a última apresentação desta belíssima obra.
O ballet conta
uma história
em que a fantasia e magia, típicas do romantismo,
contam as aventuras de um quebra-nozes de aparência humana, vestido
como um soldado,
mas que tem as pernas
e a cabeça
de tamanho desmensurado.
Uma boa
oportunidade para desfrutar de um momento de beleza e apoiar esta iniciativa
cultural.
Valter Hugo Mãe vai entrar no próximo documentário do realizador de José e Pilar
O realizador reconhece que é um
filme “ambicioso” – um documentário de longa-metragem que anda à procura do
sentido da vida com um protagonista que pode vir a perdê-la em breve e que
implica uma volta ao mundo não poderia ser outra coisa.
Miguel Gonçalves Mendes, o
realizador português por trás de José e Pilar (2010), retrato intimista
da vida do escritor José Saramago e da sua relação com a mulher, a jornalista
espanhola Pilar del Río, conta com o escritor Valter Hugo Mãe no seu novo
projecto. O anúncio foi feito terça-feira.
O escritor, que recebeu
segunda-feira em S. Paulo o Prémio Portugal Telecom 2012, um dos mais
importantes da literatura em língua portuguesa, aceitou participar no filme O
Sentido da Vida, ainda em fase de preparação. Hugo Mãe será uma das sete
“personagens reais” com quem Miguel, o protagonista e espécie de alter-ego do
realizador de 34 anos, se vai cruzar durante a sua viagem por cinco países:
Portugal, Brasil, Islândia, Inglaterra e Japão.
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Cinema Português
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Candidatura do cante alentejano entregue à UNESCO no início de 2013
A
candidatura do cante alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade
vai ser entregue à UNESCO no início de 2013, revelou hoje, em Lisboa, o
presidente da Comissão Nacional, António de Almeida Ribeiro.
O presidente da Comissão Nacional da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) falava na abertura de um colóquio internacional sobre políticas públicas para o Património Cultural Imaterial (PCI) que decorre hoje e na quarta-feira no Instituto Francês de Portugal (IFP).
O encontro, que reúne especialistas portugueses e estrangeiros, é realizado pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) no âmbito da candidatura ao Programa IBERMUSEUS, em colaboração com a Universidade de Évora.
"A candidatura do cante alentejano está em preparação para ser entregue na UNESCO no início de 2013", indicou o responsável, sublinhando que a comissão nacional da entidade "dá mais importância à exigência de qualidade das candidaturas, do que à quantidade".
A candidatura do cante alentejano esteve para ser entregue à UNESCO em março deste ano, mas o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) decidiu, na altura, adiar para 2013, por considerar que não reunia condições para ser aceite.
O presidente da Comissão Nacional da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) falava na abertura de um colóquio internacional sobre políticas públicas para o Património Cultural Imaterial (PCI) que decorre hoje e na quarta-feira no Instituto Francês de Portugal (IFP).
O encontro, que reúne especialistas portugueses e estrangeiros, é realizado pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) no âmbito da candidatura ao Programa IBERMUSEUS, em colaboração com a Universidade de Évora.
"A candidatura do cante alentejano está em preparação para ser entregue na UNESCO no início de 2013", indicou o responsável, sublinhando que a comissão nacional da entidade "dá mais importância à exigência de qualidade das candidaturas, do que à quantidade".
A candidatura do cante alentejano esteve para ser entregue à UNESCO em março deste ano, mas o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) decidiu, na altura, adiar para 2013, por considerar que não reunia condições para ser aceite.
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Cante
Valter Hugo Mãe é o grande vencedor do Prémio Portugal Telecom 2012
O romancista
Valter Hugo Mãe, o poeta Nuno Ramos e o contista Dalton Trevisan são os
vencedores da 10ª edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua
Portuguesa, que foi anunciado em S. Paulo, nesta segunda-feira à noite.
Valter Hugo Mãe é o grande vencedor da 10ª edição do Prémio
Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa. O escritor português
recebeu esta noite numa cerimónia que decorreu no Auditório Ibirapuera, em S.
Paulo, no Brasil, o prémio na categoria de melhor romance com a A
Máquina de Fazer Espanhóis e também foi o vencedor do Grande Prémio
Portugal Telecom 2012.
"Muito obrigado. É uma honra ser finalista com todos
esses escritores com quem fui finalista, estava convencido que Bernardo
Kucinski [académico brasileiro que escreveu K., um primeiro romance
que se passa na época da ditadura e que recebeu uma menção honrosa] ia
ganhar", disse o escritor português, emocionado quando recebeu o prémio de
melhor romance das mãos do vice-presidente da PT Brasil, Abílio Martins.
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Valter Hugo Mãe
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Festival LER celebra 25 anos da revista
O Festival LER vai celebrar os 25 anos da revista,
apresentando a partir de 4 de Dezembro, em Lisboa, uma programação de
concertos, conferências e filmes, como a ante-estreia de ‘On The Road’, de
Walter Salles.
O programa completo do festival foi hoje
apresentado, em Lisboa, pela direcção da Revista LER, uma publicação da
Fundação Círculo de Leitores fundada em 1987 e que já teve como directores
António Mega Ferreira e Francisco José Viegas, entre outros escritores.
Em declarações à agência Lusa, João Pombeiro,
actual director da revista, indicou que, apesar da publicação ser da área da
literatura, a programação do festival, que decorrerá até 09 de Dezembro no
Cinema São Jorge, inclui, além de ‘On The Road’, mais 24 filmes seleccionados
por Pedro Mexia, escritor, crítico literário e de cinema.
domingo, 25 de novembro de 2012
"Jornal de Notícias" transmitiu homenagem a José Saramago
Os mil
bilhetes disponíveis para a 12.ª sessão de "Porto de encontro",
dedicada a José Saramago, este sábado (ontem), pelas 21.30 horas, na Casa da Música, no
Porto, esgotaram em apenas um quarto de hora, mas quem perdeu a oportunidade
pode assistir à transmissão do evento em direto a partir do site do
"Jornal de Notícias".
Ao longo de mais de duas horas, o percurso do escritor será evocado através d otestemunho de figuras que lidaram de perto com ele. Mas haverá ainda espaço para várias manifestações artísticas, como a música, o teatro e as artes plásticas.
Ao longo de mais de duas horas, o percurso do escritor será evocado através d otestemunho de figuras que lidaram de perto com ele. Mas haverá ainda espaço para várias manifestações artísticas, como a música, o teatro e as artes plásticas.
Pilar
del Rio, Mário Cláudio, Álvaro Siza Vieira, Pedro Abrunhosa e Valter Hugo Mãe
vão ser os oradores do debate, moderado pelo jornalista Sérgio Almeida.
Durante
a sessão, vão ser ainda projetadas imagens de largas dezenas de trabalhos do
artista plástico Agostinho Santos inspirados na obra de Saramago.
Os
"diseurs" José Carlos Tinoco, Ana Celeste Ferreira, Emília Silvestre
e Filipa Leal vão ler excertos dos romances "Ensaio sobre a
cegueira", "As intermitências da morte", "Memorial do
convento" e "O Evangelho segundo Jesus Cristo", selecionados por
Pilar del Rio.
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José Saramago
Prémio Europeu para Afonso Cruz
O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto
Xavier, sublinhou hoje que a distinção de Afonso Cruz com o Prémio Europeu de
Literatura 2012 reconhece a vitalidade dos autores portugueses contemporâneos.
Num comunicado divulgado pelo gabinete do secretário
de Estado da Cultura, que se encontra em Bruxelas para a cerimónia de entrega
do galardão, Jorge Barreto Xavier felicita o escritor, realizador de filmes de
animação, ilustrador e músico.
A atribuição do Prémio Europeu de Literatura a
Afonso Cruz "reconhece a maturidade e originalidade da sua ficção e torna
mais acessível, pelo apoio à tradução, a sua divulgação internacional",
sublinha o comunicado.
Jorge Barreto Xavier sublinha ainda que esta
atribuição - pelo livro ‘A Boneca de Kokoschska’ - surge três anos depois do
mesmo prémio ter sido atribuído a Dulce Maria Cardoso, o que reconhece "a
vitalidade da literatura portuguesa contemporânea".
sábado, 24 de novembro de 2012
Cinema: Operação Outono
Um assassínio no antigo regime
O cinema português precisa de mais filmes como Operação Outono. E como Camarate, de Luís Filipe Rocha. E como 20,13, de Joaquim Leitão. E como Assalto ao Santa Maria, de Francisco Manso. Filmes que falem de acontecimentos, factos e personagens da nossa história recente, da política e da guerra de África, do antigo regime e do pós-25 de Abril, de momentos-chave, convulsões, controvérsias e figuras da vida coletiva portuguesa contemporânea. Filmes isentos ou que tomem partido.
Em Operação Outono, que se apoia na biografia de Humberto Delgado da autoria do seu neto, Frederico Delgado Rosa, Bruno de Almeida recorda o assassínio do general pela PIDE, na Espanha, a 13 de fevereiro de 1965, os preparativos da operação e o julgamento, em 1981, dos envolvidos que foram capturados após o 25 de Abril.
É um filme que rejeita a tese de envolvimento do PCP no crime, através de um agente duplo na PIDE (à altura, o insuspeito Henrique Galvão publicou no Estado de São Paulo, um artigo onde dizia que o crime só servia objetivamente aos comunistas, e manteve essa convicção até à morte) e que acredita que Salazar deu pessoalmente ordem para Delgado ser morto, questões que ainda dividem águas. Bruno de Almeida realiza o filme como se o estivesse a rodar na altura dos acontecimentos, sem preocupações de fazer "bonito", de limar esta ou aquela aresta.
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Cinema Português
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Consagração na França….
"Tabu"
entre os dez melhores filmes do ano para os "Cahiers du Cinéma"
Liberdade: é a palavra-chave para
compreender o que une os filmes do ano que a revista francesa Cahiers du
Cinéma escolhe na sua última edição. Entre eles, Tabu, de Miguel
Gomes, porque “liberdade é aquilo que tem faltado ao cinema contemporâneo”.
Na análise que, a pedido do
PÚBLICO, Jean-Philippe Tessé fez sobre essa lista, o director-adjunto diz que
este exercício de selecção, que não é feito sem a devida “negociação, puxar de
cabelos e discussão”, é um “jogo cinéfilo com longa tradição”. E, sem deixar de
ser “lúdico”, pode dar conta de uma “evolução” do modo como o cinema responderá
ao mundo contemporâneo.
Na lista, encabeçada por Holy
Motors, do francês Leos Carax (estreia em Dezembro em Portugal depois da
antestreia no Lisbon & Estoril Film Festival) – e a única presença francesa
na lista – estão filmes assinados por nomes que têm procurado sair das teias
dos estúdios “e reinventar o seu próprio cinema”.
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Cinema Português
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Música: Nuno Maló candidato a prémio em Hollywood
Nuno Maló, compositor português, é um dos candidatos ao Hollywood Music
in Media Awards 2012 graças à banda sonora que desenvolveu para o filme
independente "LUV". Este evento distingue os compositores que criam
músicas ou bandas sonoras para conteúdos visuais.
O compositor português junta-se a grandes nomes do mundo da música em
Hollywood na disputa por esta categoria, entre eles John Williams, compositor
da banda sonora do novo filme de Steven Spielberg “Lincoln”.
De recordar que em 2011, Nuno Maló foi distinguido, nos EUA, como o
compositor revelação pela Associação Internacional de Críticos de Musica para o
Cinema, devido à banda sonora que produziu para “Amália-O Filme”.
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Música
São 51 obras da artista plástica Maria Helena Vieira
da Silva que vão estar expostas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
entre 19 de Dezembro e 17 de Fevereiro de 2013. Vieira da Silva - Agora
inclui ainda uma mostra fotobiográfica da pintora.
A Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva (FASVS), que
gere o museu lisboeta dedicado à obra da artista e do seu marido, vai
homenagear a pintora em conjunto com duas entidades do Rio de Janeiro - a
Associação Espírito Santo Cultura e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
(MAM).
“Vieira da Silva não só é conhecida [no Brasil] como é admiradíssima, o acolhimento [da ideia da exposição] foi imediato, total. No Brasil tem nome, tem um mercado“, disse Marina Bairrão Ruivo, directora da fundação, ao PÚBLICO. As viagens que a pintora fazia à América Latina eram frequentes e a artista e o pintor húngaro Arpad Szenes viveram no Rio de Janeiro entre 1940 e 1947.
Uma exposição no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 2009 e uma mostra no Instituto Tomie Ohtake em 2011 retrataram a influência que o casal exerceu nos artistas brasileiros, mas Marina Bairrão queria mostrar “o antes, o durante e o depois” do período brasileiro. “Não quisémos fazer o enfoque sobre o período brasileiro. Isso já foi feito e, no fundo, é muito redutor. Tínhamos de mostrar o alcance que a obra da pintora teve em todos os períodos: a relação com Portugal, França e Brasil”, referiu a directora.
“Vieira da Silva não só é conhecida [no Brasil] como é admiradíssima, o acolhimento [da ideia da exposição] foi imediato, total. No Brasil tem nome, tem um mercado“, disse Marina Bairrão Ruivo, directora da fundação, ao PÚBLICO. As viagens que a pintora fazia à América Latina eram frequentes e a artista e o pintor húngaro Arpad Szenes viveram no Rio de Janeiro entre 1940 e 1947.
Uma exposição no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 2009 e uma mostra no Instituto Tomie Ohtake em 2011 retrataram a influência que o casal exerceu nos artistas brasileiros, mas Marina Bairrão queria mostrar “o antes, o durante e o depois” do período brasileiro. “Não quisémos fazer o enfoque sobre o período brasileiro. Isso já foi feito e, no fundo, é muito redutor. Tínhamos de mostrar o alcance que a obra da pintora teve em todos os períodos: a relação com Portugal, França e Brasil”, referiu a directora.
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Arte,
Vieira da Silva
Filme Embargo volta a Caracas...
No âmbito
do Festival Euroscopio 2012, volta às telas de Caracas o filme Embargo, de António
Ferreira, sobre um conto homónimo de José Saramago. Quem não viu esta obra do
realizador em festivais anteriores, tem a oportunidade de o desfrutar hoje, 23
de Novembro (Cinema Lia Bermúdez, Maracaibo).
“Embargo”
estreou no FantasPorto 2010 e recebeu o prémio Menção Especial do Júri.
No vídeo acima, podem visualizar o trailer do filme e uma entrevista para o
programa ESEC TV, na RTP2, com o realizador António Ferreira,
com o actor protagonista Filipe Costa (teclista da banda
nacional Sean Riley & The Slowriders) e a actriz Cláudia
Carvalho. Esta entrevista está divida em três partes… podem assistir
no final do artigo.
Sinopse:
Nuno (Filipe Costa) é um homem que trabalha numa roulotte de bifanas, mas que inventou uma máquina que promete revolucionar a indústria do calçado – um digitalizador de pés. No meio de um embargo petrolífero e deparando-se com uma estranha dificuldade, Nuno tenta obstinadamente vender a máquina, obcecado por um sucesso que o fará descurar algumas das coisas essenciais da sua vida. Quando Nuno fica estranhamente enclausurado no seu próprio carro e perde uma oportunidade única de finalmente produzir o seu invento, vê subitamente a sua vida embargada…
Nuno (Filipe Costa) é um homem que trabalha numa roulotte de bifanas, mas que inventou uma máquina que promete revolucionar a indústria do calçado – um digitalizador de pés. No meio de um embargo petrolífero e deparando-se com uma estranha dificuldade, Nuno tenta obstinadamente vender a máquina, obcecado por um sucesso que o fará descurar algumas das coisas essenciais da sua vida. Quando Nuno fica estranhamente enclausurado no seu próprio carro e perde uma oportunidade única de finalmente produzir o seu invento, vê subitamente a sua vida embargada…
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Cinema Português
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Saramago: Porto de Encontro...
As
celebrações dos 90 anos de José Saramago vão passar pelo Porto já no próximo
sábado, dia 24, às 21h30, numa sessão especial do ciclo literário Porto de
Encontro marcada para a Casa da Música.
Além
de Pilar del Río, participam no evento Álvaro Siza Vieira, Mário Cláudio, Pedro
Abrunhosa e Valter Hugo Mãe. Durante as mais de duas horas do evento, estão
previstas leituras a cargo de diseurs como José Carlos Tinoco, Manuela Azevedo,
Emília Silvestre, Filipa Leal e Ana Celeste Ferreira. Ensaio sobre a
cegueira, As intermitências da morte e Memorial do convento vão ser
as obras em foco.
O teatro e a música irão merecer destaque durante o evento. O primeiro estará a cargo da companhia O Andaime, de Penafiel, enquanto a animação musical caberá a Pedro Abrunhosa e ao Coral de Letras da Universidade do Porto.
O teatro e a música irão merecer destaque durante o evento. O primeiro estará a cargo da companhia O Andaime, de Penafiel, enquanto a animação musical caberá a Pedro Abrunhosa e ao Coral de Letras da Universidade do Porto.
Os
bilhetes para a 12ª edição do Porto de Encontro são gratuitos e estarão
disponíveis a partir do dia 22, na Casa da Música.
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Saramago
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