quinta-feira, 17 de maio de 2012

Demitiu-se a direcção do Instituto do Cinema e do Audiovisual

José Pedro Ribeiro apresentou a demissão do cargo de director do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA). Esta notícia, avançada esta manhã pela Agência Lusa, segue-se à da demissão da directora adjunta do Instituto, Leonor Silveira, que no caso desta foi apresentada à tutela (Secretaria de Estado da Cultura) no passado dia 9 de Maio.
Leonor Silveira demitiu-se no passado 9 de Maio, dia em que vários profissionais do cinema exibiram um documentário sobre o cinema português, ao ar livre, nas escadarias do Palácio de S. Bento, numa acção de protesto contra o atraso na aprovação da nova Lei do Cinema.
(...) . Estas acontecem num momento em que se verificam atrasos na publicação da nova Lei do Cinema e a paralisação das actividades deste sector no nosso país – situação que ainda ontem foi tema de um artigo no
jornal francês Le Monde.
A SEC diz que a nova Lei do Cinema e do Audiovisual está “na fase final do processo legislativo” e nota que o ICA vai iniciar “um novo ciclo”, com a publicação da nova legislação. Elogia “o excelente trabalho” desenvolvido pela direcção cessante do ICA, destacando, em particular, o seu “empenho e envolvimento na resolução do processo relacionado com a alienação da Tobis”.

Público.

Olga Roriz distinguida com o Prémio da Latinidade 2012

A bailarina e coreógrafa Olga Roriz foi distinguida, por unanimidade, com o Prémio da Latinidade ‘João Neves da Fontoura’ 2012.
Segundo disse à  Lusa, Maria Renée Pareja Gomes, Maria Renée Pareja Gomes, representante da União Latina, o júri do galardão, presidido por Eduardo Lourenço, decidiu atribuí-lo a Olga Roriz "pelo desempenho de uma obra artística, como profissional e criadora reconhecida internacionalmente".  
Até 2008 designado por Prémio da Latinidade ‘Troféu Latino’, passou em 2009 a ter o nome de Prémio da Latinidade ‘João Neves da Fontoura’, ministro dos Negócios Estrangeiros brasileiro a quem se deve a criação da União Latina como organização internacional. 
Com este Prémio criado em 2002, a União Latina visa homenagear uma personalidade ou instituição que se tenha distinguido, pela sua obra, na difusão da Latinidade, nos domínios artístico, literário ou científico. 
Nascida em Viana do Castelo, Olga Roriz, 56 anos, estudou ballet clássico e dança moderna com Margarida Abreu e Ana Ivanova, ingressou na Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa e tornou-se primeira bailarina do Ballet Gulbenkian, onde foi depois convidada para coreografar. Criou a Companhia Olga Roriz em 1995. 

Publicados cinco contos inéditos de Fernando Pessoa

Cinco contos inéditos de Fernando Pessoa são editados na colectânea "O Mendigo e outros contos" que a Assírio & Alvim publica esta semana, com uma introdução de Ana Maria Freitas, que tem estudado o espólio do escritor.
Os contos inéditos são: "O Filatelista", "Empresa Fornecedora de Mitos", "A Perversão do Longe", "O Mendigo" e "Num Bar de Londres".
Os restantes, reunidos pela primeira vez em livro, foram já publicados em França pela editora La Différence e, em Portugal, pela revista Mealibra, do Centro Cultural do Alto Minho.
Os contos "Memórias de um Ladrão", "Alegações Finais", "O Gramofone" e "O Papagaio" só foram publicados na tradução francesa.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Maria João Worm vence Prémio Nacional de Ilustração

A ilustradora e autora de banda desenhada Maria João Worm venceu o Prémio Nacional de Ilustração 2011 com o livro "Os animais domésticos". o prémio é atribuído pela Direção Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB).
Com texto e linogravuras de Maria João Worm, o livro "Os animais domésticos" foi editado no ano passado pela editora independente Quarto e Jade.
Para o júri da 16.ª edição do Prémio, "Os animais domésticos" é "um objeto singular que se constitui como uma verdadeira obra aberta, disponível a leituras criativas".
"A obra articula textos breves (como legendas) caligrafados e imagens imprecisas, num ambiente onírico e íntimo que se desdobra aos olhos do leitor, permitindo-lhe desconfiar do que não vê, e sorrir", sublinhou o júri.

Jake Gyllenhall será O Homem Duplicado em cinema...com equipa maravilha!

Os atores Jake Gyllenhaal ("O Segredo de Brokeback Mountain"), Melanie Laurent ("Comboio noturno para Lisboa") e Sarah Gadon ("Cosmopolis") e Isabella Rossellini constituem a equipa maravilha do filme "An Enemy" que o canadiano Denis Villeneuve começa a rodar ainda em maio, baseado na obra "O Homem Duplicado" de José Saramago.
A obra foi adaptada ao cinema por Javier Gullón e o realizador Denis Villeneuve disse que será um "thriller erótico existencial".

Gyllenhall será Adam (no romance, Tertuliano Máximo Afonso), um professor de História que vive com a namorada (Melanie Laurent), e será também o seu próprio "duplicado" (casado no filme com Sarah Gadon). O professor, intrigado com a descoberta de um duplo, enreda-se numa perseguição que conduzirá ao entrelaçar perigoso das vidas dos dois casais.
As filmagens começam a 22 de maio em Toronto e o filme deverá ser distribuído em 2013.

Homenagem ao cinema português exibida à frente do Parlamento está online

O filme que, na quarta-feira à noite, levou centenas de pessoas a ocupar as escadarias do Parlamento, como se estivessem numa grande sala de cinema ao ar livre, foi publicado online. A montagem que reúne fragmentos de mais de 400 filmes portugueses, que quem esteve em São Bento viu numa tela sobre a fachada do edifício da Comissão Nacional de Protecção de Dados, pode agora ser visto em qualquer lado.

Ao mesmo tempo homenagem à história do cinema nacional e protesto pela paralisação do sector, que a indústria diz ser resultado de falta de vontade política para aprovar a nova Lei do Cinema, o filme exibido à frente da Assembleia da República atravessa mais de cem anos de produção cinematográfica. Mas não começa exactamente pelo início, antes pela primeira longa do decano Manoel de OliveiraAniki Bóbó.
Saída do Pessoal Operário da Fábrica Confiança, curta-metragem de Aurélio da Paz dos Reis, de 1896, que é tida como o filme inaugural do cinema português, surge logo de seguida. O terceiro fragmento, que faz a história avançar até 1999, motivou em São Bento o primeiro grande aplauso da noite – é João César Monteiro como João de Deus, seu alter-ego, em As Bodas de Deus.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Adaptação de "O homem duplicado", de Saramago, arranca dia 22 em Toronto


A adaptação para cinema do romance "O Homem Duplicado", de José Saramago, pelo realizador canadiano Denis Villeneuve, começa no dia 22 em Toronto, no Canadá, informou a fundação do esc
A adaptação para cinema do romance "O Homem Duplicado", de José Saramago, pelo realizador canadiano Denis Villeneuve, começa no dia 22 em Toronto, no Canadá, informou a fundação do escritor.
O filme, descrito como um "thriller erótico existencial", terá por título "An Enemy" e será protagonizado pelo ator Jake Gyllenhaal, contando ainda no elenco com Isabella Rossellini, Melanie Laurent e Sarah Gadon.
No romance de José Saramago, publicado em 2002, a personagem Tertuliano Máximo Afonso, um professor de História, descobre um dia, ao ver um filme, que tem um sósia e parte à descoberta desse outro duplicado seu.

Eduardo Lourenço recebe prémio e elogia “galáxia” de Pessoa...

A lista de distinções é vasta, mas o ensaísta e crítico literário Eduardo Lourenço, de 88 anos, subiu ontem ao palco da Culturgest, em Lisboa, para receber o Prémio Pessoa 2011 com a mesma modéstia que o júri lhe reconhece: "É mais do que uma honra. É uma dificuldade extrema de estar à altura da circunstância." E enganou-se quem achava que o laureado iria falar de um Portugal daqui a 25 anos: ‘Pessoa ou a porta aberta’ foi o título que deu à sua intervenção.
Numa plateia com as mais altas figuras do Estado, como o Presidente da República e o primeiro-ministro, Lourenço recordou Fernando Pessoa como alguém que "alterou o estatuto da poesia na sua essência e na sua forma", através dos heterónimos e da sua visão do mundo.

García Márquez y José Saramago triunfan en la Feria Del Libro de... Teherán!

"Los libros de García Márquez y del portugués José Saramago, entre otros hispanoamericanos, se venden mucho y son muy conocidos en Irán", dice a Efe Arash, de la editorial Ruzegar, quien precisa que los compradores de este tipo de literatura están, en su mayoría entre los 24 y los 34 años, "porque los mayores ya los han leído".

Nilufar, una joven de 28 años, pide en ese momento a Arash el "Ensayo sobre la lucidez", de Saramago, porque, explica, leyó "Ensayo sobre la ceguera" gracias a una recomendación y le gustó "mucho".

segunda-feira, 14 de maio de 2012

UCV, Domigo 27, La Isla Desconocida

Sassetti é hoje sepultado em funeral privado

Corpo do pianista e compositor esteve em câmara ardente na Basílica da Estrela onde o músico foi ontem homenageado com um concerto a que assistiram familiares e amigos.

Bernardo Sassetti será hoje sepultado numa cerimónia privada. O corpo do pianista e compositor esteve ontem em câmara ardente na igreja da Basílica da Estrela em Lisboa a partir das 22h.
A cerimónia terminou com um concerto de homenagem a Sassetti, seguido de longos minutos de aplausos. Presentes na Basílica da Estrela estiveram figuras conhecidas como a cantora Maria João, o ator Diogo Infante e o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.

O Ministério Público abriu um inquérito à morte de Sassetti, cujo corpo foi encontrado na quinta-feira sem vida, na praia do Abano, em Cascais.

Cerimónia hoje na Culturgest às 19h Prémio Pessoa celebra 25 anos com entrega de galardão a Eduardo Lourenço


É uma cerimónia de peso a que está prevista para a entrega do Prémio Pessoa 2011 ao ensaísta e filósofo Eduardo Lourenço hoje ao final da tarde na Culturgest, em Lisboa. A mesma que celebra os 25 anos do galardão e, também por isso, ajudou a definir a escolha do escritor de 88 anos entre os 50 possíveis vencedores.
Presidente da República, primeiro-ministro e presidente da Assembleia da República marcam presença na cerimónia; como também anteriores vencedores do Prémio Pessoa – como o escritor Vasco Graça Moura, o bispo D. Manuel Clemente, a cientista Maria do Carmo Fonseca, a historiadora Irene Pimentel, entre outros, que estarão também numa conferência, à tarde, antes da cerimónia, e tenta responder à pergunta: “Que Portugal queremos daqui a 25 anos?”. 



sexta-feira, 11 de maio de 2012

Aos 41 anos Morreu Bernardo Sassetti

Morreu o pianista e compositor português Bernardo Sassetti, aos 41 anos. O músico estava a fotografar numa falésia, no Guincho, e caiu. A morte foi confirmada às 13h desta sexta-feira pela família.Haverá duas cerimónias fúnebres, uma privada e outra pública, mas as datas e os locais ainda não foram confirmados.
Bernardo Sassetti nasceu a 24 de Junho de 1970, filho mais novo de Sidónio de Freitas Branco Pais e de Maria de Lourdes da Costa de Sousa de Macedo Sassetti. Era bisneto de Sidónio Pais. Iniciou os estudos de piano clássico aos nove anos, tendo frequentando também a Academia dos Amadores de Música. Em 1987 iniciou-se profissionalmente no jazz, estudando com músicos como Zé Eduardo, Horace Parlan e Sir Roland Hanna, e tocando com o quarteto de Carlos Martins e o Moreiras Jazztet. 

Nos primeiros quinze anos de carreira apresentou-se por todo o mundo, ao lado de músicos como Al Grey. Frank Lacy ou Andy Sheppard, Paquito D’ Rivera ou Benny Golson. Em 1997, por exemplo, ao lado de Guy Barker, gravou “What love is”, acompanhado pela Orquestra Filarmónica de Londres, que tinha como convidado o cantor Sting.
Público

Nova Iorque acolhe 2º festival de "curtas" portuguesas


O Arte Institute, de Nova Iorque, vai realizar a segunda edição do NY Portuguese Short Film Festival, nos dias 01 e 02 de junho, em simultâneo com o Hard Club, no Porto, e o Auditório Carlos Paredes, em Lisboa.
Nesta segunda edição do festival de curtas-metragens portuguesas de Nova Iorque, serão exibidas 14 produções, assinadas por 19 jovens cineastas, repartidas por duas sessões nos Cinemas Tribeca, em Manhattan.
No primeiro dia, 01 de junho, serão exibidas "Down Here", de Diogo Costa Amarante, "O Cágado", de Pedro Lino e Luís da Matta Almeida, "4M", de Nelson de Castro e Wilson Pereira, "Artur", de Flávio Pires, "O fim do homem", de Bruno Telésforo e Luís Lobo, "Os milionários", de Mário Gajo de Carvalho, e "Unspoken Understanding", John Filipe.


NotiFax de 30 de Abril de 2012


"Os Lusíadas" poliglotas prontos para leitura

A Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) criou um novo site onde é possível encontrar as primeiras edições de "Os Lusíadas" de Luís de Camões em diferentes línguas. O acesso pode fazer-se através do sítio da Biblioteca Nacional [www.bnportugal.pt] ou diretamente em [purl.pt/23700/1/index.htm]. A primeira edição é, naturalmente, em português, com data de 1572, logo seguida da versão em castelhano, datada de 1580. É possível "folhear" estes documentos especialíssimos e ler o poema épico de Camões também em latim, inglês, italiano, francês, holandês, polaco, alemão, dinamarquês, sueco e húngaro - esta última versão datada de 1865. O novo sítio é tornado público no día 9 de maio, Dia da Europa.

Quatro milhões de euros para bibliotecas de Lisboa

A Câmara de Lisboa vai recuperar as bibliotecas do Palácio Galveias, deslocar a de Alvalade e a Hemeroteca e construir uma nova em Marvila até finais de 2013, num investimento de quatro milhões de euros.
Estas obras estão inseridas no programa estratégico Bibliotecas XXI, aprovado esta quarta-feira em reunião de câmara com as abstenções do PSD e do CDS e os votos favoráveis dos eleitos do PS, independentes e PCP.
A proposta prevê, até 2024, dotar a cidade de oito 'bibliotecas-âncora' e 18 de bairro, disse referiu a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto.
O objectivo do programa é "um novo reordenamento das bibliotecas de Lisboa por todo o território", afirmou a autarca socialista, recordando que estes equipamentos na cidade "não acompanharam movimento de modernização que se verificou no País", motivado pelas regras do Plano Nacional de Leitura Pública e da Federação Internacional de Associações de Bibliotecas (ILFA, na sigla em inglês), da UNESCO, principalmente no que diz respeito à dimensão do espaço.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Andres Stagnaro canta Saramago

O cantautor uruguaio Andres Stagnaro canta poemas de José Saramago no dia 17 de maio, na zala Zitarrosa, em Montevideu. Este é um concerto intimista, que já foi apresentado também em Portugal onde Stagnaro fez várias digressões.                                                         No cd "Entre dos Lunas", Stagnaro gravou temas com poemas de Saramago, e no concerto inclui outros temas do escritor. Nascido em Salto, no Uruguai, Andres Stagnaro cedo começou a compor e a cantar, recolhendo também música popular do seu país e da América Latina.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Países lusófonos devem investir na leitura das obras

O escritor português Valter Hugo Mãe afirmou hoje, no lançamento de dois dos seus livros, em São Paulo, que é importante que os países de língua portuguesa invistam na leitura de originais uns dos outros e não deixem de se compreender.
As obras de Hugo Mãe exportadas para o Brasil não sofrem mudanças de vocabulário, apenas adaptações relativas à reforma ortográfica. "Seria uma pena que um dia não nos conseguíssemos entender e precisássemos de uma tradução", disse à agência Lusa.
A tradução, segundo Hugo Mãe, é uma das dificuldades da literatura informal ou que explora construções poéticas em língua portuguesa. "Acabam traduzidos os autores que têm uma escrita mais plana. Se fazemos um trabalho mais relacionado com o modo de falar, ele fica mais confinado a quem fala português", acrescentou.
O escritor lançou esta noite, no Brasil, o primeiro romance que escreveu, "Nosso Reino", e o mais actual, "O Filho de Mil Homens", livros que abordam uma questão comum: a ingenuidade da infância.
Diário de Notícias.

terça-feira, 8 de maio de 2012

IPC presente na “III Semana de Inmersión Cultural”

No dia de hoje, o Instituto Português de Cultura marcou presença na continuação das jornadas da “III Semana de Inmersión Cultural”, que decorrem actualmente na Faculdade de Humanidades e Educação da Universidad Central de Venezuela.
A sessão começou com uma intervenção da Embaixada de Portugal, que esteve ao cuidado do Embaixador, Mário Alberto Lino da Silva, quem falou sobre a presença de Portugal no mundo contemporâneo e o seu papel na história.
João da Costa Lopes, presidente do IPC, interveio depois  a propósito da projeção do filme Capitães de Abril, da realizadora Maria de Medeiros, sublinhando o tema do mesmo, em tanto que homenagem à importância da Revolução dos Cravos e o papel destacado de Salgueiro Maia no triunfo da mesma.
No intervalo, os alunos da Escola de Idioma fizeram uma leitura dramatizada de um texto sobre D. Sebastião.
Amanhã será projectado o filme O Herói, do angolano Zeze Gamboa,  sobre o rescaldo da guerra colonial.   Na quinta-feira será a vez de Caramuru, dos brasileiros por Guel Arraes e Jorge Furtado.  O filme tem como ponto central a história de Diogo Álvares, artista português, pintor talentoso, responsável por uma das lendas que povoam a mitologia brasileira — a do Caramuru – desde os tempos de Pedro Álvares Cabral.

Cineastas protestam em frente à escadaria da AR

Profissionais do sector do cinema vão exibir um filme na quarta-feira à noite, em frente às escadarias do parlamento, em Lisboa, para exigir a aprovação da nova Lei do Cinema, foi hoje anunciado.
O apelo à mobilização dos profissionais do sector e do público foi lançado hoje nas redes sociais e confirmado à agência Lusa por Margarida Gil, presidente da Associação Portuguesa de Realizadores (APR).
“Esta iniciativa é de todos [os profissionais do cinema], não é apenas da APR. Face à gravidade da situação, decidimos chamar a atenção para a necessidade de salvar o cinema, que está em risco de morrer”, justificou a realizadora.
Realizadores, atores, técnicos, produtores e montadores “estão envolvidos nesta iniciativa, que pretende ser um momento feliz, de homenagem ao cinema”, acrescentou.
Na quarta-feira, dia 09 de Maio, pelas 21h30, um ecrã gigante vai estar montado no qual será projectado um filme de hora e meia, com excertos do cinema português, que cobrirá um século da sétima arte.

Fernando Lopes queria revisitar a infância em filme

Fernando Lopes, que morreu na quarta-feira aos 76 anos, teve um final de vida particularmente activo: nos últimos dez anos fez cinco filmes, de O Delfim (2002) a Em Câmara Lenta (2012), estreado em Março, cuja versão definitiva já não pôde ver. E, diz o seu filho mais velho, "andava ainda com umas ideias de realizar um filme sobre a sua infância em Vila Nova de Ourém, onde fez a escola primária e viveu em casa de um tio, António, o irmão mais da minha avó Elvira".

A história de Elvira, mãe do realizador, que deixou a terra e rumou a Lisboa, é contada, em parte pela própria, em Nós por cá Todos bem, realizado em 1976.

Colaborador em muitos filmes do pai, Pedro Lopes acompanhou-o de perto nestes últimos tempos e diz que o realizador esteve sempre lúcido e que continuava a gostar de manter as suas rotinas, da leitura diária de jornais portugueses e estrangeiros aos almoços no restaurante Imperador, "onde puxava a conversa da bola", porque "queria era almoçar e não discutir cinema ou política".

Prémios para Road movie chileno e presos portugueses no IndieLisboa

De Jueves a Domingo e Jesus por um Dia são os vencedores da competição da nona edição do IndieLisboa. Os filmes do palmarés podem ser vistos neste domingo, último dia do festival lisboeta.
De Jueves a Domingo, primeira longa-metragem da chilena Dominga Sotomayor, é o vencedor da competição internacional do IndieLisboa, anunciado na noite deste sábado, em Lisboa. A nona edição do certame escolheu como melhor longa-metragem portuguesa o documentário de Helena Inverno e Verónica Castro Jesus por um Dia, e premiou ainda L'Estate di Giacomo, de Alessandro Comodin, Whores' Glory, de Michael Glawogger, e as curtas Juku, do boliviano Kiro Russo, e Cama de Gato, dos portugueses Filipa Reis e João Miller Guerra.
(...)
Já na competição nacional, transversal às várias secções e este ano no geral decepcionante, o júri optou por dar o galardão de melhor longa nacional ao documentário Jesus por um Dia. A estreia em nome próprio da artista visual Helena Inverno e da antropóloga visual Verónica Castro acompanha, sem entrevistas nem voz-off, a participação de reclusos do estabelecimento prisional de Bragança numa encenação local da Paixão de Cristo.

Marionetas invadem em Lisboa

Com direção artística de Luís Vieira e Rute Ribeiro, a 12ª edição do festival é, mais uma vez, uma iniciativa da Tarumba - Teatro de Marionetas, que conta com vários parceiros e se espalha por diversos espaços da capital.
De acordo com o programa, são mais de 20 as companhias que participam no festival, de países como a Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Holanda, Israel, Itália, Reino Unido e Portugal.
"No ano em que se comemoram os 350 anos de Punch, a mítica figura do teatro popular de marionetas de luva inglês 'Punch & Judy', pareceu-nos extremamente importante assinalar esta personagem que se revela muito actual", explicam os diretores. "Um verdadeiro anarquista, com um carácter brutal, que encarna o desejo de liberdade absoluta, sem mais limites do que a sua soberana vontade, pronto a dar uma lição em todos com a sua poderosa moca, em que o espectáculo na sua forma original traduzia uma verdadeira sátira social e abalava profundamente as autoridades."

segunda-feira, 7 de maio de 2012

‘Sangue do Meu Sangue’ premiado...agora em Barcelona

O filme português ‘Sangue do Meu Sangue’ recebeu mais uma distinção: o Prémio do Público do Festival Internacional de Cinema D’Autor (D’A) de Barcelona.
A obra de João Canijo, protagonizada por Rita Blanco, foi exibida na secção Direccions, competindo com as mais recentes de Werner Herzog, Johnnie To, Christophe Honoré, Nury Bilge Ceilan, Terence Davies ou Bertrand Bonello.
‘Sangue do Meu Sangue’
já tinha conquistado na semana passada, na Áustria, o New Vision Award no Festival Crossing Europe. Antes, a obra foi premiada no Festival de San Sebastian, no Festival de Miami e no Festival de Pau (França).
O filme continua assim a sua carreira internacional, depois da retrospectiva integral da obra de João Canijo no BAFICI, em Buenos Aires (Argentina).

João Ricardo Pedro recebe hoje o Prémio Leya

O escritor João Ricardo Pedro recebe hoje o Prémio Leya, que ganhou com o seu primeiro romance intitulado 'O teu rosto será o último'.
Em 2009, quando ficou desempregado, o engenheiro electrotécnico João Ricardo Pedro decidiu cumprir um sonho que tinha há muito tempo: "No dia seguinte, fechei-me em casa e comecei a escrever um livro." Passou assim dois anos. Completamente concentrado na escrita.
Depois, entregou o livro na Leya, para concorrer ao prémio que a editora atribui anualmente, e voltou à sua vida. Casado e com dois filhos, para sobreviver dá explicações de matemática.
O livro está à venda desde março.
O autor recebe o prémio de 100 mil euros, o mais valioso para a literatura em português, às 18.30, no Palácio Galveias, em Lisboa.

FESTA DA CULTURA DO FUNCHAL / CULTURE FESTIVAL | FUNCHAL 17 a 27 maio


Entre 17 e 27 de maio, a cidade do Funchal será palco da 1.ª edição da Festa da Cultura, uma iniciativa organizada pela municipalidade do Funchal, em parceria com a Secretaria Regional da Cultura, Turismo e Transportes e a Secretaria Regional da Educação e Recursos Humanos, com o intuito de promover e dinamizar as atividades culturais e artísticas na baixa citadina funchalense.
Para o efeito, será desenvolvido um conjunto de atividades culturais, musicais e teatrais em paralelo com a Feira do Livro.
No dia 29 de Março pelas 18 horas, no Teatro Municipal Baltazar Dias teve lugar a sessão de apresentação da Festa da Cultura do Funchal 2012.
Numa época de dificuldades há que fazer apelo à cultura e à arte, para através do saber de uma e da imaginação necessária à outra, encontrar os meios de atenuar os efeitos da falta de confiança que se instala na sociedade.

Cantora Björk: Amália foi uma grande inspiração

Cantora islandesa disse recentemente ao jornal britânico The Guardian que a fadista Amália Rodrigues é uma das suas "obsessões".
Entre as várias influências de Björk está o fado e, em particular, a música de Amália Rodrigues. Foi a própria cantora islandesa, que em junho regressará a palcos portugueses, que referiu-se sentir-se inspirada pela fadista. "Já a oiço há anos, mas vi um documentário sobre ela, e sentia-se tanta emoção. Ela vai direta ao coração. A sua colaboração íntima com os poetas portugueses é admirável", diz Björk salientando ainda: "É bom saber que ela teve um papel importante na construção do próprio fado".
Foi há 15 anos que a islandesa descobriu a obra de Amália Rodrigues e desde então tornou-se uma das suas maiores influências.
Além dá fadista, Björk destacou ainda a obra de artistas como o rapper Death Grips, Dirty Projectors, Current Value, entre outros.

Pires Lucas nos Estados Unidos

O conhecimento e interesse pela literatura portuguesa nos Estados Unidos espantou o escritor Jacinto Lucas Pires, o qual lamenta que em Portugal e noutros países pareça que "o mundo parou para se falar de contabilidade".
O escritor e dramaturgo falou à agência Lusa à margem de uma visita a liceus e universidades na Nova Inglaterra - como as de Brown e de Massachusetts ou o Massachusetts Institute of Technology (MIT) -, a convite do Instituto Camões e Consulado de Portugal em Boston.
"Tem sido uma experiência incrível com pessoas interessadas na língua portuguesa, na literatura em geral, em contar histórias e como se pode ver mundo de outros pontos de vista", disse Jacinto Lucas Pires, que em breve terá dois contos publicados pela revista Saint Petersburg Review.
Na visita a convite da Coordenação do Ensino do Português/Instituto Camões, participa hoje numa conferência sobre a língua portuguesa, no âmbito do Festival Português de Boston, juntamente com o escritor brasileiro Milton Hatoum e o cabo-verdiano Manuel Veiga.

domingo, 6 de maio de 2012

"O cinema em Portugal está parado"

"O cinema em Portugal está parado"
Nem de propósito. No dia em que actores, realizadores e produtores se reuniram em Lisboa para debater o cinema português, que dizem estar numa "situação dramática", sobretudo por causa da falta de financiamento e de "atrasos sucessivos" numa lei nova que até agrada ao sector, ficou a saber-se que Gonçalo Tocha ganhou mais um prémio internacional com "É na Terra não É na Lua". O filme sobre a ilha do Corvo foi considerado o melhor documentário no festival de São Francisco, depois de uma menção honrosa em Locarno e de outro primeiro prémio em Buenos Aires.

Boas notícias num dia em que o cinema português discutia a sua sobrevivência e em que os produtores Pedro Borges (Midas) e Luís Urbano (O Som e a Fúria), que organizaram o encontro no Cinema São Jorge, acusaram o Governo de não saber o que quer do sector e anunciaram que vão pedir uma audiência a Pedro Passos Coelho. "A Secretaria de Estado da Cultura [SEC] tem andado numa deriva", disse Urbano. "Este secretário de Estado não manda nada e o que é preciso é falar com quem manda, que é o primeiro-ministro."