sábado, 13 de outubro de 2012

"Matar a Cultura é matar a alma de um povo"


A “marcha contra o desemprego” da CGTP dá início, em Lisboa, ao dia de protestos que se espera para todo o país. O movimento “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas” convocou uma “manifestação cultural”, com dezenas de artistas na linha da frente, para 22 cidades. Na capital, regressam à Praça de Espanha.

22h22, Lisboa Ana Bacalhau: "Fiquei muito satisfeita por ver tanta gente unida a uma só voz. A partir de agora só posso esperar que estejamos alerta a supervisionar quem nos governa". Recorde-se que o grupo de que Ana Bacalhau é vocalista, os Deolinda, são ao autores da canção-hino da "geração à rasca", que a 12 de Março de 2011 saiu à rua para a então maior manifestação não vinculada a estruturas partidárias ou sindicais desde o 25 de Abril.



22h11, Lisboa A coreógrafa Vera Mantero pede à plateia que grite palavras de ordem enquanto ela dança no palco. "Basta! Chega!" Enquanto a coreógrafa dança, começam a cantar: "FMI, fora daqui!¨. Lusa.

Público.

Jorge Silva Melo divulga manifesto para artes de palco


O encenador Jorge Silva Melo divulgou, ontem, um manifesto público em defesa das artes de palco, em que afirma que estas necessitam de financiamento público, exigindo um departamento da Cultura que trabalhe com o meio artístico.
No comunicado divulgado na rede social "Facebook", o fundador da companhia Artistas Unidos afirma: "Precisamos do dinheiro do Estado para estrearmos, para circularmos, para apresentarmos os espetáculos por aí, para podermos debater, para poderem gostar do que fazemos -- ou não gostar".
No mesmo texto reivindica um departamento da cultura que "não se limite a ser um escritório que produz sucessivos adiamentos".
"Queremos um departamento da cultura que trabalhe connosco e não se limite a ser um escritório que produz sucessivos adiamentos", afirma Silva Melo para em seguida acrescentar: "Queremos um departamento da cultura que não desperdice não só o dinheiro como o nosso trabalho -- e o torne útil (o nosso trabalho e o dinheiro investido)".

Carlos Saura ganha prémio Luso-Espanhol com


O realizador espanhol Carlos Saura, que dirigiu o filme "Fados", vencdeu o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura, no valor de 75.000 euros, disse à Lusa fonte do juri.
Segundo a mesma fonte, Carlos Saura foi dsintiguido pelo seu trabalho em "Fados", reconhecido como "ponte entre as duas culturas".
O filme, rodado em 2007, contra, entre outros, com a participação de Mariza, Cuca Roseta, Camané, Carlos do Carmo, Vicente da Câmara, Miguel Poveda, Lila Downs e Caetano Veloso.
O tema "Fado da saudade", de Fernando Pinto do Amaral na música do fado menor em versículo, de Alfredo Marceneiro, interpretado por Carlos do Carmo, tinha sido já distinguido em 2008 com o Prémio Goya para a Melhor Canção Original, pela Academia espanhola das Artes Cinematográficas.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Filme de Carlos Saboga seleccionado para o Festival de Roma



O filme 'Photo', que assinala a estreia do argumentista Carlos Saboga na realização, foi selecionado para o festival de cinema de Roma, que decorrerá de 9 a 17 de Novembro em Itália, revelou a produtora Leopardo Filmes.

O filme, que só estreará em Portugal em 2013, foi seleccionado para a competição oficial do festival.
'Photo' é o primeiro filme de Carlos Saboga, autor de argumentos orginais e adaptados de várias produções portuguesas, nomeadamente 'Linhas de Wellington', de Valeria Sarmiento, 'Mistérios de Lisboa', de Raul Ruiz, 'Adeus Princesa', de Jorge Paixão da Costa, e 'O lugar do Morto', de António-Pedro Vasconcelos.

A longa-metragem conta com a participação dos actores Anna Mouglatis, Simão Cayatte, Johan Leysen, Didier Sandre, Anabela Brígida, Ana Padrão, Marisa Paredes e Rui Morisson.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Alice Vieira chama "energúmenos" aos responsáveis pelo PNL


A escritora Alice Vieira demonstrou esta terça-feira a sua indignação para com os responsáveis pelo Plano Nacional de Leitura (PNL), apelidando-os de “energúmenos”, pelo facto do seu romance para adultos ‘O que Dói das Aves’ ter sido recomendado para os alunos do 2º ano de escolaridade. A obra já foi, entretanto, retirada da proposta elaborada pelo Ministério da Educação e Ciência.

"Estou a pensar que gostava muito de saber quem são os energúmenos que escolhem os livros para o Plano Nacional de Leitura!!! Acabei de ver que o meu livro de poesia (poesia de amor,para adultos!) chamado "O Que Dói às Aves" está aconselhado para...o 2º ano!", escreveu a autora na sua página do Facebook.

"Que é que eu, como autora, posso fazer? Retirar o livro do mercado? Dizer que proíbo? Mas essa gente leu alguma coisa do livro para lá do título? Será que pensam que são histórias de pintainhos?", questionou.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Pessoa, genio e regolatezza

L'azione è una delle caratteristiche del genio. Gli splendidi pensieri che non trovano parole per esprimersi non sono propriamente pensieri artistici o letterari: sono semplicemente pensieri di una persona cosciente. Tre gradi vi sono riscontrabili: (1) la persona normale che poco riflette su quel che pensa e dice, della quale si può affermare che è in uno stato preriflessivo della vita cosciente; (2) il temperamento artistico passivo che fa affiorare alla coscienza i propri pensieri e sensazioni, e può godere di quel che sente solo perché lo sente, prescindendo dalla natura del sentimento: può godere della paura, dell'odio, del dolore semplicemente perché rappresentano oggetti della sua coscienza; (3) l'artista che trasferisce tutti questi elementi psichici oltre la coscienza, a un livello di espressione cosciente. In nessun luogo esistono Milton muti e ignorati. I Milton muti, e parimenti i Milton ignorati, sono un'assurdità. Parlare di un poeta silenzioso (come ha fatto, ad esempio, Wordsworth di suo fratello John) è sensato quanto parlare di un cantante muto.

II Sole 24 ORE.




Jerónimo Pizarro: "El 'boom' de libros de Pessoa en Portugal lentamente va a llegar a España"

La edición de la obra de Fernando Pessoa en Portugal hace tiempo que tiene nombre y apellido: Jerónimo Pizarro. El investigador colombiano, bautizado como especialista en la obra de Pessoa en el país luso, está revolucionando el mundo de la exegética editorial con la minuciosidad de su trabajo. Los días 8 y 9 de octubre estará en Barcelona en un coloquio internacional sobre Pessoa co-organizado por la Universidad de Lisboa y la Universitat de Barcelona.


La Vanguardia.com

Cortes levam Cinemateca a suspender sistema de legendagem


A Cinemateca Portuguesa suspendeu esta segunda-feira, por tempo indeterminado, o sistema de legendagem electrónica dos filmes que exibe, por causa das medidas de controlo orçamental, e poderá haverá mais cortes, revelou à agência Lusa a directora, Maria João Seixas.

A decisão implicará a exibição de filmes estrangeiros na língua original, nomeadamente o ciclo dedicado ao realizador Lisandro Alonso ou, por exemplo, as produções italianas de Marco Bellochio, Vittorio Cottafavi e Pasolini, previstas para este mês.

A legendagem em português só será acrescentada caso o Ministério das Finanças autorize e comunique a contratação do serviço "em tempo útil", refere a Cinemateca.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Paris: Exposição de Joana Vasconcelos vista por mais de um milhão


Mais de um milhão de pessoas viu a exposição de Joana Vasconcelos no Palácio de Versalhes, em Paris, que reuniu, até 30 de Setembro, 15 obras de arte contemporânea da artista portuguesa, revelou hoje fonte do atelier à agência Lusa.
A exposição, que tinha sido inaugurada a 18 de Junho, encerrou a 30 de Setembro, após três meses e meio no palácio e jardins do século XVII, nos arredores de Paris.
O gabinete de comunicação do atelier de Joana Vasconcelos, em Lisboa, indicou que 1.108.000 pessoas visitaram o palácio durante a exposição.
Com base nos dados fornecidos ao atelier pelos responsáveis de Versalhes, este total eleva-se a 1.679.000, juntando os visitantes dos jardins, onde também se encontravam três obras da artista, de 40 anos, a primeira mulher e a mais jovem criadora a expor naquele palácio.

Aula José Saramago"... em Portugal e Espanha!


As obras do único prémio Nobel da Literatura português vão juntar Portugal e Espanha num curso denominado "Aula José Saramago", que vai decorrer entre outubro e maio em Vila Real de Santo António e Huelva (Espanha).
O curso vai ser inaugurado a 08 de outubro na Biblioteca Municipal Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António, pela mulher do escritor e presidenta da Fundação José Saramago, Pilar del Río.
Do lado espanhol, as sessões terão lugar na biblioteca provincial de Huelva, num "exemplo feliz de cooperação cultural transfronteiriça", referiu à Lusa o vice-presidente da câmara algarvia, José Carlos Barros.
Com as inscrições já fechadas, o curso vai ser ministrado e dinamizado pelo espanhol Diego Gonzalez, um apaixonado pela escrita de José Saramago com trabalhos realizados sobre a sua obra, que disse à Lusa pretender "dar a conhecer com mais profundidade o trabalho do escritor".



domingo, 7 de outubro de 2012

Cinema: João Pedro Rodrigues queixa-se de “ingratidão total” do Governo


O realizador português João Pedro Rodrigues queixou-se neste sábado, no Rio de Janeiro, da “ingratidão total” do Governo para com os cineastas portugueses, revelando que os seus últimos trabalhos foram feitos à custa de empréstimos.
“Ao fazermos filmes portugueses e viajar com eles, fazemos Portugal viajar pelo mundo, estamos a representar o Estado português. É uma ingratidão total o Governo não nos apoiar”, afirmou, em entrevista à agência Lusa, João Pedro Rodrigues, que neste sábado assistiu à estreia no Brasil do filme “A Última vez que vi Macau”, no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro.

“Isso [de a crise gerar maior potencial criativo] é um discurso muito bonito, mas depois as pessoas vivem de quê? Eu não ganho dinheiro há quase um ano. É um caso pessoal que não é importante, mas há muitas pessoas nessa situação. Não temos outra profissão. Fazer filmes é um trabalho como qualquer outro, que precisa de ser pago”, disse.

Língua Vale 17 por cento da economia portuguesa


A língua portuguesa vale 17 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Esta foi uma das conclusões a chegaram os investigadores que durante três anos estudaram o valor económico da língua portuguesa, a pedido do Camões — Instituto da Cooperação e Língua. Os resultados são apresentados no livro Potencial Económico da Língua Portuguesa.
Aproveitando a metodologia aplicada no estudo levado a cabo em 2003 em Espanha,uma equipa coordenada pelo actual reitor do ISCTE, Luís Reto, chegou a esta e outras conclusões sobre o impacto da língua na economia portuguesa. O estudo permite avaliar, nas palavras de Reto, «o grau de desenvolvimento da economia.» Para tal foi necessário identificar as actividades ou produtos nos quais a língua é um componente essencial, tais como comunicação social, telecomunicações, traduções, processamento de dados. E ainda as actividades que fornecem as matérias-primas ao grupo inicial de actividades e as que têm como função distribuir ou comercializar essas acções.

Arquitetura: Escola portuguesa recebe prémio mundial


A escola portuguesa EB1 | JI de Mouriz foi distinguida com o Prémio Internacional de Arquitetura WA Awards 20+10X 11th Cycle. O concurso destaca projetos notáveis capazes de inspirar a arquitetura contemporânea.

O projeto da Escola de Mouriz recebeu um prestigiado prémio internacional num concurso promovido pela World Architecture (WA) Community, anunciou, esta terça-feira, em comunicado, o Atelier Nuno Lacerda Lopes (CNLL), responsável pela obra.

A escola portuguesa foi desenvolvida como uma “caixa de madeira”, parecendo “recuperar as memórias dos edifícios industriais”. O seu "design" linear, refere a WA, e a forma sinuosa do telhado “invocam a ilusão da linha de horizonte de uma cidade”.

sábado, 6 de outubro de 2012

Casa de arquiteto português vence prémio mundial


O projeto da UHouse (Casa U) do arquiteto português Jorge Graça Costa foi recentemente premiado na edição de 2012 dos GAVA Awards, arrecadando uma medalha de prata na categoria "Green Applications", destinada aos edifícios sustentáveis.

A casa, localizada na Ericeira, foi desenhada para o tricampeão nacional de Surf José Gregório e a sua família. Com cerca de 300 metros quadrados, a construção pretendia encontrar soluções arquiteturais ecológicas, sem que, para isso, a estética ficasse comprometida.

Entre os vários recursos sustentáveis destacam-se as amplas e numerosas janelas à volta de toda a casa, um detalhe que permite a constante entrada de luz natural e o controlo da temperatura interior sem a necessidade de se recorrer a aparelhos elétricos.  

2012 foi "ano zero" para a produção de cinema português

A nova Lei do Cinema "não é perfeita", mas poderá ajudar a fazer com que o ano de 2013 não seja mais um "ano zero" para o setor, disse hoje o produtor Luís Urbano.
"A nossa expetativa é de que a nova lei tenha todos os mecanismos regulamentados a tempo de tentarmos que o ano de 2013 não seja igual ao de 2012, isto é, zero de apoio a produções", afirmou o produtor de Manoel de Oliveira, em conferência de imprensa, no Rio de Janeiro.
Luís Urbano integra a delegação de produtores e realizadores portugueses que se encontram no Brasil para participar no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, que este ano homenageia o cinema português, no âmbito das celebrações do Ano de Portugal no Brasil.
O produtor, que representa o filme "Tabu", de Miguel Gomes, recordou que o que está a ser mostrado no certame é o resultado de um processo de captação realizado nos últimos três anos, e que a ausência de editais de audiovisual este ano, para a abertura de concursos de apoio à produção, coloca em risco a própria sobrevivência do cinema português.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Catarina Wallenstein brilha em comédia inglesa

A atriz portuguesa participa no filme "The Knot", que estreia esta sexta-feira, dia 5, em Londres. Catarina Wallenstein aparece na pele de uma assistente de cabeleireiro, mas ao DN, a artista apressa-se a defender: "Não mereço mais respeito por trabalhar no estrangeiro".
Depois das atrizes portuguesas Daniela Ruah e Sofia Escobar terem conquistado, respetivamente, um "lugar ao sol" nos Estados Unidos da América e em Inglaterra, é, agora, Catarina Wallenstein quem se afirma fora de Portugal.
A atriz portuguesa, 25 anos, foi escolhida para fazer uma participação no filme "The Knot", uma comédia romântica inglesa que traz a história de dois jovens que vivem vários desastres e infortúnios no dia do seu casamento.
Durante três dias, Catarina Wallenstein, que fez uma última participação televisiva na série "Destino Imortal", exibida na TVI - esteve em Chislehurst, no sul de Londres, onde diante das câmaras de filmar, fingiu ser Pollyanna, uma assistente de cabeleireiro responsável por pentear e maquilhar a noiva.

Estudo: palavra 'mãe' mostra que diversas línguas vieram da Turquia


A palavra "mãe" demonstra que foi na atual Turquia que se originaram centenas de línguas tão diversas, como o híndi, o espanhol, o russo, o holandês, o albanês e o inglês, segundo estudo publicado na edição desta quinta-feira da revista Science. Graças a um complexo modelo informático projetado originalmente para mapear epidemias, cientistas detalharam a evolução da família das línguas indo-europeias.
Semelhanças entre centenas de línguas faladas da Islândia à Índia deram lugar a acalorados debates sobre o local onde se originaram e o que sua propagação e evolução podem dizer sobre os primeiros humanos. A teoria dominante é que as línguas faladas atualmente por 3 bilhões de pessoas provêm de nômades da Idade do Bronze, que utilizaram cavalos e carroças para se espalhar ao leste e a oeste das estepes do norte do Mar Cáspio, perto da atual Ucrânia, de 5 mil a 6 mil anos atrás. Outros afirmam que foi a agricultura - e não o cavalo e a roda - que ajudou a difundir as línguas e apontam suas origens para a atual Turquia há 8 mil ou 9,5 mil anos.

 

João Botelho vai adaptar 'Os Maias' ao cinema


O realizador português João Botelho avançou esta quarta-feira, no Rio de Janeiro, que o seu próximo projecto será transformar a obra literária ‘Os Maias’, de Eça de Queirós, num filme.

"Depois de Eça escrever 'Os Maias' [em 1888], Portugal entrou numa bancarrota que levou mais de cem anos para ser quitada. Só a acabámos de pagar em 2001. O que dizem os políticos "n'Os Maias' é igual ao que dizem agora. É só tirar um pouco dos bigodes e dos 'frufrus' todos, não mudou nada", afirmou Botelho.

O realizador português encontra-se no Brasil, onde apresentará, nesta quinta-feira, o ‘Filme do Desassossego', durante a mostra especial de filmes portugueses que integra o Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro.

Maria Teresa Horta vence Prémio Máxima de Literatura... por segunda vez!


A escritora Maria Teresa Horta foi distinguida com o Prémio Máxima de Literatura, com a obra As Luzes de Leonor, publicada pela Dom Quixote em 2011 e que já tinha vencido, este ano, o Prémio Dom Dinis.
Esta é a segunda vez que Maria Teresa Horta é distinguida no âmbito dos Prémios Máxima, depois de em 2010, ter sido escolhida para o Prémio Máxima Vida Literária com a sua Poesia Reunida.

As Luzes de Leonor é inspirado na sua antepassada Leonor de Almeida Portugal, a 4.ª Marquesa de Alorna. O livro vai já na quinta edição e valeu a Maria Teresa Horta o Prémio Dom Dinis deste ano, que esta recusou receber das mãos do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

A escritora disse ao PÚBLICO que está muito satisfeita com este prémio: "É um reconhecimento de qualidade por parte do júri. Na escrita deste livro, dei muito de mim e da minha vida: ao tema, à Leonor e a trazer ao de cima esta personagem histórica".

Esta semana, Maria Teresa Horta foi nomeada finalista para o Prémio Pen e para o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), com a mesma obra. Depois de cerca de 14 anos a pesquisar e a escrever este livro, a escritora confessa: “É um trabalho de regozijo e júbilo, deu-me muito prazer escrevê-lo”.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

"The Times" coloca Universidade do Minho entre as 400 melhores do mundo


A Universidade do Minho está entre as 400 melhores academias do mundo, segundo uma classificação da Times Higher Education, um suplemento do jornal The Times, divulgou, esta quinta-feira, aquele estabelecimento de ensino superior.

 Segundo a vice-reitora para a Qualidade, Avaliação e Ética Académica da UMinho, Graciete Dias, aquele resultado reflete a aposta da universidade "num ensino de qualidade e em investigação científica de excelência".
A responsável sublinhou ainda a aposta na afirmação da UMinho "como parceiro inovador para projetos de valorização do conhecimento".
"Trata-se do reconhecimento de uma estratégia realista de crescimento e de afirmação internacional, suportada no envolvimento empenhado dos seus membros", acrescentou Graciete Dias acentua que a UMinho vê confirmada naquele "prestigiado 'ranking'" o seu estatuto de "universidade de topo".

Universidades portuguesas perdem posições num dos rankings mais prestigiados a nível mundial


As universidades portuguesas desceram no ranking da Times Higher Education, um dos mais prestigiados a nível mundial e que continua a ser liderado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia.
De acordo com o ranking de 2012, que acaba de ser divulgado, Portugal passou a ter só três instituições entre as melhores 400 (em 2011 tinha quatro) e as universidades de Aveiro e do Porto caíram do grupo das 301-350 classificadas para o das 351-400. Coimbra e a Nova de Lisboa saltaram para fora da lista, para o qual entrou a do Minho, que participou pela primeira vez neste processo de avaliação.

Analisando os indicadores parciais que servem de base à definição do ranking global, verifica-se que Aveiro e o Porto - as únicas instituições em que é possível fazer uma comparação face ao ano anterior - tiveram uma melhor pontuação ao nível da qualidade do ensino, investigação, número de citações de trabalhos científicos, relação com as empresas e internacionalização. No entanto foram ultrapassadas por instituições de outros países, que melhoraram mais.

Nuno Lopes e Albano Jerónimo mostram 'Linhas de Wellington' em Coimbra


Actores e produtor conversam com o público do Teatro Académico Gil Vicente (TAGV) na segunda-feira, dia 8, no final da sessão das 15h30 e no arranque da das 21h30.
Depois de terem apresentado o filme de Valeria armiento, viúva do chileno Raul Ruiz, em Torres Vedras, o elenco desdobra-se para acompanhar 'Linhas de Wellington'.

O filme recorda as Invasões Francesas do séc. XIX, em Torres Vedras, e reconstitui o episódio heróico que travou os franceses e envolveu muitos civis portugueses na pele de militares à força, em defesa do País.
Nuno Lopes e Albano Jerónimo, figuras de destaque no filme, marcam presença em Coimbra, acompnhados de Paulo Branco, produtor da longa-metragem.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Professora portuguesa distinguida em Inglaterra

Uma professora portuguesa que se encontra, atualmente, a lecionar na Universidade de Hull, em Inglaterra, conquistou um prémio nacional daquele país que reconhece o seu contributo para o ensino na área da Política. Cristina Leston-Bandeira foi uma das galardoadas pela Higher Education Academy que, anualmente, dá cerca de 50 bolsas a professores universitários de todo o país em todas as disciplinas.

Cristina Leston-Bandeira foi distinguida pelo facto de empregar "uma variedade inspiradora de métodos de ensino que encorajam os estudantes a desenvolver uma aprendizagem profunda em áreas que, à primeira vista, podem parecer menos apelativas", explica um comunicado da Universidade de Hull.

Além disso, o galardão reconheceu também "o uso inovador do eLearning, de fóruns a blogues, para melhorar a experiência educativa dos estudantes".

Leitorado de Camões "essencial" em Toronto ...

A diretora associada do Departamento de Estudos Portugueses da Universidade de Toronto, no Canadá, considerou hoje, em declarações à agência Lusa, que "a ligação ao Camões e o leitorado do Camões são essenciais".

A celebrar o 65.º aniversário, o Departamento de Estudos Portugueses da Universidade de Toronto é hoje-em-dia o polo académico no Canadá com o maior número de estudantes de língua e cultura portuguesas, com uma média anual entre 150 e 250 alunos.
Em entrevista à Lusa, a professora Manuela Marujo, responsável daquele departamento, deu "nota positiva" aos estudos Portugueses e sublinhou que, no presente quadro em que as universidades repensam os programas numa perspetiva financeira, "o programa de estudos portugueses é rentável".
Segundo a responsável, o Português logrou afirmar-se naquela universidade, enquanto se assistiu ao progressivo desaparecimento do peso de outras línguas europeias na mesma universidade ao longo das últimas décadas.
"No ano letivo que acaba de se iniciar temos cerca de 200 alunos nos estudos Portugueses", sendo estes uma componente que pode integrar os níveis de "Major", "Minor" e de "Especialidade", indicou.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Conto inédito de Sophia continuado pelo neto

Os Ciganos, assim se chama o conto inédito e inacabado de Sophia de Mello Breynner Andresen e concluído pelo neto, o jornalista Pedro Sousa Tavares. Vai ser lançado pela Porto Editora, com uma sessão de apresentação, a 16, às 19, na livraria Bertrand Chiado.
É sabido que quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto. Mas não é esse o caso de Os Ciganos. Trata-se antes de uma história a quatro mãos, quase um pergaminho ou uma 'jóia de família'. É um conto inédito e inacabado de Sophia de Mello Breynner Andresen e concluído pelo neto, o jornalista Pedro Sousa Tavares. Vai ser lançado pela Porto Editora, com uma sessão de apresentação, a 16, às 19, na livraria Bertrand Chiado. A Porto Editora, como o JL pode adiantar, adquiriu, de resto, todos os direitos de publicação da obra em prosa de Sophia. A 6 de novembro, data de aniversário da escritora, serão lançados os primeiros títulos com a chancela: A Menina do Mar, com ilustrações de Fernanda Fragateiro, A Fada Oriana, com ilustrações de Teresa Calem, e Quatro Contos Dispersos, ilustrados por João Caetano. Os Ciganos, em pré-lançamento nas livrarias virtuais, tem ilustrações de Danuta Wojsiechowske.


Visão.

Maestro português funda orquestra em Dresden


O maestro português Pedro Andrade formou uma orquestra europeia em Dresden, na Alemanha, com o objectivo de se aproximar dos jovens e travar o declínio da música erudita entre as gerações mais novas.

"A nossa orquestra junta músicos europeus de vários países, incluindo Portugal, e de várias gerações, e pretende sobretudo tocar para jovens em locais menos convencionais", explicou à Lusa o maestro vimaranense, que estudou violino em Berlim e direcção de orquestra em Dresden, antes de se lançar para o seu novo projecto.

Para Pedro Andrade, "trata-se de uma forma diferente de ver a música, de tocar nos locais onde os jovens estão mais descontraídos, de promover a interacção e permitir que eles discutam com os músicos as suas preferências".

Portuguesa vence festival mundial de estátuas vivas

Uma portuguesa foi a grande vencedora do VIII Festival Mundial de Estátuas Vivas, que decorreu este fim-de-semana em Arnhem, na Holanda. Helena Reis sagrou-se campeã do mundo entre 150 estátuas provenientes de vários países que competiram em três categorias: amadores, profissionais e crianças.

Helena Reis conquistou o prémio, no valor de dois mil euros, graças a uma figura intitulada "Becoming", uma estátua viva que mostra uma mulher nua que parece estar a ser esculpida num bloco de pedra. Com a sua performance, a portuguesa deixou para trás os concorrentes que chegaram à fase final do concurso, originários da Bélgica, Roménia, Honduras e Ucrânica, além da estátua vencedora anfitriã, da Holanda. 

Helena Reis, natural do Porto, descreve a figura que representou como "um ser humano, esculpido, nu", que se "funde" com a rocha. "Uma metade presa e uma metade inevitavelmente livre. Pois no cerne da pedra adivinham-se pulsações, as esperanças respiram e a imobilidade da escultura que invoca o movimento que irá dar sentido à obra", escreveu na sua página do Facebook, onde deu a conhecer as fotografias da performance.


Património e museus públicos em situação de “extrema gravidade”


O alerta encontra-se no balanço de um ano de acção da Secretaria de Estado da Cultura (SEC) nesta área, que a comissão nacional do ICOM divulgou este domingo no comunicado intitulado “A Administração Pública da Cultura e os Museus”.

“Entendemos que toda a situação em que se encontra a administração pública do património cultural e dos museus se reveste de extrema gravidade”, alerta a entidade dedicada ao sector dos museus.

De acordo com o comunicado, passado um ano sobre a primeira tomada de posição da entidade, e depois de publicados os diplomas que concretizam as orgânicas da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) e das Direcções Regionais de Cultura (DRCs), a entidade conclui que se confirmam e, “nalguns casos se agravam, as denúncias efectuadas” inicialmente.

No quadro da nova orgânica da SEC, foi criada a DGPC, que reúne o antigo IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquictetónico e Arqueológico) e o IMC (ex-Instituto dos Museus e da Conservação).

Na rede nacional de museus e palácios, que se manteve na mesma dimensão - com 28 museus e cinco palácios - 15 unidades de carácter local passaram a ser geridas pelas Direcções Regionais de Cultura do país, de acordo com a sua proximidade geográfica.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Instituto da Língua Portuguesa com “carências económicas muito fortes


“O IILP é financiado por uma base proporcional de contribuições estatutárias por parte dos países membros. Há países que contribuem mais e países que contribuem menos e há países que nunca contribuíram. Os estados-membros têm uma dívida para com o IILP que neste momento suplanta já dois anos de orçamento”, disse Gilvan Muller de Oliveira.

Em declarações à agência Lusa, o responsável acrescentou que “este ano apenas dois dos oito países membros depositaram as suas contribuições obrigatórias” para o IILP, com sede em Cabo Verde.

O presidente do IILP falava à margem da apresentação do Portal do Professor, que dará apoio aos docentes de português em todo o mundo, e dos trabalhos de execução do Vocabulário Ortográfico Comum, que deverá estar concluído em 2014, cerimónia que decorreu na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa.

A solução para “as dificuldades” do instituto tem sido a realização de “parcerias fortes”, obtendo assim recursos financeiros e humanos, porque “o IILP não tem equipas técnicas, não tem recursos para pagar profissionais”.

Paula Rego "desolada" com extinção da sua fundação em Cascais


"Estou desolada com tantas promessas quebradas." Paula Rego reage assim à proposta de extinção da fundação com o seu nome, mostrando desagrado com o Governo. A pintora questiona a decisão tomada esta semana pelo facto de pôr em causa todo o trabalho que, ao longo dos últimos anos, permitiu criar o Museu Casa das Histórias, em Cascais.

A artista diz ter recebido "com grande surpresa" a notícia. "Que tristeza. Depois de tanto trabalho, depois de termos um edifício maravilhoso, com um espaço amplo e arejado", lamenta, num curto depoimento enviado ao PÚBLICO. Paula Rego deixa elogios à "directora admirável" do museu e a "uma equipa que trabalha com dedicação e sensibilidade e com imaginação na ponta dos dedos", para deixar clara a sua mágoa com a decisão do executivo liderado por Pedro Passos Coelho.

A Fundação Paula Rego gere o Museu Casa das Histórias em Cascais, onde se reúnem mais de 700 obras da pintora e do seu marido, Victor Willing, que morreu em 1988: mais de 530 gravuras e desenhos da pintora, por ela doados, e cerca de 200 estudos preparatórios e esboços da artista, bem como 15 óleos de Willing e 52 pinturas de Rego, algumas delas emblemáticas, cedidos a título de empréstimo.