O que eu imaginava (ou queria que acontecesse) era criar uma sonoridade que tivesse que ver com a minha forma de estar no fado e acho que o consegui. O que me preocupou e me fez sentir sempre focado foi tentar fazer sempre melhor, cantar melhor, fazer uma recolha de bons poetas e bons letristas, como é o caso da Manuela de Freitas e de outros letristas que têm escrito para mim. Sempre tentei manter algo que faz parte de mim, desde miúdo, que é o fado tradicional, e tentei também encontrar novos compositores que pudessem escrever novas músicas que, mesmo que pudessem não ser fados, eu conseguisse transportar para o meu ambiente musical e fazer fados a partir daí. Houve uma certa evolução, não só no encontro dos temas mas também ao nível dos arranjos, dos músicos, da minha forma de interpretar.
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