terça-feira, 11 de agosto de 2015

Cante alentejano e fado de Coimbra em Alfama

Festival 'Aqui mora o fado'. O grupo de cante alentejano A Moda Mãe integra o cartaz do 3.º Festival 'Aqui mora o fado', que acontece em setembro em Lisboa, e que conta com um novo palco no Lavadouro Municipal de Alfama. Na edição deste ano, pela primeira vez participa um grupo de cante alentejano, tradição musical considerada pela UNESCO, tal como fado, Património Cultural Imaterial da Humanidade, e um ensemble de fado de Coimbra,

O grupo de cante, liderado por José Emílio (ex-Adiafa) é ainda formado por António e Luís Batista Caixeiro, e visa divulgar as modas do Cancioneiro Popular Alentejano, segundo comunicado da organização. O festival que se realiza no bairro de Alfama, nos dias 18 e 19 de setembro, conta com 14 palcos, o principal 'Palco Caixa', instalado frente ao rio Tejo, dois no Museu do Fado - no auditório e no restaurante -, um no Largo das Alcaçarias, em três agremiações recreativas - Sociedade Boa União, Grupo Sportivo Adicense e Centro Cultural Dr. Magalhães Lima -, nas igrejas de S. Miguel e Stº. Estevão, bem como na escadaria desta, nos largos de S. Miguel e do Chafariz de Dentro, onde acontece o projeto "Fado à janela", e ainda no lavadouro municipal. No palco do lavadouro atuam os fadistas Miguel Ramos, também violista, Vanessa Alves, que o ano passado foi convidada de Maria da Fé, Jaime Dias e Ana Maurício. In
Correio da Manhã.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Jovens restauram azulejos de estações ferroviárias

Um grupo de alunos do curso de Conservação e Restauro da Escola das Artes da Universidade Católica do Porto está a restaurar os painéis de azulejos das estações de caminhos-de-ferro de Ovar e Esmoriz. A iniciativa prolonga-se até à próxima sexta-feira, 31 de Julho, e destina-se a garantir que o município continua a fazer jus ao título de "cidade-museu do azulejo".

"Além do importante contributo para a comunidade" através da "recuperação cultural e artístico português", esta intervenção de conservação e restauro "permite aos estudantes sair do ambiente académico e realizar uma experiência no terreno, supervisionada por docentes e monitores", explica a Católica Porto em comunicado enviado ao Boas Notícias.


Carmen Miranda é uma emigrante como as outras: voltou à terra em Agosto

Antes de a levar ao Brasil, o Real Combo Lisbonense tinha de a trazer aqui: Várzea de Ovelha, o lugar onde a rapariga dos chapéus tutti-frutti nasceu e foi baptizada. Um baile popular, para ela matar saudades da terra, para a terra matar saudades dela.

Carmen Miranda viajou muito, mas não o suficiente para voltar ao lugar onde nasceu a 9 de Fevereiro de 1909 e de que saiu com apenas dez meses para se abrasileirar, primeiro, e americanizar, depois.
Mas o que faria ela em Várzea de Ovelha, lugar onde então não havia – continua a não haver – avenidas, Copacabana, arranha-céus e estúdios de cinema com estrelas (ela diria stars, embora tenha sido sempre mais fiel a “eu te amo” do que a “I love you”) do tamanho e do sarcasmo de Groucho Marx? Mais grave: onde arranjaria ela bananas e ananases para os seus chapéustutti-frutti e, sobretudo a sua palavra inglesa favorita, “money, money,money”, bem de primeira necessidade cuja escassez continua a alimentar sucessivas vagas de emigração em todo o concelho de Marco de Canaveses (embora já não para o Brasil, como foi tradição passada de pais para filhos e de avós para netos)?


Monumentos, museus e palácios rendem quase um milhão de euros por mês

As receitas dos monumentos, museus e palácios subiram 60%, no primeiro semestre deste ano, em relação a 2014, atingindo quase seis milhões de euros, com os estrangeiros a representar dois terços dos visitantes, segundo números oficiais.

Estes números dizem respeito aos espaços culturais sob a tutela da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) e demonstram que, de Janeiro a Junho deste ano, somaram mais de 1,8 milhões de visitantes, que "renderam" 5,7 milhões de euros, mais dois milhões do que no mesmo período do ano passado.
Dois em cada três visitantes não falavam português e o subdiretor-geral do Património Cultural Samuel Rego não tem dúvidas de que o turismo cultural está a aumentar e a incrementar o turismo geral.
“De certeza que isso já acontece. O potencial de crescimento do turismo cultural é muito grande, não só pela componente artística, mas porque a marca Portugal é associada a uma carga histórica perene. E isso, conjugado com essa busca desse perfil do turista com interesses culturais, só nos faz sentir optimistas em termos de públicos”, disse o responsável à Lusa.


domingo, 9 de agosto de 2015

38 mil no Sudoeste numa noite dedicada à música portuguesa

Buraka Som Sistema e Carlão foram a sensação do terceiro dia de Sudoeste, marcado pela presença da música portuguesa. Ana Moura e Sara Tavares foram convidadas de honra numa noite que juntou 38 mil pessoas na Herdade da Casa Branca.

Os Buraka Som Sistema já não atuavam no festival Sudoeste há seis anos. No regresso, trouxeram os seus trunfos: a mestre-de-cerimónias Blaya e as suas danças incendiárias, Kalaf e também um monte de vuvuzelas para o público fazer "muito barulho". A audiência, enlouquecida, dançou agachada ao som de êxitos como "Kalemba (Wegue Wegue)" ou "(We stay) up all night".


Cinema: 'Remake' do 'Pátio das Cantigas' entre os dez filmes portugueses mais vistos da década

Em apenas uma semana de exibição o filme "O Pátio da Cantigas", de Leonel Vieira, já alcançou um lugar na lista dos dez filmes portugueses mais visto da década.
A comédia "O Pátio das Cantigas", de Leonel Vieira, somou na primeira semana de exibição mais de 134.000 espectadores, o que o coloca entre os dez filmes portugueses mais vistos da década.
De acordo com os dados estatísticos semanais do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA), o filme registou 134.955 espectadores e cerca de 693.000 euros de receita bruta de bilheiteira, desde que se estreou, a 30 de julho.
Nessa semana de exibições, só ficou atrás do filme de animação "Mínimos", visto por 217.000 espectadores.
Do total de filmes portugueses estreados em sala desde 2004, "O Pátio das Cantigas" figura em nono lugar, com menos de metade do líder de audiências, "O Crime do Padre Amaro", de Carlos Coelho da Silva, que soma cerca de 380.000 espetadores.


Morreu Ana Hatherly, audaz invenção de si mesma

A poeta, artista plástica e professora jubilada tinha 86 anos. Qualquer categoria soa diminuta para aquela que, segundo Jorge Molder, amigo de sempre, "se inventou a si própria"
Chamava-se Ana. Fez uma viagem ao fundo da escrita, do traço ao alfabeto que (re)inventou, e ao fundo da mão, do corpo que a comanda à alma que ela traduz. Ao contrário de Penélope, como escreveu em NEO-PENÉLOPE (2008), "não espera por nenhum Ulisses". A viagem que começou no Porto em 1929 acabou ontem, 86 anos contados, num hospital de Lisboa.
"De repente eu vi uma fada a aparecer, que era a Ana Hatherly. Era uma senhora muito branca, com um cabelo louro apanhado, com um vestido branco, e não era como as nossas mães." Maria Filomena Molder, ensaísta e professora de Filosofia jubilada, estava então na terceira classe do colégio e era colega da filha da poeta, artista plástica e professora catedrática. Foi a primeira vez que a viu. Não poderia saber então que Jorge Molder, seu futuro marido e fotógrafo, já menino andara ao colo de Hatherly e com ela manteria uma amizade que nunca acabou.


sábado, 8 de agosto de 2015

Poesia portuguesa de luto por Ana Hatherly

A escritora e artista plástica Ana Hatherly, um dos nomes da vanguarda da poesia experimental, morreu hoje aos 86 anos. Nascida no Porto em 1929, Ana Hatherly teve um percurso transversal no cinema, artes plásticas, poesia e prosa, cruzando quase sempre as diferentes expressões artísticas.

Tem o nome inscrito na vanguarda da poesia e na forma como o poema é escrito no papel, tornando-se numa obra visual.
Licenciada em Filologia Germânica e doutorada em Estudos Hispânicos, Ana Hatherly tem ainda formação em cinema e música e foi professora catedrática da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde co-fundou o Instituto de Estudos Portugueses.
A autora foi ainda uma das fundadoras do PEN Clube Português e tem o nome inscrito na criação das revistas "Claro-Escuro" e "Incidências".
Iniciou a carreira literária em 1958 - celebrou 50 anos em 2008 -, tendo publicado nos primeiros anos as obras "Um ritmo perdido" e "As aparências".

A Sociedade Brasileira de Língua e Literatura distinguiu-a em 1978. Em 2009 foi distinguida como Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. In Instituto Camões. 

John Gallo. É português e ganhou prémio de fotografia

 Royal Photographic Society e o jornal The Guardian distinguem o fotógrafo que se cansou de trabalhar para publicidade e saiu às ruas para ver como vivem as pessoas
john Gallo é "nome de guerra, se quiser". O fotógrafo português de nome "indizível para os ingleses" (não quis dizer qual) adotou-o quando se mudou para o Reino Unido, que agora lhe atribuiu a Joan Wakelin Bursary 2015. A bolsa criada em homenagem ao fotógrafo que lhe dá nome - que morreu em 2003 - é atribuída pela Royal Photographic Society e pelo jornal The Guardian.

São duas mil libras (quase três mil euros) destinadas a financiar uma produção fotográfica que, "em março ou abril de 2016", será publicada no jornal britânico. Foi o próprio diretor de fotografia do britânico The Guardian, Roger Tooth, quem ligou a John Gallo, de 43 anos, a dar a notícia. E foi a Tooth que o português apresentou o projeto que será feito em Portugal a partir de setembro e foca "um assunto crítico e de que se tem falado muito". É tudo o que pode dizer. Falamos, por isso, de tudo o resto. In Diário de Notícias.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Não temos cá disto

O Pátio das Cantigas de Leonel Vieira é o primeiro de uma série de remakes e esta "actualização” do famoso filme de 1942 é confrangedora.

Eis uma novidade no cinema português: o remake. Fora o caso de filmes adaptados de obras literárias, onde o caso extremo são os quatro Amor de Perdição de Pallu, Lopes Ribeiro, Oliveira e Mário Barroso, não ocorrem precedentes.
Mas haverá, muito em breve, sequência: este Pátio das Cantigas "reloaded" inaugura uma série de três filmes que contempla ainda, sempre pela mão de Leonel Vieira, as “actualizações” de O Leão da Estrela(Arthur Duarte, 1947) e A Canção de Lisboa (Cottinelli Telmo, 1933).
Chegar ao remake destes títulos não deixa de ter uma certa lógica. Há décadas que no cinema português se tenta replicar a fórmula das comédias populares da dita “idade de ouro” dos anos 30 e 40 (que no fundo se reduz a uma meia-dúzia de filmes), por norma com resultados desastrosos.
O cinema português não produz uma comédia decente desde estes filmes, justamente, e não haveria muitos a acrescentar aos acima citados: O Pai Tirano (Lopes Ribeiro, 1941), O Costa do Castelo (Duarte, 1943), A Menina da Rádio (Duarte, 1944) e por certo que não muito mais. À entrada nos anos 50 a fórmula estava gasta, e mesmo um filme famoso como O Costa de África(João Mendes, 1954) já era uma coisa ressequida e desengraçada, e daí para a frente nada melhorou, bem pelo contrário. Voltar a estes filmes para lhes colher inspiração directa parece tão lógico como parece um gesto desesperado: ou vai ou racha.

Público.

Pátio das Cantigas 2.0 esgota sessões na estreia

O remake de Leonel Vieira foi um grande sucesso de público no primeiro dia de estreia. Foi visto por 18 mil pessoas, destacando-se nas vendas de bilheteira o cinema do Fórum Almada.

Como se previa, O Pátio das Cantigas tem cá disto, ou seja, oremake de Leonel Vieira, foi um grande sucesso de público no primeiro dia de estreia. A NOS Audiovisuais, a distribuidora, anunciou os números e tudo indica que vem aí um vendaval de bilheteiras. 18 mil bilhetes vendidos e 95 mil euros de receitas (ainda assim, inferior às entradas de Corrupção e Morangos com Açúcar - O Filme) e imediato pedido de reforço de salas. Para uma quinta-feira são números estrondosos, sobretudo tendo em conta a proximidade do fim do mês e o começo das férias grandes para muitos potenciais espetadores.
Mas uma campanha de marketing muitíssimo bem feita foi mais do que suficiente para provocar um surto de lotações esgotadas em vários cinemas. O NOS Fórum Almada foi o que maiores receitas fez, mas também nos cinemas de Braga, Faro e Montijo os resultados foram positivos. O DN sabe que em Lisboa nem todas as salas tiveram resultados tão entusiasmantes.

domingo, 2 de agosto de 2015

Na Ponte 25 de Abril, um elevador para o turismo ou para Lisboa?

A Infraestruturas de Portugal gostaria de inaugurar o projecto no próximo ano, para coincidir com o 50º aniversário da ponte. Arquitectos e um engenheiro comentam.
Um elevador para subir à Ponte 25 de Abril e ver a vista? O projecto, que foi avançado esta semana pelo PÚBLICO, e que inclui a construção de um centro interpretativo sobre a história da ponte e o reconhecimento do seu valor patrimonial poderá pôr-nos a olhar para ela como mais do que uma obra de engenharia com uma função de ligação rodoviária e ferroviária entre as duas margens.
Para o engenheiro de estruturas Rui Furtado, responsável pela construção de obras como o Estádio de Braga de Eduardo Souto Moura e a Casa da Música de Rem Koolhaas, é uma oportunidade para olhar para a ponte “com o respeito que ela merece”. “É uma ideia óptima. As pontes sempre foram grandes demonstrações da capacidade de realização do homem. E hoje isso está um pouco vulgarizado”, diz. “As pontes são muito mais do que engenharia. São esculturas. Têm um valor paisagístico. Não conseguimos imaginar Lisboa sem a ponte sobre o Tejo. Isso já é mais do que a função de atravessar de um lado para o outro.”

“O Silêncio da Água” publicado na China

A editora Shangai 99 Culture Consulting acaba de publicar a edição chinesa do livro O Silêncio da Água, de José Saramago com ilustrações de Manuel Estrada.

Publicado inicialmente pela catalã Libros del Zorro Rojo, e depois publicado em Portugal, Brasil, Coreia, Espanha, Grécia e Turquia, esta é a sétima tradução do livro que nasce de um excerto de As Pequenas Memórias, livro de memórias publicado em 2006.
O ilustrador e designer Manuel Estrada, autor do logótipo da Fundação José Saramago, assina as ilustrações de todas as edições de O Silêncio da Água.
As Pequenas Memórias é um livro de recordações que abrange o período entre os quatro e os quinze anos da vida de José Saramago. O autor tinha As Pequenas Memórias na cabeça há mais de 20 anos, por isso a altura para o escrever era esta: “Queria que os leitores soubessem de onde saiu o homem que sou”.

sábado, 1 de agosto de 2015

Mário Cláudio venceu o Grande Prémio de Romance e Novela

O escritor Mário Cláudio venceu o Grande Prémio de Romance e Novela 2014 com a obra "Retrato de rapaz", anunciou dia 15 de julho de 2015 a Associação Portuguesa de Escritores (APE), um galardão apoiado pelo Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. nesta sua 33ª Edição.

"Retrato de rapaz", publicado pela Dom Quixote, faz parte de uma trilogia de novelas que Mário Cláudio dedicou a relações entre pessoas de idades distintas. Este é o segundo livro da trilogia e ficciona a vida de Giacomo, um discípulo no estúdio do pintor renascentista Leonardo da Vinci.

A trilogia foi iniciada em 2008 com "Boa noite, senhor Soares", no qual é revisitado o semi-heterónimo Bernardo Soares, de Fernando Pessoa, e a relação com António, "moço de escritório", e concluída este ano com "O fotógrafo e a rapariga", sobre o escritor Lewis Carroll e Alice Lidell, que inspirou "Alice no País das Maravilhas".
O prémio, referente a obras publicadas em 2014, foi atribuído por maioria por um júri composto por José Correia Tavares, Ana Paula Arnaut, Isabel Cristina Mateus, Maria João Cantinho, Miguel Miranda e Miguel Real.
Mário Cláudio, pseudónimo literário de Rui Barbot Costa, está entre os escritores mais premiados da literatura portuguesa, tendo-se dedicado à poesia, ao teatro, ao ensaio e ao romance, sobretudo o de cariz histórico. Em 2004, pelo conjunto da obra literária, foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Cinema: "O Desolado" estreia-se nas salas francesas

O filme "O Desolado", segundo volume da trilogia "As mil e uma noites" de Miguel Gomes, estreia-se na quarta-feira, em França, em 55 salas de cinema do país. O primeiro volume já levou 35 mil espetadores às salas.
De acordo com a mesma fonte, "O Inquieto", primeiro volume da trilogia, já levou às salas francesas 35 mil espetadores, em cinco semanas de exibição, e continuará em cartaz em 45 cinemas daquele país.
Em Portugal, o primeiro volume "O Inquieto" irá estrear-se nas salas de cinema a 27 de agosto, seguindo-se "O Desolado", a 24 de setembro, e, finalmente, "O Encantado", a 01 de outubro.
Rodado durante um ano, do verão de 2013 ao de 2014, a obra aborda a crise financeira em Portugal, e teve estreia internacional na Quinzena dos Realizadores, no Festival Internacional de Cinema de Cannes, no passado mês de maio, onde foi aclamado pela crítica especializada.
O filme, que adapta de forma livre o modelo do livro "As mil e uma noites", parte de múltiplas histórias reais que tiveram lugar em Portugal, entre 2013 e 2014, recolhidas por um grupo de jornalistas, de modo a retratar a sociedade portuguesa no meio da crise social e económica.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Cinema: Pátio das Cantigas. "Nunca quisemos fazer melhor do que o antigo!"

Na manhã seguinte à antestreia de O Pátio das Cantigas, de Leonel Vieira, o DN juntou num hotel de um bairro popular de Lisboa os dois protagonistas do remake do filme de 1942.
Para o bem e o para o mal, esta nova versão de O Pátio das Cantigas reforça a crença que o timing do humor é o mais importante num filme de comédia...
Miguel Guilherme (M.G.): O timing dos atores ou do próprio filme...
César Mourão (C.M.): Um está ligado ao outro, ambos têm de estar bem para resultar.
M.G.: Quando está bem, é maravilhoso.
C.M.: Para mim, comédia é timing.
Ontem [terça-feira] na antestreia, perceberam o que resulta e o que não resulta para o grande público, mesmo sabendo que a maior daqueles convidados são cúmplices do projeto?



quarta-feira, 29 de julho de 2015

Molécula patentada em Coimbra eficaz contra o cancro


       


A molécula Redaporfin, descoberta na Universidade de Coimbra (UC) e já patenteada, é eficaz no tratamento de vários tipos de cancro através de terapia fotodinâmica, uma terapia inovadora que permite eliminar as células cancerígenas de forma precisa. A conclusão é de um conjunto de estudos e experiências realizados em ratinhos entre 2011 e 2014.         
Em comunicado enviado ao Boas Notícias, a universidade portuguesa conta que, nos ensaios efetuados, 86% dos ratinhos com tumores diversos que foram tratados com esta tecnologia, de acordo com exigentes protocolos de segurança, ficaram curados, não se observando efeitos secundários como acontece com os tratamentos convencionais, nomeadamente a quimioterapia.

        Um estudo baseado nestas experiências e que acaba de ser publicado no European Journal of Cancer demonstrou, também, "uma taxa de reincidência da doença muitíssimo baixa", reiterando a eficácia da molécula. 


terça-feira, 28 de julho de 2015

... e também traduzia!




 Treze novos livros traduzidos por José Saramago no arquivo da FJS
A partir de hoje, o arquivo da Fundação José Saramago conta com treze novos livros, obras literárias, históricas e políticas traduzidas por José Saramago. Esta pequena colecção foi doada à FJS pela Fundação PT, depois de ter descoberto estes livros numa antiga biblioteca que funcionou na Estação Emissora da empresa em Vendas Novas, desactivada no final da década de 1970. Os exemplares eram então adquiridos por um funcionário que quando se deslocava a Lisboa regressava à vila alentejana com novas obras com que alimentava o catálogo da biblioteca. Entre elas, as treze que a partir de hoje têm nova morada, na Casa dos Bicos, em Lisboa.
Fundação José Saramago.