quinta-feira, 26 de março de 2015

Carminho, la fadista del siglo XXI



La revelación portuguesa presenta su tercer disco, ‘Canto’, un álbum "autobiográfico" en el que plasma su identidad a base de mezclar tradición e innovación, acompañada de artistas de la talla de Caetano Veloso, Carlinhos Brown o Javier Limón.

MADRID.- "El más hermoso florecimiento del fado entre los jóvenes portugueses". Con esas palabras definía el brasileño Caetano Veloso a Carminho (Lisboa, 1984), que con sólo tres discos ya es considerada la fadista del siglo XXI. Sin "pretensiones” de cambiar la música tradicional portuguesa, se sumerge en Canto, un álbum "autobiográfico" en el que plasma su identidad a base de mezclar tradición e innovación. Dos premisas que la convierten en toda una revelación musical. "No quiero cambiar el fado. Tengo un amor muy grande por él. Es como la raíz de un árbol que está fija, pero después sus hojas pueden volar y expresarse por su cuenta".
Hija de la fadista Teresa Siqueira, creció en el escenario de la taberna que sus padres tenían en Lisboa, donde cantaba las canciones que su madre escogía meticulosamente. "Se lo agradezco porque me ha dado una lección de honestidad. Tienes que cantar aquello en lo que crees".

Público, España.

Ópera “As intermitências da morte” representada nos EUA



Na passada quinta-feira, dia 19 de março, o ODC Theater, em San Francisco, EUA, recebeu a estreia da ópera As Intermitências da Morte (Death with interruptions), baseada no romance homónimo de José Saramago.
Com música composta por Kurt Rohde e libretto do historiador Thomas Laqueur trata-se da primeira ópera produzida pela Left Coast Chamber Ensemble e foi escrita para três solistas, uma orquestra de câmara e um coro de câmara composto por 16 vozes. A direcção da ópera é de Matilda Hofman, sob direcção de Majel Connery.
A lotação da sala para as duas apresentações de Death with Interruptions estão já esgotadas.
Esta é a primeira adaptação deste romance de José Saramago, que já viu outros dos seus textos adaptados para obras musicais.
No passado dia 14, José Saramago foi homenageado em Washington num tributo integrado no festival Iberian Suite.

Restos mortais de Camões levantam dúvidas



No estreito rigor histórico ninguém sabe ao certo se no túmulo de Luís de Camões, no Mosteiro dos Jerónimos, estão de facto depositados os restos mortais do poeta.
A tese não é nova. E até a própria comissão que em 1880 foi encarregue de encontrar as ossadas do poeta teve dúvidas da autenticidade do que trasladou.
O reputado investigador e e académico Vítor Aguiar e Silva, tem vindo a defender que, "além de não se saber exatamente onde foi colocado o cadáver"- se dentro ou fora da igreja de Sant" Anna, em Lisboa - há o facto de terem "passado três séculos até à trasladação e de, pelo meio, ter acontecido o terramoto de 1775 que provocou grande destruição na igreja".
À data da trasladação, em 1880, formou-se uma comissão encomendada por Rodrigo da Fonseca, ministro do Reino, para encontrar as ossadas de Camões e lhes dar última morada condigna. A própria comissão, no relatório final, admite que alguns dos ossos encontrados "eram sem dúvida de Luiz de Camões", só não conseguiam dizer quais.


quarta-feira, 25 de março de 2015

Muere Herberto Helder, ‘el poeta oculto’

          

       Sin ruido, como su vida, este martes falleció el mayor poeta portugués de la segunda mitad del siglo XX. Herberto Helder Luís Bernardes de Oliveira había nacido el 23 de noviembre de 1930 en Funchal (Madeira) y murió en Cascais, alejado de cualquier ruido. Durante toda su vida rechazó premios, entrevistas, fotos y hasta la difusión de sus libros de poemas, de solo una edición.                 Su obra, rigurosa, dura y original se extiende durante más de medio siglo. Comenzó en 1958 con O Amor em visita y terminó el pasado junio con A morte sem mestre (La muerte sin maestro), un libro con la portada escrita de su propia mano y reproduciendo un papel rugoso -el mismo con el que él forraba los libros de su biblioteca-. El poemario final incluía un CD con versos declamados por el propio autor.
                Como en casos anteriores por exigencia del poeta, solo hubo una edición, de unos 5.000 ejemplares. La edad no le restó afán creativo, pues un año antes había publicado Servidores, su obra más autobiográfica, en donde el poeta misántropo da a concoer detalles de su infancia en Madeira, un recordatorio donde la muerte está siempre en la sombra del fiero poeta, antes espantado de la vida y ahora de la muerte. Servidores y Muerte sin maestro rompieron su hábito de publicar poemas cada seis años. Su obra anterior fue en 2008, A faça nao corta o fogo (La navaja no corta el fuego) que, a sus 78 años, significó un revulsivo a la poesía portuguesa de este nuevo siglo... En España, tanto Hiperion como Pages, principalmente, ha difundido su contundente obra.

El País, España.


Morreu Herberto Helder, a voz mais fulgurante da poesia portuguesa



                   O poeta Herberto Helder morreu esta segunda-feira na sua casa de Cascais, aos 84 anos, e apenas alguns meses após o lançamento de A Morte Sem Mestre (2014), um ofício de trevas, irado e irónico, e às vezes de uma crueza sem bálsamo: “e eu que me esqueci de cultivar: família, inocência, delicadeza,/ vou morrer como um cão deitado à fossa!”. Outras vezes sabendo que os seus misteriosos dons criadores ainda não o tinham deixado de todo: “(…) a morte faz do teu corpo um nó que bruxuleia e se apaga,/ e tu olhas para as coisas pequenas/ e para onde olhas é essa parte alumiada toda”.
                    Como Pedro Mexia refere na sua reacção à morte do poeta, não tardará a tornar-se pacífico que Herberto Helder é o poeta central da segunda metade do século XX, como Pessoa o foi da primeira. Mas é uma centralidade que é ao mesmo tempo uma anomalia, porque a mágica e bárbara linguagem de Herberto, mesmo na sua versão atenuada dos últimos livros, parece vir do fundo dos tempos e ter nascido por engano nesta modernidade.
                     Não há na poesia portuguesa pós-Pessoa nenhum poeta que tenha exercido um tal poder de atracção e gerado tantos epígonos. E nenhum mais absolutamente impossível de imitar com proveito.