domingo, 3 de maio de 2015

Filme inédito de Oliveira celebra paixão pelo cinema



Visita ou Memórias e Confissões foi rodado por Manoel de Oliveira para só ser visto após a sua morte - nos dias 4 e 5 vai ser projetado, respetivamente, no Porto e em Lisboa
Como todas as obras dos artistas realmente originais, também os filmes de Manoel de Oliveira (falecido no dia 2 de abril, contava 106 anos) vão persistir muito para além do seu criador. No caso do autor de títulos como Aniki-Bóbó (1942), Francisca (1981) ou Non ou a Vã Glória de Mandar (1990), há mesmo um capítulo póstumo que, finalmente, pode ser revelado.
Porquê revelado? Porque se trata de um filme que o próprio realizador concebeu como um objeto que só faria sentido divulgar depois da sua morte: Visita ou Memórias e Confissões ficou concluído em 1982 e vai ter, agora, as suas primeiras exibições públicas. O Porto, cidade natal de Oliveira, acolherá a estreia absoluta na segunda-feira, dia 4, em duas sessões (18.30 e 21.30) no Teatro Municipal Rivoli; no dia seguinte, em Lisboa, na Cinemateca, o filme será projetado também duas vezes (21.45 e 23.15).
  

sábado, 2 de maio de 2015

Filme póstumo de Oliveira em Cannes



O filme Visita ou Memórias e Confissões, de Manoel de Oliveira, vai ser apresentado no Festival de Cannes em sessão especial na Selecção Oficial.
A longa metragem, de 1982, foi feita pelo realizador português para ser exibida apenas após a sua morte. A cópia que estava desde então depositada na Cinemateca Portuguesa foi hoje mostrada aos jornalistas.
Visita ou Memórias e Confissões terá estreia nacional no Porto na próxima segunda-feira, dia 4, no Teatro Municipal Rivoli. Inicialmente foi anunciada uma sessão, às 18.30, mas a autarquia portuense acaba de divulgar uma sessão extra às 21.30 (ambas com entrada gratuita).
Na terça-feira é exibido na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa.
Com diálogos escritos por Agustina Bessa-Luís, para as vozes de Diogo Dória e Teresa Madruga, este é um filme biográfico de Manoel de Oliveira, rodado quando tinha 73 anos, na casa onde viveu cerca de quatro décadas com a mulher, os filhos e os netos.
Manoel de Oliveira morreu no passado dia 2 de abril com 106 anos. Deixou uma extensa obra com mais de 40 títulos

Camané. "Sinto que ainda está tudo por fazer"



Esta segunda-feira será lançado o seu sétimo álbum, Infinito Presente, 20 anos depois do seu álbum de estreia, Uma Noite de Fados (1995). Imaginava chegar onde chegou?
O que eu imaginava (ou queria que acontecesse) era criar uma sonoridade que tivesse que ver com a minha forma de estar no fado e acho que o consegui. O que me preocupou e me fez sentir sempre focado foi tentar fazer sempre melhor, cantar melhor, fazer uma recolha de bons poetas e bons letristas, como é o caso da Manuela de Freitas e de outros letristas que têm escrito para mim. Sempre tentei manter algo que faz parte de mim, desde miúdo, que é o fado tradicional, e tentei também encontrar novos compositores que pudessem escrever novas músicas que, mesmo que pudessem não ser fados, eu conseguisse transportar para o meu ambiente musical e fazer fados a partir daí. Houve uma certa evolução, não só no encontro dos temas mas também ao nível dos arranjos, dos músicos, da minha forma de interpretar.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Casa Fernando Pessoa assinala os 125 anos do nascimento de Mário Sá-Carneiro




 O poeta Mário Sá-Carneiro fez parte do grupo fundador da revista Orpheu, em 1915, com Fernando Pessoa. Por Lusa A Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, organiza, em maio, um programa de poesia, oficinas e música para assinalar os 125 anos do nascimento de Mário Sá-Carneiro e os 100 anos da "extinta e inextinguível" revista Orpheu. 
O poeta Mário Sá-Carneiro, que fez parte do grupo fundador da revista Orpheu, em 1915, com Fernando Pessoa, Almada Negreiros e Santa-Rita Pintor, entre outros, nasceu a 19 de maio de 1890 e a data é assinalada com um debate sobre a sua poesia, segundo comunicado da Casa Fernando Pessoa. A obra do autor de "A confissão de Lúcio" vai ser debatida pelos professores e investigadores Paula Morão, Fernando Cabral Martins e Gustavo Rubim, na data de nascimento do poeta. In Correio da Manhã.

Prémio Carlos Paredes distingue carreira de José Mário Branco



Festival Cantar Abril, de Almada, premiou-o como “expoente da música de intervenção portuguesa”.
Músico, compositor, arranjador e uma das figuras mais relevantes da música popular portuguesa, José Mário Branco foi distinguido com o Prémio Carlos Paredes na 5.ª edição do festival bienal Cantar Abril, que teve a sua sessão de encerramento no dia 30. Ausente no estrangeiro, o músico enviou uma mensagem que foi lida pelo também músico e seu amigo António José Martins, que recebeu o prémio em seu nome. Na mensagem, José Mário Branco ressalvou que não deve ser vista nenhuma diferença entre o canto de resistência e o canto de liberdade, porque o cantor deve ter sempre em vista que o seu trabalho só pode ser crítico, em qualquer regime e face a qualquer poder.
A sessão, que decorreu na Academia Almadense na noite de sexta-feira 30 de Abril, incluiu a apresentação ao vivo das canções dos dez finalistas e encerrou com um concerto da cantora galega Uxía, que ali se mostrou em grande forma vocal. No final do concerto, foram anunciados os restantes premiados, após a votação de um júri composto por José Manuel David, Amélia Muge, João Afonso, Samuel e André Santos.