Hoje é Dia de Portugal.
Conheça um pouco a estória deste dia, a partir deste texto tomado da Internet.
Na sequência dos trabalhos legislativos após a
Proclamação da República Portuguesa de
5 de Outubro de
1910, foi publicado um
decreto em
12 de Outubro estipulando os
feriados nacionais. Alguns feriados foram eliminados, particularmente os religiosos, de modo a diminuir a influência da
igreja católica[1] e
laicizar a sociedade.
Neste decreto ficaram consignados os feriados de
1 de Janeiro,
Dia da Fraternidade Universal;
31 de Janeiro, que evocava a revolução falhada do Porto, e portanto foi consagrado aos
mártires da República;
5 de Outubro,
Dia dos heróis da República;
1 de Dezembro, o Dia da Autonomia (
Restauração da Independência) e o
Dia da Bandeira; e
25 de Dezembro, que passou a ser considerado o Dia da Família, tentando também laicizar a
festa religiosa do
Natal.
O decreto de 12 de Junho dava ainda a possibilidade de os
municípios e
concelhos escolherem um dia do ano que representasse as suas festas tradicionais e municipais.
Lisboa escolheu para feriado municipal o 10 de Junho, em honra de Camões, uma vez que a data é apontada como sendo a da morte do poeta que escreveu
Os Lusíadas.
[1]Luís de Camões representava o génio da
pátria na sua dimensão mais esplendorosa, significado que os
republicanos atribuíam ao 10 de Junho, apesar de nos primeiros anos da
república ser um feriado exclusivamente municipal. Com o 10 de Junho, os republicanos de Lisboa tentaram evocar a glória das comemorações camonianas de
1880, uma das primeiras manifestações das massas republicanas em plena
monarquia[1].
Dia da Raça e Dia das Comunidades
O 10 de Junho começou a ser particularmente exaltado com o
Estado Novo, o regime instituído em
Portugal em
1933 sob a direcção de
António de Oliveira Salazar. Foi a partir desta época que o dia de Camões passou a ser festejado a nível nacional. A generalização dessas comemorações deveu-se bastante à cobertura dos meios de
comunicação social[1].
Durante o Estado Novo, o 10 de Junho continuou sendo o Dia de Camões. O regime apropriou-se de determinados heróis da república, não no sentido laico que os republicanos pretendiam, mas num sentido
nacionalista e de comemoração colectiva
histórica e
propagandística.
Até ao
25 de Abril de
1974, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça, este último epíteto criado por Salazar na inauguração do
Estádio Nacional do Jamor em
1944 em memória das vítimas da
Guerra Colonial Portuguesa. A partir de
1963, o 10 de Junho tornou-se numa homenagem às
Forças Armadas Portuguesas, numa exaltação da guerra e do poder colonial
[1]. Com uma filosofia diferente, a
Terceira República converteu-o no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em
1978.