domingo, 12 de fevereiro de 2017

Morreu aos 105 anos Manuela de Azevedo, a mais antiga repórter do mundo

Morreu, aos 105 anos, a jornalista e escritora Manuela de Azevedo. A morte foi anunciada pelo Museu da Imprensa, que revela que Manuela de Azevedo morreu esta sexta-feira, dia 10 de fevereiro, no Hospital de S. José em Lisboa.

"Depois da morte de Clare Hollingworth, no dia 10 de janeiro deste ano, em Hong Kong, Manuela de Azevedo era a repórter mais antiga do mundo. Deixa uma obra vasta que honra o jornalismo e o mundo das letras, já que foi romancista, ensaísta, poeta e contista, tendo escrito também peças de teatro, uma delas censurada pelo regime de Salazar. Cortado pela Censura foi também um artigo que escreveu em 1935 a defender a eutanásia", refere a nota do Museu da Imprensa. Recentemente, estava a trabalhar num livro com 200 cartas, grande parte delas já comentada


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Porto eleito como Melhor Destino Europeu

A cidade do Porto volta a superar a concorrência de outros 19 destinos e conquista esta importante distinção pelo terceiro ano e com um recorde de 138 mil votos contabilizados. Em segundo e terceiro lugar ficaram, respetivamente, as cidades de Milão (Itália) e Gdansk (Polónia). O Porto continua a ser a única cidade portuguesa a conquistar o galardão e a primeira a conquistá-lo por mais do que uma vez.


O Porto acaba de ser eleito "Melhor Destino Europeu 2017" arrecadando mais um importante prémio internacional.

Depois da nomeação e da disputa com cidades como Paris, Amesterdão, Londres ou Barcelona, o Porto volta a conquistar o título que já tinha arrecadado em 2012 e 2014, mas desta vez com uma votação ainda mais expressiva, já que superou os 138 mil votos - quase o triplo dos votos que há um ano deram a vitória à cidade croata de Zadar.
Um número que atesta o potencial e atratividade da cidade, não só para os portuenses, mas também para os portugueses e para os turistas provenientes de todo o mundo. Na verdade, e de acordo com os dados já divulgados pela organização do concurso, o Porto seria vencedor mesmo só com os votos registados fora do território nacional. O Porto foi o destino mais votado em 85 países, registando 58% da votação fora de Portugal.
Em território nacional, a votação no Porto superou os 89%

Porto.pthttp://www.porto.pt/noticias/porto-eleito-como-melhor-destino-europeu-2017

Porque é que o mundo se apaixonou por Fernando Pessoa?

Começa esta quinta-feira a quarta edição do Congresso Internacional Fernando Pessoa, que este ano irá decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Durante três dias, 42 especialistas de diferentes nacionalidades vão apresentar comunicações inéditas, lançar questões e responder a dúvidas do público, num encontro científico aberto a todos os interessados, estudantes, investigadores ou simplesmente curiosos.

Numa iniciativa que pretende ser um momento de encontro entre especialistas pessoanos, contribuindo “para o estímulo e o avanço da investigação sobre Pessoa”, como sugere uma nota de imprensa divulgada pela Casa Fernando Pessoa, responsável pela organização do congresso, o que salta desde logo à vista é nacionalidade dos oradores — a maioria não é portuguesa, mas sim estrangeira. Um reflexo claro da internacionalização do poeta.
Há muito que nos habituámos a ver na capa dos livros dedicados a Fernando Pessoa o nome de algum investigador estrangeiro. Richard Zenith, que reside em Portugal desde 1987, tem sido um dos principais responsáveis pela divulgação da obra pessoana nos últimos 20 anos, em Portugal mas também além fronteiras. Nascido nos Estados Unidos da América, Zenith tornou-se português por amor a Pessoa, numa altura em que o poeta ainda estava longe de andar nas bocas do mundo. Mas hoje, em 2017, o caso é outro — o Fernando Pessoa do século XXI já não é só nosso, é de todos.


Mas como é que se explica o interesse de tantos investigadores, de tantos países diferentes, numa obra transversal, mas ainda assim tão portuguesa, tão lisboeta? E como é que Fernando Pessoa chega às mãos de quem vive em fora de Portugal? Esta é a história de cinco investigadores, de nacionalidades diferentes, com um poeta em comum.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

32 fotos da arte da pesca em Portugal nos anos 50 que estão a deslumbrar o mundo

Varinas e pescadores, redes de pesca e artes, o mar entre Lisboa e a Nazaré. A Fundação Calouste Gulbenkian mostra como era a vida junto ao mar português nos anos 50. As fotos têm deslumbrado o mundo.
 A vida entre as ondas do mar está na genética portuguesa. Apesar da nossa identidade como povo se confundir com o ir e vir do mar na costa, é preciso chegar a 1892 para encontrar o primeiro documento de análise às atividades piscatórias em Portugal. Chamava-se “Estado actual das pescas em Portugal” e foi escrito pelo comandante António Baldaque da Silva, militar muito dedico à oceanografia e biologia.
Sessenta anos depois, o fotógrafo Horácio Novais foi ilustrar aquilo de que o comandante havia escrito. Depois de ter aberto um estúdio onde passou a trabalhar a título independente – até 1931 era fotojornalista no jornal O Século -, passou a dedicar-se a projetos para vários meios de comunicação social. Um desses projetos levou-o até às praias do Cais da Ribeira, em Lisboa, da Ericeira e da Nazaré para fotografar a venda do peixe, a recolha dos barcos, o restauro das redes, as juntas de bois que ajudavam os pescadores, as festas junto ao mar e os barcos atracados nos portos.




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Assembleia Geral Ordinária, 6 de Fevereiro 2017

  De acordo com o pautado nos seus estatutos socias, o Instituto Portugues de Cultura cumpriu com o acto formal da sua Assembleia Geral Ordinária correpondente ao período 2015-2016.

  Nesse acto foram apresentados o Relatório de Actividades e o relatório de Contas, os quais foram aprovados por unanimidade




A Língua portuguesa é uma vantagem

A língua portuguesa é uma vantagem para muitos lusodescendentes quando tentam entrar no mercado laboral do Canadá, admitem muitos jovens, filhos de emigrantes portugueses.
“Saber falar português foi uma vantagem, porque além do inglês e francês (línguas oficiais do Canadá), falar português permitiu-me arranjar trabalho como hospedeira numa companhia de aviação em Toronto”, afirmou Laura Esmerado, de 27 anos.
A lusodescendente, filha de emigrantes de Águeda (distrito de Aveiro) e de São Miguel (Açores), é licenciada em Representação para Cinema e Televisão.
A língua portuguesa aprendeu “em casa, com a família, pois muitos não falavam inglês, melhorando também através da leitura de jornais comunitários”.
A cantora Nelly Furtado é a sua grande referência luso-canadiana, até porque singrou também na vertente das artes, área que Laura Esmerado optou por seguir na universidade.

Por “laços familiares cresci junto a um Orfeão (Stella Maris), o que me ajudou a desenvolver o vocabulário no português. Depois apaixonei-me pela música portuguesa, além da gastronomia”, acrescentou

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

GOVERNO ANUNCIA PROGRAMA DE PROMOÇÃO DA CULTURA PORTUGUESA NO ESTRANGEIRO

As áreas de governação da Cultura e dos Negócios Estrangeiros vão coordenar em conjunto a política estratégica de promoção da cultura portuguesa no estrangeiro, tendo já 1300 iniciativas agendadas para 2017 num total de 75 países.
O Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, afirmou que se trata de «integrar, articular e coordenar, e pôr sob uma estratégia comum as ações que o Estado português ou agentes culturais, com o apoio do Estado, realizam no estrangeiro com vista à promoção, divulgação e difusão da cultura portuguesa».
Durante a apresentação pública da estratégia da Ação Cultural Externa, em Lisboa, o Ministro referiu também que o programa vai envolver todos os organismos e serviços públicos com atuação internacional nas áreas da cultura e será coordenada pelo Instituto Camões, na alçada do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e pelo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais, do Ministério da Cultura.

«A globalidade dos organismos tem de dar 10% para a internacionalização e é isto que chamamos reserva financeira constituída para a ação cultural externa», disse Castro Mendes, acrescentando que «não quer dizer que cada entidade seja obrigada a dar 10%: umas podem dar mais, outras podem dar menos», desde que o valor final perfaça a percentagem

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Marca portuguesa lança novidade com carimbo nacional: Tapetes de cortiça

Numa junção única de dois dos setores historicamente fortes da economia portuguesa, uma startup portuguesa quer inovar e tem para isso a ajuda da Corticeira Amorim.
É uma ideia portuguesa, com certeza. A TD Cork quer mudar a produção de tapetes, combinando os métodos de tecelagem clássicos com um dos materiais mais polivalentes e conhecidos do nosso país: a cortiça.
"Com os Sugo Cork Rugs , a novidade chega através de um inovador método de produção de tapetes com cortiça, que deu origem a pedido de patente, o qual recupera técnicas tradicionais de tecelagem e que resulta na criação de uma nova coleção de tapetes, versáteis e funcionais, com as mais valias que resultam da incorporação de cortiça – como o isolamento térmico e acústico, conforto, propriedades antialergénicas, entre outras", revela o Grupo Amorim num comunicado oficial enviado para a redação do Economia ao Minuto.
A empresa de Américo Amorim está a apoiar a TD Cork, dona dos tapetes Sugo, através da Amorim Cork Ventures como parte da estratégia internacional: "A Amorim Cork Ventures está a lançar a sua segunda startup, constituída no âmbito desta que é a única incubadora do mundo exclusivamente dedicada a negócios em cortiça".
Liderada pela designer Susana Godinho e a gestora Sónia Andrade, a TD Cork - Tapetes Decorativos com Cortiça, Limitada foi "um dos primeiros negócios a ser acolhido na Amorim Cork Ventures, aquando da primeira 'call' que terminou em Dezembro de 2014, tendo-se seguido um período de incubação (que permitiu o desenvolvimento de produto e do modelo de negócios), constituição de empresa e investimento nos equipamentos de produção, culminando agora na apresentação ao mercado dos primeiros tapetes de cortiça obtidos por tecelage

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Dois bailarinos portugueses em competição internacional na Suíça

Dois bailarinos portugueses, de uma escola do Porto, foram selecionados para competir na 45.ª edição do Prix de Lausanne, na Suíça.
Diogo de Oliveira e Frederico Loureiro, da Escola Domus Dança, no Porto, são os únicos portugueses selecionados para competir no Prix de Lausanne, criado em 1973 e que é gerido pela Fondation en Faveur de l’Art Chorégraphique.
Na página de Facebook da escola podia ler-se que estavam em “contagem decrescente para o início do Prix de Lausanne”, onde os dois alunos “serão os representantes portugueses da edição 2017”.
De acordo com informação disponibilizada na página da Internet desta competição internacional, no total foram selecionados 74 jovens bailarinos finalistas, representando 17 nacionalidades, após uma avaliação de 338 candidaturas (244 raparigas e 94 rapazes), de 36 países diferentes.
O concurso internacional é aberto a jovens bailarinos dos 15 aos 18 anos e tornou-se conhecido por ser um dos mais exigentes concursos de dança a nível mundial para estudantes em fase final de formação.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Portugal tem quatro projetos finalistas ao Prémio Europeu Mies van der Rohe 2017

Portugal tem quatro projetos finalistas ao Prémio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia Mies van der Rohe 2017, anunciou a Comissão Europeia, que divulgou a lista dos 40 selecionados.

Portugal tem quatro projetos finalistas ao Prémio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia Mies van der Rohe 2017, anunciou esta segunda-feira a Comissão Europeia, que divulgou a lista dos 40 selecionados, provenientes de 17 países.

O prémio, no valor de 60 mil euros, instituído em 1987 pela Comissão Europeia e pela Fundação Mies van der Rohe, com sede em Barcelona, é considerado um dos galardões de maior prestígio na área da arquitetura.

Os quatro projetos finalistas construídos em Portugal são os seguintes: Casa em Oeiras, do ateliê Pedro Domingos Arquitetos; o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, pelo ateliê britânico AL_A – Amanda Levete; a Sede da EDP em Lisboa, pelo ateliê Aires Mateus; e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, por Álvaro Siza Vieira

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Há três palavras portuguesas que não se conseguem traduzir

Um novo estudo decidiu tentar traduzir as palavras sem tradução e expõe as palavras que, em todo o mundo, não têm interpretação literal. Três dessas palavras são portuguesas - saiba quais são
Um novo estudo decidiu tentar traduzir as palavras sem tradução – as palavras que, em todo o mundo, não têm tradução literal em mais nenhuma língua. Três são portuguesas e constam na lista. A mais óbvia é saudade, mas existem mais duas.
O estudo foi elaborado por Tim Lomas, da Universidade de Londres, e conta já com um projeto pessoal, o Positive Lexicography Project. O objetivo é tornar familiar aquelas palavras que só são entendidas num certo país e que não têm tradução literal em nenhuma outra língua, mas que transmitem um sentimento específico que, segundo conta a BBC, é negligenciado pelas outras línguas.

O Projeto de Lomas tentou então encontrar “sentimentos” não traduzíveis, por todo o mundo, na esperança de conseguir incorporá-los noutras culturas, que não as de origem. Para encontrar as palavras ‘intraduzíveis’, Lomas procurou na literatura académica e falou com as pessoas do país de origem das palavras que pretendia descobrir. Os primeiros resultados do seu projeto foram lançadas num jornal de psicologia, no ano passado. E foi nessa pesquisa que descobriu três palavras portuguesas

domingo, 29 de janeiro de 2017

Mafra formaliza candidatura do palácio a Património Mundial junto da UNESCO

O dossiê de candidatura do Palácio Nacional de Mafra e respetiva tapada a Património Mundial da UNESCO foi entregue esta quinta-feira ao comité internacional desta organização, anunciou o município.

A entrega do dossiê com a proposta para inscrição daquele edifício na lista de Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) "correspondeu a uma etapa histórica neste complexo e exigente processo, que permitirá a tomada de decisão da UNESCO", afirmou a Câmara Municipal em comunicado publicado no respetivo "site".
Desde 2004 que Mafra consta da lista bens patrimoniais portugueses a serem alvo de processo de classificação proposta pela comissão nacional da UNESCO.
Em 2016, voltou a constar da listagem, depois de uma recomendação da UNESCO em 2013 para que fossem atualizadas as listas dos Estados-membros, a cada 10 anos, pré-requisito para a inscrição de bens na lista do património mundial.
O dossiê foi coordenado pelo município e pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), com a colaboração do Palácio Nacional, Escola das Armas, Tapada Nacional e paróquia de Mafra.
A Lusa aguarda mais esclarecimentos da câmara e da DGPC.Caso venha a ser atribuída a classificação, os parceiros querem fazer coincidir o anúncio UNESCO com as comemorações dos 300 anos do lançamento da primeira pedra do palácio, que se assinalam este ano e têm o ponto alto a 17 de novembro.
Em 2014, a câmara de Mafra (PSD) constituiu uma comissão municipal, composta pelo diretor do Centro Cultural de Belém, ex-secretário de Estado da Cultura e vereador Elísio Summavielle (PS) e por outros dois vereadores do PSD e da CDU, destinada a iniciar a elaboração da candidatura do Palácio Nacional a património mundial da UNESCO.

Bruno Vieira Amaral na Índia com o apoio do Camões, I.P

Começou no dia 27 de janeiro de 2017, o Festival Literário de Hyderabad (HLF 2017). Portugal estará representado através da presença do jovem escritor Bruno Vieira Amaral, considerado pela Literature Across Frontiers uma das 10 novas vozes literárias na Europa em 2016.
De 30 de janeiro a 3 de fevereiro deslocar-se-á a Goa, a convite do CLP-Camões, I.P., para um encontro literário com escritores locais, que contará ainda com a participação de Rui Zink. Durante a sua estada no território, os dois autores portugueses visitarão a Universidade de Goa onde falarão sobre literatura portuguesa a alunos e professores.
Bruno Vieira Amaral participará ainda no Festival Literário de Kerala que se realizará em Calicute (Kozhikode) de 2 a 5 de fevereiro 2017.

A participação de Bruno Vieira Amaral neste certame é organizada pela Literature Across Frontiers, em parceria com o CLP-Camões em Goa.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

José Carlos de Vasconcelos ganha Prémio Vasco Graça Moura
Jornalista e director do Jornal de Letras é vencedor do prémio de 40 mil euros.

José Carlos Vasconcelos, de 76 anos, distinguido nesta terça-feira com o Prémio Vasco Graça Moura-Cidadania Cultural, foi apontado pelo júri do galardão como "um raro exemplo de persistência na imprensa portuguesa de âmbito cultural".

Vasconcelos, natural de Freamunde, no concelho de Paços de Ferreira, iniciou cedo a actividade jornalística e cultural na Póvoa de Varzim e, em 1960, publicou o primeiro livro de poemas. Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, onde se destacou como dirigente associativo. Enquanto universitário foi presidente da assembleia magna da Associação Académica, chefe de redacção da Via Latina, fundador e presidente do Círculo de Estudos Literários, actor no Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra, membro da direcção do cineclube local e chefe de redacção da revista Vértice

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O que os portugueses comiam no Natal há 100 anos

Está a ver aquela posta alta e deliciosa de bacalhau cozido com couves, cenouras, batatas e muito azeite por cima? No início do século XX, isso era coisa que só existia no Norte do país. Do Porto para baixo, a véspera de Natal era passada no mais rígido e rigoroso jejum. A partir do início do Advento, as famílias faziam jejum de carne e, na véspera de Natal, no Sul do país, era jejum total até à Missa do Galo.
A tradição é recordada por Maria de Lourdes Modesto num artigo publicado no jornal Público, em 2009. A maior especialista em comida portuguesa lembra-se que, na década de 30, depois da missa tinha finalmente direito a comer qualquer coisa – e normalmente os pais serviam um doce para quebrar o jejum. No dia 25, então, era servido um almoço completo e, no Alentejo, onde vivia com a família, era sempre porco – peru nem vê-lo. 
No Funchal, a tradição também era a do jejum na véspera e a do porco no Dia de Natal. De madrugada, depois da Missa do Galo, era servida uma canja e um cálice de vinho. Na verdade, a festa só começava depois da missa.
 Hoje em dia, a ceia da véspera de Natal tem tanta importância como o almoço de dia 25. Mas, há 100 anos, era coisa que existia essencialmente no Norte do País, acima do Porto. Aí, sim, havia uma tradição de jantar em família, com bacalhau – cozido ou em pastéis –, polvo guisado, arroz de polvo ou outros pratos sem carne. Na véspera de Natal, a família reunia-se à mesa para celebrar a festa em conjunto. E Missa do Galo não existia na região.
 Quando foi viver para Lisboa, no final do século XIX, o escritor Ramalho Ortigão indignou-se mesmo contra aquilo a que chamou "uma invasão do lar pela sacristia", um "intrometimento sacerdotal" que interrompia um jantar com uma missa. "Os padres, sem de modo algum lhes discutirmos o muito que eles sabem do pecado, não sabem nada acerca da família".
No Norte, ninguém rezava pelo Menino Jesus à meia-noite. A essa hora toda a gente estava sentada à mesa, à volta de um polvo ou de um bacalhau. 


SAPO:

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Edição rara de “Tabacaria” é lançada este mês

    O poema de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa, será reeditado no dia 28, numa edição de 1.500 exemplares que será comercializada numa caixa de madeira, com uma seleção de 25 fotografias da Baixa de Lisboa
A nova edição do poema “Tabacaria”, de Álvaro de Campos, um dos heterónimos de Fernando Pessoa, numa caixa de madeira, com 25 fotografias inéditas de Pedro Norton, é apresentada no dia 28, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa.
Fonte editorial disse à agência Lusa que foram feitos “apenas 1.500 exemplares, todos numerados, e este livro de 176 páginas não voltará a ser reimpresso, tratando-se de uma edição rara”, num formato de grande dimensão, 24 centímetros de largura e 33 de alturahttp://expresso.sapo.pt/cultura/2016-11-13-Edicao-rara-de-Tabacaria-e-lancada-este-mes

terça-feira, 8 de novembro de 2016

República Checa: José Luis Peixoto ganha bolsa

O escritor português José Luis Peixoto ganhou uma bolsa de criação no âmbito da iniciativa Writers in Residence da responsabilidade da Prague: UNESCO City of Literature.

Tendo concorrido entre 86 escritores e tradutores de todo o mundo, o escritor português foi selecionado para realizar esta Residência entre maio e junho de 2017. Durante este período o escritor irá interagir com escolas, universidades, clubes de leitura e com os meios de comunicação social e da imprensa cultural especializada.

Instituto Camões com "casa aberta interativa"

Novo portal de serviços procura alargar públicos da instituição e oferecer mais informação a quem quer estar próximo da realidade do país.
O Instituto Camões apresentou hoje o novo portal de serviços, já disponível online. Segundo a presidente da instituição, esta renovada ferramenta permite "melhor comunicação e mais comunicação." Ana Paula Laborinho destacou a linguagem simples e inovadora com que o Instituto Camões agora se apresenta ao mundo.
Com o novo portal de serviços o Instituto Camões quer aumentar o número de visitantes virtuais e reforçar a aposta na comunicação digital: atualmente tem mais de 99 mil seguidores no Twitter e 72 mil no Facebook
Para além da imagem gráfica, o portal aposta em cursos à distância, na atualidade e na informação cultural externa "mais próxima dos que querem conhecer a realidade do país", referiu a presidente da instituição


Diario de Noticias

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Braga a capital do Barroco



Conhecida como 'Cidade dos Arcebispos' ou 'Roma portuguesa', Braga conta uma história a cada passo

Sede da mais antiga diocese portuguesa, Braga foi fundada pelo imperador romano César Augusto, mas cresceu, ao longo dos séculos, ao ritmo da cristianização do território. O centro histórico é composto, sobretudo, por edifícios dos séculos XVII, XVIII e XIX, mas mantém notáveis marcas bimilenares, como as Termas Romanas da Cividade ou a Fonte do Ídolo. Mas foi no século XI, ainda antes da nacionalidade, que Braga se afirmou no contexto ibérico, com o bispo D. Pedro a mandar construir a Sé e a primeira muralha. Numa visita à Torre Medieval de S. Tiago, fica-se com uma ideia concreta da evolução histórica da cidade, com os quatro pisos divididos pelos períodos fundamentais, do romano aos nossos dias.


Aprovada proposta para que português seja língua oficial na ONU


O chefe de Estado português fez este anúncio numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro português, António Costa
O Presidente da República de Portugal anunciou hoje que na XI Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi aprovada uma proposta para que o português seja uma língua oficial nas Nações Unidas (ONU).
Marcelo Rebelo de Sousa disse que a proposta não consta da declaração final desta cimeira da CPLP, mas foi aprovada por aclamação, e adiantou que foi feita pelo Presidente do Brasil, Michel Temer.


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Palácio de Mafra faz 300 anos e quer prenda da Unesco

Haverá uma extensa programação a assinalar a data e concertos dos órgãos no primeiro domingo de cada mês. E avança a candidatura a Património da Humanidade
Sobreviveu quase incólume ao terramoto de 1755, o seu primeiro grande embate depois de construído, resistiu às invasões francesas, assistiu às lutas liberais, à extinção das ordens religiosas em 1834, e à implantação da República em 1910, tornando-se no primeiro monumento a abrir as portas ao público em maio de 1911. A 17 de novembro inicia um programa de celebração dos 300 anos do lançamento da primeira pedra. O Palácio de Mafra, mandado construir por D. João V em 1717, faz 300 anos.


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Museu dos Coches fecha entre 14 e 28 de novembro

Projeto museográfico, desenvolvido desde 2009, vai finalmente ser instalado no Museu dos Coches

Ano e meio depois da inauguração do Museu Nacional dos Coches vai ser instalado o projeto museográfico, desenvolvido desde 2009 por uma equipa liderada pelo arquiteto Nuno Sampaio.

Para a instalação dos equipamentos expositivos e multimédia o museu vai fechar portas ao público entre 14 e 28 de novembro, reabrindo na terça-feira, dia 29 de novembro, "em pleno com a comunicação e informação necessárias à interpretação e compreensão da coleção exposta", 


Dois jovens bailarinos portugueses selecionados para o Prix de Lausanne

Diogo de Oliveira e Frederico Loureiro, da Escola Domus Dança, no Porto, são únicos portugueses selecionados

Dois bailarinos portugueses, de uma escola do Porto, foram selecionados para competir na 45.ª edição do Prix de Lausanne, na Suíça, que decorrerá entre janeiro e fevereiro.

Diogo de Oliveira e Frederico Loureiro, da Escola Domus Dança, no Porto, são únicos portugueses selecionados para competir no Prix de Lausanne, criado em 1973 e que é gerido pela Fondation en Faveur de l'Art Chorégraphique.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Valter Hugo Mãe recusou usar palavra 'não' no último livro

Até agora ninguém reparou que nas 200 páginas de Homens imprudentemente poéticos há uma palavra que nunca é utilizada: o 'Não'

Do escritor Valter Hugo Mãe conhecia-se a decisão de escrever em minúsculas durante uma boa parte do seu percurso enquanto romancista, mas não se esperava que decidisse introduzir uma particularidade no seu mais recente livro, Homens imprudentemente poéticos: a ausência da palavra Não ao longo das suas 200 páginas. É isso que acontece e que, curiosamente, tem passado despercebido.


Governo quer explicações sobre praxe na praia de Paço d'Arcos

Governo quer explicações sobre praxe na praia de Paço d'Arcos
A Direção-Geral do Ensino Superior vai "contactar formalmente" a Escola Superior Náutica Infante D. Henrique a propósito da praxe a 20 alunos na semana passada que motivou a intervenção da Polícia Marítima numa praia de Oeiras.

Numa resposta enviada à Lusa, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) acrescentou que não recebeu nenhuma queixa em relação à praxe destes alunos, noticiada no domingo pelo jornal 'Correio da Manhã'.

Diáriode Notícias

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Escritores da língua portuguesa "On line"



Aproveitando a ocasião do Dia Mundial do Escritor - celebrado a 13 de outubro - foi hoje lançado um novo motor de busca sobre escritores de língua portuguesa, "Escritores Online" !

Conheça-o em: www.escritores.online

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Morreu em Paris o pintor português José Luiz da Rocha

O artista plástico português José Luiz da Rocha, conhecido como Darocha e há muito radicado em França, morreu no domingo aos 70 anos, disse à agência Lusa fonte próxima da família.
O artista português morreu em consequência de doença prolongada, em Paris, cidade onde vivia.
Nascido em Oliveira de Azeméis em 1945, José Luiz Da Rocha deixou Portugal na década de 1960, viveu em Londres e Toulouse, instalando-se finalmente em Paris , onde passou a residir e a trabalhar

Diario deNoticias

Turismo de Portugal desafia os portugueses



Turismo de Portugal desafia os portugueses:
“Ponha Portugal no Mapa” é a nova Campanha de Turismo Interno
Está lançado o desafio a todos os portugueses: partilharem o que de mais bonito e inspirador existe no nosso país e assim participarem num grande vídeo mapa de Portugal.
Todas as semanas será lançado um desafio na plataformawww.ponhaportugalnomapa.pt, a que se poderá responder com um ou mais vídeos, de 5 a 20 segundos, feitos com o telemóvel. Para isso, basta descarregar a aplicação e começar a filmar.
Consulte a plataforma, veja o vídeo em YouTube.com/Visitportugal, aceite o desafio e participe!

A Bertrand do Chiado é a mais antiga livraria do mundo




Quantas histórias guarda a livraria mais antiga do mundo? Ninguém sabe, nem pode saber. Porque são incontáveis as memórias de uma casa com quase 300 anos. Refúgio de escritores, revolucionários e conspiradores, o n.º 73 da rua Garrett está no Guiness Book.

Assim que entramos na primeira sala, percebemos imediatamente que a Bertrand  não é uma livraria qualquer. Do lado direito, uma placa assinala o “Cantinho de Aquilino”, uma homenagem ao escritor Aquilino Ribeiro que ali gostava de ficar sossegado, a ler. Também Alexandre Herculano era frequentador assíduo da casa, para lançar os seus livros e participar nas tertúlias diárias. O espaço acabava por funcionar como um clube literário, ponto de encontro de grandes vultos da literatura portuguesa. Por lá passaram os intelectuais da Geração de 70, como Eça de QueirósAntero de Quental, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins. E tantos outros, ainda hoje.

O pai foi salvo por Aristides de Sousa Mendes. Ela quer inspirar o mundo com a história



Andrée Lotey só nesta última década descobriu o porquê dos seus pais terem uma certa fascinação por Portugal
  Uma canadiana filha de um sobrevivente judeu salvo por Aristides de Sousa Mendes pretende inspirar o mundo com a história heroica do antigo Cônsul de Portugal em Bordéus.
"Ele (Aristides de Sousa Mendes) foi um homem tão heroico, que sacrificou tudo para fazer o que estava certo. Numa altura como esta, quando há conflitos como o da Síria e dos refugiados, as pessoas precisam de histórias como estas para se inspirarem", disse à agência Lusa Andrée Lotey.
A professora da Universidade de Montreal, doutorada em filosofia, e roteirista, criou há dois anos o documentário 'La Valise Verte' (A Mala Verde) em que conta a história de como o seu pai foi salvo pelo Cônsul de Bordéus, que considera um "herói e um excecional e extraordinário ser humano".

Diario de Notícias