terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Portugal tem quatro projetos finalistas ao Prémio Europeu Mies van der Rohe 2017

Portugal tem quatro projetos finalistas ao Prémio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia Mies van der Rohe 2017, anunciou a Comissão Europeia, que divulgou a lista dos 40 selecionados.

Portugal tem quatro projetos finalistas ao Prémio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia Mies van der Rohe 2017, anunciou esta segunda-feira a Comissão Europeia, que divulgou a lista dos 40 selecionados, provenientes de 17 países.

O prémio, no valor de 60 mil euros, instituído em 1987 pela Comissão Europeia e pela Fundação Mies van der Rohe, com sede em Barcelona, é considerado um dos galardões de maior prestígio na área da arquitetura.

Os quatro projetos finalistas construídos em Portugal são os seguintes: Casa em Oeiras, do ateliê Pedro Domingos Arquitetos; o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, pelo ateliê britânico AL_A – Amanda Levete; a Sede da EDP em Lisboa, pelo ateliê Aires Mateus; e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, por Álvaro Siza Vieira

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Há três palavras portuguesas que não se conseguem traduzir

Um novo estudo decidiu tentar traduzir as palavras sem tradução e expõe as palavras que, em todo o mundo, não têm interpretação literal. Três dessas palavras são portuguesas - saiba quais são
Um novo estudo decidiu tentar traduzir as palavras sem tradução – as palavras que, em todo o mundo, não têm tradução literal em mais nenhuma língua. Três são portuguesas e constam na lista. A mais óbvia é saudade, mas existem mais duas.
O estudo foi elaborado por Tim Lomas, da Universidade de Londres, e conta já com um projeto pessoal, o Positive Lexicography Project. O objetivo é tornar familiar aquelas palavras que só são entendidas num certo país e que não têm tradução literal em nenhuma outra língua, mas que transmitem um sentimento específico que, segundo conta a BBC, é negligenciado pelas outras línguas.

O Projeto de Lomas tentou então encontrar “sentimentos” não traduzíveis, por todo o mundo, na esperança de conseguir incorporá-los noutras culturas, que não as de origem. Para encontrar as palavras ‘intraduzíveis’, Lomas procurou na literatura académica e falou com as pessoas do país de origem das palavras que pretendia descobrir. Os primeiros resultados do seu projeto foram lançadas num jornal de psicologia, no ano passado. E foi nessa pesquisa que descobriu três palavras portuguesas

domingo, 29 de janeiro de 2017

Mafra formaliza candidatura do palácio a Património Mundial junto da UNESCO

O dossiê de candidatura do Palácio Nacional de Mafra e respetiva tapada a Património Mundial da UNESCO foi entregue esta quinta-feira ao comité internacional desta organização, anunciou o município.

A entrega do dossiê com a proposta para inscrição daquele edifício na lista de Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) "correspondeu a uma etapa histórica neste complexo e exigente processo, que permitirá a tomada de decisão da UNESCO", afirmou a Câmara Municipal em comunicado publicado no respetivo "site".
Desde 2004 que Mafra consta da lista bens patrimoniais portugueses a serem alvo de processo de classificação proposta pela comissão nacional da UNESCO.
Em 2016, voltou a constar da listagem, depois de uma recomendação da UNESCO em 2013 para que fossem atualizadas as listas dos Estados-membros, a cada 10 anos, pré-requisito para a inscrição de bens na lista do património mundial.
O dossiê foi coordenado pelo município e pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), com a colaboração do Palácio Nacional, Escola das Armas, Tapada Nacional e paróquia de Mafra.
A Lusa aguarda mais esclarecimentos da câmara e da DGPC.Caso venha a ser atribuída a classificação, os parceiros querem fazer coincidir o anúncio UNESCO com as comemorações dos 300 anos do lançamento da primeira pedra do palácio, que se assinalam este ano e têm o ponto alto a 17 de novembro.
Em 2014, a câmara de Mafra (PSD) constituiu uma comissão municipal, composta pelo diretor do Centro Cultural de Belém, ex-secretário de Estado da Cultura e vereador Elísio Summavielle (PS) e por outros dois vereadores do PSD e da CDU, destinada a iniciar a elaboração da candidatura do Palácio Nacional a património mundial da UNESCO.

Bruno Vieira Amaral na Índia com o apoio do Camões, I.P

Começou no dia 27 de janeiro de 2017, o Festival Literário de Hyderabad (HLF 2017). Portugal estará representado através da presença do jovem escritor Bruno Vieira Amaral, considerado pela Literature Across Frontiers uma das 10 novas vozes literárias na Europa em 2016.
De 30 de janeiro a 3 de fevereiro deslocar-se-á a Goa, a convite do CLP-Camões, I.P., para um encontro literário com escritores locais, que contará ainda com a participação de Rui Zink. Durante a sua estada no território, os dois autores portugueses visitarão a Universidade de Goa onde falarão sobre literatura portuguesa a alunos e professores.
Bruno Vieira Amaral participará ainda no Festival Literário de Kerala que se realizará em Calicute (Kozhikode) de 2 a 5 de fevereiro 2017.

A participação de Bruno Vieira Amaral neste certame é organizada pela Literature Across Frontiers, em parceria com o CLP-Camões em Goa.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

José Carlos de Vasconcelos ganha Prémio Vasco Graça Moura
Jornalista e director do Jornal de Letras é vencedor do prémio de 40 mil euros.

José Carlos Vasconcelos, de 76 anos, distinguido nesta terça-feira com o Prémio Vasco Graça Moura-Cidadania Cultural, foi apontado pelo júri do galardão como "um raro exemplo de persistência na imprensa portuguesa de âmbito cultural".

Vasconcelos, natural de Freamunde, no concelho de Paços de Ferreira, iniciou cedo a actividade jornalística e cultural na Póvoa de Varzim e, em 1960, publicou o primeiro livro de poemas. Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, onde se destacou como dirigente associativo. Enquanto universitário foi presidente da assembleia magna da Associação Académica, chefe de redacção da Via Latina, fundador e presidente do Círculo de Estudos Literários, actor no Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra, membro da direcção do cineclube local e chefe de redacção da revista Vértice

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O que os portugueses comiam no Natal há 100 anos

Está a ver aquela posta alta e deliciosa de bacalhau cozido com couves, cenouras, batatas e muito azeite por cima? No início do século XX, isso era coisa que só existia no Norte do país. Do Porto para baixo, a véspera de Natal era passada no mais rígido e rigoroso jejum. A partir do início do Advento, as famílias faziam jejum de carne e, na véspera de Natal, no Sul do país, era jejum total até à Missa do Galo.
A tradição é recordada por Maria de Lourdes Modesto num artigo publicado no jornal Público, em 2009. A maior especialista em comida portuguesa lembra-se que, na década de 30, depois da missa tinha finalmente direito a comer qualquer coisa – e normalmente os pais serviam um doce para quebrar o jejum. No dia 25, então, era servido um almoço completo e, no Alentejo, onde vivia com a família, era sempre porco – peru nem vê-lo. 
No Funchal, a tradição também era a do jejum na véspera e a do porco no Dia de Natal. De madrugada, depois da Missa do Galo, era servida uma canja e um cálice de vinho. Na verdade, a festa só começava depois da missa.
 Hoje em dia, a ceia da véspera de Natal tem tanta importância como o almoço de dia 25. Mas, há 100 anos, era coisa que existia essencialmente no Norte do País, acima do Porto. Aí, sim, havia uma tradição de jantar em família, com bacalhau – cozido ou em pastéis –, polvo guisado, arroz de polvo ou outros pratos sem carne. Na véspera de Natal, a família reunia-se à mesa para celebrar a festa em conjunto. E Missa do Galo não existia na região.
 Quando foi viver para Lisboa, no final do século XIX, o escritor Ramalho Ortigão indignou-se mesmo contra aquilo a que chamou "uma invasão do lar pela sacristia", um "intrometimento sacerdotal" que interrompia um jantar com uma missa. "Os padres, sem de modo algum lhes discutirmos o muito que eles sabem do pecado, não sabem nada acerca da família".
No Norte, ninguém rezava pelo Menino Jesus à meia-noite. A essa hora toda a gente estava sentada à mesa, à volta de um polvo ou de um bacalhau. 


SAPO:

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Edição rara de “Tabacaria” é lançada este mês

    O poema de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa, será reeditado no dia 28, numa edição de 1.500 exemplares que será comercializada numa caixa de madeira, com uma seleção de 25 fotografias da Baixa de Lisboa
A nova edição do poema “Tabacaria”, de Álvaro de Campos, um dos heterónimos de Fernando Pessoa, numa caixa de madeira, com 25 fotografias inéditas de Pedro Norton, é apresentada no dia 28, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa.
Fonte editorial disse à agência Lusa que foram feitos “apenas 1.500 exemplares, todos numerados, e este livro de 176 páginas não voltará a ser reimpresso, tratando-se de uma edição rara”, num formato de grande dimensão, 24 centímetros de largura e 33 de alturahttp://expresso.sapo.pt/cultura/2016-11-13-Edicao-rara-de-Tabacaria-e-lancada-este-mes

terça-feira, 8 de novembro de 2016

República Checa: José Luis Peixoto ganha bolsa

O escritor português José Luis Peixoto ganhou uma bolsa de criação no âmbito da iniciativa Writers in Residence da responsabilidade da Prague: UNESCO City of Literature.

Tendo concorrido entre 86 escritores e tradutores de todo o mundo, o escritor português foi selecionado para realizar esta Residência entre maio e junho de 2017. Durante este período o escritor irá interagir com escolas, universidades, clubes de leitura e com os meios de comunicação social e da imprensa cultural especializada.

Instituto Camões com "casa aberta interativa"

Novo portal de serviços procura alargar públicos da instituição e oferecer mais informação a quem quer estar próximo da realidade do país.
O Instituto Camões apresentou hoje o novo portal de serviços, já disponível online. Segundo a presidente da instituição, esta renovada ferramenta permite "melhor comunicação e mais comunicação." Ana Paula Laborinho destacou a linguagem simples e inovadora com que o Instituto Camões agora se apresenta ao mundo.
Com o novo portal de serviços o Instituto Camões quer aumentar o número de visitantes virtuais e reforçar a aposta na comunicação digital: atualmente tem mais de 99 mil seguidores no Twitter e 72 mil no Facebook
Para além da imagem gráfica, o portal aposta em cursos à distância, na atualidade e na informação cultural externa "mais próxima dos que querem conhecer a realidade do país", referiu a presidente da instituição


Diario de Noticias

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Braga a capital do Barroco



Conhecida como 'Cidade dos Arcebispos' ou 'Roma portuguesa', Braga conta uma história a cada passo

Sede da mais antiga diocese portuguesa, Braga foi fundada pelo imperador romano César Augusto, mas cresceu, ao longo dos séculos, ao ritmo da cristianização do território. O centro histórico é composto, sobretudo, por edifícios dos séculos XVII, XVIII e XIX, mas mantém notáveis marcas bimilenares, como as Termas Romanas da Cividade ou a Fonte do Ídolo. Mas foi no século XI, ainda antes da nacionalidade, que Braga se afirmou no contexto ibérico, com o bispo D. Pedro a mandar construir a Sé e a primeira muralha. Numa visita à Torre Medieval de S. Tiago, fica-se com uma ideia concreta da evolução histórica da cidade, com os quatro pisos divididos pelos períodos fundamentais, do romano aos nossos dias.


Aprovada proposta para que português seja língua oficial na ONU


O chefe de Estado português fez este anúncio numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro português, António Costa
O Presidente da República de Portugal anunciou hoje que na XI Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi aprovada uma proposta para que o português seja uma língua oficial nas Nações Unidas (ONU).
Marcelo Rebelo de Sousa disse que a proposta não consta da declaração final desta cimeira da CPLP, mas foi aprovada por aclamação, e adiantou que foi feita pelo Presidente do Brasil, Michel Temer.


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Palácio de Mafra faz 300 anos e quer prenda da Unesco

Haverá uma extensa programação a assinalar a data e concertos dos órgãos no primeiro domingo de cada mês. E avança a candidatura a Património da Humanidade
Sobreviveu quase incólume ao terramoto de 1755, o seu primeiro grande embate depois de construído, resistiu às invasões francesas, assistiu às lutas liberais, à extinção das ordens religiosas em 1834, e à implantação da República em 1910, tornando-se no primeiro monumento a abrir as portas ao público em maio de 1911. A 17 de novembro inicia um programa de celebração dos 300 anos do lançamento da primeira pedra. O Palácio de Mafra, mandado construir por D. João V em 1717, faz 300 anos.


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Museu dos Coches fecha entre 14 e 28 de novembro

Projeto museográfico, desenvolvido desde 2009, vai finalmente ser instalado no Museu dos Coches

Ano e meio depois da inauguração do Museu Nacional dos Coches vai ser instalado o projeto museográfico, desenvolvido desde 2009 por uma equipa liderada pelo arquiteto Nuno Sampaio.

Para a instalação dos equipamentos expositivos e multimédia o museu vai fechar portas ao público entre 14 e 28 de novembro, reabrindo na terça-feira, dia 29 de novembro, "em pleno com a comunicação e informação necessárias à interpretação e compreensão da coleção exposta", 


Dois jovens bailarinos portugueses selecionados para o Prix de Lausanne

Diogo de Oliveira e Frederico Loureiro, da Escola Domus Dança, no Porto, são únicos portugueses selecionados

Dois bailarinos portugueses, de uma escola do Porto, foram selecionados para competir na 45.ª edição do Prix de Lausanne, na Suíça, que decorrerá entre janeiro e fevereiro.

Diogo de Oliveira e Frederico Loureiro, da Escola Domus Dança, no Porto, são únicos portugueses selecionados para competir no Prix de Lausanne, criado em 1973 e que é gerido pela Fondation en Faveur de l'Art Chorégraphique.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Valter Hugo Mãe recusou usar palavra 'não' no último livro

Até agora ninguém reparou que nas 200 páginas de Homens imprudentemente poéticos há uma palavra que nunca é utilizada: o 'Não'

Do escritor Valter Hugo Mãe conhecia-se a decisão de escrever em minúsculas durante uma boa parte do seu percurso enquanto romancista, mas não se esperava que decidisse introduzir uma particularidade no seu mais recente livro, Homens imprudentemente poéticos: a ausência da palavra Não ao longo das suas 200 páginas. É isso que acontece e que, curiosamente, tem passado despercebido.


Governo quer explicações sobre praxe na praia de Paço d'Arcos

Governo quer explicações sobre praxe na praia de Paço d'Arcos
A Direção-Geral do Ensino Superior vai "contactar formalmente" a Escola Superior Náutica Infante D. Henrique a propósito da praxe a 20 alunos na semana passada que motivou a intervenção da Polícia Marítima numa praia de Oeiras.

Numa resposta enviada à Lusa, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) acrescentou que não recebeu nenhuma queixa em relação à praxe destes alunos, noticiada no domingo pelo jornal 'Correio da Manhã'.

Diáriode Notícias

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Escritores da língua portuguesa "On line"



Aproveitando a ocasião do Dia Mundial do Escritor - celebrado a 13 de outubro - foi hoje lançado um novo motor de busca sobre escritores de língua portuguesa, "Escritores Online" !

Conheça-o em: www.escritores.online

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Morreu em Paris o pintor português José Luiz da Rocha

O artista plástico português José Luiz da Rocha, conhecido como Darocha e há muito radicado em França, morreu no domingo aos 70 anos, disse à agência Lusa fonte próxima da família.
O artista português morreu em consequência de doença prolongada, em Paris, cidade onde vivia.
Nascido em Oliveira de Azeméis em 1945, José Luiz Da Rocha deixou Portugal na década de 1960, viveu em Londres e Toulouse, instalando-se finalmente em Paris , onde passou a residir e a trabalhar

Diario deNoticias

Turismo de Portugal desafia os portugueses



Turismo de Portugal desafia os portugueses:
“Ponha Portugal no Mapa” é a nova Campanha de Turismo Interno
Está lançado o desafio a todos os portugueses: partilharem o que de mais bonito e inspirador existe no nosso país e assim participarem num grande vídeo mapa de Portugal.
Todas as semanas será lançado um desafio na plataformawww.ponhaportugalnomapa.pt, a que se poderá responder com um ou mais vídeos, de 5 a 20 segundos, feitos com o telemóvel. Para isso, basta descarregar a aplicação e começar a filmar.
Consulte a plataforma, veja o vídeo em YouTube.com/Visitportugal, aceite o desafio e participe!

A Bertrand do Chiado é a mais antiga livraria do mundo




Quantas histórias guarda a livraria mais antiga do mundo? Ninguém sabe, nem pode saber. Porque são incontáveis as memórias de uma casa com quase 300 anos. Refúgio de escritores, revolucionários e conspiradores, o n.º 73 da rua Garrett está no Guiness Book.

Assim que entramos na primeira sala, percebemos imediatamente que a Bertrand  não é uma livraria qualquer. Do lado direito, uma placa assinala o “Cantinho de Aquilino”, uma homenagem ao escritor Aquilino Ribeiro que ali gostava de ficar sossegado, a ler. Também Alexandre Herculano era frequentador assíduo da casa, para lançar os seus livros e participar nas tertúlias diárias. O espaço acabava por funcionar como um clube literário, ponto de encontro de grandes vultos da literatura portuguesa. Por lá passaram os intelectuais da Geração de 70, como Eça de QueirósAntero de Quental, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins. E tantos outros, ainda hoje.

O pai foi salvo por Aristides de Sousa Mendes. Ela quer inspirar o mundo com a história



Andrée Lotey só nesta última década descobriu o porquê dos seus pais terem uma certa fascinação por Portugal
  Uma canadiana filha de um sobrevivente judeu salvo por Aristides de Sousa Mendes pretende inspirar o mundo com a história heroica do antigo Cônsul de Portugal em Bordéus.
"Ele (Aristides de Sousa Mendes) foi um homem tão heroico, que sacrificou tudo para fazer o que estava certo. Numa altura como esta, quando há conflitos como o da Síria e dos refugiados, as pessoas precisam de histórias como estas para se inspirarem", disse à agência Lusa Andrée Lotey.
A professora da Universidade de Montreal, doutorada em filosofia, e roteirista, criou há dois anos o documentário 'La Valise Verte' (A Mala Verde) em que conta a história de como o seu pai foi salvo pelo Cônsul de Bordéus, que considera um "herói e um excecional e extraordinário ser humano".

Diario de Notícias

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Visitas guiadas mostram o outro lado de Viseu


Até 8 de Setembro, decorrem em Viseu uma série de visitas guiadas que pretendem dar a conhecer histórias, mitos e lendas da antiga cidade. A iniciativa "Viseu Misteriosa" parte de visitas guiadas e encenadas, que começam junto à Porta de São Francisco (junto à escola Emídio Navarro) e percorre várias ruas e locais do centro histórico da cidade.

A iniciativa resulta de uma ideia original da Viseu Marca, entidade organizadora da Feira de São Mateus, tem o apoio do Município e tem como objetivo proporcionar "uma nova experiência de turismo cultural em Viseu", anuncia a associação Viseu Marca

 


Correio da Manhã. 

domingo, 14 de agosto de 2016

Descoberta habitação e muralhas com 2 300 anos no Castro de Salreu


A segunda campanha de escavações arqueológicas no Castro de Salreu, em Estarreja, revelou indícios de uma muralha em redor da povoação e de uma construção habitacional com cerca de 2300 anos, disse hoje o coordenador do projeto.
Os resultados da segunda fase de escavações vão ser apresentados hoje à noite na escola da Sr.ª. do Monte, em Estarreja, no distrito de Aveiro, e, segundo o presidente do Centro de Arqueologia de Arouca, António Manuel Silva, são "bastante interessantes" por irem além dos objetos que já tinham sido identificados.
"Este ano encontrámos indícios claros de uma espécie de muralha que circundava o castro, mas principalmente o resto de uma estrutura que supomos habitacional com base em pedra, uma cabana redonda de uma construção típica dessa época neste género de povoados", afirmou à Lusa António Manuel Silva.

 


Diário de Notícias.http://www.dn.pt/artes/interior/descoberta-habitacao-e-muralhas-com-2300-anos-no-castro-de-salreu-5336099.html


sábado, 13 de agosto de 2016

Portuguesa distinguida por 'curta' sobre imigração

A curta-metragem "4242", de Sara Eustáquio, 16 anos, sobre o processo de adaptação de uma imigrante, recebeu o prémio de mérito, o segundo mais importante, nos IndieFest Film Awards, em Los Angeles, EUA, somando a terceira distinção internacional.

O trabalho da jovem de Torres Vedras já tinha conquistado uma menção especial de mérito do júri no BestShorts Competition, igualmente na Califórnia, e o prémio revelação no Festival Near Nazareth, em Israel. Na quinta-feira foi anunciada a nova distinção pelo festival norte-americano.
A 'curta', que também já foi selecionada para o Josiah Media Festival, que se realiza em outubro, no Texas, inspira-se na experiência da protagonista, a aluna romena Cristina Caldararu, de 18 anos, da mesma escola de Eustáquio, a Secundária Henriques Nogueira, em Torres Vedras.


Correio da Manhã

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

“Levantado do Chão” pela primeira vez em romeno


Acaba de dar à estampa a primeira edição em romeno de Levantado do Chão, com a chancela da habitual editora de José Saramago, a Polirom. Integrada em “Seria de autor”, dedicada a Saramago, este é o 15º título desta coleção.
Com esta nova tradução, da autoria de Simina Popa, a quase totalidade da novelística de José Saramago passa a estar disponível para os seus leitores romenos.
A capa é a reprodução da obra “Enclosed Field with Ploughman” de Vicent van Gogh, datada de 1889.
O livro: «A transformação social. A contestação. Personagens em diálogos. As cruentas desigualdades sociais. Surgem as perguntas proibidas. Vai-se adquirindo consciência e espaço, para que tudo se levante do chão. Um livro composto por 34 capítulos. No 17.º está a tortura e a morte de Germano Santos Vidigal. Germano, o nome que significa irmão, o homem da lança. Apesar de vencido, o sacrifício da sua vida indica o caminho. “Já o encontraram. Levam-no dois guardas, para onde quer que nos voltemos não se vê outra coisa, levam-no da praça, à saída da porta do sector seis juntam-se mais dois, e agora parece mesmo de propósito, é tudo a subir, como se estivéssemos a ver uma fita sobre a vida de Cristo, lá em cima é o calvário, estes são os centuriões de bota rija e guerreiro suor, levam as lanças engatilhadas, está um calor de sufocar, alto. “As mulheres são também chamadas à primeira linha das decisões neste belo romance de Saramago. O diálogo monossilábico entre marido e mulher da família Mau-Tempo vai-se alterando. Interessante observar uma narrativa que vai da submissão ao sentido de libertação, através de gerações.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)


"Considero que esta nova geração de escritores não é assim tão extraordinária"


O nome da entrevistada e o da editora Tinta da China confundem-se. Praticamente são uma única imagem na cabeça do clube de fãs leitores que adoram todos os livros, bem como a revista Granta, que Bárbara Bulhosa publica. Uma editora independente que consegue manter-se à tona entre o pouco espaço comercial que os grandes grupos deixaram no mercado livreiro em Portugal atualmente, que trouxe à luz do dia um punhado de bons autores e ótimos livros.
Na entrevista, diz o que pensa do mundo editorial de uma forma tão sincera que, gravador desligado, acha melhor suavizar algumas declarações: "Não quero ser morta pelas outras editoras." Nada que a deva preocupar, afinal disse umas verdades, aquelas que se forem tidas em conta podem evitar algum do cinzentismo editorial atual.

 


Diário de Notícias.http://www.dn.pt/portugal/entrevista/interior/considero-que-esta-nova-geracao-de-escritores-nao-e-assim-tao-extraordinaria-5330635.html


Música para todos os gostos no festival Sol da Caparica


Só com músicos lusófonos, o festival começa hoje e termina domingo, esperando receber mais de 70 mil pessoas. Além da música, há desportos, street art e até cinema
Mão Morta e C4 Pedro, Roda de Choro e The Gift, Valete e Rui Veloso, David Fonseca e Ana Moura - todos têm lugar no palco do Sol da Caparica. O cartaz só tem músicos da lusofonia mas não tem qualquer requisito quanto ao género musical. "O grande critério, para além da lusofonia, é que os artistas que vêm aqui em cada ano nos tragam algo de novo. Que tenham um disco novo ou um novo projeto, para despertar a atenção do público", explica ao DN António Miguel Guimarães, organizador do evento.


Diário de Notícias.http://www.dn.pt/artes/interior/musica-para-todos-os-gostos-no-festival-sol-da-caparica-5332235.html


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

“Todos os Nomes” com a chancela da Atlantik / Hoffmann und Campe


Depois do lançamento em 2014 em formato e-book, “Todos os Nomes” acaba de dar à estampa na editora alemã Atlantik, do grupo Hoffmann und Campe, referido “como um sonho envolvente” na contracapa do livro:
O livro: O protagonista é um homem de meia idade, funcionário inferior do Arquivo do Registo Civil. Este funcionário cultiva a pequena mania de coleccionar notícias de jornais e revistas sobre gente célebre. Um dia reconhece a falta, nas suas colecções, de informações exactas sobre o nascimento (data, naturalidade, nome dos pais, etc.) dessas pessoas. Dedica-se portanto a copiar os respectivos dados das fichas que se encontram no arquivo. Casualmente, a ficha de uma pessoa comum (uma mulher) mistura-se com outras que estás copiando. O súbito contraste entre o que é conhecido e o que é desconhecido faz surgir nele a necessidade de conhecer a vida dessa mulher. Começa assim uma busca, a procura do outro.


Obras em igreja de Famalicão, revelam necrópole do século XII

Lugar de enterramento remonta ao século XII Por Lusa Obras que decorrem junto à igreja românica de Antas, Famalicão, deram a conhecer uma necrópole que remonta ao século XII, revelou esta sexta-feira a autarquia local.

A Câmara de Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, tem em curso desde maio uma obra junto às igrejas nova e românica de Antas, tendo o presidente da câmara, Paulo Cunha, avançado aquando da apresentação do projeto em novembro do ano passado, que pretendia criar ali "um novo centro cívico" através de um investimento superior a meio milhão de euros. Hoje, em comunicado, a autarquia dá conta de que uma equipa de arqueólogos que tem acompanhado as obras junto à igreja românica encontrou uma antiga necrópole que remonta ao século XII e desde o início da empreitada foram identificados e intervencionados cerca de 60 enterramentos, a grande maioria com esqueletos associados. 

Correioda Manhã.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Ana Moura quer pôr a Caparica a dançar ao ritmo do seu fado

Dançar fado? Porque não? Dia 13 a fadista sobe ao palco do festival Sol da Caparica a dar o ritmo
Ana Moura acabava de pisar pela primeira vez o recinto onde quinta-feira começa a terceira edição do festival Sol na Caparica e cedo ficou com a sensação do fado que melhor se enquadra por estas paragens. "Apetece cantar o Dia de Folga. Podem contar com esse. A praia aqui ao lado, pessoas de férias e em lazer sugere uma coisa alegre com música que fale de estarmos livres para fazermos o que mais gostamos", justificava ao DN, apostando desde já em pôr o público a dançar. Sim, a dançar fado na noite de dia 13.
Daí que a fadista esteja decidida a apostar nos fados mais ritmados do álbum Moura, o mesmo que quarta-feira atingiu a dupla platina, chegando aos 30 mil exemplares vendidos. "Que orgulho tenho nisso!", desabafava, colocando várias faixas no alinhamento para o festival organizado pela Câmara de Almada que junta a música portuguesa em dois palcos entre 11 e 14 de agosto.

Diário de Notícias.Dançar fado? Porque não? Dia 13 a fadista sobe ao palco do festival Sol da Caparica a dar o ritmo
Ana Moura acabava de pisar pela primeira vez o recinto onde quinta-feira começa a terceira edição do festival Sol na Caparica e cedo ficou com a sensação do fado que melhor se enquadra por estas paragens. "Apetece cantar o Dia de Folga. Podem contar com esse. A praia aqui ao lado, pessoas de férias e em lazer sugere uma coisa alegre com música que fale de estarmos livres para fazermos o que mais gostamos", justificava ao DN, apostando desde já em pôr o público a dançar. Sim, a dançar fado na noite de dia 13.
Daí que a fadista esteja decidida a apostar nos fados mais ritmados do álbum Moura, o mesmo que quarta-feira atingiu a dupla platina, chegando aos 30 mil exemplares vendidos. "Que orgulho tenho nisso!", desabafava, colocando várias faixas no alinhamento para o festival organizado pela Câmara de Almada que junta a música portuguesa em dois palcos entre 11 e 14 de agosto.