domingo, 10 de abril de 2016
Documentário sobre Amadeo de Souza Cardoso enche Gulbenkian
O
realizador do documentário "Amadeo de Souza Cardoso: O último segredo da
arte moderna", Christophe Fonseca, disse à agência Lusa, em Lisboa, que
"ainda há muito por descobrir sobre a obra genial" do artista
falecido em 1918.
O documentário foi
exibido em Portugal pela primeira vez ontem, no grande auditório da Fundação
Calouste Gulbenkian, perante cerca de 1200 pessoas, e com muitas a ficarem à
porta. Facto que surpreendeu o próprio realizador, Christophe Fonseca.
"Numa noite de futebol, se tivessem 20 pessoas...", disse na sua
apresentação, antes do filme começar a passar, aludindo ao Benfica-Bayern de
Munique de ontem.
"O objetivo deste
filme é dar a conhecer a nível internacional a vida e obra de um artista genial
que se mantém praticamente desconhecido", sublinhou o realizador, em
Lisboa para a primeira exibição pública.
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Pintura
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Adeus a um amigo…
Cumprimos com comunicar o trágico falecimento de Mario
Wilson Campos, irmão de Luísa de Campos, Tesoureira do IPC, e cunhado de
Fernando Campos, Vice-presidente do IPC, passamento ocorrido na tarde 7 de
Abril do ano em curso.
Aos nossos colegas do Conselho de Administração, a D.
Fernanda de Campos, sua mãe, aos demais familiares e amigos os nossos sentidos pêsames
nesta hora de intensa tristeza.
O velório é na Capela No. 4 do Cementerio del Este e o
enterro ocorrerá amanhã, sábado, pelas 11 h.
Agradecemos aos que se fizerem presentes neste acto.
Três jovens portuguesas atuam no Royal Albert Hall
Têm entre 15 e 16 anos e vão atuar, esta segunda-feira, numa das mais prestigiadas salas de espetáculos do mundo. As três jovens portuguesas chegam a Londres depois de serem selecionadas no concurso "International Music Competition London Prize Virtuoso Competition 2016".
A soprano Adriana Ribeiro, de 16 anos, a violoncelista Mafalda Santos, de 17 anos, e a violinista Cristina Dimitrova, de 15 anos (nascida em Portugal no seio de uma família com raízes búlgaras) são as três representantes portuguesas entre os cerca de 30 jovens virtuosos que, esta noite, atuam na sala de espetáculos londrina.
A jovem Adriana Ribeiro estuda canto no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Aveiro, e venceu, em 2015, o primeiro prémio no Concurso Internacional de Música Cidade de Almada.
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Música
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Rússia: Lançamento de Antologia de Contos de Fernando Pessoa
Este evento resulta de uma
colaboração entre a Biblioteca de Literatura Estrangeira de Moscovo, a
Embaixada de Portugal em Moscovo, e o Camões, I.P.
O serão literário, que será
presidido por Mário Godinho de Matos, terá a participação da Diretora da Casa
Fernando Pessoa, Clara Riso, e do tradutor da antologia e editor do Livro do Desassossego,
Alexandre Ivanov. Esta sessão cultural contará ainda com a atuação de Vladimir
Sedov (Violoncelo) e de Arseniy Tchubachin (piano).
No dia 31 de março, às 16h00, na
Biblioteca Estatal Maiakovsky, de São Petersburgo, será apresentada ao público
a tradução de O Banqueiro
Anarquista e Outros Contos de
Fernando Pessoa, com o apoio da Fundação Cultural Luso-Russa Lusitânia, e com a
participação da Diretora da Casa Fernando Pessoa, do tradutor Anton Tchernov, e
da Vice-Diretora da Fundação Cultural Luso-Russa, Margarita Kozarovitch.
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Instituto Camões
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Prémio Fernão Mendes Pinto-Edição 2016
Cada proposta deverá conter o curriculum vitae do autor, uma cópia da dissertação em
suporte informático, parecer dos orientadores da dissertação e uma declaração
da instituição em que foi apresentada.
Este prémio, atribuído anualmente
pela AULP, tem como objetivo galardoar uma dissertação de mestrado ou de
doutoramento que contribua para a aproximação das Comunidades de Língua
Portuguesa, explicitando relações entre comunidades de, pelo menos, dois
países. O valor do Prémio Fernão Mendes Pinto é de 8.000 euros a atribuir numa
parceria conjunta entre a AULP e a CPLP, sendo a responsabilidade da publicação
do trabalho vencedor do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.
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Instituto Camões
terça-feira, 5 de abril de 2016
Lisboa recebe a primeira edição da ARCO em Maio
Organizada pela IFEMA, Feira de Madrid, com apoio e representação da
produtora nacional Café Pessoa, do Ministério da Cultura, da Câmara Municipal
de Lisboa e do Turismo de Portugal, a ARCOlisboa pretende transformar o espaço
da Cordoaria Nacional numa montra da diversidade do panorama artístico
contemporâneo português em contexto internacional, atraindo ao local
coleccionadores, admiradores e profissionais nacionais e estrangeiros.
Entre os artistas representados no certame destacam-se, entre outros,
Joaquin Torres Garcia, Mario Merz, Dan Graham, Robert Barry, Julian Opie,
Julião Sarmento, Joana Vasconcelos, Pedro Cabrita Reis, Juan Luis Moraza,
Ignasi Aballí, Maria Loboda, Felipe Arturo ou João Maria Gusmão + Pedro Paiva.
Do lado das galerias, marcam presença nomes como 3+1 Arte Contemporânea,
Cristina Guerra Contemporary Art, Mário Sequeira, Pedro Cera, Quadrado Azul ou
Pedro Oliveira, entre as portuguesas, ou ainda Ángeles Baños, Anne Barrault,
Christopher Grimes, José De La Mano, Leon Tovar ou Umberto Di Marino, entre as
estrangeiras.
A ARCOlisboa abre ainda espaço para o debate, com a realização de dois
fóruns, um dedicado ao coleccionismo e outro às instituições, que contarão com
a participação de comissários, críticos e coleccionadores nacionais e
internacionais a par de instituições como o Museu de Serralves, o Museu
Calouste Gulbenkian ou o Museu Colecção Berardo.
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arte contemporânea
Livro reúne receitas da gastronomia tradicional dos países lusófonos
Depois de
passar por São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor-Leste, o chef Luís Simões decidiu reunir em livro exemplos da
gastronomia dos países lusófonos, que, acredita, é “tão boa ou melhor” que
outras cozinhas conhecidas mundialmente.
O livro “Sabores
da Lusofonia”, agora lançado em Portugal, está dividido em capítulos dedicados
a cada país da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) – Angola,
Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São
Tomé e Príncipe e Timor-Leste -, e apresenta, para cada um, uma entrada, um
prato de peixe, um prato de carne, uma sobremesa e dois ingredientes típicos,
além de um texto introdutório e de fotografias das paisagens.
O objetivo do livro – editado em
português e em inglês, para que possa ser lido “além da lusofonia” – é, disse
Luís Simões à Lusa, o de dar a conhecer “a gastronomia da CPLP, mas de uma
forma jovial, contemporânea”.No seu livro, o chefe de cozinha apresenta as receitas tradicionais dos diferentes países e dá-lhes “uma nova imagem, uma nova roupagem” e acredita que esta é uma gastronomia com muito potencial.
“A gastronomia da lusofonia é tão boa ou melhor que outras cozinhas conhecidas mundialmente. Temos muita qualidade, somos muito ricos, agora é preciso dar a conhecer”, defende.
Joia que pertenceu à rainha D. Amélia vai a leilão em Hong Kong
(Talvez deve-se ir para um museu nacional... ou não?)
Uma joia, com esmeraldas e
diamantes, que pertenceu à rainha D. Amélia, mulher do rei D. Carlos, vai a
leilão na Sotheby's em Hong Kong, na próxima terça-feira.
O broche,
desenhado em finais do século XIX, com diamantes-rosa, esmeraldas, ouro e
prata, tem um valor de licitação entre cerca de um milhão e 1,3 milhões de
euros, e é uma das "estrelas" do leilão.
"A
grandeza deste broche reside não só na sua proveniência, mas também nas três
atrativas esmeraldas colombianas, que são naturais e sem tratamento de clareza,
em que a pedra central pesa uns impressionantes 12,22 quilates", lê-se no
catálogo da leiloeira.
As
esmeraldas, realça a leiloeira, são "de elevado grau de clareza, raramente
encontrado hoje".
"Um
broche nobre com estas pedras preciosas importantes" que, segundo a
Sotheby's, "atrai tanto aficionados e colecionadores de joias, como
conhecedores de gemas".
A joia foi
oferecida a D. Amélia, pelo seu padrinho, Luís, duque de Aumale, filho do
último rei de França, Luís Filipe, a quando do seu casamento com o monarca
português, em 1889.
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História
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Paulo Branco: “Comprei os direitos do projecto Dom Quixote”
O
produtor português vai produzir O
Homem Que Matou Dom Quixote, de Terry Gilliam. Será a concretização do
projecto que o ex-Monty Python tentou fazer já por duas vezes, sem êxito.
O produtor
português Paulo Branco vai produzir O
Homem Que Matou Dom Quixote, que pode começar a ser filmado em Setembro,
em Portugal e Espanha, retomando o projecto do realizador Terry Gilliam com
mais de 15 anos.
“Comprei
os direitos do projecto. O projecto é meu”, esclareceu na sexta-feira o produtor
português ao PÚBLICO, ao telefone partir de Londres, acrescentando que o
primeiro encontro com o realizador norte-americano tinha sido em finais de
Fevereiro e que Terry Gilliam já tinha mesmo estado em Portugal para discutir o
projecto. O filme será uma co-produção entre França, Espanha e Portugal.
A
produtora de Paulo Branco anunciou na quinta-feira à noite, num breve
comunicado, que ia produzir o “mítico projecto de Terry Gilliam”, um filme que
tem argumento deste ex-Monty e de Tony Grisoni, numa adaptação do romance e
clássico da história da literatura, Dom
Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes. Os meios de informação
internacionais especializados em cinema, como a Hollywood Reporter ou a Variety, revelaram que o
filme terá um financiamento de 16 milhões de euros.
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Cinema Português
O cinema lido pelos modernistas
Joana Matos
Frias, tirando umas pinceladas sobre pintura, interessa-se pela relação do meio
literário modernista – o mais ligado à poesia – com o cinema: Cinefilia
e Cinefobia no Modernismo Português
Cinefilia e Cinefobia no Modernismo Português parece (e é) um título
demasiado ambicioso para um livro com pouco mais de cem páginas. Como
professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a autora, Joana
Matos Frias, tirando umas pinceladas sobre pintura (e a figura do pintor Julio,
irmão de José Régio), interessa-se quase exclusivamente pela relação do meio
literário modernista – o mais ligado à poesia – com o cinema. E este sobretudo
como objecto de curiosidade (ou desprezo) por parte dos ditos modernistas
(neste particular, o título é exacto). De fora, ficam também grandes
considerações sobre o cinema feito em Portugal no período abarcado pelo livro
(dos anos 10 a meados dos anos 30) ou possíveis ligações dos cineastas
portugueses ao movimento modernista. A excepção, óbvia, é António Ferro, que nem
poderá ser considerado propriamente um cineasta (no sentido de alguém dedicado
à actividade do cinema), mesmo se chegou a escrever argumentos para filmes
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Cinema
domingo, 3 de abril de 2016
Efemérides... Agostinho da Silva
Agostinho da
Silva é dos mais paradoxais pensadores portugueses do século XX. O tema mais
candente da sua obra foi a cultura de língua portuguesa, num fraternal abraço
ao Brasil e aos países lusófonos. Todavia, a questão das filosofias nacionais
não é para si decisiva, parecendo-lhe antes uma questão académica: «Não sei se há
filosofias nacionais, e não sei se os filósofos, exactamente porque reflectem
sobre o geral, se não internacionalizam desde logo».
O problema de que parte é a procura de uma razão de ser para Portugal: o que eu quero é que a filosofia que haja por estes lados arranque do povo português, faça que o povo português tenha confiança em si mesmo», entendendo por «povo português» não apenas os portugueses de Portugal, mas também os do Brasil, laçados de índios e negros, os portugueses de África, tribais e pretos, como também os da Índia, de Macau e de Timor.
Embarcando num sonho universalista em que os portugueses que vivem apenas para Portugal não têm razão de ser, apresentou-se aos olhos tantas vezes desconcertados dos seus leitores como um cavaleiro do Quinto Império, um reinado do Espírito Santo, respirando um misto de franciscanismo e de joaquimismo e, em todo o caso, obra mais de cigarras que de formigas como era próprio das crianças: «Restaurar a criança em nós, e em nós a coroarmos Imperador, eis aí o primeiro passo para a formação do império», o que é dizer que o primeiro passo dos impérios está sempre no espírito dos homens, aptos para servir, como os antigos templários ou os cavaleiros da Ordem de Cristo.
O problema de que parte é a procura de uma razão de ser para Portugal: o que eu quero é que a filosofia que haja por estes lados arranque do povo português, faça que o povo português tenha confiança em si mesmo», entendendo por «povo português» não apenas os portugueses de Portugal, mas também os do Brasil, laçados de índios e negros, os portugueses de África, tribais e pretos, como também os da Índia, de Macau e de Timor.
Embarcando num sonho universalista em que os portugueses que vivem apenas para Portugal não têm razão de ser, apresentou-se aos olhos tantas vezes desconcertados dos seus leitores como um cavaleiro do Quinto Império, um reinado do Espírito Santo, respirando um misto de franciscanismo e de joaquimismo e, em todo o caso, obra mais de cigarras que de formigas como era próprio das crianças: «Restaurar a criança em nós, e em nós a coroarmos Imperador, eis aí o primeiro passo para a formação do império», o que é dizer que o primeiro passo dos impérios está sempre no espírito dos homens, aptos para servir, como os antigos templários ou os cavaleiros da Ordem de Cristo.
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Agostinho da Silva,
Efemérides
Filme de Leonor Teles volta a ganhar prémio, desta vez em Hong Kong
A Balada de
um Batráquio conquista
prémio de Melhor Curta no Festival de Cinema de Hong Kong.
A
Balada de um Batráquio, da realizadora Leonor Teles, ganhou
este sábado o Prémio Firebird da competição internacional de curtas-metragens
do Festival de Cinema de Hong Kong, uma das montras de cinema mais importantes
da Ásia, segundo anunciou a página de Facebook da produtora
Uma Pedra no Sapato.
O
prémio Melhor Curta é uma das cinco distinções principais do festival, que este
ano vai 40.ª edição, tendo a cerimónia de entrega decorrido esta noite em Hong
Kong. O Firebird para Cinema Jovem, foi para Life After Life(2016), de
Zhang Hanyi (China), o
Firebird para Documentário paraBehemoth (2015), de Zhao Liang (China),
o prémio FIPRESCI para The
Island Funeral (2015),
de Pimpaka Towira (Tailândia), e o prémio SIGNIS para Land Of Mine (2015), de Martin Zandvliet
(Dinamarca).
A
realizadora portuguesa de 23 anos já tinha ganho em Fevereiro deste ano o Urso de Ouro para as curtas no Festival de Cinema de Berlim com o mesmo
filme de 11 minutos, onde explora os mal-entendidos e xenofobia em relação à
etnia cigana, a propósito da superstição de colocar sapos de louça à porta das
lojas para impedir a entrada de ciganos. Leonor Teles tem ascendência cigana
por parte do pai.
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Cinema Português
Transformar Telheiras numa ilha da Polinésia
O novo filme de João Nicolau é uma produção à
Hollywood, diz o produtor Luís Urbano.
Na
fase dourada do cinema português de autor, seja no formato da curta ou da
longa, há uma produtora que se destaca: O Som e a Fúria. Depois da invasão no
Festival de Berlim, a estreia de John From, de João Nicolau volta a fazer olhar
o cinéfilo para um percurso de ascensão internacional de uma casa de produção
que já é uma "label" internacional. Atrás deste percurso, um homem, o
produtor Luís Urbano, sócio desta aventura com Sandro Aguilar. O ex-membro da
direção do Curtas Vila do Conde, foi o responsável de uma construção de uma
aclamação internacional de nomes como o seu sócio Sandro Aguilar e João
Nicolau, ambos sobretudo no circuito das curtas. Depois, claro, o caso Miguel
Gomes, que desde Aquele Querido Mês de Agosto, se tornou num nome forte da cena
internacional do cinema de autor.
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Cinema Português
sexta-feira, 1 de abril de 2016
A acção do poema
Mais um livro póstumo, onde a voz mais elevada da poesia de Herberto
Helder se pode apreender nalguns poemas, os suficientes para justificar esta
edição.
Depois de Poemas Canhotos, eis o segundo livro póstumo de Herberto Helder.
Chama-se Letra Aberta e
reúne trinta e três poemas inéditos, escolhidos por Olga Lima. A inauguração do
espólio do poeta já sem a sua tutela (o livro anterior tinha sido deixado
pronto para publicação) foi mais rápida do que era previsível, mas é
gratificante: há neste livro um punhado de poemas que ascendem aos cimos da
melhor obra herbertiana. E na comparação com o livro anterior, este tem muito a
ganhar. Na recepção crítica da poesia de Herberto Helder, esta ideia de que nem
tudo se equivale e de que também há momentos fracos é recente, foi suscitada
pelos últimos livros, e é a resposta que obteve a um novo desafio (implicando
não apenas decisões editoriais, mas também representações e imagens públicas)
que o próprio poeta decidiu fazer, por insondáveis determinações, que revogaram
severas determinações que se tinham colado à sua imagem como uma segunda
natureza. Ecos deste embate, temo-los ainda nalguns poemas deste livro, aqueles
que provavelmente serão por estes dias mais citados, mas que estão longe de ser
o que de melhor nele podemos ler.
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Herberto Helder,
Poesia
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