terça-feira, 5 de abril de 2016

Livro reúne receitas da gastronomia tradicional dos países lusófonos



    
 Depois de passar por São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor-Leste, o chef Luís Simões decidiu reunir em livro exemplos da gastronomia dos países lusófonos, que, acredita, é “tão boa ou melhor” que outras cozinhas conhecidas mundialmente.
O livro “Sabores da Lusofonia”, agora lançado em Portugal, está dividido em capítulos dedicados a cada país da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste -, e apresenta, para cada um, uma entrada, um prato de peixe, um prato de carne, uma sobremesa e dois ingredientes típicos, além de um texto introdutório e de fotografias das paisagens.
O objetivo do livro – editado em português e em inglês, para que possa ser lido “além da lusofonia” – é, disse Luís Simões à Lusa, o de dar a conhecer “a gastronomia da CPLP, mas de uma forma jovial, contemporânea”.
No seu livro, o chefe de cozinha apresenta as receitas tradicionais dos diferentes países e dá-lhes “uma nova imagem, uma nova roupagem” e acredita que esta é uma gastronomia com muito potencial.
“A gastronomia da lusofonia é tão boa ou melhor que outras cozinhas conhecidas mundialmente. Temos muita qualidade, somos muito ricos, agora é preciso dar a conhecer”, defende.



Revista Port.com




Joia que pertenceu à rainha D. Amélia vai a leilão em Hong Kong

(Talvez deve-se ir para um museu nacional... ou não?)


Uma joia, com esmeraldas e diamantes, que pertenceu à rainha D. Amélia, mulher do rei D. Carlos, vai a leilão na Sotheby's em Hong Kong, na próxima terça-feira.
O broche, desenhado em finais do século XIX, com diamantes-rosa, esmeraldas, ouro e prata, tem um valor de licitação entre cerca de um milhão e 1,3 milhões de euros, e é uma das "estrelas" do leilão.
"A grandeza deste broche reside não só na sua proveniência, mas também nas três atrativas esmeraldas colombianas, que são naturais e sem tratamento de clareza, em que a pedra central pesa uns impressionantes 12,22 quilates", lê-se no catálogo da leiloeira.
As esmeraldas, realça a leiloeira, são "de elevado grau de clareza, raramente encontrado hoje".
"Um broche nobre com estas pedras preciosas importantes" que, segundo a Sotheby's, "atrai tanto aficionados e colecionadores de joias, como conhecedores de gemas".
A joia foi oferecida a D. Amélia, pelo seu padrinho, Luís, duque de Aumale, filho do último rei de França, Luís Filipe, a quando do seu casamento com o monarca português, em 1889.


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Paulo Branco: “Comprei os direitos do projecto Dom Quixote”


O produtor português Paulo Branco vai produzir O Homem Que Matou Dom Quixote, que pode começar a ser filmado em Setembro, em Portugal e Espanha, retomando o projecto do realizador Terry Gilliam com mais de 15 anos. 
“Comprei os direitos do projecto. O projecto é meu”, esclareceu na sexta-feira o produtor português ao PÚBLICO, ao telefone partir de Londres, acrescentando que o primeiro encontro com o realizador norte-americano tinha sido em finais de Fevereiro e que Terry Gilliam já tinha mesmo estado em Portugal para discutir o projecto. O filme será uma co-produção entre França, Espanha e Portugal.
A produtora de Paulo Branco anunciou na quinta-feira à noite, num breve comunicado, que ia produzir o “mítico projecto de Terry Gilliam”, um filme que tem argumento deste ex-Monty e de Tony Grisoni, numa adaptação do romance e clássico da história da literatura, Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes. Os meios de informação internacionais especializados em cinema, como a Hollywood Reporter ou a Variety, revelaram que o filme terá um financiamento de 16 milhões de euros.


O cinema lido pelos modernistas


Joana Matos Frias, tirando umas pinceladas sobre pintura, interessa-se pela relação do meio literário modernista – o mais ligado à poesia – com o cinema: Cinefilia e Cinefobia no Modernismo Português
Cinefilia e Cinefobia no Modernismo Português parece (e é) um título demasiado ambicioso para um livro com pouco mais de cem páginas. Como professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a autora, Joana Matos Frias, tirando umas pinceladas sobre pintura (e a figura do pintor Julio, irmão de José Régio), interessa-se quase exclusivamente pela relação do meio literário modernista – o mais ligado à poesia – com o cinema. E este sobretudo como objecto de curiosidade (ou desprezo) por parte dos ditos modernistas (neste particular, o título é exacto). De fora, ficam também grandes considerações sobre o cinema feito em Portugal no período abarcado pelo livro (dos anos 10 a meados dos anos 30) ou possíveis ligações dos cineastas portugueses ao movimento modernista. A excepção, óbvia, é António Ferro, que nem poderá ser considerado propriamente um cineasta (no sentido de alguém dedicado à actividade do cinema), mesmo se chegou a escrever argumentos para filmes


domingo, 3 de abril de 2016

Efemérides... Agostinho da Silva


Agostinho da Silva é dos mais paradoxais pensadores portugueses do século XX. O tema mais candente da sua obra foi a cultura de língua portuguesa, num fraternal abraço ao Brasil e aos países lusófonos. Todavia, a questão das filosofias nacionais não é para si decisiva, parecendo-lhe antes uma questão académica: «Não sei se há filosofias nacionais, e não sei se os filósofos, exactamente porque reflectem sobre o geral, se não internacionalizam desde logo».

O problema de que parte é a procura de uma razão de ser para Portugal: o que eu quero é que a filosofia que haja por estes lados arranque do povo português, faça que o povo português tenha confiança em si mesmo», entendendo por «povo português» não apenas os portugueses de Portugal, mas também os do Brasil, laçados de índios e negros, os portugueses de África, tribais e pretos, como também os da Índia, de Macau e de Timor.

Embarcando num sonho universalista em que os portugueses que vivem apenas para Portugal não têm razão de ser, apresentou-se aos olhos tantas vezes desconcertados dos seus leitores como um cavaleiro do Quinto Império, um reinado do Espírito Santo, respirando um misto de franciscanismo e de joaquimismo e, em todo o caso, obra mais de cigarras que de formigas como era próprio das crianças: «Restaurar a criança em nós, e em nós a coroarmos Imperador, eis aí o primeiro passo para a formação do império», o que é dizer que o primeiro passo dos impérios está sempre no espírito dos homens, aptos para servir, como os antigos templários ou os cavaleiros da Ordem de Cristo.  
    

Filme de Leonor Teles volta a ganhar prémio, desta vez em Hong Kong


A Balada de um Batráquio conquista prémio de Melhor Curta no Festival de Cinema de Hong Kong.
A Balada de um Batráquio, da realizadora Leonor Teles, ganhou este sábado o Prémio Firebird da competição internacional de curtas-metragens do Festival de Cinema de Hong Kong, uma das montras de cinema mais importantes da Ásia, segundo anunciou a página de Facebook da produtora Uma Pedra no Sapato. 
O prémio Melhor Curta é uma das cinco distinções principais do festival, que este ano vai 40.ª edição, tendo a cerimónia de entrega decorrido esta noite em Hong Kong. O Firebird para Cinema Jovem, foi para Life After Life(2016), de Zhang Hanyi (China), o Firebird para Documentário paraBehemoth (2015), de Zhao Liang (China), o prémio FIPRESCI para The Island Funeral (2015), de Pimpaka Towira (Tailândia), e o prémio SIGNIS para Land Of Mine (2015), de Martin Zandvliet (Dinamarca).
A realizadora portuguesa de 23 anos já tinha ganho em Fevereiro deste ano o Urso de Ouro para as curtas no Festival de Cinema de Berlim com o mesmo filme de 11 minutos, onde explora os mal-entendidos e xenofobia em relação à etnia cigana, a propósito da superstição de colocar sapos de louça à porta das lojas para impedir a entrada de ciganos. Leonor Teles tem ascendência cigana por parte do pai.


Transformar Telheiras numa ilha da Polinésia


O novo filme de João Nicolau é uma produção à Hollywood, diz o produtor Luís Urbano.

Na fase dourada do cinema português de autor, seja no formato da curta ou da longa, há uma produtora que se destaca: O Som e a Fúria. Depois da invasão no Festival de Berlim, a estreia de John From, de João Nicolau volta a fazer olhar o cinéfilo para um percurso de ascensão internacional de uma casa de produção que já é uma "label" internacional. Atrás deste percurso, um homem, o produtor Luís Urbano, sócio desta aventura com Sandro Aguilar. O ex-membro da direção do Curtas Vila do Conde, foi o responsável de uma construção de uma aclamação internacional de nomes como o seu sócio Sandro Aguilar e João Nicolau, ambos sobretudo no circuito das curtas. Depois, claro, o caso Miguel Gomes, que desde Aquele Querido Mês de Agosto, se tornou num nome forte da cena internacional do cinema de autor.


sexta-feira, 1 de abril de 2016

A acção do poema

Mais um livro póstumo, onde a voz mais elevada da poesia de Herberto Helder se pode apreender nalguns poemas, os suficientes para justificar esta edição.

Depois de Poemas Canhotos, eis o segundo livro póstumo de Herberto Helder. Chama-se Letra Aberta e reúne trinta e três poemas inéditos, escolhidos por Olga Lima. A inauguração do espólio do poeta já sem a sua tutela (o livro anterior tinha sido deixado pronto para publicação) foi mais rápida do que era previsível, mas é gratificante: há neste livro um punhado de poemas que ascendem aos cimos da melhor obra herbertiana. E na comparação com o livro anterior, este tem muito a ganhar. Na recepção crítica da poesia de Herberto Helder, esta ideia de que nem tudo se equivale e de que também há momentos fracos é recente, foi suscitada pelos últimos livros, e é a resposta que obteve a um novo desafio (implicando não apenas decisões editoriais, mas também representações e imagens públicas) que o próprio poeta decidiu fazer, por insondáveis determinações, que revogaram severas determinações que se tinham colado à sua imagem como uma segunda natureza. Ecos deste embate, temo-los ainda nalguns poemas deste livro, aqueles que provavelmente serão por estes dias mais citados, mas que estão longe de ser o que de melhor nele podemos ler.


quinta-feira, 31 de março de 2016

Fama do fado leva estrangeiros a aprender português no Canadá



Uma escola canadiana de Toronto está a usar, entre outros argumentos, a fama das músicas da fadista Mariza para promover o ensino do português, uma estratégia que se tem revelado um sucesso.
 
 "Tenho tido alunos que se inscreveram no curso de português porque querem compreender as letras de fados, Mariza. Porque admiram tanto o fado como a cultura portuguesa, que querem aprender a língua. Depois apaixonam-se pela língua e prosseguem porque querem ser fluentes no português", afirmou Patrícia Vieira.
Patrícia Vieira, de 40 anos, leciona no Colégio George Brown há 10 anos, desde o início do programa de português naquela instituição de ensino profissional.
A literatura também é um dos fatores que leva os canadianos a aprenderem a língua portuguesa, como foi o caso de uma aluna que ao ler o Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago, em inglês, "quis interpretar a versão do livro em português" e matriculou-se na escola.
O curso de português no Colégio George Brown também é muito procurado por tripulantes de aviões de companhias aéreas por "necessidades profissionais".
Natural de Lisboa, Patrícia Vieira está no Canadá há 13 anos e é licenciada em línguas e literatura clássica pela Universidade de Lisboa.

Nova Iorque recorda Aristides de Sousa Mendes



Exposição que recorda a ação do cônsul português durante a Segunda Guerra Mundial inaugura a 7 de abril.
    A Federação Sefardita Americana inaugura em Nova Iorque, no próximo dia 7 de abril, uma exposição sobre o cônsul português Aristides de Sousa Mendes com imagens e vídeos inéditos.

    Com o título "Portugal, a última esperança: os vistos de Sousa Mendes para a liberdade", a exposição poderá ser vista no Centro para a História Judia até 9 de setembro.
   A iniciativa procura assinalar o 50.º aniversário da condecoração do cônsul português com o título de "Righteous Among the Nations" (Justo Entre as Nações) pela importante organização judaica Yad Vashem.

  "Quando seguir regras era a ordem do dia, Aristides de Sousa Mendes recusou ser cúmplice, fosse por conveniência ou complacência, de ataques monstruosos à dignidade humana. O heroísmo agora honrado deve servir de inspiração a outros para que sigam Sousa Mendes nos seus passos teimosamente conscientes e criativos em nome da liberdade", disse o diretor executivo da Federação Sefardita Americana, Jason Guberman.